recomendação - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Thu, 01 Apr 2021 17:54:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg recomendação - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 10 jogos para a sua quarentena https://animesonlinebr.org/curiosidades/10-jogos-para-a-sua-quarentena/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-jogos-para-a-sua-quarentena https://animesonlinebr.org/curiosidades/10-jogos-para-a-sua-quarentena/#respond Mon, 22 Jun 2020 15:01:13 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=9546 Todos nós estamos passando por esse momento difícil que é a quarentena, infelizmente, é um processo que todos temos que passar e respeitar

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Todos nós estamos passando por esse momento difícil que é a quarentena, infelizmente, é um processo que todos temos que passar e respeitar para evitar que o pior aconteça, não só para nossos familiares e companheiros próximos, mas também para todo mundo.

No entanto, por mais que estejamos passando por essa situação, ainda podemos nos divertir e tentar gerar bons momentos, por isso, venho aqui para ajudar vocês nisso!

Venho aqui recomendar 10 jogos para ajudá-los a passar pela quarentena, jogos recentes que você deveria estar de olho, jogos de anos atrás, mas que vale a pena conhecer, jogos para rir, para se divertir com família, e jogos para conhecer e gerar experiências únicas, mesmo que incomuns ou que não apelem a todo tipo de público.

Ah, um ponto importante também, a lista que foi montada também teve como foco ser bem acessível, tanto em preço, como em plataformas, então não se preocupe quanto a isso, nenhum dos jogos aqui da lista será a preço de lançamento, ou precisará que você compre um novo console para se divertir e conhecê-los.

Bom, sem mais delongas e enrolações, vamos lá!

Moving out

Que tal começar essa lista com um jogo com ótima jogabilidade e também um ótimo senso de humor? Para isso, temos Moving Out

Dos mesmo estúdio que nos trouxe Overcooked, Moving Out tem como proposta fazer a mudança o mais rápido possível, trazendo, jogando, empurrando, e até mesmo destruindo várias mobílias e moveis, para poder levar o máximo possível para o caminhão de mudança, e assim completar seu objetivo.

O jogo se utiliza muito do humor, da diversão, e até mesmo da bizarrice para gerar situações inusitadas, sempre fazendo várias piadas e trocadilhos, além de trazer uma variedade de residências mobiliárias para você ajudar a fazer a mudança.

Um ponto muito positivo do jogo é o seu Multi Player, sendo possível jogar com seu amigo durante as partidas, fazendo com que seja necessária a boa cooperação dos jogadores para trazer o máximo em menos tempo possível.

Se você já jogou e gostava de Overcooked, saiba que o padrão de qualidade aqui é o mesmo, ou seja, diversão e risos garantidos, além de que, se você quiser ser o melhor, a cooperação com seu colega será a chave!

Moving Out está disponível para Switch, Xbox One, PS4, e PC

Puyo Puyo Tetris

Puyo Puyo Tetris é um jogo feito em colaboração com a Sega e a marca Tetris, proporcionando a experiência dos dois jogos em um título.

Porém, além de trazer os dois modos de jogo, há modos em que é possível ficar alternando entre os jogos em uma partida, ou até mesmo jogar os dois jogos ao mesmo tempo, numa mistura divertida e desafiadora.

Por fim, o jogo também possui um modo história, onde os personagens da série Puyo Puyo conhecem um grupo de astronautas e exploradores do espaço, que são os responsáveis por trazer o Tetris ao mundo de Puyo Puyo. A história em si é bem leve e divertida, fazendo piadas e ao todo, sendo uma aventura bem simples, as cut scenes são todas dubladas, com um elenco muito bom e cheio de energia, o’que complementa essa simplicidade, ou seja, nada de uma história muito elaborada ou mirabolante, mas ainda sim é divertida.

Acredito que muitos de vocês não conheçam a série Puyo Puyo, e não é para menos, muitos dos jogos principais aparecerem bem raramente por esse lado do globo, e além disso,  há quem olhe com preconceito o visual fofo, colorido e carismático da série, evitando-o e afirmando ser um jogo infantil, mesmo apresentando um Puzzle bem desafiador.

Puyo Puyo Tetris é a melhor maneira de conhecer a franquia no momento, não só por apresentar seus personagens numa narrativa, mas também ao trazer junto o Tetris, que é bem conhecido e amado no mundo todo, ou seja, se você quiser aprender um novo Puzzle mas ainda sim fazer uma escolha mais segura, essa é uma ótima indicação

Puyo Puyo Tetris está disponível para Switch, Wii U, 3DS, Xbox One, PS4, PS3, PSVita e PC

Coffee Talk

Um jogo que é bem diferente do padrão hoje em dia, mas ainda sim vale muito a pena você conhecer é Coffee Talk.

Em Coffee Talk você é um barista, e proprietário de um Café em uma Seattle alternativa, onde há diversas espécies e seres vivos andando por ai, como sereias, elfos, dentre vários outros seres extraordinários, nesse café, que possui o nome de Coffee Talk, você terá que atender diversos tipos de clientes, de diversos gostos, opiniões, e bagagem de vida diferentes, ao atendê-los, você poderá conversar com eles, os ajudando a resolver alguma questão pessoal, ajuda-los a conhecer novos amigos que também frequentam o café, dentre várias outras situações, mas o principal é atender bem eles, ao fazer a bebida que eles pedem, ou a que você recomenda a eles, e acredite em mim, por mais que pareça uma tarefa fácil, ela é desafiadora.

Os pontos principais do jogo são sem dúvida o seu visual charmoso, o seu diálogo, e principalmente seus personagens, todos que frequentam o café são interessantes, tem boas histórias, e te fazem querer atender bem eles, além de querer conhecer melhor as suas vidas.

Coffee Talk está disponível para Switch, Xbox One, PS4, e PC

Persona 4 Golden

Persona 4 Golden é a versão definitiva de Persona 4, um RPG lançado originalmente para Playstation 2. Persona 4 Golden foi lançado originalmente para o Playstation Vita, sendo um exclusivo desse console por muitos anos, porém, isso fez com que esse título não tenha ficado tão acessível ou até mesmo tão conhecido para o público geral, já que a popularidade do console portátil da Sony não foi tão grande como era esperado pela empresa na época, mas isso é passado, porque recentemente o jogo foi lançado para a PCs, sendo disponibilizado pela Steam.

Persona 4 Golden é um clássico, ele possui uma história ótima e envolvente, personagens muito bem trabalhados e carismáticos, e um grande mistério a ser desvendado. A versão “Golden” do jogo também inclui uma nova campanha e uma nova personagem, a Marie, que adiciona alguns detalhes e eventos novos a trama.

Se você já conhecia a série Persona, seja pelo Persona 5 ou outros títulos, vale a pena conhecer esse, e se você nunca jogou nenhum Persona antes, pode começar por esse sem problemas, em ambos os casos, é possível ver o porque esse jogo vou recebido com tanta euforia pelos seus fãs quando recebeu seu lançamento para PC, de fato vale a pena dar uma conferida.

Persona 4 Golden está disponível para PSVita e para PC, pela Steam

Monster Prom

Monster Prom é um jogo no qual você escolhe o seu personagem e possui como objetivo chamar o seu par perfeito para o baile de formatura escolar, porém, diferente do que se espera, essa escola, não é uma escola normal, mas como o nome indica, é uma escola que possui como alunos, diversos monstros e criaturas fantásticas, sendo essas figuras vindas de diversos filmes, livros, mitologias, e até mesmo lendas urbanas.

A diversão de Monster Prom está em todas as situações e eventos estranhos e fora do padrão, porém super divertidos e engraçados. Além disso, é possível também jogar com até mesmo 4 jogadores em uma unica partida, cada um fazendo sua própria jornada de conquista ao seu par, sendo que cada coisa que um jogador fizer, pode influenciar a partida do outro, gerando diversas situações hilárias e absurdas, mas muito divertidas.

Monster Prom além do jogo padrão, possui uma expansão a Second Term, que trazem novos ambientes e novas situações disponíveis, além de novos personagens.

Monster Prom está disponível exclusivamente para PC e para Switch, na versão Monster Prom XXL

Streets of Rage 4

Streets of Rage 4 é a tão aguardada sequência da série clássica dos Beat’em Up, ou seja, aqueles jogos de pancadaria, no qual aparecem vários inimigos para você enfrentar, enquanto tenta chegar até o final da fase.

O jogo possui vários destaques, desde o visual desenhado do jogo, a sua trilha sonora com diversos nomes e figuras famosas, como Yoko Shimomura e Yuzo Koshiro.

Em questão a jogabilidade, o jogo permite que seja possível até 4 jogadores ao mesmo tempo participem juntos na campanha, já um outro modo também divertido é o modo de batalha, que coloca você para enfrentar um amigo seu, possibilitando diversos personagens, até mesmo o de outros jogos.

Para os fãs dessa série, há muitas referências e detalhes que remetem aos jogos antigos, mas o jogo também possui várias novidades, como novos personagens, novos inimigos, e a história, que sempre foi um dos pontos de destaque do jogo na época.

Streets of Rage 4 está disponível para Switch, Xbox One, PS4, e PC

Iconoclasts

Iconoclasts é um jogo de plataforma produzido pela MP2 Games e por Joakim Sandberg, reconhecido pela produção de diversos jogos Indies, como Noitu Love 1 e 2, e Legend of Princess, um jogo simples baseado na série The Legend Of Zelda, mas ainda sim muito charmoso e divertido.

Diferente dos jogos de plataforma comuns ou mais padrões, este mistura elementos de outros tipos de jogo desse mesmo gênero, como os “MetroidVanias” e até mesmo de outros gêneros, como os RPGs.

