Raphael Draccon - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Sat, 09 Oct 2021 20:55:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Raphael Draccon - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Fios de Prata: Reconstruindo Sandman – Uma Rápida Resenha, Uma Breve Crítica https://animesonlinebr.org/livros/fios-de-prata-reconstruindo-sandman-uma-rapida-resenha-uma-breve-critica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=fios-de-prata-reconstruindo-sandman-uma-rapida-resenha-uma-breve-critica https://animesonlinebr.org/livros/fios-de-prata-reconstruindo-sandman-uma-rapida-resenha-uma-breve-critica/#respond Sun, 10 Oct 2021 15:01:27 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=26260 Brasileiros e brasileiras, na coluna de hoje eu mostrarei para vocês um grande tesouro da nossa pátria amada. Como Lanterna de Tinta, faz

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Brasileiros e brasileiras, na coluna de hoje eu mostrarei para vocês um grande tesouro da nossa pátria amada. Como Lanterna de Tinta, faz parte da minha obrigação conduzi-los por histórias preciosas que precisam sempre estar sob a luz da lembrança. Venham explorar o mundo dos sonhos comigo no livro Fios de Prata, do escritor Raphael Draccon.

UM POUCO DA HISTÓRIA

O AUTOR

O escritor do livro Fios de Prata, Raphael Draccon

Para qualquer amante da cultura pop que gosta de ler, Raphael Draccon é leitura obrigatória! Ele é brasileiro e hoje mora em Los Angeles, com sua esposa e parceira nos negócios, Carolina Munhoz (uma inspiração para qualquer mulher que almeja grandes conquistas), e “recentemente” se tornaram pais da Avalon Draccon, a princesa do reino que eles constroem juntos. Para saber mais sobre o autor e todos os seus trabalhos, acesse o site dele clicando AQUI.

Raphael Draccon e Carolina Munhoz

Agora, primeiramente, gostaria de explicar a dificuldade que me acomete. Em seguida, podemos entrar de fato no assunto. Saiba que falar sobre Raphael Draccon é como tentar explicar a essência pura e natural dos grandes artistas da história. Tentar colocar em palavras como é ler um livro dele, para mim, ainda é uma missão impossível. Do tipo que talvez nem o Tom Cruise consiga encarrar. Mas eu decidi tentar. Não porque eu sou melhor – ou mais capaz – que o senhor Cruise. Existe esse ser? Mas se eu não tentasse, que tipo de sonhadora eu seria?

A HISTÓRIA

Em Fios de Prata você vai ser apresentado a Mikael Santiago. O mundialmente conhecido jogador de futebol brasileiro. Antes de mais nada, gostaria de pontuar um fato que me chamou a atenção. Mikael recebeu esse nome como uma derivação do nome de Miguel, o arcanjo. Seria essa uma referência ao nome do próprio Raphael? Que também tem o nome de um arcanjo. Fora que Raphael Draccon é pseudônimo de Rafael Albuquerque Pereira. Mas desviando o assunto de minhas teorias, quero focar na construção desses personagens, principalmente dos principais. A outra personagem, que faz par com Mikael, é Ariana Rochembach. Também uma atleta. Uma grande atleta de ginástica rítmica. Ariana é uma sulista de personalidade forte e radiante. Sua originalidade chama a atenção de Allejo (a alcunha de Santiago).

O casal inicia um relacionamento intenso, que explode a emoção dos fãs por todo o mundo em puro estase. Mas enquanto no mundo físico o casal é um foco da euforia coletiva e vive o tipo mais encantador de amor, com o qual todos sonham e buscam avidamente, mas poucos encontram. No mundo dos sonhos o casal está em uma mira nada desejável. Esses dois mundos irão colidir com o início de uma guerra entre seres poderosos, que reinam sobre uma fonte de puro poder espiritual, almas humanas.

