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]]>Sinopse: Adaptação do romance best-seller de James Clavell, a minissérie Xógun: A Gloriosa Saga do Japão acompanha a história do marinheiro britânico Jack Blackthrone (Cosmo Jarvis), que, após naufragar no litoral japonês, se encontra em uma série de conflitos políticos e armamentistas ao chegar ao Japão no início da eclosão de uma guerra civil. Para sobreviver em um país desconhecido, é usado como peão pelo líder japonês Lord Toranaga (Hiroyuki Sanada), que tenta chegar ao topo da cadeia governante, ou Shogun. Explorando o universo mítico dos samurais e das gueixas em um Japão dividido por religiões e políticas, a série explora o contexto das grandes navegações e a invasão de outras nações na ilha.
Ambientado no Japão do século XVII, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão é o drama histórico mais ambicioso de Hollywood em anos. Uma história de poder, dever e amor, que segue um elenco fascinante de personagens enquanto navegam por uma delicada teia de hierarquias onde um pequeno passo em falso pode significar a morte.
A série é adaptada do romance Shogun de James Clavell, de 1975, uma obra de ficção histórica baseada em figuras da era feudal do Japão, quando o país fazia seu primeiro contato com comerciantes e missionários europeus. A história começa com um marinheiro inglês, John Blackthorne, sendo abandonado no Japão. Perplexo e impressionado com esta terra estranha, especialmente com a cultura de sua classe de guerreiros samurais e a cultura geral em relação à morte. Mas ele rapidamente se firma e um homem poderoso, Toranaga faz dele um samurai de alto escalão, entrelaçando seus destinos.
Ele também forma um vínculo com Lady Mariko, uma nobre em conflito que serve como sua tradutora e Yabushige, um senhor da guerra de baixo escalão que tenta jogar em ambos os lados. A perspectiva externa de nosso protagonista é vital, mas a história é contada de múltiplos pontos de vista.
Paixão, tristeza e outras emoções crescentes são muitas vezes apenas sugeridas, tornando as explosões de violência gráfica ainda mais surpreendentes e eficazes.
É evidente que nesta série o foco está na reconstrução fiel do Japão do século XVII, na dinâmica complexa que são os samurais, no seu rígido código de honra e nas lealdades que orgulhavam os soldados daquela época. É claro que, por outro lado, essas mesmas lealdades que são fonte de orgulho às vezes também são motivo de vergonha.
Através do protagonista, que chega a este novo mundo completamente alheio às suas regras e, de forma equivocada, tentando impor sua lógica, produz diálogos sublimes de grande riqueza, e o espectador pode mensurar a vulnerabilidade de ser um estranho em uma terra estranha. Porém, aos poucos aquele lugar vai ganhando calor e se tornando quase um lar, forjando amizades e alianças frágeis.
Xógum se confirma como uma série sólida, que conta com uma impressionante reconstrução de época, para retratar o enorme valor das irmandades improváveis nos astutos cenários de guerra.
A 1ª Temporada de Xógum ainda está em exibição com 1 novo episódio saindo toda terça-feira na Disney+ e Star+.
Nota: 4.5/5
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]]>As palavras japonesas Seppuku e harakiri tem basicamente os mesmos significados. Ambos remetem a mesma forma de auto-execução por meio da estripação. Além de ambas visivelmente significar “cortar o estômago”. O método é uma honra de tirar a própria vida, praticada por homens da classe samurai na Era do Japão feudal, também conhecido como o Xogunato Japonês.
A diferença entre as duas palavras é totalmente etimológica (a parte da gramática que trata da história ou origem das palavras). Seppuku (切腹) deriva de uma leitura On-Yomi (chinesa dos kanjis), ao mesmo tempo que (腹切り) Harakiri é uma leitura Kun-Yomi (japonesa dos kanjis). Devido à associação histórica e política dos caracteres chineses com a literatura aristocrática e governamental japonesa, o termo “Seppuku” é quase sempre usado em um contexto escrito, enquanto “harakiri” é seu equivalente verbal e de modo coloquial. A etimologia também reverberará futuramente na prática desta retalhação.
Mas também existe um conceito lógico e por meios práticos que um se destoa do outro. O Seppuku é um ritual para execuções feitas na antiguidade, época que grandes samurais teriam de morrer com honra. Já o Harakiri é por uma cerimônia mais simples e sem tanta importância dada à vitima.
