Steven Universe - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Wed, 01 Apr 2020 15:40:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Steven Universe - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Steven Universe Future: o que o amanhã nos reserva? https://animesonlinebr.org/curiosidades/steven-universe-future-o-que-o-amanha-nos-reserva/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=steven-universe-future-o-que-o-amanha-nos-reserva https://animesonlinebr.org/curiosidades/steven-universe-future-o-que-o-amanha-nos-reserva/#respond Thu, 02 Apr 2020 14:30:03 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=7038 Após quase sete anos, entre múltiplos hiatos e programação tumultuosa, a saga de Steven Quartzo Universo (Zach Callison) chega à sua conclusão. Acompanhamos

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Após quase sete anos, entre múltiplos hiatos e programação tumultuosa, a saga de Steven Quartzo Universo (Zach Callison) chega à sua conclusão. Acompanhamos o jovem meio-humano, meio-gema em suas aventuras ao longo de 180 episódios (divididos entre a série principal e a continuação epílogo) e um longa-metragem, seus altos e baixos, derrotas e vitórias e, então, sua resolução. Seis meses atrás, abordei o filme, e agora volto a atenção à Steven Universe Future (SUF), finalizada dia 27 de março.

Atenção: o texto a seguir apresenta spoilers

SUF inicia exatamente no ponto que a película termina: as coisas estão bem, Steven salvou a galáxia, reintegrou gemas outrora corrompidas – em suma, tudo está na mais perfeita ordem. O que ele faz agora que não mais precisam dele? Acostumado a resolver todos os problemas das pessoas ao seu redor, o mundo desse garoto sempre esteve em crise, sempre associando seu próprio valor como indivíduo a quanto ele pode ser útil. Uma receita certeira para o desastre. 

Após conhecer e amar um gentil garotinho por mais de 150 capítulos da sua vida, esse Steven quase-homem-que-não-se-conhece é um estranho. Irritável, danificado, exausto, e inseguro, o adolescente traz à tona as questões humanas que permeiam o seu cosmo, porém nunca trabalhadas uma vez que sempre havia tensões mais urgentes. Mais isolado do que nunca em sua espiral do terror interna, o nosso garoto mergulha de cabeça na necessidade de ser útil para poder talvez cessar sua voz interior o chamando de fraude.

Nem humano, nem gema, o protagonista de SUF sofre sem ter a mínima ideia de quem ele possa ser. Não querendo diagnosticar um personagem fictício, mas já o fazendo, esses sentimentos incertos indicam uma possível síndrome do impostor. Definida pela psicóloga britânica Rachel Buchan como “uma crença interior de que você não é bom o suficiente, ou não pertence”, Steven demonstra os efeitos dessa desordem após sentir que perdeu sua utilidade para a comunidade ao seu redor. Frustrado, ele tenta encontrar seu lugar no mundo se jogando em mais e mais projetos e, sem sucesso, o estresse se acumula até o instante o qual ele se colide com a sua ruína.

A criadora Rebecca Sugar foi muito competente ao explorar aqui as consequências das aventuras anteriores de Steven. Foi uma demonstração clara de como o seu altruísmo foi danoso e, embora tenha feito bem a incontáveis vidas, o trauma acumulado o aleijou em muitos aspectos. Em entrevista ao Vulture, foi-lhe perguntado se foi intencional a abordagem de temas mais sérios em SUF. Em resposta, Sugar disse o seguinte:

“Nós não queríamos evitar expor a dificuldade da situação. Steven sempre havia adicionado muita leveza a tudo, no entanto ele vinha fazendo aquilo muito agressiva e conscientemente, tentando extrair algo positivo de um contexto muito negativo. Ele não faz isso mais. Ele simplesmente não tem a capacidade.” Nesse momento de sua existência, pela primeira vez, ele olha para si ao invés dos outros e o conflito é tão angustiante que ele se torna um monstro de ansiedade, literalmente, ao se mostrar incapaz de dividir consigo a compaixão que ele oferece aos outros.

No meu texto anterior, eu afirmei que o ponto mais forte de toda a narrativa era de como o amor transforma e como a empatia faz a verdadeira diferença. Eu diria que esse elemento se mostra ainda mais forte aqui, entretanto, ao invés de direcionado a outrem, carrega a mensagem de oferecer gentileza a si mesmo. Se Steven superou todas as adversidades que não as dele, incapacitado de seguir adiante, é hora das pessoas que o amam fazer esse papel e mostrar que, sim!, ele merece amor.

Steven corrompido recebendo apoio e empatia da sua família

SUF termina quase abruptamente. Depois do clímax do penúltimo episódio com a resolução do arco de traumas lidados pelo protagonista, o último capítulo é dedicado a despedidas e promessas de algum futuro distante, com um forte tom de esperança. Da mesma maneira única que começou, Steven Universe se despede com a leveza genuína (ainda que não mais ingênua) de um indivíduo promissor, cheio de oportunidades e, acima de tudo, bondoso. 

Steven Universe foi uma das experiências mais excepcionais que eu tive como espectadora: não há como definir em palavras as emoções sentidas por toda essa jornada de quase seis anos acompanhando esse menino. Assim como ele, eu cresci, amadureci, e agora é hora de seguir adiante. Muito obrigada, Steven Universe, e tomara que o amanhã nos reserve amor.

