Resenha - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 17 Oct 2022 13:46:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Resenha - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Shadows House me deixou desolada e animada: review da 2ª temporada https://animesonlinebr.org/anime/shadows-house-me-deixou-desolada-e-animada-review-da-2a-temporada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=shadows-house-me-deixou-desolada-e-animada-review-da-2a-temporada https://animesonlinebr.org/anime/shadows-house-me-deixou-desolada-e-animada-review-da-2a-temporada/#respond Mon, 17 Oct 2022 13:46:08 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=21594 Shadows House é, sem sombra de dúvidas, um anime fofo e cheio de mistério ao mesmo tempo. A saga de Emilico e Kate

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Shadows House é, sem sombra de dúvidas, um anime fofo e cheio de mistério ao mesmo tempo. A saga de Emilico e Kate é aquela típica história de slice-of-life que faz qualquer um tomar gosto pelas protagonistas.

A segunda temporada não poderia ser diferente. Cada episódio mostra uma aventurinha do cotidiano das crianças Shadows e seus bonecos vivos numa super mansão. Pode até parecer que grande parte dos episódios seriam, na verdade, fillers. Algo que em alguns outros animes acredito que as pessoas reclamariam bastante.

Aqui, entretanto, é divertido seguir essa proposta de acompanhar episódios que nada parecem ter a ver com as grandes perguntas do universo do anime. Só que no meio de tantos acontecimentos dessa turminha do barulho, Shadows House joga na nossa cara a real história que deveria estar sendo contada.

Parece que ambas as temporadas seguiram um padrão de evolução da trama: começando com a resolução de algo no começo, o meio aparentemente morno e o fim cheio de tiro, porrada e bomba. No caso, o fim cheio de desgraças e grandes conclusões.

A primeira temporada de Shadows House serve muito bem para explicar por alto o contexto em que as protagonistas surgem. Assim, a gente teve alguma ideia de como a tal da Mansão Shadows funciona e o que seria o mundo para essas pessoas que lá vivem.

Já a segunda temporada pode ser associada ao desenho do Scooby-Doo: as personagens já estão se acostumando à vida que elas levam lá e começam a se meter em questões mais profundas. Tudo que a gente aprende com a primeira temporada ou resolve fazer sentido ou trata de se desmontar em pedacinhos.

Esse texto é sobre a segunda temporada, então se você ainda não assistiu à primeira temporada, dê uma conferida em Shadows House: um mangá de mistério e assista lá na Crunchyroll ou na Funimation.

O mistério da Mansão Shadow

Não sei você, mas a primeira pergunta que me fiz, ainda na primeira temporada, foi referente a origem das sombras. Entretanto, ao longo dos episódios, quanto mais a gente descobre, menos a gente sabe. O que gerou na segunda temporada um grande baque de “agora vem” e veio mesmo. Não foi exatamente sobre o surgimento das sombras, mas de como as coisas funcionam para elas nesse mundo.

Se antes havia a curiosidade para decifrar a vinda das crianças para a grande mansão, agora a gente torce junto pela rebelião delas. Isso traz uma pegada meio The Promised Neverland (história que também foi adaptada pela CloverWorks) de crianças que não conhecem o mundo exterior e se encontram motivadas para sair dali assim que descobrem uma faísca da verdade. Ainda assim, em Shadows House existe uma preparação muito maior, afinal a narrativa é realmente lenta.

Essa velocidade se mostrou importante para dar tempo de reparar em detalhes. É como se a pessoa que está assistindo o anime pudesse sentir o que é viver mesmo a rotina dentro da Mansão, descobrir o que é ser uma sombra e como se dão as relações lá dentro. Tal como uma criança da vida real assistindo de fora o mundo dos adultos.

Além disso, tanto a interação com os adultos aumenta nessa temporada quanto a personalidade de algumas personagens ganha mais destaque. As histórias de Bárbara com a Barbie e da MaryRose com a RoseMary, por exemplo, dão uma guinada de 360º no anime e por isso mesmo que as personagens ganham tanta visibilidade no encerramento.

A segunda temporada junta a noção dos acontecimentos por parte das crianças principais com importantes fatos do passado que com certeza tem ligações com o futuro das personagens. Os momentos mais tensos da trama também estão relacionados a essa parte aqui. São tantas emoções!!!!

A segunda temporada mostra o motivo para a Barbie ter essa cara de quem comeu e não gostou

Outro aspecto da segunda temporada é que agora a gente passa a conhecer mais ainda a própria casa. São várias cenas fora dos quartos e, inclusive, fora da casa, no jardim.

E é aí que vem…

A virada de chave

A gente consegue ver nitidamente que todos os acontecimentos da segunda temporada foram essenciais para gerar a força que a Emilico terá na próxima temporada. Realmente acho que a terceira temporada terá muita ação, já que a maquinação e grande parte do descobrimento ocorreu aqui na segunda. Algo como o sentimento que se mantém em animes de coming-of-age veio à tona nesses episódios de Shadows.

Não só a Emilico e a Kate se mostram grandes protagonistas quanto o anime traz cenas impactantes que carregam um outro lado do plot. Desde o começo fica claro que é um anime com o terror na base, mas ele é sempre muito mais divertido e misterioso do que temeroso.

Na primeira temporada, Shadows House não é aquele anime de se assistir esperando monstros horripilantes, mortes tensas ou aquele terrorzinho psicológico básico. Há, sim, um constante clima pesado e o elefante na sala que só começa a tomar forma com as peripécias das novas crianças. Já na segunda, introduzem mais tensão à atmosfera, mostrando que a brincadeira vai mudar de figura.

Claro, o fato de serem crianças confinadas numa casa, serem obrigadas a viver de certa maneira e de não saberem o que está acontecendo por si só já é pavoroso o bastante. Mas, na primeira temporada, há uma leveza na forma em que recebemos essas informações. O que deixa as cenas da segunda parte mais assustadoras.

Ao mesmo tempo que o teor do terror muda, a segunda temporada mostra que a ala infantil é só o início. Um grão de areia em meio a uma imensidão do deserto a ser desbravado. Isso tudo só dentro da casa.

E as nossas heroínas também percebem.

