Studio Ghibli - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 07 Feb 2022 13:08:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Studio Ghibli - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 As Memórias de Marnie: Além da Imaginação https://animesonlinebr.org/sem-categoria/as-memorias-de-marnie-alem-da-imaginacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=as-memorias-de-marnie-alem-da-imaginacao https://animesonlinebr.org/sem-categoria/as-memorias-de-marnie-alem-da-imaginacao/#respond Wed, 09 Feb 2022 21:00:09 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=30183 Não tem com negar que o Studio Ghibli consegue criar animações incríveis, emocionantes que mobilizam os sentimentos de forma única e arrebatadora. Além

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Não tem com negar que o Studio Ghibli consegue criar animações incríveis, emocionantes que mobilizam os sentimentos de forma única e arrebatadora. Além dos sucessos como A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi) ou O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro), As Memórias de Marnie (Omoide no Marnie) é um convite a refletir sobre como lidar com questões familiares, amizades e culpa.

SOBRE O FILME

Filme inspirado no livro de 1967 da britânica Joan G. Robinson, conta a trajetória do encontro entre Anna e Marnie. Enquanto Anna é uma garota introvertida com forte complexo de inferioridade, se muda temporariamente para o interior por recomendações médicas e se torna amiga de Marnie, uma garota alegre, radiante e que por trás dos cabelos loiros existe um grande mistério que envolve sua amizade.

As Memórias de Marnie foi dirigido por Hiromasa Yonebayashi, antes Isao Takahata e Hayao Miyazaki declararem aposentadoria sendo indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016.

AS PROTAGONISTAS

Lidar com questão sobre autoaceitação é um tema discutido com frequência atualmente, ainda mais quando o cenário induziu, querendo ou não, o aumento relativo de sentimentos gerado pela ansiedade, por exemplo. No caso estamos falando de uma animação de 2014, ou seja, temas como esse estão muito longe de serem encerrados, muito pelo contrário. Anna, a querida protagonista, sofre de asma e a solução foi uma vigem ao interior onde teve mais contato com a natureza e, por que não, conhecer pessoas novas e estabelecer novas amizades.

Acontece que Anna se acha completamente incapaz de aproximar de qualquer pessoa, pois em toda ocasião acreditar ser um fardo. Quando muito jovem, perdeu seus pais em um acidente de carro e não demorou muito para sua avó também falecer. Sem parentes próximos, Anna foi adotada por sua tia Yoriko onde morem em Sapporo, porém o sentimento de culpa se agravou quando descobre que eles recebem ajuda financeira do governo, fazendo acreditar que ela teria apenas aceitado a adoção pelo dinheiro. Por causa dos problemas de socialização, Anna expressa todos os sentimentos com ajuda do lápis e borracha transformando-as em belos desenhos.

Marnie é extremo oposto de Anna. Feliz, contente, mas nem tudo são flores. Marnie se sente tão solitária quando sua amiga. Por mais que tivesse todos os brinquedos do mundo, nada iria suprir a falta que sentia dos pais que viviam em longas viagens e por fim era cuidada por empregados abusivos. Infelizmente a criança foi negligenciada pelos pais.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Logo quando Ana chegou à casa dos parentes, enxergou uma ótima oportunidade e inspiração para seus desenhos e logo se encanta com a “Casa do Pântano” e o mistério ao seu redor. Motivada pela curiosidade, todas as noites vai até a casa até conhecer Marnie, mesma garota que vê em seus sonhos. A conexão das duas foi instantânea e intensa. É de se estranhar como Anna se sentiu tão confortável com a presença de uma completa desconhecida.

Sua união faz ponte entre o real e o imaginário, o passado e o presente, além da cumplicidade mútua pela história de vida semelhante. O longa traz alternativas sobre como enfrentar esse tipo de situação. Marnie, por exemplo, teve todos os motivos para se culpar, mas ela encara a solidão de forma confiante, esperançosa que tudo poderia mudar num passe de mágica. Sem contar com a visão otimista de se aproveitar ao máximo todos os instantes da vida. Já Anna se resguardou em seus desenhos e não se permitia amadurecer vínculos com as crianças da mesma idade.

O encontro foi a quebrada de barreiras necessária para ambas evoluírem emocionalmente principalmente em relação a Anna. Isso se torna visível com a mudança de feição da personagem cada vez que o nome Marnie era citado. De tão surreal, Anna acreditou que tudo era fruto da sua imaginação que Marnie, na verdade, era a versão imaginária do que gostaria de ser. No fim das contas, Marnie precisava do seu perdão, pois é sua avó falecida que sentia culpada por ter “abandonado” após a morte dos seus pais e Anna precisa se libertar da culpa de achar que era um peso morto. Graças as lembranças de sua avó, foi possível entender suas raízes e se livrar desse sentimento de uma vez por todas. Resumindo, uma amizade além da imaginação.