Iconoclasts também é excelente no quesito técnico, com arte, animação e trilha sonora incríveis, além de uma narrativa marcante, forte e envolvente, que sinceramente, é uma verdadeira montanha russa de emoções.

Se você estava a procura de um jogo de plataforma divertido, ou um jogo com uma narrativa profunda e interessante, essa é uma ótima pedida.

Iconoclasts está disponível para Switch, PS4, PSVita, e PC

The World Ends With You

The World Ends With You (Ou TWEWY, para abreviar) é um jogo produzido pela Square Enix e lançado para Nintendo DS em 2007, e então, o jogo foi relançado anos depois, para celulares IOS e Android em 2012, na versão Solo Remix, e o mais recente, lançado em 2018, na versão Final Remix.

Indico aqui TWEWY porque, além de ser um bom jogo, com uma história profunda, jogabilidade única e distinta, e até mesmo possuindo nomes de peso em seu desenvolvimento, como o de Tetsuya Nomura, o jogo é pouco conhecido e pouco falado hoje em dia, mas ainda sim, se mantém uma experiência única e interessante.

O estilo artístico é muito distinto, mas ainda sim consegue ser agradável, e a trilha sonora é espetacular, principalmente se você gostar de gêneros musicais como Rap, Eletrônica e Rock.

 A versão de Switch, a Final Remix, inclui um capítulo adicional, mas não se preocupe, e ele é mais um extra do que uma parte mandatória da história, então 

The World Ends With You está disponível para IOS e Android, na versão Solo Remix, e para Switch, na versão Final Remix

Tales of Vesperia Definitive Edition

Tales of Vesperia Definitive Edition é, como o nome indica, e a versão definitiva de Tales of Vesperia, lançado originalmente para Xbox 360 no ano de 2008, mas no ano seguinte, 2009, foi lançada uma versão especial do jogo, para o PS3, mas ela era exclusiva do japão, até agora.

O jogo possui personagens muito divertidos, interessantes, e que possuem uma ótima química como grupo, uma jogabilidade marcante e divertida, além de uma ótima história, que possui várias camadas, que por sinal, é possível jogar em multiplayer durante a campanha do jogo.

Para os fãs da série, ou os que já jogaram a versão original do jogo, há diversas novidades e melhorias, mais personagens jogáveis, um visual e trilha sonora remasterizados, e até mesmo um novo capítulo.

Se você nunca jogou um jogo da série Tales, esse é altamente recomendável, você vai se divertir bastante, seja pela narrativa, pela jogabilidade, ou pelos personagens.

Tales of Vesperia Definitive Edition está disponível para Switch, Xbox One, PS4, e PC.

Untitled Goose Game

E por fim, para encerramos essa lista, um dos jogos mais inusitados que já conheci, mas de fato que me fez rir por horas de jogo.

Untitled Goose Game é um jogo que você controla um ganso, com o único objetivo o de causar o caos no vilarejo onde vive e atrapalhando a vida dos moradores, fazendo ações como pegar cartas dos correios, atrapalhar no jardim, pegar jornais, coisas que parecem estranhas para se realizar, mas é muito divertido e engraçado quando você consegue.

O jogo é bem simples, tanto em visual, quanto em jogabilidade, mas essa simplicidade é bem charmosa, uma ótima utilização sonora, principalmente se utilizando de instrumentos utilizados em música instrumental, que por algum motivo, parece se encaixar bem aqui.

Untitled Goose Game com certeza parece bem estranho à primeira vista, e com certeza ele é, mas com certeza eu posso falar que eu ri e me diverti bastante nas horas em que joguei ele, de fato, é uma surpresa mais que agradável.

Untitled Goose Game está disponível para Switch, Xbox One, PS4, e PC

Bom, espero que tenha gostado da lista, você tem algum jogo que também gostaria de recomendar? Fique a vontade para recomendar para nós nos comentários ou nas postagens em redes sociais, vamos espalhar e compartilhar bons jogos e boas experiências para podermos passar juntos por esse momento.

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Livros e suas adaptações: opinião dos leitores sobre as obras – PARTE III https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-iii/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-iii https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-iii/#respond Sat, 29 Feb 2020 11:14:34 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6573 Todas as formas de arte estão conectadas. Um quadro pode inspirar uma história passada para as páginas. Que pode inspirar uma peça de

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Todas as formas de arte estão conectadas. Um quadro pode inspirar uma história passada para as páginas. Que pode inspirar uma peça de teatro. Que pode inspirar a adaptação de um filme. Que pode inspirar a composição de uma música e por aí segue. O único “porém” é se a obra fara jus, se o resultado será digno da obra anterior, do objeto de inspiração. A arte mexe com os sentimentos das pessoas, por isso deve-se tratar uma obra com cuidado e carinho devoto. Qualquer outra forma de se lidar com ela é quase uma ofensa, é quase maldade, é puro descaso.

Quando um autor corrompe sua própria obra, tratando-a com indiferença, sugere muitas coisas. Cansaço, ganância ou desleixo. E nenhuma delas é uma desculpa descente para os fãs. Mas e quando o autor valoriza intensamente sua obra, a amplitude da repercussão e tudo que ela significa para milhares de pessoas? Vamos descobrir na coluna de hoje qual o tipo de escritora J. K. Rowling era e que tipo ela se tornou.

Mony (24 anos) nos fala sobre uma de suas obras favoritas, e de muitas pessoas, Harry Potter! O livro que leva o nome do bruxinho que, podemos dizer com confiança, mudou o mundo.

Harry Poter

Mony

Personagem Luna, de Harry Potter

Ocupação: Auxiliar de Ultrassonografia

Um Severo 10!

Severo Snape- personagem de Harry Potter

Minha nota para o livro é 10! Eu sempre votarei 10 porque não mudaria nada nessa história! Cada detalhe, cada personagem, cada lugar que eles passaram tem uma grande importância para mim. Não vou dizer que todos os rumos que a história tomou me agradaram, entretanto, foram esses sentimentos de surpresa e de questionamentos que fizeram parte do processo de classificação da saga Harry Potter como a minha favorita.

Agora, minha nota para o filme é 8. A partir de Harry Potter e Câmara Secreta eu assisti a todos os filmes após a leitura do livro. E, como todo leitor sabe, certas coisas me deixou um pouco decepcionada, como a falta de alguns momentos que para mim foram muito importantes no livro. Apesar disso eu gostei muito. Inclusive algumas cenas foram incrivelmente da maneira como imaginei durante a leitura do livro. Como, por exemplo, quando Harry tem um encontro onírico com Dumbledore na estação King’s Cross em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Sobre a escalação dos personagens, sinceramente, eu não mudaria absolutamente nada. Amei a atuação de todos, inclusive Daniel Radcliffe foi digno do papel que recebeu. Alan Rickman (atuou nos filmes como o professor Severo Snape) também tem minha eterna gratidão por ter dado vida a um dos meus personagens favoritos de maneira excepcional.

Se Pedirem Uma Explicação É Só Falar: Mágica!

It's Magic

Perguntar a respeito do personagem favorito é uma pergunta difícil de responder para quem ama a saga. Bom, não sei se tenho um personagem favorito, mas com toda certeza tenho os que me cativaram mais. Posso dizer que foram Severo Snape, Luna Lovegood e Hermione Granger. Para mim o terceiro foi o melhor filme (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban). Nele temos a apresentação do vira-tempo; algumas revelações sobre a história de alguns personagens; o soco da Hermione em Draco Malfoy; o Bicuço (adoro).

Mas no caso do meu livro favorito, sem duvidas é Harry Potter e a Pedra Filosofal, porque foi o primeiro contato que tive com a história e o motivo de eu querer continuar a leitura dos outros.

Agora, se formos falar sobre os efeitos especiais, posso dizer que para a época que os filmes foram lançados acho-os muito bons. Acredito que desde o começo houve uma preocupação gigante dos produtores em relação a isso. Até, e principalmente, por se tratar de uma história totalmente relacionada à magia e coisas fantásticas. Os efeitos da capa da invisibilidade, do Basilisco, dos jogos de quadribol, dos dragões e cenas embaixo d´água e do Patrono, por exemplo, são incríveis. Mas claro que nem todos foram ótimos, o pior para mim foi a cena da luta contra o trasgo no banheiro em Harry Potter e a Pedra Filosofal, que simplesmente transforma o Harry em um desenho animado.

Mas, por outro lado, achei que, os cenários, tiveram muitas mudanças; foram várias coisas entre um filme e outro, como, por exemplo, a distância entre a escola e a casa do Hagrid, mas de um modo geral os cenários foram bem parecidos com o que imaginei durante a leitura.

É Só Pensar Na Sua Lembrança Mais Feliz

Rapunzel sonhadora

Eu sou suspeita para falar sobre as qualidades do livro. E isto porque foi Harry Potter que me fez acreditar que poderia existir um mundo diferente além desse chato e monótono que vivemos. Fez-me enxergar o mundo dos livros com outros olhos. Fez-me sonhar mais alto e descobrir que ser diferente também é bom. A história fala sobre amizade, fidelidade, amor e objetivos. Nos mostra os reais sentidos sobre coragem e audácia e mostra que inteligência, lealdade e força não têm sentidos quando não são usados para fazer o bem.

Como fã da história, eu lembro que eu nem conseguia dormir direito, pois estava ansiosa para ver os filmes no cinema. Na minha casa sempre tivemos a tradição de assistir todos os filmes do Harry Potter no cinema. Então isso marcou muito a minha vida, estar com meus pais, minhas irmãs e meu primo. Ter com quem discutir e conversar após o cinema. Foi muito marcante para mim. Entrar na sala de cinema e de repente ouvir a música que inicia o filme era de arrepiar. Depois do filme normalmente eu saia em silêncio tentando digerir cada momento do filme e o que causou em mim.