Emilico é um raio de sol pronto para queimar seus olhos

A construção de personagem só melhora cada vez mais para a Emilico e a Kate. Elas levam a história muito bem nas costas e é bom demais ver os caminhos que seguem. Mas sempre com a Emilico sendo a principal.

Emilico tem toda a energia de protagonista fofa: ela sempre tenta ajudar, é divertida e tem ideias ótimas. Na primeira temporada, no entanto, ainda não tínhamos percebido bem o lado desafiador da boneca. Isso provavelmente acontecia porque a Kate assumia mais esse papel, como a comandante.

O que acontece é que cada uma assume protagonismo em partes diferentes agora, mesmo que também estejam juntas na maior parte. Inclusive, o fato de as duas estarem pegando cada vez mais características uma da outra sem deixar seu jeito de lado é a cereja no bolo de Shadows House.

Enfim,

A segunda temporada de Shadows House foi sensacional e finalizou com gostinho de quero mais. Quem gostou da primeira certamente também irá aproveitar a segunda temporada e ficará em choque com revelação atrás de revelação. Mas lembrando que é um anime de slice-of-life, logo também terá muita andança e cotidiano de dentro da casa.

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Segunda temporada de Upload: às vezes é melhor parar https://animesonlinebr.org/post/segunda-temporada-de-upload-as-vezes-e-melhor-parar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=segunda-temporada-de-upload-as-vezes-e-melhor-parar https://animesonlinebr.org/post/segunda-temporada-de-upload-as-vezes-e-melhor-parar/#respond Fri, 25 Mar 2022 15:00:18 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=30811 Em meio às sugestões bagunçadas do Prime Video, se esconde uma série cuja capa é nem um pouco chamativa. Os banners de Upload

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Em meio às sugestões bagunçadas do Prime Video, se esconde uma série cuja capa é nem um pouco chamativa. Os banners de Upload variam entre uma moça com óculos de realidade virtual e imagens sem graça típicas de série de comédia americana.

O clique do botão pode acontecer sem querer ao procurar outra série e aí já se abre a descrição.

A série propõe um conceito futurístico em que pessoas prestes a morrer podem fazer “upload” para uma realidade virtual. Assim, é possível ter a vida eterna em hotéis de luxo e modificar detalhes como num The Sims.

Interessante, não é? Parece que fizeram uma série inspirada em episódios de Black Mirror  (com destaque para  “San Junipero”) . Tem tudo para ser uma série boa, como já foi dito aqui na review da primeira temporada:

Upload -Pós-vida Virtual e Capitalista

 

O detalhe é: A primeira temporada fez bem em chamar a atenção desde o primeiro episódio. Em seguida, finalizou com aquele estilo de deixar várias pontas soltas a serem resolvidas na próxima temporada. E aí estavam abertas as portas para a segunda temporada.

E o que foi o Upload dessa segunda temporada?

Sabe aquele trabalho da escola que você se lembrou de fazer de madrugada e correu para ligar para os colegas a fim de terminar a tempo? Bom, foi isso.

Como se estivessem querendo correr com a história para poder alcançar outro patamar, a segunda temporada de Upload se encheu de buracos e inconsistências. Não que tenha sido um total desastre, porque a premissa da primeira ainda segurou. Porém, Upload deveria ter sido uma série de somente uma temporada.

A partir daqui pode conter spoilers da primeira temporada. Então, esteja avisado!

Na segunda temporada, a série não consegue decidir se foca em grupos terroristas, crítica ao capitalismo, romance, investigação criminal ou comédia (seria inteligente ou simples?). Dessa forma, foi tudo pelos ares.

Um pouco de cada e nada ficou bem elaborado. Personagens indo e vindo da forma como fosse conveniente e até as ligações entre cada questão aparecem de jeito enevoado.

Andy Allo como Nora

Se na primeira temporada entendemos sobre a complexidade de cada personagem e da história, na segunda tudo fica raso e estranho. Até a própria Nora (interpretada por Andy Allo), que é uma das protagonistas, ficou prejudicada nessa reviravolta desajeitada. Houve claramente uma mudança abrupta nas linhas de raciocínio dela e explicações nada convincentes sobre os motivos das decisões terem sido tomadas.

Nathan e Ingrid

Outra personagem que foi para o ralo é a Ingrid (Allegra Edwards). A mocinha rica que começa a trama como namorada do protagonista mostra um potencial incrível na primeira temporada. O que desaba como amoeba que ficou no teto por um ano quando colocam ela de volta no posto de mimada irritante. Aonde foi parar aquele plot instigante que sugeriu diversas pontas na história inicial?

Ainda que diferentes lados da Ingrid tenham sido mostrados, foram de forma muito tosca. Assim como todos os arcos dessa temporada. Boa parte da trama foi abandonada e ficou difícil entender como que tal acontecimento se deu. O que custava um mínimo de desenvolvimento?

Upload: funcionou ou não?

Assisti a segunda temporada inteira esperando que no fim dessem uma consertada. Spoiler: não dão. Na realidade, quanto mais perto do final mais bagunçado fica. É isso que dá colocar muitas ideias e não separar em mais episódios.

O funcionário de IA que está em todos os cantos no arco dos bebês

Ainda assim, não posso ser carrasco. Existem, sim, momentos legais da segunda temporada. A ideia em si não era ruim e vários pontos que tentaram abordar, embora fracassando, fazem bastante sentido na realidade criada para Upload.

A série de comédia ainda manteve momentos cômicos, como os protagonizados pelo personagem Luke (Interpretado por Kevin Bigley), que nunca falha, sua anjo Aleesha (Zainab Johnson) e o funcionário que está em todos os cantos (Owen Daniels). Inclusive, um arco para cada seria muito interessante se conseguirem tirar Upload da lama em que atolou.