Marnie

 

Por fim, a animação é lindíssima, um show de belas fotografias e não canso de rever. Confesso que O Castelo Animado ainda é meu preferido deles. Enfim, incrível.

Disponível na Netflix

 

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Meu Vizinho Totoro: O “comfort movie” do Studio Ghibli https://animesonlinebr.org/anime/meu-vizinho-totoro-o-comfort-movie-do-studio-ghibli/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=meu-vizinho-totoro-o-comfort-movie-do-studio-ghibli https://animesonlinebr.org/anime/meu-vizinho-totoro-o-comfort-movie-do-studio-ghibli/#respond Wed, 24 Mar 2021 11:30:32 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=15854 Tem muitos filmes que não cansamos de assistir. A história destes filmes, muitas vezes, fazem o espectador se sentir bem, feliz, sendo uma

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Tem muitos filmes que não cansamos de assistir. A história destes filmes, muitas vezes, fazem o espectador se sentir bem, feliz, sendo uma trama aconchegante. Assim, um dos filmes que podemos considerar comfort movie, é Meu Vizinho Totoro, filme do Studio Ghibli que não chega a ser uma obra emocionante, mas que de certa forma deixa o espectador feliz quando assiste.

Meu Vizinho Totoro (Tonari no Totoro) é um filme animado de fantasia escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, lançado em 1988. O filme conta a história de duas jovens, Satsuki e Mei, e de um professor, o pai das garotas. Eles se aventuram com espíritos da floresta amigáveis no Japão pós-guerra rural. O filme foi lançado junto com o filme Tumulo dos Vagalumes, filme de Isao Takahata, também do Studio Ghibli, podendo ser considerada uma sessão de cinema contendo um dos filmes mais tristes sobre guerra e um dos mais felizes, representando a infância.  

O filme necessariamente não possui um grande enredo comparado a outros filmes do Studio Ghibli que estamos acostumados a assistir. No entanto, Meu Vizinho Totoro é um marco do estúdio, trazendo grandes mensagens e que pode mostrar o que mais para frente o estúdio poderia se tornar. 

O impacto de Totoro ao espectador

Sendo um dos filmes mais famosos do estúdio, Meu Vizinho Totoro pode causar uma certa empatia ao espectador por relembrar a infância. A obra retrata muito bem a realidade de duas crianças, ainda mais no campo, Satsuki e Mei podem brincar livremente, onde as duas possuem grande imaginação. 

Outro fator importante que marca o filme é como os pais se envolvem nas brincadeiras e na imaginação das crianças. O pai das duas crianças, sempre está presente, participando da aventura das garotas. Já a mãe, mesmo hospitalizada, tenta ao máximo entreter suas filhas. 

A história então não chega a ter um grande conflito comparado a outros filmes do estúdio. Mesmo que um dos problemas pode ser considerado a mãe das crianças doente, ainda acompanhamos mais como são as crianças interagindo com os espíritos da floresta e com Totoro

Portanto, Totoro pode ser um dos filmes mais diferentes de Miyazaki, onde necessariamente não possui uma evolução de personagem, muito menos um grande conflito. Totoro pode se aproximar mais das propostas dos filmes de Isao Takahata, que busca passar uma mensagem mais sorrateira mostrando uma rotina simples de seus personagens. 

Alguns simbolismos no filme

Analisando os simbolismos do filme, temos algumas mensagens que Miyazaki quer passar para o espectador, seja de uma forma direta, ou mais indiretamente. Primeiramente, a mensagem mais forte é a diferença da convivência entre cidade e campo. Miyazaki, mais uma vez, aborda esse tema. Em Nausicaa do Vale do Vento (1985), filme que já analisei aqui, Miyazaki faz uma crítica mais direta a natureza e como os humanos podem influenciar a mesma. Já em Totoro, a mensagem é mais singela e sutil. Podemos caracterizar a vinda da família para a casa nova e como os espíritos agem com a presença deles, precisando sair daquele ambiente que antes moravam. 

Outro fator que marca no filme é como a compreensão das crianças sobre o universo dos espíritos é muito mais rápida do que os dos adultos. A ideia que fica é que Miyazaki tenta passar uma mensagem que esse mundo fantástico vivido pelas garotas podem estar muito perto de nós. Seja uma memória afetiva ou um lugar que é especial para gente, que traz essa magia como é o Totoro para essas crianças. 

