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]]>Nesse filme, acompanhamos duas tramas, a principal, sendo da Violet com o Major e a outra com o Yuris, que estava com uma doença terminal, e logo vemos como ambas as situações ficam interligadas. Porque enquanto em uma situação está tendo uma despedida triste, em outra está tendo um encontro emocionante, mostrando lados opostos, mas com finais diferentes.
No caso de Violet, ela sempre esteve atrás do Major, na verdade, estava vivendo por ele, quando descobre seu paradeiro, ela corre atrás, enquanto Yuris pede para que Violet faça uma carta de pós-morte, não demonstrando seu sentimento real no momento, apenas para Lucas, seu amigo, por telefone. Digo isso, por conta que vemos como Yuris sempre guardou sua mensagem sincera até sua morte, já Violet que guardava tudo desde a “morte” do Major, sempre ficou preso na garganta para falar sobre.
No anime também vemos como aquela profissão de Violet, estava perdendo popularidade, por conta do telefone, que pode remeter hoje em dia, na verdade, até mais para frente, já que hoje temos mensagens de texto online e tudo. Perdendo então o valor da mensagem que no anime vemos ser lindo e sincero, tendo vários momentos na história que as cartas não eram apenas textos, mas sentimentos que faziam o receptor sentir algo no fundo do coração. Atualmente, vemos que usar qualquer palavra serve, às vezes, nem pensamos o que está sendo escrito ou falado, passando um sentimento de rapidez sobre a situação, onde no anime retrata de uma forma mais calma, que sendo de uma época diferente, faz sentido, mas que a essência vai se perdendo no tempo.
No filme, vemos o trajeto de Violet até esse longa, não sendo a mesma do começo, ela traz uma bagagem que realmente a construiu para este momento de reencontro com o Major. Tendo momentos onde ela enviava cartas para a filha de uma mãe que estava prestes a falecer, e para acompanhar, fez até os 50 anos de sua filha como se ainda estivesse viva. Outra que estava em uma escola para princesa e acompanha seu crescimento para o casamento arranjado, mas que tem um amor verdadeiro fora dessa relação arranjado. O Yuris que foi um caso parecido com a primeira, mas foi o momento que ela percebeu que é lindo manter uma mensagem pós morte, mas que isso não seria a melhor escolha. Fazendo total sentido, já que quando ela se encontra com o Major, vemos que ambos tem muito o que falar, que por uma carta não seria o suficiente.
O filme realmente me tocou, foi algo que esquecemos sempre de aproveitar o momento, sejam elas felizes ou tristes, que talvez não teremos chances de falar depois ou nunca. Então vejo que Violet Evergarden ao todo, foi um anime maravilhoso, carregando e aprendendo cada vez mais, sobre as histórias que acompanhamos juntos, entendendo assim como podemos nos envolver com ela e consigo mesmo.
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]]>The post 05 animes nada clichês para ver com amor no dia dos namorados! first appeared on Animes Online BR.
]]>Que tal hoje termos uma lista (a minha primeira deste blog, diga-se de passagem) de animes que nos tragam reflexões sobre o amor e sobre relacionamentos? Porque, afinal, talvez os melhores momentos junto com nossos amores sejam os rodeados das melhores conversas e trocas de ideias. Concordam?
Esse foi um daqueles animes que eu comecei a assistir muito despretensiosamente, num Dia dos Namorados inclusive, e quando dei por mim estava refletindo sobre tudo na vida e um pouco mais.
Sinopse:
“As meninas de um clube de literatura do ensino médio fazem uma brincadeira para se conhecerem: respondendo à pergunta: “O que você quer fazer antes de morrer?” Uma das garotas diz “sexo”. Mal sabem eles, o turbilhão desencadeado por essa palavra empurra cada uma dessas meninas, com diferentes origens e personalidades, para seus próprios caminhos desajeitados, engraçados, dolorosos e emocionais em direção à idade adulta.”
É difícil lembrar de um anime que converse mais com o íntimo do autoconhecimento como esse. De uma forma maestral, Araburu traz problemáticas internas de cada personagem e expõe as consequências de todas elas na vida de cada uma. São personagens que enfrentam dificuldades em relacionamentos amorosos, convivências com outras pessoas, dúvidas com relação ao corpo, tudo num mix que se resolve e você só quer conversar com alguém sobre tudo o que aprendeu com essa obra.