Primeira e segunda capa do livro Fios de Prata

O TEMPERO FAZ TODA A DIFERENÇA

Vocês já leram um livro onde os personagens parecem… originais e comuns ao mesmo tempo? Eu creio que essa é a minha parte favorita nos personagens de Fios de Prata. É estereótipo do empresário, o herói que fará tudo pela amada, a mocinha que quebra padrões e trata aquele cara desejado por todas de uma forma diferente com a qual ele costuma ser tratado. E “o não ter medo” que Raphael demostrou, ao criar uma história com personagens de características clássicas, foi um ponto extra. Personagens de personalidades já conhecidas, mas com a profundidade e/ou carisma que só Raphael consegue moldar, caracterizam as pessoas nas histórias dele. O livro de volume único é uma fantasia épica regada de emoções diversas e referências lindamente colocadas em uma dose embriagante, no sentido mais positivo da figura de linguagem.

UM POUCO DE TUDO

É isso que você sente ao ler Fios de Prata, um pouco de tudo. Mas sempre com intensidade, constantes arrepios e descrições bem conduzidas. A narrativa vai te levando de forma acelerada por ser um volume único. Talvez você se sinta perdido no começo. Mas estar meio perdido em um livro novo é muito comum. Todo bom e frequente leitor sabe. Aqueles livros que explicam tudo logo no começo são, por vezes, chatos e cansativos. A vida não é explicadinha bonitinha com tudo fazendo sentido logo de cara. Por isso que bons livros te conduzem ao conhecimento daquele universo durante a história, o mais naturalmente possível, sem despejar toda a trama de uma vez. Então, paciência. Aproveite esse estilo de narrativa. Deixe-se ser apresentado a esse universo sem querer colocar a carroça na frente dos bois.

TUDO E MAIS UM POUCO

Draccon é o rei das referências e dos significados! Ele é uma pessoa que vê o mundo diverso e especial como ele realmente é. Nós não somos todos iguais, com vidas iguais, crenças iguais, qualidades iguais, perspectivas e opiniões iguais. Não, somos únicos, e cada pessoa nesses bilhões e bilhões que existem e já existiram pensam, sentem e vivem diferente. Isso é expresso em Fios de Prata. Nós somos uma diversidade de sete bilhões em um único todo. É uma mistura de pequeninas partes que são infinitamente grandiosas em um todo muito maior e significativo. Acontece que o Raphael Draccon é quem melhor expressa isso. De um jeito que eu nunca vi outra pessoa fazer.

Para quem tem consciência dessa realidade da vida, vai se encantar com todas as referências e todas as realidades diferentes que ele introduz na história. De música à religião, passando por todos os cantos da cultura pop, até folclores com os quais crescemos sem saber de fato a origem. A ideia da relação que existe entre o nosso mundo real e as pessoas, acontecimentos e citações em Fios de Prata é de explodir mentes.

DE UM RANGER GUERREIRO À UM PRÍNCIPE CAMPEÃO

Ele têm títulos para todos os nichos do nosso mundo de fantasia e aventura, heróis e magia, monstros e criaturas, então qualquer um pode se identificar com um de seus livros de um modo especial. Então não existe desculpa para não se aventurar em uma das criações do Draccon!

Apesar de não ter contraindicações quando o assunto é ele, eu acho que Fios de Prata é uma boa obra para conhecer o estilo único de sua narrativa. Mas se você quiser o melhor que ele entregou, escolha a saga Dragões de Éter. Caso queira morfar a emoção de faíscas e cores do universo tokusatsu para uma referência explosiva assim como foi o filme Círculo de Fogo, a trilogia O Legado Ranger é o ideal. Não são os únicos títulos do autor, mas são os que eu li até agora, portanto são os que eu posso indicar.

SIGA OS PASSOS DO DRAGÃO

Uma coisa eu posso dizer. Se eu tivesse muita grana. Se a loto acumulada fosse minha. Eu iria me certificar de que um dos livros do Draccon virasse filme. E tenho dito, Hollywood iria a loucura! Cada livro um novo blockbuster (chuva de contratos, baby). Premiers (travando na beleza nos tapetes das estreias). “And the Oscar goes to” (Raphael, nesse momento, tá compartilhando esse sonho comigo, migo? Kkkk consegue visualizar?). Eu sei, eu sei. Quando bate o ânimo eu vou longe. Mas nada que não possa ser alcançado. Exceto a loto. Porque é uma conspiração dos reptilianos.