A relação dos personagens com os elementos religiosos também marcam a trama do filme. Meu Vizinho Totoro traz muitas referências ao budismo e ao xintoísmo, em que temos uma forte relação dos personagens do filme com alguns espíritos, como por exemplo, depois do encontro de Mei e Totoro, Mei volta com seu pai e Satsuki. Eles encontram uma grande árvore e agradecem a mesma por estar lá, e por Totoro ter cuidado muito bem de Mei. Os personagens tratam de certa forma a árvore como um espírito. 

Os personagens fantásticos também tem seus simbolismos. O gato ônibus, denominado como tsukumogami, pode ser considerado um Yokai, uma classe de criaturas sobrenaturais do folclore japonês. Este Yokai, no filme, pode ter origem a objetos abandonados, ou seja, o tsukumogami cumpriu sua função de ônibus e virou esse gato ônibus, agora cumprindo esta função de um jeito fantasioso. Já o Totoro pode ser a representação espiritual de uma árvore, remetendo a natureza. 

O marco de Meu Vizinho Totoro

Meu Vizinho Totoro traz um grande marco para alguns fãs. Seja aqueles que viram o filme atualmente, onde a trama consegue remeter a infância destes espectadores. Ou para aqueles que assistiram quando eram crianças, já que o filme chegou a ser lançado no ano de 1995 aqui no Brasil, conseguindo ser acessível para o público na época. 

De uma forma geral, o personagem Totoro acabou sendo um marco para os filmes de animação e para o Studio Ghibli. Considerado um personagem famoso para o Studio Ghibli, assim como Mickey Mouse é para a Disney, Totoro passou a ser a marca do estúdio, sendo um “objeto” além de tudo popular, aparecendo no começo dos filmes do estúdio.

Meu Vizinho Totoro, por mais que não tenha uma grande história para o espectador se emocionar, ou um grande conflito que se desenvolve durante a trama, o filme consegue trazer mensagens singelas, agradando aquele fã que busca assistir algo mais leve, podendo ser considerado então um comfort movie.

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O Conto da Princesa Kaguya: Analisando a animação de Isao Takahata https://animesonlinebr.org/anime/o-conto-da-princesa-kaguya-analisando-a-animacao-de-isao-takahata/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-conto-da-princesa-kaguya-analisando-a-animacao-de-isao-takahata https://animesonlinebr.org/anime/o-conto-da-princesa-kaguya-analisando-a-animacao-de-isao-takahata/#respond Sun, 21 Mar 2021 14:00:19 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=16620 Cofundador do Studio Ghibli, Isao Takahata dirigiu vários filmes, e entre eles, o último de sua carreira, O Conto da Princesa Kaguya é

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Cofundador do Studio Ghibli, Isao Takahata dirigiu vários filmes, e entre eles, o último de sua carreira, O Conto da Princesa Kaguya é um filme em que sua história é baseada em um conto japonês. Além de uma narrativa muito interessante, podemos analisar alguns pontos de sua animação. 

Isao Takahata, junto com Hayao Miyazaki e Toshio Suzuki, fundaram o Studio Ghibli no ano de 1985. A ideia deste novo estúdio era produzir animações de alta qualidade, cuidadosamente desenhadas e com enredos bons. Tudo isto no tempo desejado, com um tempo maior de produção, diferente de produções de animações seriadas, em que eles trabalharam anos anteriores. 

Assim, com a proposta inicial do Studio Ghibli, Isao Takahata, além de produzir obras com roteiros muito bem feitos, ele também conseguiu deixar um marco no Studio Ghibli e na animação japonesa, trazendo autenticidade em suas animações. Portanto, vamos analisar como essa autenticidade conseguiu ser transmitida no filme do O Conto da Princesa Kaguya.

Enredo de “O Conto da Princesa Kaguya”

O Conto da Princesa Kaguya,  ou seu nome em japonês, Kaguya-hime no Monogatari, filme de 2013, é adaptado do conto japonês “O Cortador de Bambus”. A protagonista Kaguya é encontrada dentro de um brilhante talo de bambu. Passa-se o tempo e ela se transforma em uma bela jovem que é cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Kaguya, não querendo nenhum deles, acaba enviando seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis de serem realizadas. Assim, Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas. 

Com este roteiro, O Conto da Princesa Kaguya trabalha com pontos complexos de uma tradição de um povo que não conhecia os absurdos dos tempos modernos, como também o silenciamento das vozes femininas. Além disso, é mostrado no filme o amadurecimento e crescimento da personagem Kaguya. O Conto da Princesa Kaguya chegou a ser indicada à categoria de Melhor Animação da premiação do Oscar no ano de 2015.