De um modo geral, a segunda temporada de Upload não chega nem a três estrelas. Vamos melhorar aí…

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Zoo no Inverno e a realização dos sonhos https://animesonlinebr.org/manga/zoo-no-inverno-e-a-realizacao-dos-sonhos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=zoo-no-inverno-e-a-realizacao-dos-sonhos https://animesonlinebr.org/manga/zoo-no-inverno-e-a-realizacao-dos-sonhos/#respond Wed, 24 Nov 2021 21:00:20 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=28151 Não é a primeira vez que vemos uma história que conta sobre os primeiros passos da vida de um mangaká iniciante, Bakuman é

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Não é a primeira vez que vemos uma história que conta sobre os primeiros passos da vida de um mangaká iniciante, Bakuman é exemplo disso, pois nos apresenta dois adolescentes correndo atrás do sonho incessante de se tornar um autor de renome e também de todos os sacrifícios que eles fizeram pra chegar onde chegaram. Só que hoje o alvo não será ele, e sim Zoo no Inverno.

SOBRE O MANGÁ

Fala sobre o jovem pacato, reservado e de poucas palavras, Mitsuo Hamaguchi saiu pequena cidade natal a fim de trabalha numa fábrica têxtil.  A verdade é que desde muito jovem ele tem forte interesse pelo muito artístico, e ainda no ensino médio passava horas desenhando mangás. Por esse motivo, Hamaguchi nutre o sonho de se tornar artista e dentro da fábrica almeja trabalhar com o design gráfico. Enquanto isso não acontece, Hamaguchi  aproveita seu tempo livre para desenhar animais no Zoológico local e recusando o convite dos colegas quando o chamam pra praticar esportes.

Zoo no Inverno foi escrito e ilustrado por Jiro Taniguchi, ou conhecido como “o mais europeu dos mangakás”‘ por causa do seu padrão distante do que é comum dentro os demais autores. Mas isso não o fez que ganhasse menos admiração, pelo contrário ganhou visibilidade e respeito pelo seu estilo próprio de contar histórias. Publicado em 2008 pela editora Shogakukan, e aqui no Brasil a tradução está sob responsabilidade da editora Devir, que aliás, não é o  primeiro mangá  lançado por aqui pelo mesmo autor, O Homem Que Passeia também estreou pela editora.

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Capa Devir

ESCOLHAS E INCERTEZAS

Na obra ele revive seus tempos de juventude, quando estava iniciando sua carreira no meio artístico. Uma jornada pelos sentimentos do início da vida adulta, o irresistível impulso de seguir a realização de seus sonhos. Não que todos os fatos no mangá tenham realmente acontecido na vida real, mas serviu de inspiração. Ainda um jovem adulto e passando pela transição inevitável, e junto um turbilhão de decisões, escolhas e responsabilidades que precisam fazer e dependendo dela será de grande peso futuramente. Jiro mostra bem ainda no começo mangá é  justamente sobre isso.

Claro que para o bem  da sanidade mental não somos obrigados a tomar a decisão que irá definir o que realmente iremos fazer pro resto da vida, ainda mais na beira dos 18-19 anos. Por mais que a sociedade diz o contrário, a primeira importante escolha é ir contra essa ideia, uma vez que a escolha ainda não esteja 100% madura. Ou talvez até exista a certeza dos planos, mas por vários motivos não se tem os recursos necessários para enfim desfrutar.  Hamaguchi é exemplo disso, sempre apaixonado pelo meio artístico, mas por qualquer motivo naquele momento optou por outro caminho até aos poucos se aproximar do verdadeiro objetivo.

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SEGUINDO O SONHO

Mas não demora muito para a vida do querido protagonista dar uma guinada, por cauda de contratempo que aconteceu com a filha do presidente da empresa, Hamaguchi se viu obrigado a tomar um novo rumo na vida e eis que surge seu amigo Tamura, que lhe diz que o mangaká Shiro Kondo precisa de um assistente. Sabendo que a vaga brilharia os olhos do amigo, o mesmo o indica a e quando menos percebe já está inserido do meio produção de entrega com máximo de urgência.

Aqui se trata de uma época nos anos 60, e a correria com a produção dos capítulos é o mesmo que vemos em notas editoriais atualmente. Ou seja, não é novidade pra quem encara a profissão. Portanto, isso é uma das justificativas sobre os mangás serem preto e branco. Se quiser saber de mais motivos nesse post você encontra a resposta.

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Por fim, Jiro consegue trazer ao leitor o desenvolvimento do protagonista nas relações, nas primeiras experiências,  no desejo de se expressar fora da sombra do mangaká mais velho, comparando com a  realidade de qualquer cidadão cumprindo suas metas. Zoo no Inverno é sobre a trajetória da realização dos sonhos, e deixa bem claro que nem sempre é do jeito como gostaríamos que fosse.

A Devir trouxe a edição de luxo com capa mole e sobrecapa seguindo o padrão do selo Tsuru. Conta com  236 páginas em preto e branco no formato 17 x 24 cm, com tradução de Arnaldo Oka. Previsto para entre o fim de novembro e o início de dezembro, o mangá tem preço de R$ 43,15. Pré-venda na Amazon. 

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Road 96: nostalgia, narrativa e política https://animesonlinebr.org/review/road-96-nostalgia-narrativa-e-politica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=road-96-nostalgia-narrativa-e-politica https://animesonlinebr.org/review/road-96-nostalgia-narrativa-e-politica/#respond Tue, 17 Aug 2021 19:00:58 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=23876 Procurando um novo game com uma história envolvente, não linear e de constante evolução? Você precisa conhecer o indie Road 96, da Digixart,

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Procurando um novo game com uma história envolvente, não linear e de constante evolução? Você precisa conhecer o indie Road 96, da Digixart, criadora de Valiant Hearts. O game foi lançado dia 16 de agosto e aposta na mesma nostalgia dos anos 90 tão utilizada por grandes nomes como a Netflix.

Sendo assim, talvez você já consiga imaginar um dos maiores pontos fortes do game: a música, trazendo a sensação de beira de estrada, aventura e tudo o mais que você deva sentir naquele devido momento. Mas sobre o que é Road 96? Antes de tudo, o game conta a história de um país decadente, a mercê de uma crise política e como a sua geração jovem responde a esse cenário. Muitos querem apenas escapar da cidade e nunca mais voltar. Outros querem mudar a história nas urnas. E alguns querem o caos. Disponível para Switch e PC, a ideia principal é: qual caminho você tomaria?