“Ah Cami, mas você disse que não ia ter anime clichê nessa lista”. Aceito que você pense assim, mas garanto que você não viu esse anime como eu gostaria que você visse.
Sinopse:
“O anime conta a história de Sawako Kuronuma, uma estudante colegial apelidada de Sadako, personagem do filme “O Chamado”, devido à sua aparência e seu nome serem parecidos com a personagem do filme. Por sua aparência parecida com a da Sadako, Sawako não consegue fazer amigos, pois muitos têm medo dela. Shouta Kazehaya é um menino popular da sala da garota, e, sem nenhum motivo, Shouta começa a conversar com ela sem demonstrar medo e sem chamá-la pelo apelido, o que deixa Sawako extremamente feliz. Após fazer amizade com Shouta, a menina começa a mudar sua vida.”
Kimi ni Todoke fala muito mais sobre uma jornada de autoconhecimento do que sobre um relacionamento em si. Sawako é uma menina insegura e com muitas questões de relacionamentos com outras pessoas que ela precisa resolver, aos poucos ela vai confiando cada vez mais em si, vai se entendendo e se auto reconhecimento A trajetória da personagem é uma das aulas de autoconhecimento que eu mais gosto de conversar com quem eu amo e uma discussão importante para o dia dos namorados.
Quem acompanhou animadíssimo a construção do relacionamento entre Uenoyama e Mafuyu, também deve ter percebido (ou não) as nuances que acontecem durante a obra.
Sinopse:
Uenoyama estava desanimado com as coisas que antes alegravam sua vida. Um dia ele encontra um garoto estranho em seu local de soneca, e o rapaz pede para ensina-lo a tocar. Durante as aulas Mafuyu acaba cantarolando e, ao ouvir, Uenoyama sente algo diferente e fica novamente animado, algo nele começa a brotar.
Mafuyu teve uma grande perda na vida, a do seu primeiro e grande amor. O anime é, acima de tudo sobre a reconstrução de um amor dentro do protagonista, sobre a superação e a forma que ele encontra, na música, de entender os seus próprios sentimentos sobre o seu passado e sobre o seu futuro com o seu mais novo amor.
Você consegue se imaginar vendo o grande amor da sua vida morrendo na sua frente? E ainda, de quebra perder os dois braços por causa de uma bomba? Pois é, Violet passou por isso.
Sinopse:
“Com o fim da guerra, Violet Evergarden precisa recomeçar sua vida. Para isso, aceita um emprego como escritora de cartas, onde poderá encontrar sua verdadeira identidade e enfrentar o seu passado.”
Violet Evergarden encontra na esperança de descobrir o significado das palavras “eu te amo, do fundo do meu coração”, a força para seguir em frente. O que, afinal, seria mais importante que essa esperança no dia dos namorados?
Esse anime também me surpreendeu bastante. Não por se tratar de uma história muito bem construída sobre uma guerra mundial, mas sim por, apesar do tema central, conseguir construir tão bem uma história romântica bastante madura de um casal que sabe que o fim está próximo.
Sinopse:
“O enredo inicia-se apresentando dois estudantes que recém começaram a namorar: Shuuji e Chise. Apesar de estarem desconfortáveis no início, o casal logo começa a se entender aos poucos. Porém, quando Chise voltava para casa à noite, era seguida por um grupo de homens do governo. No dia seguinte, Shuuji e alguns colegas vão até uma cidade próxima para fazerem compras quando, de repente, a cidade é atacada por dezenas e dezenas de aviões e bombas.”
Os dois carregam tantas dúvidas e tantas preocupações nos ombros que é difícil criarem um relacionamento em que nenhum dos dois se machuque. E o fato de Chise estar perdendo aos poucos a sua própria humanidade, tornando-se cada vez mais máquina do que garota, torna tudo infinitamente mais difícil. Saikano é sobre superar situações difíceis, mas com companheirismo e muito amor.
Essa lista não é, de longe a mais romântica que você verá no dia dos namorados, mas eu garanto que vai arrancar boas discussões com quem você quer ter aqueles momentos de conversa que, às vezes entram pela noite e tornam aquele dia muito inesquecível e você, ainda mais apaixonado.