OBS.: se um dia pegarem um motorista de app em SP que começar a falar deles, abra a porta e pule do carro imediatamente. O senhor começa assuntos assim do nada! E essa nem foi a parte mais bizarra da experiência. Dica de amiga.

Siga no Instagram Raphael Draccon, Carolina Munhoz e Avalon Draccon. O casal sempre te deixa a parte nos projetos que estão envolvidos e mostram um pouco da sua rotina nos EUA. Eles têm um contato bem próximo com os fãs. A Carolina Munhoz também têm diversos títulos de fantasia que com certeza aparecerão em nossas colunas. Clique aqui e leia a entrevista que Draccon concedeu a mim aqui mesmo, no NSV – Mundo Geek. Já aqui o Luiz Gabriel fala sobre a última série deles lançada pela Netflix, Cidade Invisível. Vou ficando por aqui. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Livros e suas adaptações: opinião dos leitores sobre as obras – PARTE II https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii https://animesonlinebr.org/livros/livros-e-suas-adaptacoes-opiniao-dos-leitores-sobre-as-obras-parte-ii/#respond Sat, 01 Feb 2020 21:25:35 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6194 Como toda paixão, a literatura e o cinema criam em seus amantes fortes sentimentos. E, o que é bem comum, sentimentos distintos. Opiniões

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Como toda paixão, a literatura e o cinema criam em seus amantes fortes sentimentos. E, o que é bem comum, sentimentos distintos. Opiniões diferentes vindas de pessoas diferentes por motivos diferentes. Essas opiniões costumam a influenciar o destino das obras, sendo ele bom ou ruim, pois o trabalho de muitos neste meio é movido por amor, mas o amor nada é no mundo dos negócios sem uma boa verba, e um bom retorno. A mistura de amor e dinheiro dá resultados sempre incríveis, inovadores, evidentemente repletos de dedicação. Com as obras que são adaptadas não é diferente.

Ações geram resultados, que geram consequências que geram novas ações. Alguns escritores se perdem no meio desse processo, o que talvez tenha sido o caso de Rick Riordan, escritor responsável pela história dessa semana.

Roberto Donato e Grazieli Aquino (ambos com 24 anos) contaram um pouco sobre suas experiências com o segundo título escolhido, a primeira saga do semideus Percy Jackson, confiram:

Percy Jackson e os Olimpianos

Roberto Donato

Jim Carrey em The Truman Show

Ocupação: Estudante

Remake Nele!

Gif sugerindo apagar o filme de Percy Jackson

Minha nota pra o livro 8. Ele tem leitura fácil, linguagem atual e um tema adaptado para o público adolescente, com enredo envolvente e personagens bem desenvolvidos, porém o escritor está preso a um formato clichê de histórias juvenis, apresentando um problema que deve ser resolvido em um espaço curto de tempo. Já minha nota para o filme é 6. O filme tem uma pegada adolescente e apela para um tom de comédia romântica com aventura. São muitas as ocasiões que informações canônicas do livro são alteradas sem necessidade; como, por exemplo, a pelagem de Quíron que no livro era branca e no filme é castanha. Outro exemplo é Annabeth não se dar bem com Percy no livro e no filme apresentar um clima romântico entre os dois personagens logo no início. Apesar dos muitos personagens com personalidades boas, meu favorito é Grover Underwood.

Parcialmente, a escalação do elenco principal foi justa. Porém personagens chave, que aparecem durante a história do livro, na trama do filme acabaram tendo suas características alteradas, apenas por utilizarem de atores renomados para atrair o público. Os efeitos especiais foram muito bons em relação a escala em investimento para o filme, também contando com ótimos efeitos práticos. Achei as locações de cenários muito bons também, bem ambientados e suficientes para desenvolver a história. Sendo o lugar mais esperado por mim o acampamento meio sangue!

No segundo filme, Mar de Monstros, até ocorreu uma tentativa de corrigir algumas características de personagens. Como no caso de Annabeth, mas a melhor solução seria remake!