Road 96: uma estrada política

Road 96

Primeiramente, nos encontramos no país Petria, governado por anos pelo “presidente” Tyrak . O nome fala por si só, mas além dos requisitos básicos de um tirano que frauda eleições para se perpetuar no poder, censura, controle dos meios de informação e circulação, Tyrak construiu um muro bem monitorado que impede seus moradores de deixar a cidade. E sim, a cidade está em colapso. À beira de uma nova eleição, uma senadora ameaça a hegemonia do presidente. A cidade já está em colapso com a insatisfação geral, manifestações ocupam as ruas e surge uma pandemia entre os jovens: a necessidade de fugir.

Portanto, é aqui que entramos em ação. Você sempre encarnará um jovem tentando atravessar a fronteira da cidade de Petria e toda decisão afeta o seu destino e o da cidade. Porém, cada viagem é uma nova história, uma tentativa única de chegar à fronteira. Antes de tudo, o game propõe um questionário antes com algumas perguntas para personalizar a experiência. É um jogo narrativo, suas escolhas e diálogos afetam a personalidade de seu personagem, como você é visto, o quanto os personagens se abrirão com você e, assim, se você conseguirá avançar bem na narrativa ou não. E não se engane, Road 96 não é unicamente diálogo – ele te cobra ação e posicionamento.

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Em busca da fronteira

A fronteira é um lugar perigoso e o caminho pode ficar cada vez mais traiçoeiro quanto mais você se aproxima do destino.  É preciso se preparar ao longo do trajeto e talvez você tenha que tomar decisões duvidosas no percurso. Nosso personagem sempre terá uma barra de vida que pede atenção, afinal, são longos percursos na estrada e suas decisões podem cansar mais facilmente o jovem. Descanso, sono e alimentação podem recuperar sua barra e te levar mais longe.

Road 96

Um dos objetivos do game, além de descobrir mais sobre a real situação do país, é conhecer 100% a história dos personagens que percorrem a estrada. Como cada viagem é a trajetória de um jovem diferente, os encontros acontecem de forma diferente. Porém, não deixam de seguir a linha do tempo da narrativa e do personagem (mesmo não sendo linear para nós). Fique atento também à missão secundária de encontrar fitas de música, que preenchem a já incrível trilha sonora. E com os encontros aleatórios, também é possível aprender habilidades para te levar mais longe no trajeto.

A ideia é arrumar maneiras de cobrir quilômetros até a fronteira. Seja conseguindo um veículo, uma carona, indo a pé ou arrumando dinheiro para um taxi. Ainda assim, depois de chegar à fronteira, é preciso descobrir como atravessá-la. Ou será mesmo que esse e o maior objetivo do game? Ou você conseguiria ajudar o país a se tornar um lugar melhor? Como?

Narração e ação

Apesar de ser um game narrativo que te pede para desvendar a história dos personagens na estrada e da nação, Road 96 te faz agir. É preciso estar em constante movimento para avançar na história, saber quando usar os seus recursos, explorar o ambiente e se equipar ao máximo para a jornada. Também nesse sentido, quase todo diálogo te pede um posicionamento – e quase sempre com desdobramento político. Do mesmo modo, as decisões também trazem reflexões éticas e políticas: roubo, salvar a si mesmo em lugar de outros, trapaça, mentira, dentre outros. Como precisamos conhecer os NPCs, alguns diálogos começam de maneira pouco natural, o que pode incomodar depois da primeira tentativa de fuga.

Road 96

Mesmo assim, é uma experiência interessante. Especialmente pela marcante trilha sonora e o desafio simultâneo de tentar escapar, conhecer mais as pessoas e assumir um posicionamento político. Outro aspecto delicioso são os “minigames” dentro da trama dos personagens, como tocar um trombone, testar e opinar sobre um novo game, sabotar um ato político, dentre outros. Afinal, no desenrolar da trama, nossos personagens podem se envolver diretamente em alguns dos maiores confrontos do país.

Quer conferir um pouco mais do clima do game? Confira a trilha sonora oficial de Road 96 no Spotify!

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Criaturas estranhas espreitam a noite em “Criaturas Sombrias – O Mundo de Lore” https://animesonlinebr.org/livros/criaturas-estranhas-espreitam-a-noite-em-criaturas-sombrias-o-mundo-de-lore/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=criaturas-estranhas-espreitam-a-noite-em-criaturas-sombrias-o-mundo-de-lore https://animesonlinebr.org/livros/criaturas-estranhas-espreitam-a-noite-em-criaturas-sombrias-o-mundo-de-lore/#respond Mon, 15 Mar 2021 13:00:39 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18612 Originado do premiado podcast Lore — cujos episódios se inspiram nas famosas creepypasta dignas de pesadelos. Com uma proposta diferente e informativa, Criaturas

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Originado do premiado podcast Lore — cujos episódios se inspiram nas famosas creepypasta dignas de pesadelos.

Com uma proposta diferente e informativa, Criaturas Sombrias é mais do que um livro de terror. Para além do estereótipo de livro de terror ter que ser obrigatoriamente assustador, Criaturas Sombrias chegou como uma grata surpresa.

Abraçando a linguagem histórica e investigativa, o livro nos carrega para uma descoberta fantástica no universo dos mitos de diversas culturas, como vampiros, lobisomens, fantasmas, duendes e etc, em alguns momentos o livro passa a ter uma linguagem cientifica bastante acessível, deixando a leitura ainda mais interessante. Então se você busca um livro sobre mitos com uma leitura fluída e aquela pitada de terror na medida certa, Criaturas Sombrias foi feito para você.

Criaturas Sombrias. Aaron Mahnke. Darkside Books

“Ninguém quer morrer. Se o projeto humano passasse por uma revisão, essa seria uma das características modificadas. Nossa mortalidade é uma obsessão desde o princípio da própria humanidade. Humanos anseiam por maneiras de evitar a morte, ou pelo menos torná-la suportável.” Pág.36

Apesar de sentir algumas pequenas dificuldades com a divisão por temas feitas no livro, gostei especialmente da utilização de relatos das pessoas sobre as criaturas, trazendo um jogo entre o “fato ou ficção”, e utilizando os relatos com uma premissa realista, a maneira narrativa se aproxima da ficção deixando um gostinho mágico acerca do tema, dando um tom leve, divertido e ainda assim, condizente com a veracidade daqueles que creem nos mitos descritos no livro.