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]]>The post Violet Evergarden e a sinceridade first appeared on Animes Online BR.
]]>Quem nunca se sentiu num momento que não sabia o significado das palavras, mas entendia completamente o sentido / sentimento da situação? A mágica de traduzir isso em palavras é um aprendizado que Violet tem ao longo de toda a história e domina com maestria.
Parece impossível, mas o treino e o tempo para adquirir experiência permitem que você se torne hábil em muitas coisas (ou seria em todas as coisas?). Até mesmo em aprender a traduzir sentimentos.
Tem coisas que não é possível explicar sem viver, mas depois de presenciar você começa a entender, e a sinceridade consigo mesmo é o maior passo que existe para o toque na emoção, manifestação de sentimento. Palavras e ações sem sentimentos são vazias. E quando tem emoção são sentidas!
Quanto menos você entende o que está passando e abertamente se dispõe a entender, tal como Violet, nas chances que cruzam o seu caminho, mais você consegue ter a profundidade do que está acontecendo e perceber o que está envolvido nele. Com mais clareza. Você consegue saber o que é vazio e o que é emoção (independente de qual emoção, não estamos identificando nenhuma específica aqui).
Esse foi o caminho que ela trilhou até conseguir entender o que estava se passando consigo mesma no momento que ela ouvia as pessoas e escrevia cartas e no momento importante para ela e as ações e palavras daquele quem mais importava.
Se até as palavras e as ações podem ser aprendidas quando você se abre para tal, que você está deixando passar porque não está usando a sua sinceridade?
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]]>The post A animação é tudo em um anime? first appeared on Animes Online BR.
]]>É inegável que a animação realmente ganha um peso quando se tem o anime, um exemplo claro é Violet Evergarden que ganhou um grande hype por conta do trailer bem produzido. No entanto, também tem o outro lado da moeda, como Devilman Crybaby que ao ver a animação parece ser de baixa qualidade.
Mas ambos são obras incríveis, Violet e Devilman passam mensagens únicas e que são necessárias serem refletidas. O grande diferencial são sua animação, uma é feita pelo Kyoto Animation e outro é pelo Science SARU, estúdio do Masaaki Yuasa.
O que realmente complica é quando um anime tem uma animação já conhecida e por mudança de estúdio acaba tendo alguns problemas, um exemplo recente é a última temporada de Nanatsu no Taizai que gerou vários memes e crítica por conta de sua animação. O canal Voice Makers fez até uma paródia sobre o ocorrido que faz entender melhor a situação:
Outro caso é Mob Psycho 100, obra do mesmo criador de One Punch Man, ONE, que tem seu traço oficial, ou seja, não tem um ilustrador como em One Punch Man que é Yusuke Murata e já foi visto muitos one-shots do próprio autor que não é muito bem detalhado. No entanto, com Mob Psycho 100 percebe-se um diferencial, a utilização das cores, a direção em si e da forma que é interpretado para o telespectador tem sua própria essência, por conta disso faz o anime ter uma relação diferente com a animação.
Por fim, o estúdio é responsável pelo anime, mas o/a autor(a) da obra também é, por ser um meio de comunicação com novos público e, atualmente, a animação ainda é relevante quando estreia um novo anime.
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]]>The post Keep Your Hands Off Eizouken: O animê mais “feio” da temporada e o mais artístico first appeared on Animes Online BR.
]]>Assim, relembrando essa história, posso dizer que, tudo começou a mais ou menos uma ou duas semanas atrás, com a prevalência do vazio, com absolutamente ninguém e alguns memes bem engraçados do Meliodas bugado. Após nada, ocorreu, no dia 6 de Janeiro na Crunchyroll, o lançamento do primeiro episódio do animê feio que está no título, sucedeu-se, novamente, o nada, até que… O abalo ocorreu… Então uma voz ao longe foi ouvida por todos “Um dia vai ter um Top 10 animês com design mais feios de todos os tempos e esse aqui (Eizouken), certamente, vai estar lá”. Após tal trepidação, posso lhe afirmar… O Twitter não continuou o mesmo… Porém, eu, como bom amante de animês feios que sou, não pude deixar de perder a oportunidade de falar absolutamente nada acerca desse o assunto e unicamente observar o caos se instaurar, sendo assim, confesso que me calei. Todavia, estou aqui, atrasado e sem ideias melhores para se escrever um texto, logo, vamos falar sobre o novo animê do Yuasa e algumas das prováveis razões que explicariam a falta de beleza notória deste.