Análise da animação

O Studio Ghibli é conhecido pelo detalhamento de sua animação, ou seja, em seus filmes, a busca de detalhes de movimentos e expressões dos personagens para compor uma cena é um dos pontos cruciais dos filmes de Takahata, e também do diretor Hayao Miyazaki. Já Takahata, sempre deixou claro que tentava buscar uma autenticidade na composição das ações de seus personagens, e isso fica claro no mini documentário Looking for Reality de 2014. No documentário, é mostrado que Takahata queria que os espectadores absorvessem os detalhes da animação, onde os movimentos detalhistas dos personagens nos façam lembrar e sentir em como as ações são verossímeis.

Podemos dizer que Takahata, enquanto estava no Studio Ghibli, conseguiu trabalhar com vários estilos de animação. Falando brevemente de outros filmes do diretor , em Memórias de Ontem (1991), para criar as expressões dos personagens, Takahata quis capturar a performance dos dubladores e modelar os personagens sobre isso, sendo diferencial do que animações comuns, em que a animação é feita antes da dublagem. Já em Meus Vizinhos os Yamadas (1999), contamos com uma animação feita digitalmente, com base em uma paleta de cores de pintura de aquarela. 

Em “O Conto da Princesa Kaguya”

Especificamente em O Conto da Princesa Kaguya, temos dois pontos na animação que merecem destaque: A autenticidade da ações dos personagens, a marca de Isao Takahata e do Studio Ghibli, mas também em como a animação poderia expor os sentimentos internos da protagonista Kaguya

Falando da autenticidade, acompanhamos praticamente a vida de Kaguya. Desde que ela apareceu no caule de bambu, vivendo na pequena casa dos seus pais e depois sua rotina após enfrentar os conflitos de ter que escolher um dos 5 nobres para casar. Falando da parte inicial, o interessante é acompanhar como Takahata trabalha detalhadamente em mostrar cada momento da protagonista. Seja um momento mais descontraído, como Kaguya engatinhando, brincando com os sapos, imitando os animais… Ou um momento que faça mais parte da narrativa.   

Uma das cenas que mais chama atenção sobre a autenticidade é quando Kaguya e o personagem Sutemaru estão comendo um melão. É mostrado os personagens cortando a fruta, pegando um pedaço e mastigando. Isso tudo com certa autenticidade em como nós cortamos e comemos a fruta. No documentário Looking for Reality, é mostrado como Takahata buscou animar a cena, pedindo para um dos animadores da equipe para cortar a fruta e come-lá, em frente de toda a equipe, para mostrar detalhadamente como a animação precisava ser composta. 

Podemos fazer uma comparação entre essa cena de Kaguya com a cena do filme O Túmulo dos Vagalumes, de 1988, também dirigido por Isao Takahata. No filme, Seita corta uma melancia para Setsuko. Mas diferente de Kaguya, a cena em O Túmulo dos Vagalumes não ficou verossímil, Seita corta a fruta de um jeito diferente, de um jeito que nós não estamos acostumados a cortar na vida real. Insatisfeito em como essa cena foi animada, Takahata procurou estudar melhor cada movimento, seja o movimento mais simples  ou complexo possível para compor a cena. A cena do corte da fruta se repete em Memórias de Ontem, quando a família acaba cortando um abacaxi, de um jeito mais fiel.  

O “lado emocional” da animação

Quando Kaguya cresce, e começa a vivenciar os conflitos internos no filme, a proposta de Takahata então é demonstrar os sentimentos que a protagonista está sentindo, como revolta, insatisfação e insegurança. Isso tudo na composição da animação. Para demonstrar esse sentimento de revolta na animação, os detalhes do quadro ficam diferentes, tendo um traço mais grosso e bagunçado fazendo o espectador sentir a desordem que Kaguya sente. 

Uma cena que podemos citar que mostra essa mudança de animação é quando Kaguya sai correndo após ouvir uma conversa em que os homens estão discutindo sobre ela. Ela sai correndo, esbarrando em tudo, até correr em um campo mais aberto. Nesse momento, as emoções de Kaguya estão no ápice, sendo refletidas totalmente na animação, parecendo que o animador não tem mais controle sobre a animação. E o mais interessante é que, mesmo que a animação acabe mudando, ainda temos a sensação de realismo e autenticidade, mas dessa vez, focado em mostrar o que Kaguya sente.  