Dentre todas as histórias contadas no livro Criaturas Estranhas, o conto intitulado “Desencaixotando” foi um dos que mais gostei. Ele aborda relatos e histórias sobre brinquedos amaldiçoados, traçando paralelos entre a relação das crianças com seus brinquedos e sobre alguns aspectos sociais em sociedades mais antigas.

Conto Desencaixotando/Criaturas Sombrias. Aaron Mahnke. Darkside Books

Já no conto “Notas”, vemos a clássica abordagem sobre fantasmas, utilizando relatos até bem assustadores sobre o tema, o autor conseguiu usar uma temática bastante antiga de forma que a leitura não se tornasse chata, ou apenas mais do mesmo.

“Às vezes, a jornada não acaba, afinal. Às vezes, os mortos continuam andando”. Pág. 33

A edição da editora Darkside conta com ilustrações de M. S. Corley e dão um toque especial, ajudando a dar “vida” ao livro, assim como a bibliografia no final da edição deixa o livro ainda mais completo, a editora como sempre é nota dez em questões gráficas.

Criaturas Sombrias. Aaron Mahnke. Darkside Books

 

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Seres Mágicos & Histórias Sombrias: Uma reunião de contos para agradar a gregos e troianos https://animesonlinebr.org/livros/seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos https://animesonlinebr.org/livros/seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos/#respond Mon, 15 Mar 2021 13:00:31 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18619 Neil Gaiman, autor de Coraline e Sandman, se uniu a Al Sarrantonio, escritor de terror e ficção científica, para editar uma antologia especialmente

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Neil Gaiman, autor de Coraline e Sandman, se uniu a Al Sarrantonio, escritor de terror e ficção científica, para editar uma antologia especialmente sombria e mágica para leitores curiosos que gostam de sonhar.

Uma coletânea com 27 contos, Seres Mágicos & Histórias Sombrias conta com nomes como o de Peter Straub, Diana Wynne Jones, Chuck Palahniuk, Joe Hill, Joyce Carol Oates, Joe R. Lansdale, Jodi Picoult, Jeffery Deaver, e outros autores renomados que entraram no desafio de escrever um conto fantástico e sombrio, cada um do seu jeito.

Já na introdução do livros, temos a palavra de Neil Gaiman, famoso justamente por ser um mestre em conciliar os temas sombrios e fantásticos em suas histórias, como o vimos fazer em Sandman e principalmente em Coraline. A introdução do Gaiman tem um tom bastante intimista e reflexivo. Um ponto que de cara me chamou atenção foi quando um fã questionou o Gaiman sobre qual citação ele colocaria na parede de uma biblioteca e ele respondeu o seguinte:

“Não sei se escreveria uma citação se fosse eu que tivesse uma parede de biblioteca para desfigurar. Acho que eu só lembraria às pessoas do poder das histórias, de por que elas existem. Eu colocaria as quatro palavras que qualquer pessoa que conta uma história quer ouvir. As que mostram que está dando certo, e que páginas serão viradas: “O que aconteceu depois?”

Seres Mágicos & Histórias Sombrias/Darkside Books.

O livro tem um número considerável de contos que tem em média dez páginas cada, e dentro do espectro da fantasia e do terror, fomos agraciados com histórias que, como citamos no título: agrada a gregos e a troianos.

Apesar de gostar de alguns contos mais do que outros, sinto que Seres Mágicos & Histórias Sombrias é um daqueles livros que podemos ler bem devagarzinho, na companhia de um clima frio e um café bem quente. Cada conto tem um começo, meio e final, alguns deixando um gostinho doce de quero mais.

Dando aquele toque de opinião pessoal, eu tenho um grande apreço por livros de contos porque posso lê-los tranquilamente, enquanto alterno com outras leituras, e a editora Darkside tem boas opções de livros de contos, mas eu tenho uma opinião bem ambígua sobre Seres Mágicos & Histórias Sombrias, a grande maioria dos contos não me animou tanto quanto eu esperava, provavelmente caí no golpe da expectativa alta demais, mas sinto que é um livro interessante de se ler, principalmente por me fazer perceber as várias formas de escrita e a essência criativa de alguns autores.

Seres Mágicos & Histórias Sombrias/Darkside Books.

No conto Figuras Fósseis, da autora Joyce Carol Oates, a autora retrata a vida e história de dois irmãos gêmeos, dividindo-os entre o irmão saudável e o irmão que vive doente, trazendo à tona o ódio que um (o irmão saudável), sente pelo outro, despertando no leitor um sentimento de torcida e empatia pelo irmão doente que tanto sofre.

“Onde devia haver um, havia dois: o irmão demônio, maior, esfomeado, e o outro, o irmão menor, e na escuridão líquida uma pulsação entre eles, um batimento que tremia e estremecia, agora forte, agora regredindo, agora forte de novo, enquanto o irmão demônio ia ficando cada vez maior.” Pág.23

Já o conto O diabo na escada, escrito por Joe Hill, vemos um conto escrito em prosa, trazendo uma quebra interessante e diferenciada dos demais, e quando nos acostumamos com a forma única do texto, ele volta aos moldes imediatamente após o personagem principal se encontrar com um ser estranho no meio da escada.

Aqui, nesta trama, o personagem em um acesso de fúria, mata uma pessoa, e para fugir, desce as escadas de forma que, a cada folhear de página, ele parece ter ido mais e mais fundo nos degraus.

“Aquela luz no pote cresceu e cresceu até nossas sombras se projetarem na pedra como gigantes deformados, depois o brilho se apagou e nos mergulhou na nossa escuridão compartilhada.” Pág. 438

Seres Mágicos & Histórias Sombrias é uma boa pedida para você que gosta de tramas fora do convencional, de histórias curtas e criativas.

A edição é simples, sem muitas ilustrações ou conteúdo extra, mas ainda assim, a Darkside deixou o livro com um charme simplista que chama bastante atenção.