Por tudo isso, e muito mais, obviamente eu recomendo o livro. Inclusive dois dos meus livros estão com uma amiga, pois falo tanto sobre isso; recomendo tanto que as pessoas acabam ficando curiosas para ler. Recomendo porque a história é incrível, J.K. Rowling criou um universo novo. E o que é bom não deve ficar escondido.

Eu também recomendo os filmes, pois algumas pessoas se interessaram em ler o livro somente após assistir o filme e se apaixonarem. O filme é cativante, emocionante e deixa sempre um gosto de “quero mais”. Ninguém que eu conheço se arrependeu de assistir os filmes.

Nunca É Um Adeus

A era do gelo

Harry Potter me salvou de uma fase muito chata da minha vida aos 12 anos mais ou menos. Uma fase na qual eu não me sentia aceita, tinha raiva de ser quem eu era; não queria mais nem ir para escola, pois tinha muita dificuldade de relacionamento. Eu nunca fui muito comum, sempre reclusa, encolhida, tinha vergonha de conversar, pois achava que as pessoas não iriam gostar de mim. Foi quando decidi trabalhar como voluntária em uma biblioteca perto da minha casa e assim tive meu primeiro contato com os livros do Harry Potter (após indicação da minha tia).

Dia após dia eu devorava aqueles livros. Ficava ansiosa para chegar em casa, deixar meu material e correr para biblioteca, deitar em um “puff” e continuar a leitura, quase nem trabalhava (risos). Era dentro desse universo que eu conseguia fugir desse mundo real, esquecer alguns sentimentos de incapacidade e sair motivada para tentar algo novo. Acabei me tornando amiga de cada personagem e me apaixonei não só pela saga, mas pelo que ela causou em mim.

Perguntaram-me uma vez, “como foi se despedir da saga?” Eu nunca me despedi dela. Vai ficar pra sempre viva em mim. Mas assistir o filme pela última vez no cinema foi muito triste. Eu chorava por não conseguir aceitar que tinha acabado e por saber que jamais outra saga substituiria o que essa é pra mim.

 

Você é tão Harry Potter

Meme: livro é tão bom que deveria ser elogio

J.K. Rowling foi presente, constantemente, nas gravações. Como figura pública foi exigida dela muito discernimento e jogo de cintura, uma vez que as pessoas não perdoam os erros e falhas de outras pessoas. Mas fora esses percalços, antes e depois da fama chagar a sua vida, seu sucesso pessoal, sua história de luta, e, mais importante, sua tendência para a criação criativa e inovadora mudaram todo um mundo, toda uma geração. E continua mudando… Transformando um mundo, antes repleto de trouxas, em algo mágico, algo maior do que a realidade pode alcançar. Mas proporcionando sentimentos reais. Sentimentos que se transformam em ações, vindas de pessoas com os olhos voltados para as melhores sensações que Harry Potter pôde trazer em suas vidas. E isso é magia, isso é a magia no mundo real.

Se gostar de Harry Potter veja essas edições especiais em uma de nossas colunas clicando AQUI. Outra dica é a primeira coluna (AQUI) e a segunda coluna (AQUI), desta série de colunas em que falamos com pessoas que leram e assistiram a trilogia de O lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e a saga de Percy Jackson. E se gosta de ler, então siga @lanterna_de_tinta no Instagram. Lá, nosso clube do livro posta coisas sobre o mundo literário. Por fim, fiquem ligados que ainda teremos mais uma coluna desta mesma série! Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Livros e suas adaptações: opinião dos leitores sobre as obras – PARTE II https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii/#respond Sat, 01 Feb 2020 21:25:35 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6194 Como toda paixão, a literatura e o cinema criam em seus amantes fortes sentimentos. E, o que é bem comum, sentimentos distintos. Opiniões

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Como toda paixão, a literatura e o cinema criam em seus amantes fortes sentimentos. E, o que é bem comum, sentimentos distintos. Opiniões diferentes vindas de pessoas diferentes por motivos diferentes. Essas opiniões costumam a influenciar o destino das obras, sendo ele bom ou ruim, pois o trabalho de muitos neste meio é movido por amor, mas o amor nada é no mundo dos negócios sem uma boa verba, e um bom retorno. A mistura de amor e dinheiro dá resultados sempre incríveis, inovadores, evidentemente repletos de dedicação. Com as obras que são adaptadas não é diferente.

Ações geram resultados, que geram consequências que geram novas ações. Alguns escritores se perdem no meio desse processo, o que talvez tenha sido o caso de Rick Riordan, escritor responsável pela história dessa semana.

Roberto Donato e Grazieli Aquino (ambos com 24 anos) contaram um pouco sobre suas experiências com o segundo título escolhido, a primeira saga do semideus Percy Jackson, confiram:

Percy Jackson e os Olimpianos

Roberto Donato

Jim Carrey em The Truman Show

Ocupação: Estudante

Remake Nele!

Gif sugerindo apagar o filme de Percy Jackson

Minha nota pra o livro 8. Ele tem leitura fácil, linguagem atual e um tema adaptado para o público adolescente, com enredo envolvente e personagens bem desenvolvidos, porém o escritor está preso a um formato clichê de histórias juvenis, apresentando um problema que deve ser resolvido em um espaço curto de tempo. Já minha nota para o filme é 6. O filme tem uma pegada adolescente e apela para um tom de comédia romântica com aventura. São muitas as ocasiões que informações canônicas do livro são alteradas sem necessidade; como, por exemplo, a pelagem de Quíron que no livro era branca e no filme é castanha. Outro exemplo é Annabeth não se dar bem com Percy no livro e no filme apresentar um clima romântico entre os dois personagens logo no início. Apesar dos muitos personagens com personalidades boas, meu favorito é Grover Underwood.

Parcialmente, a escalação do elenco principal foi justa. Porém personagens chave, que aparecem durante a história do livro, na trama do filme acabaram tendo suas características alteradas, apenas por utilizarem de atores renomados para atrair o público. Os efeitos especiais foram muito bons em relação a escala em investimento para o filme, também contando com ótimos efeitos práticos. Achei as locações de cenários muito bons também, bem ambientados e suficientes para desenvolver a história. Sendo o lugar mais esperado por mim o acampamento meio sangue!

No segundo filme, Mar de Monstros, até ocorreu uma tentativa de corrigir algumas características de personagens. Como no caso de Annabeth, mas a melhor solução seria remake!

Pausa, Respira e Play

Yzma da animação A Nova Onda do Imperador

As maiores qualidades do livro em minha perspectiva são a linguagem atual, o natural desenvolvimento de personagens, a mistura de mitologia com elementos do mundo atual e o formato de aventura e fantasia apresentado. Entre os dois filmes o segundo filme foi o melhor, por ser mais fiel aos livros. Mas o meu livro favoritos da saga é O Ladrão de Raios, porque é onde é apresentada toda mitologia e personagens que compõem a história.

Houve várias discrepâncias no decorrer do filme. Mas as maiores diferenças entre o livro e o filme foram a descaracterização da Annabeth e o aparecimento da hidra no primeiro filme, sendo que ela aparece apenas em Mar de Monstros, e a característica de que Percy respira em baixo d’água, sendo que no filme ele apenas prende a respiração por 7 minutos.

Como fã estava muito ansioso para adaptação, como a maioria dos fãs, mas assistir algumas coisas me incomodou devido a fidelidade com a história, fora isso é um filme muito tranquilo de assistir.

E Aí Disney, Que Tal Uma Série?

Joey da série Friends

Recomendo o livro por ser de uma leitura fácil que prende o leitor, apresentando vários elementos da mitologia grega. O livro acaba não só servindo como entretenimento, mas também como fonte de informações sobre a mitologia citada anteriormente. O longa é um bom filme para ver com a família, para se divertir, apenas.

A respeito dos três últimos filmes que “faltaram”, na verdade, acredito que o ideal para adaptar a história seria uma série. Isso devido à quantidade de acontecimentos, mas não vou negar que fiquei muito curioso para ver Cronos aparecendo.

Grazieli Aquino

Phoebe Buffay da série Friends

Ocupação: Assistente administrativo

Num Tô Intendendo É Nada

Gif de "Rony" Weasley de Harry Potter - Coluna sobre Percy Jackson e os Olimpianos

10! Minha nota para o livro é 10! O livro é excelente. Tem uma narrativa leve e divertida. Aborda a mitologia grega de uma maneira mais fácil de ser digerida (convenhamos, quem decora tantos nomes de deuses assim?). Já o filme? 5! Foi por conta do filme que me interessei em ler o livro, mas os roteiristas não colocaram nem 1/3 da história. Detalhes importantes do livro não foram colocados no enredo do filme, o que dificultou muito a adaptação da segunda obra, que, para mim, também foi uma decepção. Em comparação com os dois filmes, o primeiro é bem melhor. Principalmente em relação aos efeitos especiais. Mas o segundo deixou a desejar, principalmente com o ciclope. O que me leva a citar outra questão, que no segundo filme alguns personagens surgem do nada, e quem não leu os livros acaba ficando perdido.

Minha personagem favorita sem dúvidas é a Annabeth! É uma personagem forte, inteligente, estrategista. Muito difícil de não admirá-la. Eu amo a saga toda, mas tenho um carinho especial pelo primeiro livro Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Foi ele que fez eu me apaixonar pela mitologia.

Você Não Deveria Estar Lendo o Livro, Roteirista?

Gif - Homer= roteiristas de Percy Jackson, Bart= fãs

Como eu disse antes, assisti ao primeiro filme antes de ler o livro. A princípio tinha amado o filme e estava ansiosa pelo segundo. Depois de ler, mudei totalmente minha opinião. E fui assistir o segundo filme por teimosia, já sabia que iria me decepcionar.