O encanto nas obras de Isao Takahata

Isao Takahata conseguiu trazer um grande marco no mundo da animação. O Studio Ghibli consegue se diferenciar de outros estúdios, já que o mesmo conseguiu propor mais tempo de produção de seus filmes, conseguindo elaborar roteiros interessantes e animações mais fiéis. Assim, Takahata conseguiu estudar os movimentos e produzir animações com produções diferentes mas com um único propósito: trazer autenticidade em suas animações. 

Takahata conseguiu também se destacar com seus enredos leves e singelos, que retrata o cotidiano de seus personagens da forma mais realista possível. Com esses dois pontos, o enredo e a animação, Takahata trouxe aos fãs de animação japonesa um diferencial, onde seu falecimento em 2018 foi uma grande perda para a indústria de animação. 

Para uma análise mais completa sobre a animação em outros filmes de Isao Takahata do Studio Ghibli, indico o texto que produzi no site Chimichangas sobre o diretor. E para uma análise em geral, indico o texto de Amanda Dultra aqui no site do NSV Mundo Geek.

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Aya to Majo: A nova proposta do filme do Studio Ghibli https://animesonlinebr.org/anime/aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli https://animesonlinebr.org/anime/aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli/#respond Tue, 09 Mar 2021 15:00:18 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18396 Com uma proposta totalmente diferente do que estamos acostumados dos filmes do Studio Ghibli, Aya to Majo, novo filme de Goro Miyazaki, apresenta

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Com uma proposta totalmente diferente do que estamos acostumados dos filmes do Studio Ghibli, Aya to Majo, novo filme de Goro Miyazaki, apresenta a primeira animação feita totalmente em computação gráfica do estúdio, acompanhado de um roteiro mais ligeiro e seguro, apresentando talvez uma nova era para o Studio Ghibli.

Aya to Majo, ou seu nome em inglês, Earwig and the Witch, foi lançado no final de 2020.  Além da direção de Goro, também contamos com o planejamento do filme por Hayao Miyazaki, pai de Goro, e a produção de Toshio Suzuki, grandes nomes do estúdio. O roteiro é adaptado do romance “Earwig and the Witch”, da autora Diana Wynne Jones

Acompanhamos então a história de Aya, uma menina órfã de 10 anos, que cresceu na época dos anos 90 na Inglaterra. Ela não sabe que é filha de uma bruxa. Aya acaba então sendo adotada por um casal de estranhos e começa a viver aventuras com eles. 

Para os fãs do Studio Ghibli, que estão acostumados com uma animação mais clássica, agora acompanham uma aposta de Goro ao dirigir um filme com computação gráfica. No entanto, mesmo com essa nova proposta, ainda conseguimos sentir alguns pontos do filme que remete a outras fórmulas de outros filmes do estúdio.  

Analisando o enredo e os personagens de “Aya to Majo”

Aya to Majo
@Studio Ghibli

Quando falamos que o roteiro do filme é de certa forma mais seguro, vemos que não temos grandes novidades. Acompanhamos uma personagem se descobrindo em um novo ambiente, que não parece ter uma construção de personagem, como vemos em outros filmes do estúdio. 

Aya to Majo também é trabalhado em formato de 3 atos, ou seja, temos a apresentação dos personagens, uma certa confrontação da protagonista diante aos problemas que ela enfrenta na casa e, por fim, as resoluções e aprendizados, tanto de Aya, quanto de Bella Yaga e Mandrake. E pensando bem, o terceiro ato do filme poderia ser trabalhado melhor, já que o mesmo se encerra muito rápido, com uma resolução até que simples.

@Studio Ghibli

No entanto, o que chama mais atenção, com certeza, é a personagem de Aya. A protagonista é bastante astuta, tentando sempre tirar proveito da situação que se encontra, ainda mais em relação ao orfanato, e principalmente depois com Bella Yaga. Assim, com essa personalidade, a personagem consegue se destacar em relação às outras protagonistas do Studio Ghibli.

Falando mais sobre os personagens do filme, é interessante analisar como eles são postos em situações que remetem a outros personagens das longas anteriores da Ghibli. Primeiramente, então, temos Aya, a protagonista, forte e independente, posta em um novo desafio em sua vida. Thomas, o companheiro familiar, que depois vira companheiro fiel de Aya. Isso nos lembra um pouco do filme O Serviço de Entregas de Kiki (1989), filme dirigido por Miyazaki. Nos dois, ambas protagonistas possuem um gato preto, onde afirmam que “o gato preto é a melhor companhia que uma bruxa pode ter”. 