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A Noite dos Mortos-Vivos: Quando os mortos caminham, os vivos que enchem os caixões https://animesonlinebr.org/livros/a-noite-dos-mortos-vivos-quando-os-mortos-caminham-os-vivos-que-enchem-os-caixoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-noite-dos-mortos-vivos-quando-os-mortos-caminham-os-vivos-que-enchem-os-caixoes https://animesonlinebr.org/livros/a-noite-dos-mortos-vivos-quando-os-mortos-caminham-os-vivos-que-enchem-os-caixoes/#respond Mon, 15 Mar 2021 13:00:24 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18626 Um casal de irmãos viaja rumo ao cemitério onde seus pais estavam enterrados. Johnny, o mal humorado irmão mais velho, e Bárbara, a

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Um casal de irmãos viaja rumo ao cemitério onde seus pais estavam enterrados. Johnny, o mal humorado irmão mais velho, e Bárbara, a insistente irmã mais nova embarcam na luta contra o levante dos mortos.

A trama inicia com a visita dos irmãos ao túmulo de seus pais em uma zona rural, e são atacados logo de cara. Johnny morre para salvar sua irmã, que consegue escapar e sai em busca de socorro mesmo em estado de choque. Confusa e sozinha, Bárbara se refugia numa casa de campo, onde mais tarde recebe a visita de Ben, um outro sobrevivente em fuga do ataque da hora de zumbis.

A Noite dos Mortos-Vivos. John Russo/Darkside Books

A narrativa de A Noite dos Mortos-Vivos é repleta de ação e cenas carregadas de tensão, fazendo com que o leitor se insira mais e mais na história. A história foca basicamente em nos mostrar como cada pessoa lida de forma diferente em situações de perigo, com algumas sendo egoístas, traiçoeiras e até mesmo aproveitando o caos para serem completamente cruéis. Com uma carga de crítica social, a trama vai além de uma simples história de sobrevivência e zumbi.

“Viver é se remexer constantemente em um túmulo. As coisas vivem e morrem. Às vezes vivem bem e às vezes vivem mal, mas sempre morrem, e a morte é aquilo que reduz todas as coisas ao menor denominador comum.” Pág.17

A edição analisada em questão é uma edição comemorativa de 50 anos, logo, a edição conta também a continuação A Volta dos Mortos-Vivos.

Na sequência A Volta dos Mortos-Vivos, a trama está habituada num período de dez anos após o primeiro levante dos mortos. Tudo voltou a sua devida normalidade, como se os zumbis nunca tivessem existido. Até que um acidente de ônibus com vários óbitos acaba sendo o estopim para o segundo levante dos mortos-vivos. Assim o pandemônio retorna para assombrar os humanos, e novamente o autor volta para a crítica social acerca do comportamento dos sobreviventes que se aproveitam do caos para seu próprio prazer, deixando essas situações ainda mais tensa e cruel do que na trama anterior, aqui, a população saqueia, estupra, mata e comete maldade sem nenhum medo ou remorso.

Detalhe da edição: Furo nas páginas e ilustrações de Daniel Beyruth.

“A cabeça rachada e o rosto dilacerado se projetavam do para-brisa quebrado, o pescoço quase inteiramente decepado pelo vidro. Embora o motor não estivesse mais funcionando, destruído pelo impacto, os faróis ainda estava acessos.” Pág.221

A Noite dos Mortos-Vivos e sua sequência retratam mais do que um apocalipse zumbi, eles retratam a face cruel do ser-humano em frente ao caos, e como em alguns momentos essas ações são ainda mais tensas do que o apocalipse em si. Ver o ser humano se aproveitar do caos para abrir mão de sua humanidade é um cenário indigesto e as vezes, real.

Como amante do gênero de sobrevivência e apocalipse zumbi, o livro foi um deleite para mim, principalmente por ter conhecido a trama nas telinhas com o filme de 1968 e na adaptação de 1990. Confesso que me surpreendi ainda mais com as questões sociais e reflexivas do livro, o que só enriqueceu ainda mais a trama.

A Noite dos Mortos-Vivos. John Russo/Darkside Books

Os cenários das duas tramas acabam diferindo bastante uma da outra: Enquanto na em A Noite dos Mortos-Vivos temos apenas o cemitério e, logo em seguida, a casa em que o grupo de sobreviventes fica, dão uma leve sensação claustrofóbica na trama, em A Volta dos Mortos-Vivos, inicia justamente em uma cidade e acaba por explorar diversos ambientes, mesmo tendo como cenário principal uma residência.

A edição comemorativa de 50 anos da editora Darkside é SENSACIONAL, as ilustrações de Daniel Beyrut deixaram tudo ainda mais belo, mas eu confesso que o “tiro” na cabeça do zumbi que fura todo o livro é um detalhe único e que pouquíssimas editoras teriam coragem de colocar em suas edições.

A Noite dos Mortos-Vivos. John Russo/Darkside Books

Curiosidades sobre A Noite dos Mortos-Vivos:

  1. O roteiro de John Russo e George Romero foi o primeiro a conceituar os seres humanoides como devoradores de carne humana
  2. Foi no roteiro de A Noite dos Mortos-Vivos que foi instaurado o conceito de que zumbis só morrem com ferimentos na cabeça e que humanos podem virar zumbis se forem feridos por eles;
  3. O longa A Noite dos Mortos-Vivos foi o primeiro filme de terror a escalar um protagonista negro, o ator Duane Jones.

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Tokyo Ghost: Tecnologia, drogas cibernéticas e redenção https://animesonlinebr.org/hq/tokyo-ghost-tecnologia-drogas-ciberneticas-e-redencao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tokyo-ghost-tecnologia-drogas-ciberneticas-e-redencao https://animesonlinebr.org/hq/tokyo-ghost-tecnologia-drogas-ciberneticas-e-redencao/#respond Thu, 22 Oct 2020 17:00:24 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=14803 Se eu pudesse resumir a HQ de Tokyo Ghost, a palavra “inesperada” seria completamente apropriada. Com um início frenético e rico em detalhes,

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Se eu pudesse resumir a HQ de Tokyo Ghost, a palavra “inesperada” seria completamente apropriada. Com um início frenético e rico em detalhes, somos lançados num mundo cyberpunk no ano de 2089 onde o planeta foi tomado pelo oceano com aguas poluídas, e com uma humanidade viciada em tecnologia. Ao longo da leitura podemos notar influências de grandes obras da ficção cientifica diatópica, como por exemplo, Blade Runner do escritor Philip K. Dick, Neuromancer de William Gibson, e também Akira, de Katsuhiro Otomo, e em alguns momentos, a história também se arrisca em referenciar a cultura dos samurais japoneses.