Antigamente, muitos acreditavam que a alma repousava dentro da barriga, e ao corta-la, deixaria o espírito se libertar. Também é preciso ser muito corajoso e mentalmente forte para poder realizar esse tipo de ato que só pode ser realizado por um “verdadeiro samurai”. Embora seja relatado que em algumas ocasiões os samurais se perderam em um conflito mental e entraram em colapso antes do ritual, estes tiveram de ser decapitados à força.
O Seppuku se desenvolveu no século 12 como um meio para os samurais almejarem uma morte honrosa. Espadachins realizavam o ritual para de cair nas mão dos inimigos após uma derrota no campo de batalha. Não só isso, mas também funcionou como um meio de protesto e uma maneira de expressar tristeza pela morte de um líder reverenciado. A partir dos anos 1400, o seppuku evoluiu para uma forma mais banal, para os samurais que cometeram crimes irreparáveis.
Em cada caso, foi considerado um ato de extrema bravura e auto-sacrifício que encarnava o “Bushido” – o antigo código de guerreiro do samurai. Tinha até uma versão feminina do seppuku chamada “Jigai”, que se desenvolvia no corte da garganta usando uma faca especial conhecida como “Tanto”.
O Seppuku perdeu a sua força com o declínio dos samurais no final do século 19 e o xogunato no Japão, mas a prática não sumiu por completo. Em 1912, o general japonês Nogi Maresuke estripou por lealdade ao falecido Imperador Meiji, e muitas tropas mais tarde escolheram a espada em vez de se render durante a Segunda Guerra Mundial. Talvez o caso mais famoso da história recente é do Mishima Yukio, um romancista renomado e candidato ao Prêmio Nobel que cometeu o ritual em 1970 depois de liderar um golpe não bem sucedido contra o governo japonês.
O ritual seppuku, em sua forma mais comum e reconhecível, tornou-se um espetáculo altamente ritualizado de suicídio nobre e artístico na década de 1700. O condenado usava um quimono de morte branco cerimonial e foi autorizada uma refeição final. A lâmina de execução, que pode variar de tamanho de uma espada longa a uma faca cerimonial, foi então servida no último prato, e era esperado que ele escrevesse um poema de morte antes de esfaquear-se no abdômen e cortar primeiro da esquerda para a direita e depois para cima.
Ao concluir o corte, seu segundo passo seria dado por um Kaishakunin, o encarregado auxiliar no ritual suicida japonês seppuku, cuja função é a decapitação da vítima, que avançaria para dar o golpe fatal no pescoço exposto do condenado.
No entanto, se a honra fosse preservada no ato, esperava-se que o corte não machucasse completamente o pescoço da vitima, mas permitisse que apenas parte da carne suficiente fosse presa para que a cabeça caísse naturalmente para a frente, nos braços do próprio homem executado. Dessa maneira, não apenas as roupas dos espectadores não ficariam manchadas de sangue, mas também a cabeça cairia entre as duas mãos do samurai, como se ele estivesse segurando a sua própria como um sinal de aceitação.
As mulheres que praticavam seppuku, eram muitas vezes as esposas de samurais que desejam evitar a captura. Amarravam as pernas antes de cortar para preservar uma postura modesta na morte.
Havia duas formas de cometer o Seppuku/Harakiri: voluntário e obrigatório. O Harakiri voluntário evoluiu durante as guerras do século 12 como um método de suicídio usado com frequência por guerreiros que, derrotados na batalha, optaram por evitar a desonra de cair nas mãos do inimigo. Ocasionalmente, um samurai realizava seppuku para demonstrar lealdade a seu senhor, seguindo-o na morte, para protestar contra alguma política de um superior ou do governo, ou para expiar o fracasso em seus deveres.
Já o Seppuku obrigatório refere-se ao método de pena capital para os samurais, poupando-lhes a desgraça de serem decapitados por um carrasco comum. Essa prática prevaleceu do século 15 até meados dos anos de 1873, quando foi abolida.O ritual era geralmente realizado na presença de uma testemunha enviada pela autoridade que emite a sentença de morte. O prisioneiro estava geralmente sentado em dois tatames, e atrás dele havia um segundo Kaishakunin, geralmente um parente ou amigo, com a espada desembainhada, já que o ritual não poderia ser feito sozinho. Uma pequena mesa com uma espada curta é colocada na frente da pessoa para que faça o primeiro corte na barriga. Um momento depois que ele se esfaqueou, o segundo (golpe dado pelo Kaishakunin) tem de romper sua cabeça, como citado no tópico anterior.