Eu gostei muito dos atores, do Percy Jackson principalmente. Só que poderiam ter colocado a Annabeth loira, mas só no segundo filme que fazem isso. Não tiveram fidelidade com a obra: os personagens ficaram faltando, a idade dos personagens foi alterada (só para rolar um romance entre o Percy e a Annabeth logo no primeiro filme). A química instantânea entre Percy e Annabeth é ridícula, eles só têm 12 anos! Era para se odiarem logo de cara.

Os filmes também não foram muito fiéis à descrição dos cenários. Como, por exemplo, chalé do Percy Jackson, o cassino, o acampamento em si… São bem diferentes. A impressão que eu tive, foi que os roteiristas leram apenas a sinopse do livro e resolveram fazer o filme baseado naquilo. Sabemos que é uma adaptação e que não é possível colocar todos os elementos. Mas, como disse antes, mudaram as características da Annabeth, e colocaram o Grover como mulherengo e não incluíram a árvore da Thalia

Aí Hollywood, Tá Mal na Foto

Mordecai e Rigby

A história do livro é bem detalhada e cheia de aventura. A todo instante acontece algo para te tirar o fôlego. É o que te prende na leitura e faz querer terminar o livro, e, caso pare, tem a sensação que vai perder alguma coisa. Com toda certeza do mundo eu recomendo o livro! Para quem ama essas aventuras teen, esse livro é maravilhoso e vai se tornar um dos favoritos. Mas eu só recomendaria o filme caso a pessoa não tenha intenção de ler o livro, caso o contrário, é melhor colocar na lista de “filmes para nunca assistir”. A história é muito boa, merecia uma série (ouça-os Disney, as vozes dos fãs ecoam: série… série… série…). Mas a continuação dos filmes? De jeito algum!

Sobre a segunda saga de livros – Os Heróis do Olimpo: algumas pessoas não gostaram da forma como foi escrita, intercalando a história de cada personagem. Mas isso foi umas das coisas que eu mais curti na segunda saga. Pois despertava ainda mais a curiosidade para saber o que ia acontecer no próximo capítulo. Outro ponto que foi motivo de crítica, mas que eu adorei, foi a junção dos personagens e a mudança de característica dos deuses da mitologia grega para a romana. Um detalhe bobo, mas que me cativou, foi colocarem uma personagem vegetariana, a Piper.

Segunda Chance Perdida

Meme feito por: Livros de Romance

A chance de redenção desperdiçada no segundo filme é de cortar o coração. Apesar das diferenças em alguns pontos opinados, todos concordam que a falta de fidelidade com basicamente toda a história, tanto nas coisas simples quanto nas partes essenciais, levou os filmes ao fracasso. Somando as colunas, já temos três filmes infiéis de grande fracasso por reprovação dos fãs leitores. Mas, em contrapartida, temos dois títulos literários infanto-juvenis de grande sucesso.  A que conclusão isso vai nos levar? Será que é possível uma obra infiel, mas boa (na opinião de quem leu o livro)?

Por fim, vou encerrando a segunda coluna da série Livros e Suas Adaptações. Mas eu quero ouvir de você, deixe aí nos comentários, o que achou sobre os livros da saga Percy Jackson e os Olimpianos, ou os filmes, ou ambos. Siga @lanterna_de_tinta que informarei quando as próximas colunas forem publicadas.

Gostou do que leu? Confira a primeira parte na coluna da semana passada clicando AQUI. Nela eu falo sobre o livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e sua adaptação. Outra dica é a coluna em que entrevistei Raphael Draccon, onde falamos, brevemente, sobre sua carreira e sobre o mercado literário. O @raphaeldraccon postou em suas redes sociais esta semana (dia 30 de janeiro) que encerrou a escrita do seu quarto livro da série Dragões de Éter; Intitulado Estandartes de Névoa. A história se passa cinco anos desde os últimos acontecimentos do livro três, Círculos de Chuva, publicado pela primeira vez em 2014. Clique AQUI e conheça um pouco a respeito deste escritor brasileiro de fantasia. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Os livros são escritos para aguçar nossa imaginação e criar esse mundo descrito, criar dentro da nossa cabeça. Mas e quando essas palavras realmente saem das páginas para se tornarem adaptações? Sejam em filmes, séries, animações, transformar esses livros, HQs e mangás em produções visuais trazem consigo consequências. Aqui é a Lanterna de Tinta, na minha última série colunas. E trago a vocês essa experiência de leitor para leitor, em que reuni várias pessoas para falarmos sobre obras adaptadas.

Desde muito tempo, na história do cinema, livros vêm sido adaptados para as telas. Isso enriquecia a obra. Fazia com que o livro que virou filme alcançasse mais pessoas. Fazia com que o autor ganhasse novos leitores. Fascinava as pessoas, simplesmente por verem suas queridas histórias saindo do papel. Mas, hoje em dia, as coisas mudaram um pouco. O leitor anda exigente, não se contenta com pouco, com miséria. Quer que sua tão querida obra seja dignamente exposta em suas adaptações. O leitor quer qualidade, fidelidade, respeito. E quem pode nos culpar? A representação de algo que nos é importante deve ser condizente com aquilo que foi escrito originalmente, caso contrário, Hollywood, prepare-se para o fracasso.

Produzir um filme que antes era livro, HQ ou mangá é perigoso! E nosso primeiro livro desta série é um bom exemplo disto. Quem fala sobre ele é o Jean, o mais fiel ajudante de todo o multiverso (com 18 anos) e Liv (com 16), confiram:

O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares

Jean

O menino invisível de O Lar das Crianças Peculiares

Ocupação: Estudante

Como Ele Pôde?

Ace Ventura gif

Foi esse livro que me introduziu no mundo literário, e fez surgir uma paixão dentro de mim, inclusive eu o li em uma semana, então eu dou nota 10 com toda a certeza, porque foi uma leitura muito prazerosa. O Ransom Riggs soube como me prender no livro. O mais interessante são a presença das fotos que, por mais que sejam meio sombrias, algumas me divertiam.

Antes de ler o livro eu assisti ao filme, minha paixão por esse universo começou aí. Tinha gostado tanto do filme que se eu pudesse dar nota 100 eu dava. Então aí eu descobri que tinha livro e depois que eu o li, eu reassisti o filme e foi vergonhoso saber que o Riggs trabalhou nisso. Para a história do filme eu daria 6, porque o rumo de uma história não tem nada a ver com o da outra. Ressaltando que o rumo que o livro toma é muito melhor.

A história, a Diferença e a Peculiar Decepção

Série Star Trek gif

Olha… Eu não tenho um único personagem favorito. Dentro dos peculiares que são mostrados eu gostos de quase todos. Mas, se for para escolher um personagem, eu escolheria a Olive Elephanta, porque ela é toda inocente, mas ainda é muito destemida, e o Addison o cão, que sem a ajuda dele o Jacob não conseguiria passar pelo o que eles passaram. Sobre o livro favorito eu diria que é o primeiro, porque é o que eu mais sinto vontade de reler, e me dá uma nostalgia quando eu me lembro das coisas que acontecem.

Levando em conta que alguns personagens mudaram no filme, foram trocados os nomes e peculiaridades, as idades, e de alguns até mudaram a própria personalidade, eu acredito que para o enredo do filme foi uma boa escalação. Os efeitos não foram ruins, foram bem legais até, porém não foi o filme que mais me impressionou nesse quesito. Como eu já falei, teve inúmeras mudanças, é uma lista sem fim. E graças a isso, a solução dos problemas do filme foi bem fraquinha. Em partes eu adorei o cenário, como a pequena ilha onde se localiza a casa da senhorita Peregrine, é exatamente como é descrito no livro.

A história do livro… Deixa-me até sem palavras. É muito cativante, os conflitos são muito bem pensados e é cada plot twist que aparece, que te deixa de boca aberta, então eu acho que as principais qualidades da história é a história. Não é um livro com muita análise psicológica (que particularmente eu não gosto), e como em todo livro, tem aquelas partes que são mais calmas, mas você não tem ideia do que te espera…

Recomendando a Dura Realidade

Meme gif "It's fine"

Foi um filme que levou muito hate. Mas eu até que entendo o que o Ransom tentou fazer, acredito que ele não quis correr o risco de fazer uma trilogia de filmes; porém o primeiro livro foi bem fechado, o final dele não pedia necessariamente uma continuação. Mesmo assim ainda tinham pontas soltas (o que permitia uma continuação). Eu acho que ele poderia ter seguido o enredo do primeiro livro e ter mudado só alguns detalhes para terminar a história. Então eu digo que eu senti falta de todo o enredo original; e também senti falta dos acólitos (os antagonistas) serem sombrios e frios como no livro, e não palhaços bobocas como foram no filme.

Eu recomendo muito o livro, porque não é uma leitura cansativa, é uma que te deixa ansioso por mais. Uma que quando você vê o que acontece não é nada que você esperava, é tudo muito bem construído. Apesar do que eu disse, eu recomendo que você assista ao filme, mas assista primeiro e depois leia o livro. Porque foi uma experiência menos traumatizante ter feito isso, do que se eu tivesse feito o contrário; e também recomendo que você assista ao filme pensando ser um universo paralelo e não uma adaptação. É impossível uma continuação do filme, principalmente por eles terem resolvido o problema principal.

O enredo do quarto livro ainda não foi terminado, que é o primeiro livro de uma segunda trilogia que o Riggs confirmou, e eu acredito que essa trilogia tem um potencial tão bom quanto a primeira, é uma história que segue um rumo totalmente diferente e eu acredito ser promissora. Ainda tem muitos segredos a serem revelados, inclusive estou extremamente ansioso.