Led Dent em sua moto.

Neste universo as pessoas em sua grande maioria são desempregadas e doentes, vivem em busca de alienação e um pouco de paz que só lhes é oferecido pelo êxtase das drogas digitais.

A leitura flui nos fazendo acompanhar um casal, Led Dent e Debbie Decay. Os nossos protagonistas aqui são os chamados “delegados”, responsáveis por caçar e prender os criminosos locais.

Aqui, o enredo nos entrega dois protagonistas que poderíamos chamar de anti-heróis. Led é um modificado, sua mente vive dopada com drogas cibernéticas, seu corpo passou por diversas modificações, a sede em tornar-se um homem forte o fez sucumbir ao sistema deturpado que Tokyo Ghost friza para os leitores quadro a quadro.

Debbie é a protagonista “pé no chão”, ela não se modifica, não utiliza drogas, e o seu amor por Led à mantém sempre perto dele, afim de que um dia ela possa mantê-lo longe de toda a droga e alienação do mundo.

Em uma de suas missões, Led e Debbie vão para Tokyo, onde encontram um paraíso livre de tecnologia. Uma vila liderada por Kazumi.

Ali, Kazumi ensina Debbie e ajuda Led em sua reabilitação. Ambos iniciam sua jornada de redenção, vivendo em comunidade com as pessoas que residem naquela vila, e aprendendo todos os dias o quanto a humanidade foi perversa com a natureza.

Mas, nem tudo são flores (como sabemos), a história tem a sua reviravolta e Led acaba sendo jogado de volta no mundo das drogas tecnológicas, e um ataque a vila faz com que Kazumi seja assassinada, a partir daí, um novo personagem surge em busca de vingança pelos mortos naquela vila: O fantasma de Tokyo.

Debbie, Led e Kazumi na vila “paraíso”.

Tokyo Ghost conta com um cenário colorido e pode inicialmente parecer confuso e poluído, mas para mim ele combina com o tom do enredo, um mundo tecnológico completamente alucinado pede uma arte exatamente como a que foi feita. É interessante apenas observar alguns objetos no fundo, analisar os personagens secundários ao fundo e perceber o quão louco algumas coisas aparentam ali.

A edição da darkside como sempre é bem completa, a edição conta com uma galeria com capas alternativas dos dez volumes separados e com um sketch book de rascunhos dos desenhos e do roteiro.

Influências orientais notáveis nos detalhes da arte de Tokyo Ghost.

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Semblant: Blood Chronicles – Um mundo pós-apocalíptico repleto de sangue e vampiros. https://animesonlinebr.org/hq/semblant-blood-chronicles-um-mundo-pos-apocaliptico-repleto-de-sangue-e-vampiros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=semblant-blood-chronicles-um-mundo-pos-apocaliptico-repleto-de-sangue-e-vampiros https://animesonlinebr.org/hq/semblant-blood-chronicles-um-mundo-pos-apocaliptico-repleto-de-sangue-e-vampiros/#respond Thu, 03 Sep 2020 19:05:35 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=12439 Lançada pela Darkside Books no ano de 2020, Blood Chronicles é uma HQ nacional que surgiu como um presente da banda brasileira de

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Lançada pela Darkside Books no ano de 2020, Blood Chronicles é uma HQ nacional que surgiu como um presente da banda brasileira de death metal melódico, “Semblant“, e tem como roteirista o vocalista da banda, Sergio Mazul em parceria com o artista André Meister.

© Darkside Books / Sergio Mazul e André Meister

A HQ nos arremessa num mundo pós-apocalíptico tenebroso e caótico onde vampiros caçam e escravizam os poucos seres humanos que sobraram. Na narrativa, somos apenas mais um sobrevivente observando o desespero e a luta dos personagens para se manterem vivos.

Com um ritmo acelerado, a trama nos deixa mais perguntas do que fornece respostas, somos apresentados logo de cara a um personagem cujo nome faz uma referência histórica a um dos pistoleiros mais famosos do século XIX. BillyThe Kid“, é um caçador-informante em busca de refúgio, abrigando-se num bar onde vários outros caçadores se reúnem e a quem ele precisa repassar informações sobre um campo de refugiados ao norte dali.

© Darkside Books / Sergio Mazul e André Meister

Numa reviravolta inesperada, o grupo de caçadores é reduzido ao trio composto pela espadachim chamada Kai, uma garota misteriosa que precisa ser protegida e levada para um grupo de caçadores em um local distante, e o Joe, um velho bêbado que residia no antigo bar de caçadores após ter perdido toda a sua família para os vampiros, e que não é tão inútil quanto aparenta. E nessa pequena jornada, vamos descobrindo um pouco mais sobre esse universo, até que chegamos no embate entre os mocinhos e um velho conhecido de Joe, um vampiro cujo nome é Malakai.

Blood Chronicles é uma HQ com uma arte diferenciada, onde é possível notar o uso de pinceis com cores fortes para diferenciar cenas e situações e se utiliza de referências de quadrinhos europeus, moldado ao próprio estilo do artista, assim como utiliza referências das capas dos álbuns da própria banda.

© Darkside Books / Sergio Mazul e André Meister

Porém, Blood Chronicles sofre de um mal que pode afastar muitos leitores, as bases do roteiro não são sólidas o suficiente para nos prender e instigar. Mesmo com uma ação bem desenhada e um plot central interessante, nós leitores não temos acesso a mais informações sobre o universo do quadrinho, assim como sabemos pouquíssimo a respeito dos personagens, ao final dos capítulos não me apeguei a nenhum deles, não consegui sentir “empatia” ou ligação. Na mesma rapidez que eles são apresentados, eles somem da trama. E até mesmo quando os personagens estão reduzidos, só temos acesso a parte da história de Joe, descartando as outras duas personagens, onde uma delas possui mistérios ainda mais interessantes para a trama. Assim, voltou a utilizar a frase “Bloood Chronicles nos deixa mais perguntas do que fornece respostas”, o que não será um problema se essas respostas forem respondidas nos próximos volumes da saga.