Em vista deste plano, preciso abrir minhas suposições dizendo algo realmente óbvio. O design de Eizouken, mais precisamente de nossas protagonistas, Midori, Sayaka e Tsubame, não é nenhuma obra do pintor renascentista Leonardo da Vinci. Logo, nenhuma das três é alguma Monalisa, nem ao menos alguma versão da mesma travestida por outro zeitgeist, como a Violet de Violeta Jardim-Eterno, uma técnica impecável que retrata de maneira sublime e belíssima a mulher no ápice do padrão de beleza de sua época. Todavia, será que elas precisam ser assim? Quiçá seja este o ponto. A arte precisa ser formada somente por Mona Lisa’s? Ou, transpondo a questão para o “mundo dos animês”, formada somente de Violet’s? Eu acho que, talvez, não, e, talvez, esse seja o motivo mais óbvio desse design ser tão feio.
Condensando, o que eu quero dizer é que, nem toda ideia por trás de uma obra artística é a ascensão e exaltação do belo a partir da forma mais sublime ao qual o homem pode rabiscar com lápis e borracha, ou pincel e tinta ou até mesmo caneta e monitor. Pode ser que a arte tenha mais do que uma função, pode ser que diferentes artes tenham diferentes objetivos e que isso desemboque em… Diferenças. Então, quando digo que nem todas as obras precisam ser uma Mona Lisa, eu não estou me debruçando sobre uma retórica elitista e colocando essa pintura acima da arte de hoje. Eu estou dizendo, simplesmente, que essas obras possuem intuitos e intenções diferentes, uma amálgama de aspectos muito distintos umas das outras. Elas podem conversar com a sua pessoa de modos e profundidades distintos, a arte possui mais de uma função! Esta é a liberdade que a contemporaneidade nos dá.
Novamente, onde eu quero chegar com isto? Bom, é só um achismo pessoal, todavia, pode ser que, hoje em dia, mundo contemporâneo, pleno século 21, mais precisamente, 2020, o rumo da arte, ou pelo menos seu guia principal, talvez não seja mais a habilidade manual ou refinamento de técnicas tradicionais. Claro, indiscutivelmente reproduzir esses esquemas com perfeição ainda é uma capacidade fabulosa, eu mesmo queria saber recriar um frame de um filme do Makoto Shinkai. Entretanto, em um mundo onde uma das maiores obras de arte do século passado é um mictório denominado A Fonte e uma banana pendurada com fita em uma parede, denominada Comedian, é uma das obras de arte mais comentadas de 2019, podemos deduzir, com certa razão, que o mais importante na arte já deixou de ser refino de técnicas, seletas e restritas, a bastante tempo, claro, talvez nunca deixe de ser isso também, arte é dinâmica e varia com seu tempo, contudo, de longe não é só isso e, quiçá, nunca tenha sido.
Portanto, dessa vez com mais confiança, repito, assim como a arte em sua totalidade não possui só uma função, a arte dos desenhos japoneses alcunhados animês, não é feita só e somente de Violet’s. Desse modo, eu vou tentar explicar o porquê de ter escolhido essa personagem para discutir isto.
Assim, para iniciar esta explicação, necessito contar alguns pensamentos que servirão de base para tal. Visto que, a partir de minhas vivências, cheguei em uma suposição em relação ao assunto. Talvez, no senso comum atual, haja uma certa exaltação inflexível para com uma estética realística em detrimento de outras, principalmente quando se fala de dentro da comunidade otaku, meu foco aqui. No entanto, quando falo sobre arte realística, não me refiro ao realismo, movimento artístico de dois séculos atrás, e sim, me refiro a uma proposta estética atual, a forma de se retratar algo de maneira realística, super detalhada e com aquela sensação de “é quase como se estivesse no mundo real” ou de “praticamente palpável”.