@Studio Ghibli

Falando agora um pouco sobre Bella Yaga; ela é uma personagem que acaba tendo vários conflitos com Aya. No entanto, no fim do filme, vemos ela e Aya se entenderem. Isso remete a muitas personagens da Ghibli que, primeiramente, eram inimigas, mas se tornam aliadas para um bem maior. Neste caso, de Mandrake. As duas começam a se entender em como precisam acalmar Mandrake, um personagem que parece inalcançável para Aya, e nós, espectadores. Não conseguimos entender muito bem o que Mandrake almeja, muito menos Aya. Só no fim do filme que conseguimos entender um pouco sobre ele e seu passado. 

Um novo marco do Studio Ghibli: Análise técnica do filme

@Studio Ghibli

Assim, falando um pouco da animação do filme, Goro apresenta uma nova proposta aos fãs do Studio, um filme totalmente feito em computação gráfica. A animação é muito bem produzida, mesmo com poucos erros, é uma proposta que consegue agradar quem assiste. Temos então cenas comuns, ou até a representação de grandes fantasias, que conseguem nos entregar uma boa proposta. 

O interessante da animação também são as feições dos personagens. Muitas vezes, eles possuem expressões bastante caricatas, com caretas bem forçadas, sendo um marco para a animação do filme, que consegue transmitir um pouco dos conflitos estranhos que esses personagens sofrem por conta da magia. Assim, se em um futuro, outros filmes desse estilo surgirem do estúdio, seria interessante trabalhar mais nessa marca. 

@Studio Ghibli

Goro também não deixa “o marco” da Ghibli de lado. O estúdio Ghibli ficou muito conhecido por criar cenas em que temos ações muito detalhistas. Em Aya to Majo, também temos alguns momentos assim, mesmo que até que poucos, como um longo momento do semáforo saindo do vermelho e indo para o verde, ou até os três personagens principais, mostrando todo percurso deles saindo do orfanato e indo até a nova casa deles… Isso acaba chamando a atenção, cada ação e mudança é importante para a história, nos fazendo absorver cada detalhe da animação.

@Studio Ghibli

Outra questão técnica que chama bastante atenção é a trilha sonora. As músicas conseguem ajudar na composição de cena, trazendo a tensão necessária, ainda mais com as cenas do Mandrake em que, muitas vezes, o personagem começa ter uma crescente irritação, assim, a trilha vai aumentando seu ritmo, até o mesmo parar, ao ponto da trilha se encerrar ou, em outros casos, acabar “explodindo”, trazendo uma trilha mais emocionante. Ainda, por se tratar de um filme que possui a história de uma banda, as músicas são bem interessantes de acompanhar, mostrando a cativação necessária de Aya com a banda. 

@Studio Ghibli

Portanto, até para o Studio Ghibli, arriscar muitas vezes é necessário. Saindo de uma animação tradicional que, para muitos, era um dos pontos altos dos filmes do estúdio, para uma animação totalmente de computação gráfica. Assim, para um estúdio que não lançava algo novo, sendo o último filme em 2014 (Memórias de Marnie), produzir um filme, até que bem feito, foi uma boa ideia para uma possível volta do estúdio. Assim, mesmo que o enredo pudesse ser um pouco mais elaborado, ainda somos cativados pela história da bruxa Aya

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Cresça com os Sussurros do coração https://animesonlinebr.org/anime/cresca-com-os-sussurros-do-coracao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cresca-com-os-sussurros-do-coracao https://animesonlinebr.org/anime/cresca-com-os-sussurros-do-coracao/#respond Fri, 25 Sep 2020 14:59:58 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13621 Sussurros do Coração, filme super sensível do Studio Ghibli, que foca na história de Shizuku traz muitas coisas em seu seu enredo. A

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Sussurros do Coração, filme super sensível do Studio Ghibli, que foca na história de Shizuku traz muitas coisas em seu seu enredo. A dificuldade de crescer, os dilemas da adolêscencia, responsabilidades que precisam ser aceitas versus responsabilidades sobre o que queremos fazer.

Sussurros do coração | Wallpapers bonitos, Filmes de anime, Animes wallpapersA história é focada em Shizuku que não consegue saber o que fazer, onde direcionar seus estudos para seguir uma profissão. Ela tem sua preferência por histórias, gosta muito de livros de fantasia, escreve poemas muito bons. Mesmo assim ela fica pensando no que fazer, como é difícil escolher algo quando não se quer nada. Demora um tempo para que ela consiga perceber aonde ela quer se dedicar.

Enquanto ela passa por essa fase, está ocorrendo o período de provas, ela precisa estudar e terminar seus estudos, bem como ser aprovada para o ensino médio. Sem ter interesse, fica difícil. Quando o interesse não tem nada em comum com o que precisa ser estudado, ainda menos motivador. Entretanto é uma responsabilidade que ela precisa honrar ao mesmo tempo que precisa se dedicar ao que quer fazer.