E eu ainda te pergunto: por que você ainda não leu??? Tá esperando o que???

Liv

Bronwyn de O Lar das Crianças Peculiares

Ocupação: Estudante

Seu Mundo, Minha Nota

Tony Stark gif

Os livros (Da trilogia O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares) são muito bons e te envolvem na história, como se você fosse uma personagem que está presente em cada situação. As fotos são extremamente legais, porque te ajudam a visualizar a cena que está acontecendo e dão um toque “sombrio” a história. Mas infelizmente algumas personagens acabam ficando meio excluídas, como um personagem secundário meio “irrelevante” de modo geral. Mas mesmo assim minha nota é 10!!

Apenas um filme foi feito, e ele não é bom. O filme é de longe uma péssima produção. Pra quem talvez não conheça a história o filme até seja interessante, mas pra qualquer um que leu o livro, torna-se extremamente ridículo. As personagens não são as mesmas, o enredo muda completamente. Eu não acredito que o filme mereça mais que 5. Eles apenas pegaram a essência dos livros e fizeram outra história completamente diferente.

Três Vezes Amor

Bob esponja lendo

Minha personagem favorita é de longe a própria senhorita Peregrine e o personagem principal, Jacob. A senhorita peregrine tem um ar de classe, mas transmite muita força e confiança. Você percebe o quanto ela ama e se preocupa com cada criança, e eu acho isso fantástico. Pois em meio a tanto caos eu ainda consigo sentir certa paz vindo dela. Já Jacob trás consigo a novidade do novo mundo, os poderes, as crianças, as circunstâncias e aventuras. Isso faz com que você descubra junto dele uma série de coisas, e isso te inclui ainda mais na história. Eu gosto mais do primeiro, embora os outros sejam incríveis. O primeiro trás um ar maior de mistério e novidade, isso te faz ter vontade de ler centenas de vezes (eu mesma já li 3 vezes).

Se for pensar o filme com uma produção independente, a escalação dos atores foi muito boa principalmente para o Jacob. Mas levando em conta a troca de personagens a escalação acabou ficando um pouco confusa e sem muito sentido. Os efeitos especiais acabaram ficando um pouco de lado para focar mais na emoção da história e a relação entre os personagens. Então ficaram meio que “só o básico”. Se eles tivessem pensado realmente que seria apenas um filme, eles poderiam ter dado um desfecho um pouco melhor para história. Mas não chega a ser a pior solução que eu já vi.

Gostei muito do fato de nada se relacionar a uma cidade grande, é tudo mundo quieto com certa paz e o interior trás uma sensação de “abandono” e “esquecimento”. O cenário é muito bem descrito nos livros e isso também te inclui na história, e como eu falei esse é um dos melhores pontos do livro. A história também te traz muitos mistérios isso dá vontade de desvendar todos.

Medo na Cidade dos Etéreos

Particularmente, no filme, eu senti muita falta de certo aprofundamento nas personagens. Parece que eles simplesmente brotaram ali do nada sem nenhum antes e nem depois, só estavam lá. Muito mecanizado. Senti muita falta da relação entre o Jacob e seu avô, que é o ponto principal disso tudo e o pontapé inicial para a história.

Eu estava muito ansiosa para o filme, esperando uma produção legal e um enredo maravilhoso. Ansiosa para ver aquilo saindo do papel entende? Como se a imaginação e a invenção de cada cena nas nossas cabeças de fãs fosse ganhar vida e se concretizar. Mas depois de assistir fiquei até triste, pois eu sou tão apaixonada pelos livros que ver aquilo tão mal feito me deixou triste, tanto pelo próprio Riggs quanto pela história e suas personagens. Olha… Eu até recomendo o filme, mas diria para ver o filme antes de ler o livro. Você vai ver como a história muda.

Eu recomendo muito o livro, acho uma leitura gostosa e cativante. Recomendo principalmente para quem gosta de um suspense com certas piadinhas e momentos mais sarcásticos, pois o livro transita bem entre esses dois polos de sentimentos.

O filme não permite uma continuação, pois na verdade ele fecha qualquer possibilidade de uma possível segunda história. Mas com todo esse hate que o filme sofreu, eu nem me atreveria a tentar um segundo… Ficaria com medo.

Um Twist Para o Seu Plot

A pior atitude de um escritor é trabalhar na própria adaptação de seu livro e tomar atitudes que decepcionam os fãs. Para os fãs dos peculiares Riggs os esfaqueou nas costas, abusou das mudanças e falhou no final. Foi traidor para com sua própria obra, seu próprio mundo. O livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e o filme O Lar das Crianças Peculiares têm uma relação de amor e ódio com seus leitores.

A tristeza, raiva, indignação e decepção de quem leu a história são justificadas. Um dos maiores pesadelos de um leitor hoje em dia é saber que sua querida e estimada obra será adaptada. Os fãs de animes que o digam, né, @ (cof… cof… Netflix)? Principalmente quando as mudanças são aparentemente infundadas, quando não podemos usar de nenhuma defesa para justificá-las. E não estamos falando aqui de perda de dinheiro e do filme não se pagar, mas perda de crédito e credibilidade. Porque quando vemos uma obra mal adaptada é revelada a maior preocupação do escritor, R$.

As pedras foram lançadas logo na primeira coluna da série, mas se sua opinião é diferente, deixe aí nos comentários, pois quero te ouvir. Siga @lanterna_de_tinta que informaremos quando as próximas forem publicadas. Gostou do que leu? Confira nossas duas colunas da série As Bibliotecas Mais Surreais do Mundo (Parte I AQUI e parte II AQUI). Despeço-me por hoje, uma boa semana, boa leitura e até a próxima.

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JANPERSON FIGHTS FOR JUSTICE https://animesonlinebr.org/curiosidades/janperson-fights-for-justice/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=janperson-fights-for-justice https://animesonlinebr.org/curiosidades/janperson-fights-for-justice/#respond Fri, 03 May 2019 13:51:59 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=3191 Estava eu acompanhando as notícias quando descobri que o magnífico Shouhei Kusaka, o eterno Jiban, voltará ao Brasil para a versão carioca do

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Estava eu acompanhando as notícias quando descobri que o magnífico Shouhei Kusaka, o eterno Jiban, voltará ao Brasil para a versão carioca do Anime Friends. Fiquei tão empolgado que queria falar um pouco desse Metal Hero que eu tanto gosto mas… Caramba, aqui é Porão do Tokusatsu! Todo mundo conhece o Jiban, não teria a menor graça! Mas aí me lembrei de um outro Policial de Aço, diretamente do anos 90, muito mais obscuro e… roxo. Então tirem suas jaquetas, entrem em seu carro com jatinho e bora esmurrar alguns robôs com Janperson!

Sinopse:

Este Metal Hero de 1993 conta a história de um detetive robótico que patrulha as ruas de Tóquio e acaba lutando contra três grandes organizações criminosas. Com um clima bem diferente de seus antecessores, Janperson traz tramas um pouco menos fantásticas e um andamento mais “episódico” que o padrão. Ao contrário das demais séries da franquia quase nunca aparece o tão tradicional “monstro da semana”, geralmente o protagonista combate criminosos que lembram personagens de romances policiais.

©Toei Co.

O Robô de Investigação Especial Janperson (Tokusou Robo Janperson, no original) é um dos Metal Heroes, a franquia mais popular de tokusatsu aqui no Brasil, onde todos conhecem Jaspion, Jiraiya, Jiban e tantos outros. Depois de três séries seguidas com temas de resgate (Winspector, Solbrain e a inédita por aqui Exceedraft) a dona Toei resolver voltar ao que tinham apresentado em Jiban e mostrar histórias policiais com uma pegada sci-fi. Mas dariam um passo a mais: dessa vez o herói não seria um ciborgue, mas sim um robô sem forma humana!

Pode parecer chocante para um fã brasileiro mas a franquia Metal Hero estava passando por maus lençóis. As séries gastavam tanto quanto os Super Sentai mas rendiam muito menos grana em venda de brinquedos. Pra piorar, o ano de lançamento de Janperson também marcou o início dos Power Rangers que ajudou os Sentai a ganharem ainda mais força. Qual foi a solução então? Simples: corte de custos!

©Toei Co.

Janperson é um verdadeiro festival de reciclagem.  A cada episódio você vai reparando cada vez mais… do nada aparecem versões novas de armas de Winspector (pintadas de roxo, claro!), os vários robôs que enfrentam nosso herói são geralmente feitos de tecos de armaduras antigas de Spielvan, Solbrain, Jaspion e até Jiraiya… E quando finalmente conhecemos a base secreta do protagonista vemos que é só a base antiga do Metalder com algumas plantas a mais! Ah e o meu favorito: tem uma moto com um nome super-fodão GG SLAYER que é literalmente uma moto normal. Nem pra colar uma arminha no lado, sei lá.

Mas na real a sacada mais genial pra não gastar muito dinheiro foi com a escolha de vilões. Como no mundo de Janperson os andróides são completamente integrados à sociedade (isso em 93 hein? Japão é mesmo muito avançado) quase todos os inimigos são só pessoas normais usando algum pedaço de armadura pra fingir que são secretamente robôs! Muito mais barato que criar uma roupa inteira do zero, fala aí?

©Toei Co.

E mesmo com toda essa picaretagem é impossível negar que Janperson não é apenas legal… é fascinante! Dá pra notar que a Toei não estava 100% confiante na série, então deram a oportunidade única da experimentação. Nos primeiros episódios Janperson é um mistério total até para quem assiste: os episódios começam focados na polícia e do nada um robô roxo aparece e salva todo mundo, desaparecendo em seguida! Nem os mocinhos nem os bandidos sabem quem ele é ou de onde veio, apenas  que sua apresentação é sempre a mesma… Janperson! For Justice!