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Steven Universe e o Triunfo na Compaixão https://animesonlinebr.org/curiosidades/steven-universe-e-o-triunfo-na-compaixao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=steven-universe-e-o-triunfo-na-compaixao https://animesonlinebr.org/curiosidades/steven-universe-e-o-triunfo-na-compaixao/#respond Thu, 12 Sep 2019 14:30:45 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=4226 Como quem não quer nada, Steven Universe estreia despretensiosamente no Cartoon Network estadunidense em maio de 2013 (abril de 2014 no Brasil) narrando

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Como quem não quer nada, Steven Universe estreia despretensiosamente no Cartoon Network estadunidense em maio de 2013 (abril de 2014 no Brasil) narrando o cotidiano do herói titular (Zach Callison) e de sua família de mulheres mágicas, Garnet (Estelle), Amethyst (Michaela Dietz), e Pearl (DeeDee Magno Hall). Pelos olhos de Steven, uma criança de idade ainda não especificada, desvendamos a cada episódio de onze minutos um novo segredo relativo à sua herança mágica.

AVISO: SPOILERS SOBRE A SÉRIE INTEIRA

Lentamente, porém de forma certeira, a mensagem de amor e empatia do programa conquistou legiões e mais legiões de fãs. Seis anos depois de sua estreia, Steven Universe já acumula cinco temporadas, um filme, jogos (tanto mobile quanto para consoles tradicionais), algumas premiações, álbuns de trilha sonora, livros, quadrinhos, além da mercadoria licenciada. Considerado um sucesso estrondoso, sua criadora Rebecca Sugar fica aturdida com tamanha recepção, feliz como a obra de sua vida atinge tantas pessoas. “Eu pensei que ressoaria como uma mensagem secreta, não algo que tantas pessoas estavam esperando para ouvir”, disse ela em entrevista ao Rolling Stone ano passado.

Rebecca Sugar na Comic Con de 2014 (Crédito: Peter Dzubay)

Steven dá seus primeiros passos como um menino gordinho sem poderes mágicos e sem respostas sobre seu legado. Tudo que ele sabe é que sua mãe, Rose Quartz (Susan Egan), foi líder das Crystal Gems (CG) por muito tempo até que ela conheceu seu pai, Greg Universe (Tom Scharpling), e os dois o fizeram. Eventualmente ele aprende sobre a guerra interplanetária entre as CG e o Planeta Natal; sobre a Autoridade Diamante; sobre as relações partidas após a morte de sua mãe; sobre as consequências da rebelião a qual resultou na guerra; sobre a verdadeira identidade de Rose Quartz. Entre muitas tensões, desespero e despreparo, o herói ergue sua bandeira de esperança e persevera com amor e compaixão. E é dessa forma que começa o longa-metragem aqui abordado.

Poster do filme. (Crédito: Cartoon Network)

Ambientado dois anos após o último episódio da quinta temporada, o filme começa com o Steven celebrando a paz enfim estabelecida por toda a galáxia graças aos esforços dele e da Autoridade Diamante, outrora sua inimiga. Em um tom relaxado, ele inicia a película musical cantando sobre o seu “feliz-para-sempre”, comemorando sua vitória ante o sistema discriminatório intergalático agora desmanchado.

No horizonte, entretanto, novos problemas surgem com o ataque da Gem Spinel (Sarah Stiles), enfurecida com Steven por algo que ele sequer sabe o que possa ser. Cega de fúria, ela envenena o planeta com uma substância tóxica e então ceifa as formas físicas de Garnet, Amethyst e Pearl. Por fim, é eliminada pela sua foice, mas não sem antes machucar Steven profundamente.

Desesperado com o destino do planeta, Steven aguarda pelo retorno de suas companheiras para solucionarem juntos essa questão. No entanto, uma vez que todas as quatro Gems afetadas pela foice se recuperam, revela-se que todas as suas memórias se apagaram: todo e qualquer tipo de atributo pessoal adquirido com o tempo foi substituído pelas configurações iniciais de quando elas foram feitas. Em outras palavras, elas foram zeradas e são de pouco ajuda. Todavia, através de canções sensíveis e de tentativas francas, cada uma delas consegue recuperar suas lembranças. Até Spinel, não mais risonha e amigável.

A vilã que acompanhamos com confusão e certo temor é construída lentamente ao longo da obra, com pistas de sua razão de ser pinceladas aqui e ali, até o ponto que nós, espectadores, vemos seu passado. Como se recebêssemos um soco no estômago, a narrativa muda de forma: Spinel não é só antagonista dessa história, porém uma vítima de abandono tentando reparar o dano causado pela Diamante que a largou para trás num jardim por milênios.

É nessa hora que Steven Universe – tanto o desenho como o personagem homônimo – brilha: caracterização sensível. Ao invés de utilizar adversários motivados pelo desejo cruel de causar maldade, a humanização crível dos oponentes é intrínseca à obra. Desamparo, solidão, abuso, angústia, ignorância… Tantos atributos verossímeis para o espectador se identificar e perceber a humanidade escondida nos inimigos. Disfarçada em cenários coloridos de tons pastéis, músicas autorais, e personagens variados, a celebração da diversidade acompanha toda a história, tecendo uma trama que promove de jeito efetivo sua mensagem de amor.

Steven Universe é uma série com problemas, ninguém negaria: ritmo inconsistente, animação irregular, resoluções simples demais, etc. Alguns, inclusive, presentes no longa-metragem. Contudo, a força das suas ideias sobre superação, afeto, perdão, comunicação, e reciprocidade associadas às interpretações fenomenais pelos seus atores de voz ofusca essas falhas.

O filme fecha comemorando as adversidades conquistadas sem jamais perder a ternura. Mais uma vez, o amor venceu.

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