Talvez o exemplo mais conhecido de seppuku obrigatório esteja ligado à história dos 47 rounin’s, que marca do início do século 18 no Japão. O famoso incidente na história japonesa, relata como o samurai, tornado sem mestre pelo assassinato traiçoeiro de seu senhor Daimyou (Senhor Feudal), Naganori Asano, vingou sua morte assassinando o senhor Yoshinaka Kira (um retentor do xogunato de Tokugawa Tsunayoshi) , a quem eles responsabilizaram pelo assassinato de Asano. Posteriormente, o xogum ordenou que todos os samurais participantes cometessem seppuku.
O registro mais antigo de seppuku foi o cometido por Minamoto no Yorimasa em 1180. Sem nenhum ritual de acompanhamento ou maneira codificada de realizar o ato, o seppuku inicial foi provavelmente um processo doloroso e prolongado. Alguns atos historicamente notáveis de seppuku incluem o do xogum Oda Nobunaga, que se suicidou ritualmente para evitar ser capturado quando foi cercado em um templo no ano de 1582; o filósofo e mestre de chá Sen-no-Rikyu, que foi ordenado a prática do ritual em 1591 por seu senhor Toyotomi Hideyoshi, por causa das desavenças e confrontos nos ideias políticos; e Mishima Yukio, que cometeu seppuku em 1970, como citado acima.
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]]>Princípios são a forma de demonstrar valores. Outro tema também discutido em qualquer lugar do mundo.
Todo mundo tem valores. Se eles são bons ou ruins, se você concorda ou não concorda com o valor da pessoa é outra história. Talvez você não tenha nomeado seus valores e por isso diz que não tem. Você pode dizer que alguém não tem valor porque ele não faz o que ele diz, ou seja, ele não tem princípios. (No fundo ele tem, mas não aqueles que ele diz ter).
Em animes de samurai esse tema está sempre presente. O código de honra representa seus princípios e você vê que eles agem conforme suas regras. Quando eles não agem de acordo, deixam de agir com honra e por isso tiram a própria vida. Pode ser uma forma extremista, mas eles fazem valer até o final.
Isso não quer dizer que você não pode mudar. Kenshin, de Rurouni Kenshin, quando passa a ser andarilho, decide não mais matar. Honrou suas decisões até o final e ao mudar de ideia, honrou as novas ideias. Não precisa ficar com seus pensamentos presos em algo para sempre se não concorda. Nos momentos de reflexão, costumamos encontrar novos pensamentos e ideias que podem confrontar nossos valores. É preciso ter calma para decidir o que faz sentido para você, definir o que precisa ser mudado (valores? princípios? atitudes?) e seguir com o que você mais quer agora.
Os irmão Elric, de Fullmetal Alchemist, passam por situações que os colocam a prova várias vezes. A infância não permitiu que eles entendessem porque não se deve ressuscitar os mortos. Um tabu estabelecido que eles tentaram quebrar e “pagaram o preço”, como se houvesse uma conta a ser paga para quem quebra um princípio. Como você faz para recuperar o seu valor de volta? Seja em atitudes para desfazer o que aconteceu, seja para o valor moral (que comentamos no começo) que foi infrigido? Qual o preço de conseguir um corpo humano de volta? Quantas vidas? O quê…
Não parece fácil, não é? Falar de questões que criam ações podem ser simples e também podem não ser. Variam conforme a cultura, costumes e você. O que você quer, como você quer agir e o que te guia nesse caminho.
Se a sua ganância for maior que a sua preguiça, é capaz que você tenha atitudes muito mais em favor de fazer o que você quer. Se a sua vontade de realizar algo acima de qualquer coisa for maior que o seu respeito pelos outros ou pela vida, pode ser que você tome decisões que tragam sofrimento aos outros e, por consequência, a você também.
É você quem decide o que vai guiar suas ações e como honrar seus princípios. As suas escolhas podem te levar para que você se torne capaz de fazer o que quer com satisfação e conquiste o seu coração de aço!
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