Inicialmente temos como personagens fixos uma repórter bisbilhoteira e dois policias babacas (um deles se auto-proclama “O Batman da Polícia Metropolitana”), mas todos somem da trama em menos de 10 episódios. Muito depois conhecemos Kaoru, que acaba ficando até o final da série agindo como ajudante e equipe de manutenção de Janperson, e mais pra frente aparece o anti-herói/rival Gun Gibson. Sim, o nome é referência ao Mel Gibson!

©Toei Co.

Se você está acostumado com os Metal Heroes que fizeram sucesso por aqui recomendo fortemente que vá atrás de Janperson. Apesar do orçamento baixíssimo a série tem umas tiradas geniais, como usar quatro grupos de vilões ao invés de um só (o chefe de um deles é até interpretado pelo ator que fazia o Change Griphon em Changeman!) e um uso mínimo de stock footage – algo que já dava no saco nos Policias do Espaço e já causava até dor de cabeça em Solbrain, onde a cena de incêndio/resgate era sempre a mesma!

Janperson consegue tocar em temas bem legais sobre a mente humana (mente robótica no caso, mas você entendeu), ideias de justiça e tantas outras coisas tudo em meio à ciborgues, robôs, lasers e explosões. O quer mais tu quer da vida? Agora vou fechar o Porão por um tempinho enquanto tento imaginar quem foi o gênio que deu a ideia de pintar um robô policial de roxo. Até a próxima, see you again!

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Lion Man, Uma Dádiva dos Ninjas! https://animesonlinebr.org/sem-categoria/lion-man-uma-dadiva-dos-ninjas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lion-man-uma-dadiva-dos-ninjas https://animesonlinebr.org/sem-categoria/lion-man-uma-dadiva-dos-ninjas/#respond Fri, 05 Apr 2019 13:30:10 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2988 Estava lá o Caio numa boa, assistindo u̶m̶ ̶p̶o̶r̶n̶ô̶ ̶d̶e̶ ̶k̶a̶m̶e̶n̶ ̶r̶i̶d̶e̶r̶, digo, um documentário sobre lhamas quando me perguntam se eu poderia

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Estava lá o Caio numa boa, assistindo u̶m̶ ̶p̶o̶r̶n̶ô̶ ̶d̶e̶ ̶k̶a̶m̶e̶n̶ ̶r̶i̶d̶e̶r̶, digo, um documentário sobre lhamas quando me perguntam se eu poderia escrever um texto sobre Lion Man. É tipo perguntar se a Tohru gosta da Kobayashi, é CLARO QUE VOU FALAR DE LION MAN! Então vistam suas mochilas-foguete, peguem suas espadas mágicas e bora pro Japão feudal conferir as aventuras – e loucuras – do Poderoso Lion Man!

Sinopse:

Dan Shimaru é um jovem samurai que vê a honra de sua família manchada quando seu irmão é assassinado à mando do terrível Mantor do Diabo. Ele então parte atrás de vingança, equipado com uma mochila a jato movida a pólvora que lhe permite voar para as estrelas e retornar como um leão armado com uma katana e faminto por justiça, o Lion Man.

©P Productions

Antes de mais nada vocês já devem ter reparado algo estranho… Temos um Lion Man branco na imagem de destaque mas logo depois um Lion Man laranja no texto! Como pode isso? Pra explicar essa treta vamos ter que nos lembrar da saudosa, idolatrada, salve-salve TV Manchete. Quando tokusatsu estava no auge (teve ano em que passavam umas 15 séries ao mesmo tempo aqui no Brasil) as emissoras começaram a caçar cada vez mais produtos novos pra passar pra garotada que já estava começando a perder o tesão no Jaspion.

A distribuidora Top Tape acabou adquirindo duas séries, Kaiketsu Lion Maru (o branco) e sua sequência, Fuun Lion Maru (o laranja)… Sem nenhuma explicação. Afinal ambas as séries são do começo dos anos 70 e muito mais “toscas” que os enlatados oitentistas que a molecada estava acostumada. E pra deixar ainda mais confuso aqui trocaram tudo: passaram primeiro o Laranja (provavelmente por ser bem mais curto, com só 25 episódios) e anos depois colocaram no ar uns 15 episódios do Branco como se fosse uma continuação… Depois não entendem porque não fez sucesso né?

©P Productions

Lion Man já se diferencia de tudo que passou aqui no Brasil logo de cara: ao invés de estarmos no presente (vulgo os anos 80) ou no futuro (vulgo os anos… 90) toda a série é ambientada no Japão feudal. Esqueçam as motos estilosas e digam olá ao bom e velho cavalo mesmo! Além disso a estrutura de seus episódios também era bem diferente dos Metal Heroes da Toei que fizeram tanto sucesso por essas bandas.  Ao invés de seguir a linha investigativa, Shimaru e sua trupe eram basicamente andarilhos indo de vilarejo em vilarejo resolvendo os problemas que os seguidores do vilão da série, o Mantor do Diabo, estivessem causando por lá. Quem acompanha o Porão vai ver algumas similaridades com o Zubat lá do meu primeiro texto.

Aliás todo mundo gosta de tirar sarro do visual “bichinho de pelúcia” do nosso heróis mas, caramba… os inimigos eram infinitamente piores! Ambas as séries são da lendária P Production (famosa no Brasil por Vingadores do Espaço e, claro, Spectreman) e tem um valor de produção ainda mais baixo do que outras séries, mesmo da época. Impossível ter certeza do motivo para isso ter acontecido, mas vale lembrar que original o Lion Man seria um herói gigante à lá Ultraman, mudando meio que de última hora seu visual e premissa. Coincidentemente foi bem quando surgiu o primeiro Kamen Rider… Hmmm…

©P Productions

Lion Man é um tokusatsu único por aqui, difícil comparar com outras coisas. Perfeitamente compreensível a criançada da época não ter ido com a cara do sujeito mas pode reparar que quase todo mundo que pegou pra ver depois acabou descobrindo uma verdadeira pérola. O setting de filme de samurai é bem interessante, as lutas de espada no estilo chanbara são de cair o queixo e temos frases memoráveis da dublagem nacional, como o clássico “eu só não gosto do seu jeitinho afeminado!”. Se você nunca teve coragem, recomendo dar uma chance!

Ah, e pra quem quiser algo mais moderno tem também o Lion Man G, onde o herói é um gigolô. Não, é sério mesmo! Depois dessa vou até voltar pro meu Porão…

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Zaborgar: Robôs, karatê, tentáculos e diabetes! https://animesonlinebr.org/curiosidades/zaborgar-robos-karate-tentaculos-e-diabetes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=zaborgar-robos-karate-tentaculos-e-diabetes https://animesonlinebr.org/curiosidades/zaborgar-robos-karate-tentaculos-e-diabetes/#respond Wed, 12 Dec 2018 12:20:39 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2517 E aí, meus lindos! Sentiram minha falta? Não precisam responder porque eu sei que não… Mas mesmo assim estamos de volta com o

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E aí, meus lindos! Sentiram minha falta? Não precisam responder porque eu sei que não… Mas mesmo assim estamos de volta com o Porão do Tokusatsu! Essa semana eu enfrentei um dilema: por um lado eu tinha prometido que não falaria de mais um toku dos anos 70, mas por outro eu quero muito falar de mais um toku dos anos 70. Para não ser (tão) hipócrita, resolvi escolher o caminho que junta o melhor dos dois mundos e falar de um filme de 2011 que é remake de uma série velha! Hah, eu sou mesmo um gênio. Então coloquem seus capacetes, vistam seus gi de karatê e preparem a injeção de insulina para vermos Karate-Robo Zaborgar!

Sinopse:

Após o falecimento de seu pai cientista, o policial Yutaka Daimon herda um robô guerreiro chamado Zaborgar. Equipado com um arsenal de armas, domínio do karatê e a habilidade de se transformar em uma motocicleta, Zaborgar é único parceiro de Daimon na batalha contra Sigma, uma organização maligna que está armazenando os DNAs de políticos japoneses para uso em uma arma misteriosa.

©Nikkatsu

Antes de falar do filme em si vale a pena dar uma pincelada rápida na série original. Denjin Zaborger (algo como “homem-eletrônico Zaborger”) foi o último tokusatsu da P Productions na década de 70, que o povo do Brasil deve conhecer graças à Lionman e Spectreman. Era estrelada por Akira Yamaguchi como o detetive carateca Yutaka Daimon. Os fãs mais fanáticos devem reconhecê-lo como Riderman, o parceiro de Kamen Rider V3. O diferencial de Zaborger era o herói humano não se transformava, apenas lutava lado à lado com seu robô. Tipo Medabots, só que muito, muito mais da hora!

Zaborger teve seus 52 episódios, foi prontamente esquecido logo depois, apenas mais uma das milhões de séries da década junto de Barom-1, Kyodain ou Ninja Arashi. E teria continuado assim se não fosse por um gordinho bizarro chamado Noburo Iguchi.

©Nikkatsu

Iguchi é um diretor, roteirista e escritor japonês, famoso por seus filmes pornôs, de terror e as vezes os dois ao mesmo tempo. Uma rápida olhada no IMDB revela títulos que fazem os olhos de qualquer fã de cinema bizarro brilhar: RoboGeisha, Zombie Ass, Dead Sushi e, é claro, Karate-Robo Zagorgar! Iguchi tinha 5 aninhos quando o original passava na televisão então com certeza o cara assistia e era fã – e o que acontece quando um pornógrafo mestre do horror gore resolve fazer um filme de ação e aventura? Algo mágico, meus amigos. Mágico!