Foto de Sussurros no Coração - Sussurros no Coração : Foto - AdoroCinemaComo ela nunca foi muito clara no que queria, quando a família vê ela se dedicando em algo diferente dos estudos, a reação não é de aceitação. Conversando e com certa resistência a família aceita colocando claramente as responsabilidades dela para ela. Se ela quer seguir o próprio caminho, ela precisa saber que isso requer esforço dela e ela não pode culpar outras pessoas por isso não dar certo.

Em outro ponto da história, apesar de não receber todo o foco, temos Seiji Amasawa, um garoto inteligente e dedicado que quer construir violinos. Ao inverso de Shizuku, ele sabe o que quer e está disposto a ir atrás do sonho. Isso torna as coisas mais fáceis? Não, a família dele também não aceita. E depois de conversar, também existe o aceite com certas condições e responsabilidades. Se ele deseja tanto seguir esse caminho, ele precisa trilhar com o próprio esforço e caso ele não consiga, foi por parte dele.

A história mostra dois cenários opostos, que convergem para a mesma questão. É necessário saber por si mesmo o que quer fazer e entender que isso traz responsabilidades, tanto para alcançar o que você quer quanto às outras coisas que precisam ser feitas que não estão relacionadas a isso. É preciso aprender a lidar com isso para trilhar seu próprio caminho. É o pedaço da vida adulta que começa a aparecer na adolescência para te levar aonde você quer, mas fará valer totalmente a pena.

Sussurros do coração e o caminho do artista | by Luri | Medium

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Nausicaä do Vale do Vento: O arco da protagonista https://animesonlinebr.org/anime/nausicaa-do-vale-do-vento-o-arco-da-protagonista/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nausicaa-do-vale-do-vento-o-arco-da-protagonista https://animesonlinebr.org/anime/nausicaa-do-vale-do-vento-o-arco-da-protagonista/#respond Fri, 14 Aug 2020 14:59:20 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=11760 As protagonistas criadas por Hayao Miyazaki nos filmes do Studio Ghibli são demonstradas como personagens fortes e independentes. Com o filme Nausicaä do

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As protagonistas criadas por Hayao Miyazaki nos filmes do Studio Ghibli são demonstradas como personagens fortes e independentes. Com o filme Nausicaä do Vale do Vento, filme antecessor a criação do Studio Ghibli, não é diferente. No entanto, a personagem se difere em sua construção de personagem em relação a grande maioria dos filmes do estúdio. 

Kaze no Tani no Nausicaä, ou Nausicaä do Vale do Vento, é um filme de animação japonesa de 1984 adaptado de um mangá escrito por Hayao Miyazaki onde o mesmo dirigiu o filme. Após o sucesso de Nausicaä, o Studio Ghibli é fundado no ano seguinte por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki.

O filme tem muitos pontos positivos que chamam a atenção do espectador, mas um deles é a protagonista Nausicaä, onde suas qualidades nos cativa. Desse modo, a protagonista passa por conflitos que coloca em risco ela e seu povo. Assim veremos como vai ser o comportamento da personagem em relação a esses conflitos. 

Enredo de “Nausicaä do Vale do Vento”

Nausicaä do Vale do Vento se passa em um mundo pós apocalíptico depois de mil anos após um evento que ocorreu chamado 7 Dias de Fogo, evento que destruiu a civilização humana e a maior parte do ecossistema da Terra. Desse modo, a humanidade se esforça em sobreviver neste mundo que estão divididos em pequenas populações e impérios, isolados pelo Mar do Declínio, uma floresta com plantas e insetos gigantes, onde tudo é tóxico, incluindo o ar, que podem causar várias doenças aos humanos.  

O filme é passado onde essa floresta não alcançou, uma cidade chamada Vale do Vento, onde temos a protagonista Nausicaä, a princesa do local. Ela é uma garota que tenta compreender melhor as florestas nocivas aos humanos. O conflito do filme se dá após uma enorme aeronave que cai na vila Vale do Vento. Os habitantes descobrem um casulo de um “monstro soldado”, onde o objetivo é usar o monstro contra os insetos gigantes da floresta e queimar o Mar de Declínio. Nausicaä então faz o possível para impedir esse desastre ambiental. 

Caracterização da protagonista Nausicaä

Começamos com os primeiros minutos de filme onde é mostrado Nausicaä na floresta do Mar do Declínio. É demonstrado a relação de Nausicaä com a floresta, por mais que a floresta seja tóxica, ela demonstra gostar do ambiente e dos animais. Ela não possui medo de estar lá, como outros personagens. Desse jeito, ela já nos demonstra características fundamentais para nós: Nausicaä é aventureira e curiosa. 