Pausa, Respira e Play

Yzma da animação A Nova Onda do Imperador

As maiores qualidades do livro em minha perspectiva são a linguagem atual, o natural desenvolvimento de personagens, a mistura de mitologia com elementos do mundo atual e o formato de aventura e fantasia apresentado. Entre os dois filmes o segundo filme foi o melhor, por ser mais fiel aos livros. Mas o meu livro favoritos da saga é O Ladrão de Raios, porque é onde é apresentada toda mitologia e personagens que compõem a história.

Houve várias discrepâncias no decorrer do filme. Mas as maiores diferenças entre o livro e o filme foram a descaracterização da Annabeth e o aparecimento da hidra no primeiro filme, sendo que ela aparece apenas em Mar de Monstros, e a característica de que Percy respira em baixo d’água, sendo que no filme ele apenas prende a respiração por 7 minutos.

Como fã estava muito ansioso para adaptação, como a maioria dos fãs, mas assistir algumas coisas me incomodou devido a fidelidade com a história, fora isso é um filme muito tranquilo de assistir.

E Aí Disney, Que Tal Uma Série?

Joey da série Friends

Recomendo o livro por ser de uma leitura fácil que prende o leitor, apresentando vários elementos da mitologia grega. O livro acaba não só servindo como entretenimento, mas também como fonte de informações sobre a mitologia citada anteriormente. O longa é um bom filme para ver com a família, para se divertir, apenas.

A respeito dos três últimos filmes que “faltaram”, na verdade, acredito que o ideal para adaptar a história seria uma série. Isso devido à quantidade de acontecimentos, mas não vou negar que fiquei muito curioso para ver Cronos aparecendo.

Grazieli Aquino

Phoebe Buffay da série Friends

Ocupação: Assistente administrativo

Num Tô Intendendo É Nada

Gif de "Rony" Weasley de Harry Potter - Coluna sobre Percy Jackson e os Olimpianos

10! Minha nota para o livro é 10! O livro é excelente. Tem uma narrativa leve e divertida. Aborda a mitologia grega de uma maneira mais fácil de ser digerida (convenhamos, quem decora tantos nomes de deuses assim?). Já o filme? 5! Foi por conta do filme que me interessei em ler o livro, mas os roteiristas não colocaram nem 1/3 da história. Detalhes importantes do livro não foram colocados no enredo do filme, o que dificultou muito a adaptação da segunda obra, que, para mim, também foi uma decepção. Em comparação com os dois filmes, o primeiro é bem melhor. Principalmente em relação aos efeitos especiais. Mas o segundo deixou a desejar, principalmente com o ciclope. O que me leva a citar outra questão, que no segundo filme alguns personagens surgem do nada, e quem não leu os livros acaba ficando perdido.

Minha personagem favorita sem dúvidas é a Annabeth! É uma personagem forte, inteligente, estrategista. Muito difícil de não admirá-la. Eu amo a saga toda, mas tenho um carinho especial pelo primeiro livro Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Foi ele que fez eu me apaixonar pela mitologia.

Você Não Deveria Estar Lendo o Livro, Roteirista?

Gif - Homer= roteiristas de Percy Jackson, Bart= fãs

Como eu disse antes, assisti ao primeiro filme antes de ler o livro. A princípio tinha amado o filme e estava ansiosa pelo segundo. Depois de ler, mudei totalmente minha opinião. E fui assistir o segundo filme por teimosia, já sabia que iria me decepcionar.

Eu gostei muito dos atores, do Percy Jackson principalmente. Só que poderiam ter colocado a Annabeth loira, mas só no segundo filme que fazem isso. Não tiveram fidelidade com a obra: os personagens ficaram faltando, a idade dos personagens foi alterada (só para rolar um romance entre o Percy e a Annabeth logo no primeiro filme). A química instantânea entre Percy e Annabeth é ridícula, eles só têm 12 anos! Era para se odiarem logo de cara.