O filme começa no pássado, com o jovem Yutaka Daimon (interprado por Yasuhisa Furuhara, famoso por Go-Onger) no meio de sua batalha mortal contra a gangue Sigma, um bando de terroristas do mal que odeiam o bem e querem dominar o Japão/mundo com seu exército de robôs assassinos. Daimon é um agente especial da polícia japonesa, e luta junto com sua moto-que-se-transforma-em-robô, o Zaborgar do título. O robô é uma herança do pai de Daimon, que era um cientista (pais de heróis de tokusatsu dos anos 70 eram sempre cientistas) e criou o garoto sozinho após a morte da sua esposa, então deixou o Zaborgar para ser um “irmão” para Daimon.

Ah, e o pai amamentava o filho. Com os peitos mesmo, saía leite e tal. Não, não explicam como.

©Nikkatsu

E caso não tenha ficado claro o filme é todo temperado por essas bizarrices escatológicas: a base dos vilões parece um saco (bolas mesmo, um escroto), as vilãs tem DRAGÕES no lugar dos peitos e temos até a aparição do adorável androide “Robô Diarréia“. Mas a parte mais interessante é a decisão de dividir o filme em duas linhas do tempo: primeiro acompanhamos Daimon jovem em sua luta contra Sigma seguindo bem os padrões da série original, onde ele conhece e tem um caso amoroso com uma das vilãs ciborgues (rola até uma cena de… vamos chamar de “sexo”).

Mas depois saltamos 25 anos no futuro, com um Daimon mais velho (agora o comediante Itsuji Itao), enfrentando uma crise de meia-idade e sofrendo as consequências de comer muito bolinhos quando era garotão: diabetes! Mas mesmo com todas essas dificuldades Daimon retorna a luta para enfrentar seus antigos inimigos da Sigma, agora com a ajuda de uma versão renascida do Zaborgar. Ah é, e o robô também ganha uma namoradinha mecânica. Por que não, né?

©Nikkatsu

Karate-Robo Zaborgar traça uma linha fina e tênue entre a paródia e o amor de fã. Em meio a todo o humor perturbado de Iguchi (eu nem mencionei a mulher gigante…) dá pra perceber que o diretor realmente curte o material. O filme consegue falar sobre relacionamento complicado entre pais e filhos e ainda assim mostrar robôs lutando muay-thai e mulheres que atiram mísseis pela boca. E se você não consegue apreciar isso não sei se ainda podemos ser amigos.

O filme ficou por muito tempo no catálogo nacional da Netflix, então é capaz que eventualmente ele apareça de novo. Recomendo pra quem nunca experimentou esse tipo de filme da terra do Sol-Nascente! E se você já assistiu algum outro filme do Noburo Iguchi comenta aí nos comentários. Pessoalmente eu amo The Machine Girl, mas isso fica pra próxima vez que eu abrir as portas do Porão…

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De vilão à herói: Hakaider https://animesonlinebr.org/curiosidades/de-vilao-a-heroi-hakaider/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=de-vilao-a-heroi-hakaider https://animesonlinebr.org/curiosidades/de-vilao-a-heroi-hakaider/#respond Fri, 19 Oct 2018 13:17:22 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2172 E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu! Enquanto escrevo esse texto o filme do Venom estrelado por Tom Hardy está nos cinemas.

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E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu! Enquanto escrevo esse texto o filme do Venom estrelado por Tom Hardy está nos cinemas. Como muita gente por aí eu também achei completamente bizarro escolherem um vilão que é basicamente a versão maligna de um herói (no caso o Homem-Aranha) para ser o protagonista de seu próprio filme… E ainda fazerem isso separado do super-herói original! Mas aí que me toquei: um dos meus filmes favoritos de tokusatsu fez exatamente a mesma coisa! Hoje apresento pra vocês Mechanical Violator Hakaider!

Sinopse:

Na distópica cidade futurista de Jesus Town, o tirano Gurjev e seu anjo mecânico Mikhael controlam a população. Contra eles, um grupo de renegados luta para levar liberdade ao povo – e seu mais poderoso aliado é Hakaider, o misterioso androide esquecido pelo tempo.

©Bandai/Toei

Antes de falar do filme em si, um pouco de contexto: Hakaider surgiu em 1972, não como um herói mas sim o grande vilão do mangá/tokusatsu Jinzou Ningen Kikaider (Androide Kikaider), mais uma das criações do mestre Shotaro Ishinomori. Enquanto o Kikaider era uma máquina em forma humana que lutava contra suas emoções nunca sabendo se seguiria o caminho do bem ou do mal… Hakaider era mau. E eu não tô falando de “oh, ele era um rival que as vezes sacaneava o mocinho da história” não, Hakaider era 100% maligno, atacando inocentes e só se importando com seu único objetivo: destruir. Daí seu nome, que é um trocadilho com “Hakai“, “destruição” em japonês.

A popularidade de Hakaider era imensa, talvez até maior do que sua contraparte boazinha. Não é a toa que ele foi o primeiro escolhido para ganhar um filme solo quando a Toei Company (em parceria com a Bandai) decidiu dar nova vida à alguns de seus personagens mais antigos. O projeto ficou à cargo de Keita Amemiya, um diretor e designer que nunca escondeu sua paixão pelo gênero  e trabalhou em inúmeras produções, como Zeiram, Kamen Rider ZO, Garo e tantas outras. Com o carta-branca da Toei para fazer o filme do jeito que ele quisesse, Amemiya agora tinha duas opções: contar uma história de redenção onde as crianças aprenderiam uma valorosa lição sobre amizade e superação… Ou uma filme da mais pura e maravilhosa violência sem limites. Adivinhem qual ele escolheu!

©Bandai/Toei

Ignorando completamente qualquer ligação com sua série de origem, Hakaider nos coloca num futuro pós-apocalíptico em Jesus Town, uma cidade controlada por Gurjev, um déspota vestido como um cantor de Visual Kei e seu robô em forma de anjo, Mikhael. Em meio a essa ditadura terrível e opressora, um grupo de jovens forma uma rebelião para tentar libertar o povo – o que vai ser meio difícil já que eles estão armados com estilingues enquanto os guardas Gurjev tem metralhadoras.

No meio de toda essa treta, Hakaider desperta em sua prisão – ainda em sua forma humana, ele está acorrentado numa tumba subterrânea e sua memória está avariada. Sem saber exatamente qual é a sua missão, nosso “herói” faz o que qualquer “pessoa” normal faria: sobe em sua moto, pega sua shotgun e sai dirigindo pacificamente. Isso até encontrar os soldados de Gurjev atacando os rebeldes, aí sim ele parte pra porradaria! E meus amigos, que porradaria! Hakaider se transforma faz jus ao nome e destrói completamente os inimigos, esmagando cabeças, explodindo carros e botando fogo nos caras até que só sobram cinzas e poças de sangue.

Eu mencionei que os heróis desse filme se vestem de preto como demônios e os vilões de branco como anjos? SIMBOLISMO!

©Bandai/Toei

Os rebeldes são um bando de adolescentes genéricos completamente sem graça, tirando uma menina chamada Kaoru. Ela tem uma série de sonhos onde é salva por um misterioso cavaleiro negro, e é muito sutil a forma como o filme deixa implícito qu-OK, OK, é extremamente pretensioso e óbvio que ela tá sonhando com o Hakaider. Acho que o diretor estava sem graça de fazer um filme tão violento e quis colocar algum conteúdo mais artístico na trama. Irônico ele achar que alguém ligaria pra isso num filme onde até os prédios sangram. Não, eu não estou brincando.

A história de Hakaider pode não ser super complexa (a parte mais interessante é um chip de controle da mente que Gurjev quer colocar na população) mas tem seus momentos e não atrapalha. Afinal, é tudo apenas uma desculpa para vermos a ação rolando solta. Os designs de Amemiya são um show à parte, todos os personagens que usam armaduras (incluindo o próprio Hakaider, Mikhael e os soldados do vilão) tem um visual que lembra bastante os outros trabalhos dele em obras como Kamen Rider Black, Spielvan e Winspector. Os veículos, armas e cenários também são de cair o queixo – saudades dessa época mágica quando a Toei ainda se importava com essas coisas. Hoje em dia parece que o estúdio só reciclar os mesmos quatro cenários pra tudo…

©Bandai/Toei

Hakaider foi muito bem recebido pelos fãs japoneses e chegou até a receber um tenebroso jogo para o Sega Saturn com cenas do filme em FMV. O filme também chegou eventualmente nos Estados Unidos com o título simplificado de Roboman Hakaider, com direito a dublagem em inglês e um trailer com uma das melhores taglines de todos os tempos: Ruthless Justice? Or Satanic Evil? 

Com míseros 51 minutos, Hakaider é um daqueles filmes que te dá exatamente o que você quer sem perder nenhum tempo. A ação é frenética e os visuais dão água na boca, uma combinação difícil de ignorar! Se você quiser conferir a aventura solo do personagem que inspirou o MacGaren do Jaspion e até mesmo o Darth Vader (é sério mesmo, pode procurar) recomendo fortemente ir atrás dessa pérola.

O Porão do Tokusatsu fica por aqui, mas não deixe de comentar o que achou e deixar sua sugestão para o próximo texto! Estou pensando em explorar algo fora do Japão… Esperem pra ver!