De certo modo, por mais que o Mar do Declínio seja um lugar perigoso, ainda não vemos nossa protagonista em conflito para vermos como ela vai se demonstrar nesses momentos de tensão. Então, por mais que um inseto gigante (Ohmu) ataque ela e o Lorde Yupa, ainda vemos a personagem em uma situação tranquila. Ou seja, ela sabe o que está fazendo. Assim, sem precisar machucar o Ohmu, ela consegue o afastar com sons e outros métodos para assim ele conseguir voltar para a floresta sem precisar lutar com Nausicaä. Assim, temos as primeiras impressões da personagem, onde Miyazaki nos apresenta Nausicaä como uma personagem corajosa e também pacífica. 

O primeiro conflito em Nausicaä

A importância de ver uma construção de personagem é ver a mudança dela em certos momentos de conflito. Assim, a personagem consegue revelar sua verdadeira natureza, onde o espectador consegue criar expectativa pela personagem, comprando sua aventura. No entanto, em Nausicaä temos um processo diferente.

A primeira e única vez que Nausicaä se comporta diferente é com a invasão dos Tolmekians ao Vale do Vento. Vemos o primeiro momento de reação de Nausicaä sob pressão quando seu pai é assassinado pelos Tolmekians. Diferente da ideia pacífica que a personagem nos mostra ao se relacionar com os insetos gigantes, Nausicaä ataca os guardas, usando violência. Aqui, o público se choca ao ver a protagonista lutando, pois acreditavam que ela não chegaria a fazer isso. Ao se acalmar, Nausicaä vai em direção ao povo do Vale do Vento e diz, sem pensar duas vezes, que era melhor eles aceitarem ser subjugados aos Tolmekians para evitarem a guerra, assim voltando a linha de raciocínio da personagem e de como ela é.

Assim, em mais nenhum momento do anime temos Nausicaä buscando a violência. Como muitas vezes, postas em momentos de conflito, ela buscou evitar a luta. Até em momentos de combate, Nausicaä prefere agir de forma imprudente para evitar a batalha. Temos o exemplo de quando Nausicaä vai salvar o filhote de Ohmu e apontam uma arma para ela e ela abre os braços em direção ao homem que aponta a arma para ela. 

Podemos fazer uma comparação então de como é Nausicaä em relação aos insetos, a floresta e aos humanos. Para uma personagem que está acostumada com os insetos gigantes e a floresta tóxica, podemos ver ela seguindo essa ideia de pacificidade do começo ao fim do filme. Entretanto, quando ela precisa lidar isso com humanos, ela usa primeiramente a violência. Podemos entender que Nausicaä nunca teve que lidar contra inimigos humanos, muito menos uma invasão, por isso ela age de maneira diferente. No entanto, a personagem volta a sua linha de raciocínio. Ela tenta buscar a resolução do conflito sem precisar lutar com nenhum outro humano. 

Nausicaä permanece a mesma personagem?

Excluindo a cena do filme em que Nausicaä age com violência após a morte de seu pai, temos uma protagonista do começo ao fim que não muda suas características e crenças. Ela ainda é corajosa e pacífica, que tem uma linha de raciocínio do começo ao fim do filme. Por mais que vemos uma personagem que não tem sua personalidade e pensamentos mudados, ainda sentimos empatia pela protagonista. 

Por isso que não é todo o filme que o roteirista precisa evoluir seu personagem em sua história. No entanto, esse tipo de escolha às vezes torna difícil o espectador causar interesse pela personagem. Em Nausicaä, Miyazaki então consegue estruturar seu personagem de uma maneira que, por mais que ela não tenha uma evolução nas características de personagem como a grande maioria dos filmes do Studio Ghibli, Nausicaä ainda causa agrado para quem assiste e acompanha sua jornada para salvar seu povo. 

Nausicaä do Vale do Vento consegue ser bem direto com sua mensagem. Assim, temos em principal o tema da relação do homem com a natureza. Os humanos estão dispostos a sacrificarem tudo para atingir seus objetivos. No entanto, a natureza reage, nos mostrando um ecossistema, bem caracterizado e visualmente bonito feito por Miyazaki, que podem matar os próprios humanos. Já a protagonista Nausicaä traz a maior mensagem do filme, que é sobre a guerra. Portanto, Nausicaä do Vale do Vento, por mais que o estúdio ainda não estava formado, podemos ver como o filme foi um marco para futuros filmes do estúdio que estrearam nos anos seguintes que trabalham com temas sobre ambientalismo e anti-guerra.

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