Pois, diferentemente do realismo, essa proposta realística abrange sim a fantasia e elementos surreais, rotineiramente, contudo, revestidos com esses atributos visuais de super valorização da dificuldade de reprodução e hiper detalhamento nos designs. Algumas vezes, até mesmo sobressaindo sobre outros aspectos como a criatividade ou a mensagem. Como se os únicos que conseguissem atingir algo artístico e bonito sejam aqueles que consigam reproduzir um desenho complexo como o da Violet. Portanto, essa crítica invalida a predileção pela estética realística ou torna esse tipo de arte pior? Não, claro que não, porém outros aspectos também não faz com que elas sejam superiores às demais. É necessário um discernimento de função e um entendimento de diversidade, em todos os âmbitos, mas fundamentalmente na arte.
Veja bem, não falo sobre pessoas, e sim sobre um modo de se pensar. Os indivíduos são mais complexos do que um texto pode tentar explicar, contudo, essa conversa é a respeito de uma tendência estabelecida no consciente coletivo que conceitua o ápice do belo como tendo essas características, ou ainda, em certos casos, como a própria noção de arte. Consequentemente, fazendo com que desingns como os de Violet sejam considerados inegavelmente lindos, enquanto outros, como o de Eizouken, sejam indagados tão fervorosamente e taxados, de maneira simplória, de feios. Será que realmente existe só um modo para se alcançar a beleza na arte? Por que o design de Violet é obviamente lindo e o de Eizouken não?
Seguindo a linha de pensamento apresentada, se torna fácil entender o motivo de Eizouken ser feio. Pois, se aquele conjunto de características realísticas é o obviamente muito bonito e artístico é só bater o olho nessas 3 garotas e de cara perceber que elas não possuem nada disso, logo, são feias. Nesse entendimento, outras estéticas podem até existir e até serem bonitas, só que, inegavelmente, uma já foi exaltada ao topo de uma suposta cadeia por um acordo não formalizado entre uma parcela da comunidade. Dessa maneira, não existe discussão sobre a ideia, sobre o pensamento, sobre a função por trás das escolhas do design, meramente porque, qual é o motivo de haver debate se o melhor e o pior já estão definidos previamente?
Em suma, ambos os designs, o de Violet e o de Eizouken, podem ser considerados bonitos e/ou funcionais, para mim eles são, mesmo que eu prefira o segundo, ainda assim, é justamente nisso que eu quero chegar. Diferentes tipos de estética podem gerar designs funcionais, criativos e diversificados, mas tudo depende da execução. Nenhum dos caminhos é mais feio ou mais bonito ou melhor ou pior que o outro, eles são diferentes e ambos podem ser apreciados, ou não, depende de você, mas, para mim, esse entendimento deve se basear no que eles se propõem ser e não no que você gostaria que eles se propusessem.
Então, é exatamente por isso que citei a Violet, mesmo ela tendo um bom design, ela personifica também essa inundação do senso comum por um pensamento conservador quanto a arte. Nele o que conta é a complexidade de execução do desenho, o super detalhamento e se tem ou não traços “maduros”, ignorando totalmente a lógica e as ideias pros trás do design. Assim sendo, o ponto principal é, a arte não é só aquilo que alguém quer que ela seja ou o que um conjunto de pessoas aponta. Este é um pensamento artístico derivado de décadas atrás que, de alguma forma, ainda está intrinsicamente conservada no imaginário dos indivíduos, uma estranha noção de conservadorismo-contemporâneo na arte, que previamente já retém verdades absolutas, por mais que tudo isso soe contraditório. Por isso, o que deve ser perguntado é, o design de Eizouken quer dizer algo? Será que as escolhas que ele faz tem alguma função? Bom, eu penso que sim, porém, é só a minha opinião, contudo, nesse texto, afirmar que possui função e que existe, sim, beleza ali, é mais importante que detalha-lá minuciosamente.
Lógico, esse é um debate muito amplo e outros fatores que agregam esse tema não foram aprofundados. Entre eles, considero importantes, principalmente, a padronização, que eu carinhosamente apelido de Asuna, juntamente com a sexualização e a perpetuação de um padrão de beleza único, que eu nem tão carinhosamente chamo de Meliodas e Elizabeth. Portanto, peço desculpas, mas não resisti em personificar esses problemas em personagens que eu desgosto, mesmo que eles deveras representem essas questões. Ademais, mais textos virão pela frente e futuramente a gente poderá conversar sobre isso.