Os filmes também não foram muito fiéis à descrição dos cenários. Como, por exemplo, chalé do Percy Jackson, o cassino, o acampamento em si… São bem diferentes. A impressão que eu tive, foi que os roteiristas leram apenas a sinopse do livro e resolveram fazer o filme baseado naquilo. Sabemos que é uma adaptação e que não é possível colocar todos os elementos. Mas, como disse antes, mudaram as características da Annabeth, e colocaram o Grover como mulherengo e não incluíram a árvore da Thalia

Aí Hollywood, Tá Mal na Foto

Mordecai e Rigby

A história do livro é bem detalhada e cheia de aventura. A todo instante acontece algo para te tirar o fôlego. É o que te prende na leitura e faz querer terminar o livro, e, caso pare, tem a sensação que vai perder alguma coisa. Com toda certeza do mundo eu recomendo o livro! Para quem ama essas aventuras teen, esse livro é maravilhoso e vai se tornar um dos favoritos. Mas eu só recomendaria o filme caso a pessoa não tenha intenção de ler o livro, caso o contrário, é melhor colocar na lista de “filmes para nunca assistir”. A história é muito boa, merecia uma série (ouça-os Disney, as vozes dos fãs ecoam: série… série… série…). Mas a continuação dos filmes? De jeito algum!

Sobre a segunda saga de livros – Os Heróis do Olimpo: algumas pessoas não gostaram da forma como foi escrita, intercalando a história de cada personagem. Mas isso foi umas das coisas que eu mais curti na segunda saga. Pois despertava ainda mais a curiosidade para saber o que ia acontecer no próximo capítulo. Outro ponto que foi motivo de crítica, mas que eu adorei, foi a junção dos personagens e a mudança de característica dos deuses da mitologia grega para a romana. Um detalhe bobo, mas que me cativou, foi colocarem uma personagem vegetariana, a Piper.

Segunda Chance Perdida

Meme feito por: Livros de Romance

A chance de redenção desperdiçada no segundo filme é de cortar o coração. Apesar das diferenças em alguns pontos opinados, todos concordam que a falta de fidelidade com basicamente toda a história, tanto nas coisas simples quanto nas partes essenciais, levou os filmes ao fracasso. Somando as colunas, já temos três filmes infiéis de grande fracasso por reprovação dos fãs leitores. Mas, em contrapartida, temos dois títulos literários infanto-juvenis de grande sucesso.  A que conclusão isso vai nos levar? Será que é possível uma obra infiel, mas boa (na opinião de quem leu o livro)?

Por fim, vou encerrando a segunda coluna da série Livros e Suas Adaptações. Mas eu quero ouvir de você, deixe aí nos comentários, o que achou sobre os livros da saga Percy Jackson e os Olimpianos, ou os filmes, ou ambos. Siga @lanterna_de_tinta que informarei quando as próximas colunas forem publicadas.

Gostou do que leu? Confira a primeira parte na coluna da semana passada clicando AQUI. Nela eu falo sobre o livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e sua adaptação. Outra dica é a coluna em que entrevistei Raphael Draccon, onde falamos, brevemente, sobre sua carreira e sobre o mercado literário. O @raphaeldraccon postou em suas redes sociais esta semana (dia 30 de janeiro) que encerrou a escrita do seu quarto livro da série Dragões de Éter; Intitulado Estandartes de Névoa. A história se passa cinco anos desde os últimos acontecimentos do livro três, Círculos de Chuva, publicado pela primeira vez em 2014. Clique AQUI e conheça um pouco a respeito deste escritor brasileiro de fantasia. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Direto dos EUA! Raphael Draccon, autor da trilogia Dragões de Eter, falou com a gente! https://animesonlinebr.org/livros/direto-dos-eua-raphael-draccon-autor-da-trilogia-dragoes-de-eter-falou-com-a-gente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=direto-dos-eua-raphael-draccon-autor-da-trilogia-dragoes-de-eter-falou-com-a-gente https://animesonlinebr.org/livros/direto-dos-eua-raphael-draccon-autor-da-trilogia-dragoes-de-eter-falou-com-a-gente/#respond Sat, 12 Oct 2019 15:00:37 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=4624 Olá pessoas, nós somos as Lanternas de Tinta, juntas nós formamos um clube do livro. Então, por esse motivo, sempre trazemos para vocês

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Olá pessoas, nós somos as Lanternas de Tinta, juntas nós formamos um clube do livro. Então, por esse motivo, sempre trazemos para vocês colunas sobre o mundo literário. E hoje, por isso, pela primeira vez em nossas colunas, teremos uma entrevista rápida com um escritor brasileiro aclamado na vertente de literatura fantástica: Raphael Draccon. Mas antes trazemos uma breve apresentação de sua carreira. Além disso, pode encontrar o resto do texto AQUI.