© Darkside Books / Sergio Mazul e André Meister

A Darkside anexou ao final da edição algumas ilustrações do quadrinho, e também alguns rascunhos mostrando o processo de criação, um story board com um rascunho de cada página da HQ, e isso foi um extra muito legal.

Semblant: Blood Chronicles é um prato cheio para quem gosta de quadrinhos com uma arte diferenciada, um ritmo acelerado e mundos pós apocalípticos e fica ainda mais interessante quando utilizamos as músicas da própria banda para procurar referências, que, segundo informações obtidas no site oficial da banda, todas as músicas da saga “Legacy of Blood” lançadas a cada álbum, inspiraram o nascimento da obra.

Conheça a banda:

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Lady Killers: Entre espartilhos e sangue. Um dossiê das serial killers mais perigosas do mundo. https://animesonlinebr.org/livros/lady-killers-entre-espartilhos-e-sangue-um-dossie-das-serial-killers-mais-perigosas-do-mundo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lady-killers-entre-espartilhos-e-sangue-um-dossie-das-serial-killers-mais-perigosas-do-mundo https://animesonlinebr.org/livros/lady-killers-entre-espartilhos-e-sangue-um-dossie-das-serial-killers-mais-perigosas-do-mundo/#respond Tue, 28 Apr 2020 15:00:02 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=7534 Pra você que gosta de histórias de serial killers, e gosta mais ainda de relatos minuciosos sobre o tema. Lady Killers é um

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Pra você que gosta de histórias de serial killers, e gosta mais ainda de relatos minuciosos sobre o tema. Lady Killers é um livro que, com certeza você irá gostar.

Já nas páginas de abertura, vemos que Tori Telfer sabe do que está falando, de fato, como pontuado por ela, em histórias onde se relata assassinatos em série, sempre atribuímos tal brutalidade a um “homem” perverso, onde suas vítimas são sempre mulheres inocentes.

Mas, assim como dito pela mesma, a maioria são de fato homens… Mas, as mulheres também matam.

“Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue no assoalho nem buracos na parede. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro.” Pág.267

Poison/Veneno. Ilustração Jennifer Dahbura .

O livro conta com um curto, porém poderoso prefácio, onde a autora passa por alguns mitos que são associados a figura feminina, e pontua também algumas assassinas femininas do mundo da literatura.

Os capítulos de Lady Killer foram divididos, de forma que abrangesse as histórias das mais famosas assassinas do mundo, passando desde Elizabeth Báthory, A Condessa Sangrenta até Marie-Madeleine, A Rainha dos Envenenadores.
As pesquisas e relatos descritos são bastante instigantes, muitos fazem uma pequena linha do tempo sobre a infância dessas mulheres, e sobre os crimes que foram cometidos, trazendo consigo uma pitada de ironia e sarcasmo que torna a leitura bastante atraente. Segue abaixo o resumo de umas das histórias contidas no livro:

Caso Elizabeth Báthory, A Condessa Sangrenta
A condessa húngara Elizabeth Báthory foi uma das primeiras assassinas em série da história. Registros de sua crueldade e de seu julgamento datam de 1720. Acima da lei e vivendo em castelos luxuosos, Elizabeth aprendeu rapidamente a castigar suas criadas — incentivada pelo próprio marido.

Elizabeth Bathory. Ilustração Jennifer Dahbura .

“Nenhum açougueiro sob o céu era, na minha opinião, mais cruel”, escreveu o pastor de Csejthe a um amigo depois de descobrir as mortes de Báthory.

Mas, com o passar dos anos e a morte do marido, Elizabeth se tornou obcecada em matar e torturar jovens meninas camponesas. Aquelas que cometiam erros na costura eram torturadas com agulhas. A condessa também tinha uma luva com garras que usava em suas sessões de tortura para cortar a carne dos criados. Há, inclusive, relatos até de canibalismo. Talvez o ápice da sandice e crueldade da nobre condessa tenha se concretizado quando ela desenvolveu o hábito bizarro de ficar imersa em banheiras com sangue de virgens para preservar sua beleza e a suavidade de sua pele. Quando toda a loucura de Báthory veio à tona, uma jovem testemunha afirmou que a condessa havia matado cerca de 650 mulheres, cujos nomes mantinha em um caderno. A condessa, no entanto, foi condenada a prisão domiciliar em seu próprio castelo luxuoso e banhado de sangue.
[Retirado do Darkblog]

Mas nem só de relatos e histórias Lady Killer é feito, assim como contou com um prefacio bem escrito, a conclusão torna o livro ainda melhor, neste final de livro, a autora buscou fazer reflexões acerca dos temas: bem e mal, horror, mulheres e melancolia.

Para deixar a edição ainda mais rica, a Editora Darkside Books incluiu uma “Galeria Letal” com 14 casos extras sobre mulheres assassinas e uma “Biblioteca Mortal” com recomendação de filmes e leituras que giram em torno deste temática. Assim como um pequeno bônus de “Recortes Curiosos” com alguns relatos da mídia sobre alguns assassinato em série cometido por mulheres.

Galeria Letal. Tori Telfer/Darkside Books.

Algumas recomendações da resenhista para quem curte o tema:

  •  Killing Eve (4 temporadas): A série pode ser assistida no GloboPlay.
  •  Basic Instinct/Instinto Selvagem (1992): Famoso filme estrelado por Sharon Stone
  •  Monster (2003): Filme pelo qual Charlize Theron ganhou o Oscar de melhor atriz em 2004.
  •  Orphan/A Orfã (2009): Se você não conhece, CORRE e vai assistir.

Sobre os aspectos físicos da edição, devo dizer que o capricho da Darkside Books só surpreende em cada volume, Lady Killers tem um trabalho gráfico maravilhoso, contrastando os belos desenhos da ilustradora Jennifer Dahbura com as cores rosa, preto e branco.

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