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Pé na Estrada com Strada 5! https://animesonlinebr.org/curiosidades/pe-na-estrada-com-strada-5/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pe-na-estrada-com-strada-5 https://animesonlinebr.org/curiosidades/pe-na-estrada-com-strada-5/#respond Fri, 05 Oct 2018 13:30:27 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2104 Meu pai sempre foi e ainda é um apaixonado por carros antigos. O seu maior sonho era que eu pegasse o Opala dele

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Meu pai sempre foi e ainda é um apaixonado por carros antigos. O seu maior sonho era que eu pegasse o Opala dele escondido e saísse dirigindo por aí… Então é claro que o universo teve que dar uma de engraçadinho e fez com esse babaca aqui não visse a mínima graça em carros. Mas hey, pelo menos eu gosto de tokusatsu, e sabe o que tem muito em tokusatsu? CARROS! E para tentar dar alguma alegria para o meu pai que o Porão do Tokusatsu de hoje vai apresentar STRADA 5!

Sinopse:

“A Polícia Internacional está em guerra contra a organização criminosa Big Nova. Com o grito de “Strada Up!”, cinco membros especialmente selecionados se tornam pilotos dos super-veículos de combate Try-Shark, Lady Bird, Red Fox e Flying Pesasus para derrotarem esse mal. Eles são a equipe Relâmpago Strada 5.”

©Nikkatsu/Net Televi

Antes de falar da história em si acho que vale a pena um pouco de contexto. Strada 5 é um tokusatsu NÃO produzido pela Toei Company, a maior casa do gênero, sendo feito pela Nikkatsu. Se vocês acham as coisas da Toei bizarras é porque não conhecem essa outra produtora… O toku de hoje é basicamente um Velozes & Furiosos misturado com Super Sentai e mesmo assim é a coisa mais “normal” que eles já fizeram. Quando eu falar de Diamond Eye aqui vocês vão entender, esperem só!

Mas voltando aos nossos pilotos. Eu falei que a série lembra um Super Sentai e não estou exagerando: a premissa básica do primeiro episódio é coincidentemente parecida com Himitsu Sentai Goranger. O primeiro episódio é praticamente idêntico: membros de uma organização (a EAGLE em Goranger e a Polícia Internacional em Strada) estão sendo mortos por vilões misteriosos e cinco sobreviventes (quatro homens e uma mulher em ambos os casos) são escolhidos por um figurão do exército para vestirem trajes e pilotarem super-veículos usando codinomes. Só que toda minha analogia vai por água abaixo quando percebo que Strada 5 foi ao ar um ano antes de Goranger. ISHINOMORI COPIÃO!

©Nikkatsu/Net Televi

Os membros da Strada 5 são: Pegasus (Okazaki Toru, que ficou famoso por fazer o Kamen Rider Amazon na série de mesmo nome), Apollon (Go Tatsuhito), Luna (apesar do nome é um dos caras!, Ono Shinya), Orion (Chii Takeo) e Andromeda (Yamashina Yuri, que na série tem o poder de ver o futuro). Os dois últimos nomes não querem dizer muito por aqui, mas são bem famosos no Japão. Chii Takeo era um dos protagonistas de um dos doramas policiais mais populares por lá, Taiyou ni Hoero!, e Yamashina ficou famosa por sua carreira nos Pink Eiga… O bom e velho pornôzão softcore! Manja Emmanuelle?

O vilãozão da trama toda é o bizarro Asmodeus, que ninguém nunca deixa claro se é um cara que usa máscara ou simplesmente um sujeito mais feio que bater na mãe. Apesar de usar soldadinhos com uniformes combinando, a organização Big Nova não ataca com monstros gigantes ou coisas do tipo, preferindo ações mais na vibe do terrorismo mesmo: sequestrar um embaixador aqui, roubar plutônio aqui, essas coisas caóticas.

©Nikkatsu/Net Televi

O grande diferencial de Strada 5 é justamente sua ação frenéticas com veículos. Apesar de terem nomes estilosos como Try-Shark, Flying Pegasus e tal eles são basicamente super-carros. Ou seja, tem cenas de perseguição com muitos tiros e explosões em todo santo episódio! E lembrem-se que eram os anos 70, então não tinha nada de computação gráfica nem efeitos muito mirabolantes, todas as explosões eram reais e provavelmente jamais poderiam ser filmadas hoje em dia sem o ator processar a produtora. Ah, bons tempos…

Infelizmente Dengeki! Strada 5 é bem curtinho, apenas míseros 13 episódios – enquanto sua “cópia” Goranger passou dos 80 e ainda começou uma franquia que dura até hoje. Quem sabe com essa onda de remakes e reboots não vemos uma nova versão por aí? Se bem que os carros provavelmente seriam todos em CG e perderia toda graça…

©Nikkatsu/Net Televi

E aí, curtiram? Se teu pai curtia ver Esquadrão Classe-A ou os filmes mais antigos do 007 esse toku é uma ótimo pra apresentar pra ele, quem sabe né? Deixem aí nos comentários outros tokusatsu que vocês queriam que mais pessoas conhecessem, sempre tem coisa pra se achar aqui no Porão. E lembrem-se: se beber, não dirija. Mas assista tokusatsu.

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Ecogainder: melhor que o Capitão Planeta! https://animesonlinebr.org/curiosidades/ecogainder-melhor-que-o-capitao-planeta/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ecogainder-melhor-que-o-capitao-planeta https://animesonlinebr.org/curiosidades/ecogainder-melhor-que-o-capitao-planeta/#respond Fri, 28 Sep 2018 13:00:28 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2023 Entrar aqui no Porão do Tokusatsu é sempre terrível para minha rinite, vocês não fazem idéia de como esse lugar é imundo e

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Entrar aqui no Porão do Tokusatsu é sempre terrível para minha rinite, vocês não fazem idéia de como esse lugar é imundo e cheio de poeira! Se ao menos houvesse alguém para me ajudar… Espere, limpeza? Tokusatsu? Como pude me esquecer do grande herói da reciclagem, o campeão do meio-ambiente, o Capitão Planeta nipônico… Ecogainder!

Sinopse:

“Com o futuro do planeta Terra ameaçado pela poluição e descaso com o meio-ambiente, o Guerreiro Ecológico Ecogainder vem além do futuro para ensinar as crianças do Japão a tomar mais cuidados no dia-a-dia para ajudar nosso mundo na guerra contra os terríveis Eco-Crushers que querem poluir a Terra!”

©Kids Station

A série Kankyou Choujin Ecogainder (algo como “Super-Homem Ecológico”, um trocadilho com a frase “Ecologia é Bom = Eco ga ii da”. Se acostumem, japoneses adoram um trocadilho) como um projeto do canal Kids Station em parceria com o Ministério do Meio Ambiente japonês, tentando criar uma minissérie curtinha mas bem didática pra ensinar as crianças japonesas a tomarem mais cuidado com desperdícios e coisas do tipo.

Uma ideia que poderia facilmente ter sido feita nas coxas, mas algum executivo estava querendo ser PLUS ULTRA naquela manhã de 2008 e resolveu se esforçar! Apesar de ser sim algo pra ensinar conceitos básicos de ecologia para crianças pequenas (o primeiro episódio é sobre não deixar o ar condicionado ligado por muito tempo, só pra vocês terem uma ideia!), Ecogainder tem um charme que deixa muitas produções “sérias” no chinelo.

©Kids Station

Já dá pra perceber que a coisa vai ser boa quando a abertura é cantada por ninguém menos que Massaki Endoh, uma das vozes mais poderosas dos tokusatsu. Procurem pela música por aí e vão concordar comigo! A própria sequência de abertura já deixa claro o conteúdo dos episódios: uma família composta por mãe e um casal de filhos (o pai foi comprar cigarros e já volta) é atazanada pelos bizarros Eco-Crushers – uma pseudo Equipe Rocket que quer arruinar o meio ambiente por… motivos. E aí que nosso herói, Ecogainder, é acionado para dar uma lição neles!

Os vilões tomam porrada e as crianças aproveitam pra aprender a separar o lixo corretamente, não deixar a torneira ligada enquanto lavam a louça e outras coisas do tipo. Só que ninguém fala pra esses pirralhos que quem ferra mesmo o meio ambiente são as grandes empresas e seu lixo industrial, não as ações de pequeno porte do cidadão comum e… O quê? Real demais? Aqui, rápido: vejam esse vídeo dos Cavaleiros do Futuro e voltem pra estado mental de antes.

Os episódios são curtinhos, 10 minutos cada um. Ironicamente a série “recicla” a maioria dos cenários, com quase todos os episódios se passando nos mesmos lugares. O orçamento pra lá de limitado não impediu a série de ser um sucesso, ganhando uma segunda temporada e até mesmo uma nova série em 2012, Ecogainder 0X. Enquanto isso aquela série lá que você gosta não conseguiu nem ser renovada, ha!

Meio que sem querer Ecogainder se tornou cult, com muitas pessoas curtindo as aventuras do Guerreiro Ecológico. A série tem aquele ar despreocupado e que sabe muito bem o quão bizarro é toda a situação. Afinal, quando um quase-Ultraman verde em miniatura aparece no meio da sua casa e manda você não ficar com as luzes acesas durante o dia já é mais do que hora de aceitar que o mundo é esquisito mesmo.

©Kids Station

A ideia com Ecogainder é absorver toda a loucura e se divertir. Se imaginar um cruzamento de Jaspion com Capitão Planeta parece o tipo de fanfic que você leria, recomendo fortemente! Pra quem é apaixonado por idols a série também conta com algumas meninas do AKB48 como vilãs. Não, eu não vou procurar quais. Elas são todas iguais e você sabe disso, nem tente fugir.

Todo esse papo de reciclagem me empolgou então vou tentar finalmente arrumar esse porão. Semana que vem prometo que volto com algo mais velho, galhofa e cheio de explosões desnecessárias! Fiquem ligados e não se esqueçam de deixar suas sugestões também!

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