“Raphael Draccon é romancista best-seller e roteirista premiado pela American Screenwriter Association. Foi considerado pela Revista ‘Isto É’ como um dos dez escritores mais influentes do mercado brasileiro. Com sua principal trilogia de fantasia ‘Dragões de Éter’ chegou ao primeiro lugar no Brasil, quarto lugar no México e também foi publicado em Portugal. Com a marca de 500 mil exemplares vendidos, teve seu trabalho citado por Walcyr Carrasco na novela Amor à Vida e seu nome por Paulo Coelho em Frankfurt como um dos autores que move o mercado nacional.

Também foi script doctor para a O2 Filmes no projeto de Fernando Meirelles com a Universal Pictures e Focus Features. Em 2015 entrou para o time de roteiristas da Rede Globo de Televisão, participando de Supermax e projetos da Globo Filmes. Em 2019 estreou como roteirista e produtor executivo na Netflix. Atualmente vive em Los Angeles após receber um Einstein Visa do governo americano como ‘Aliens of Extraordinary Abilities’, onde trabalha para cinema e TV.”

Fiquem agora com a conversa entre o clube e Raphael Draccon:

Então Draccon, qual a diferença do mercado literário, no ramo de livros que focam no fantástico, desde a época que você começou com seu trabalho na área, até os dias atuais?

Quando eu comecei não havia o mercado de literatura fantástica nacional estabelecido nas grandes editoras. A fantasia nacional estava mais concentrada em nichos, antologias e editoras menores dispostas a arriscar no gênero. Desde então houve uma abertura de mercado, e o público passou a abraçar esses autores, mudando inclusive a dinâmica de eventos literários como feiras e Bienais, não apenas no gênero fantástico, mas também no de jovem adulto.

Como é ser um dos motivos da literatura brasileira se espalhar entre o público jovem e adulto no exterior?

Pra consolidar o mercado que temos hoje foi preciso muita luta. Foi preciso enfrentar o preconceito dos editores, que não achavam comercialmente viável, foi preciso enfrentar a desconfiança do público, que estava acostumado a ler apenas os autores estrangeiros no gênero, e apenas o ato de ser escritor em si já é uma decisão que exige muita certeza, pois não há receita, nem garantias. Então poder viver disso e ainda inspirar jovens escritores é um sonho realizado.

Sobre as adaptações para o cinema, temos alguns péssimos exemplos que não vamos citar vindos da grande Hollywood. Você confiaria no cinema brasileiro no nível atual para produzir um bom filme de aventura e fantasia? Acha que estamos prontos para esse passo?

Pronto o cinema nacional está, mas a dificuldade está no orçamento. Existem poucos diretores ainda que sabem lidar com isso, não por falta de talento, apenas experiência, já que há a falta de prática pelo histórico da nossa cinematografia se concentrar mais em outros temas mais viáveis em termos de produção, como as comédias. Filmes de fantasia e aventura exigem muitos efeitos, tanto no set quanto na pós-produção, e o público brasileiro, por estar acostumado com as séries americanas, exige que os dos produtos nacionais estejam no mesmo nível. Esse é o maior desafio.

Você gostaria de ter algum livro seu adaptado para as telas? Qual deles seria o primeiro se fosse uma escolha exclusivamente sua? Por quê?

Dragões de Éter é a série me trouxe até aqui, e a que os leitores mais gostariam de ver. Já me fizeram diversas propostas no Brasil por adaptações, de  jogos de celular à série animada. Mas mesmo as que eu dei uma chance não conseguiram entregar pelo motivo citado anteriormente: orçamento. Isso é tão verdade, que hoje em dia nós vemos diversos projetos criativos utilizando o financiamento coletivo para saírem do papel e não dependerem de editais e patrocínio de empresas.

Desenho de Dragões de Éter

Algumas pessoas pensam que as fantasias são apenas mentiras, algo que não existe e, portanto, não alcançam a verdadeira essência da vida. O que você pode dizer sobre esse pensamento?