Sendo assim, desejo finalizar esse texto com algo positivo. Pois, ainda que o Twitter tenha se tornado uma verdadeira zona de guerra por um dia e eu realmente esteja desacreditado de, mais uma vez, alguém se surpreender negativamente com um design vindo de um animê do Yuasa, eu genuinamente fiquei feliz em perceber que várias pessoas mergulharam em zonas profundas desse assunto, em vez de ficar somente nas camadas mais rasas. Foi um momento de rebuliço mas, ao mesmo tempo, de reflexão e melhor entendimento sobre as coisas através de um debate. Este próprio texto é basicamente fruto disso.
Porém, essa visão pode ser apenas uma miragem causada pela bolha social que vivo, a bolha natural que cada um de nós vive e molda nossa percepção. Pois, pode ser que a reação em geral não tenha sido exatamente como a minha impressão pessoal indicou. Mas, só dessa vez, permito-me alegrar por essa talvez ilusão e a tomá-la como verdade, mesmo que porventura não seja. Uma vez que, genuinamente, esse tenha sido um bom minuto de esperança, esperança de que, talvez, no futuro, haja mais reflexão e pensamento sobre a arte. Então, é isso, espero que esse tema não tenha sido esquecido ainda, novamente digo, vejam Eizouken! Além disso, um bom animê, obrigado por lerem até aqui e até o próximo post!
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]]>The post Violet Evergarden: Colhendo os frutos da guerra first appeared on Animes Online BR.
]]>Confesso que sempre tive um preconceito com efeitos em CG e isso me incomodou um pouco quando procurei saber sobre o anime. Mesmo assim, por já assinar a Netflix e ter acesso fácil a obra, resolvi dar uma chance para o mesmo e tentar superar meu preconceito com CG.
Enfim, o anime é baseado em um light novel japonesa.
Há diferenças consideráveis entre a light novel e o anime em si, basicamente eles suavizaram um pouco o aspecto da guerra. Na light novel, Violet usa uma arma gigantesca quando luta na guerra, enquanto no anime ela usa armas brancas.
Acompanhamos a história de Violet Evergarden, uma jovem que definiria como um fruto da guerra. No começo ficamos sem saber se ela é humana ou um robô pois ela não demonstra emoções humanas.
Isso se deve ao fato que desde muito jovem ela foi usada na guerra que assolava o país, assim, nunca chegou a considerar possível sentir as coisas. Tudo isso muda quando ela é dada de presente a Gilbert Bougainvillea, um major do exército que estava lutando bravamente na guerra.
Os dois começam a realizar missões juntos e Gilbert se apaixona por Violet. Na última missão dos dois juntos, quando ambos estavam encurralados, Gilbert revela para Violet que a ama.
Após isso, ele é declarado como desaparecido e Violet fica sem rumo. Ela é abordada por um amigo de Gilbert que a oferece um emprego como Autônoma de Memórias, já que ele é dono de uma companhia postal.
Nesse emprego, ela tem que escrever cartas baseada em sentimentos das pessoas que as contratam. Assim, ela acredita que se continuar trabalhando conseguirá descobrir o significado de amar alguém.
Bom, não vou ficar contando coisas sobre os episódios porque seria spoiler. Violet é um anime sobre amor, a jovem ao decorrer dos episódios cresce e começa a despertar seus sentimentos. Não somente amor, mas todos os sentimentos humanos como compaixão, o que significa sofrer, sonhar e realizar.
Ela consegue colocar os sentimentos das pessoas em cartas e com isso vai começando a entender o que significa realmente amar alguém. A cada missão, a cada emprego, ela encontra pessoas que estão sofrendo, ou com a perda da guerra ou com o luto de algum familiar que partiu, ou mesmo um coração partido.
Cada episódio é único e já adianto em alguns é impossível segurar as lágrimas. O filme/OVA é um grande exemplo disso, e a cena da canção mostra realmente o crescimento da personagem.
O anime como já disse está disponível na Netflix, foi anunciado para esse ano um filme que terminaria a história do anime mas infelizmente sua data de lançamento foi adiado diante do incidente com a Kyoto Animation e remarcado para estrear ano que vem e já adianto, vai surpreender muita gente. Teremos um final fechado e no mínimo emocionante.
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]]>The post Review: Violet Evergarden first appeared on Animes Online BR.
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