A fantasia pode ser puro entretenimento de acordo com o leitor/espectador. Mas na verdade ela funciona não apenas como escape, mas como metáfora dos maiores dilemas da vida. É isso que conecta esse gênero com uma audiência tão grande e de qualquer idade. Não é sobre o cavaleiro enfrentando o dragão, é sobre a honra do cavaleiro, a coragem do desafio altruísta, a saudade dos que ele deixa pra trás na jornada…

Nos seus livros encontramos muitas referências à cultura pop e inspiração de sua própria vida. Quais são suas maiores inspirações nesses dois meios?

Stephen King é meu autor favorito, Caverna do Dragão é meu desenho favorito, e Final Fantasy VIChrono Trigger são meus jogos favoritos. Todos eles mudaram a minha vida, e eu não seria a mesma pessoa sem a existência deles.

Tem alguma mensagem específica que você tenta passar com seus livros?

Quase todos eles envolvem jornadas espirituais, personagens solitários buscando formas de atingir o enlevo. Meus livros são sobre personagens buscando sonhos impossíveis, já que foi nisso que foquei a minha vida.

Tweet de Raphael Draccon sobre o título de um de seus livros

Como foi a mudança dos livros para roteiros?

Eu comecei fazendo cinema, na verdade. Meus primeiros trabalhos foram no audiovisual. Eu escrevia de comerciais de shampoo até videoclipe da Claudia Leitte! Então eu sempre caminhei paralelo nas duas vertentes, mas em uma delas eu consegui um espaço maior inicialmente. E agora que a outra porta se abriu, tenho agarrado a chance com bastante carinho.

Trabalhar em conjunto com sua esposa facilitou a transição?

Para ela sim foi uma transição, já que Carol (Carolina Munhoz) vem do jornalismo. Mas ela se descobriu fascinada, e a nossa dinâmica é bem tranquila. Nós pensamos parecido, e assumimos tarefas diferentes no processo de escrita. Ela é ótima em arrumar soluções para conflitos de personagens, e ninguém deixa uma sala de executivos mais impressionada em uma apresentação do que ela, seja em português ou em inglês.

Carolina Munhoz e Raphael Draccon nos Estados Unidos trabalhando para a Netflix
©FN Fotografia – Fernanda Nunes Fotografia.

Como foi, em sua opinião, o acolhimento de O Escolhido pelo público em geral e pelos seus fãs especificamente?

É incrível! O mais bacana é que foi mais uma porta aberta para o gênero, dessa vez na Netflix, o que se torna mais um sonho realizado na jornada. Eu e Carolina temos recebido bastante feedback positivo do pessoal brasileiro, e até mesmo dos americanos, o que nos deixa felizes demais. Nós teremos uma segunda temporada já em novembro desse ano, o que é bem raro, e esperamos demais que o pessoal curta igualmente.

Ser uma pessoa pública, em algum momento, lhe foi prejudicial? Isso já lhe trouxe algum problema?

Acho que um único ponto que consigo pensar seria no fato de que existem pessoas que se dedicam a inventar muita coisa, distorcem o que se fala, fazem tudo em prol de atenção e polêmica. Mas isso ainda é muito pequeno perto do carinho que a gente recebe, e das portas que se abrem para conhecer pessoas interessantes no meio.

Mas alguma vez você já repensou sua decisão em ser escritor?

Nunca. Quando meu pai faleceu, porém, eu achei que teria de interromper meu sonho de vez e voltar a focar em empregos em outras áreas, como já fazia quando dava aulas de artes marciais. Eu e minha mãe vendemos a casa, fomos morar em um local bem menor, mas organizamos o dinheiro contado pra ver quanto tempo ainda teríamos de sobrevida. Era o tempo que eu tinha pra fazer dar certo.

Como inspiração para muitos fãs que têm sonhos a serem conquistados, o que pode dizer a eles?

A jornada é a grande diferença entre viver e apenas sobreviver. A pior dúvida é de se chegar no final da vida e se perguntar: “o que teria acontecido se eu tivesse tentado?”. Tentar e falhar é menos angustiante do que jamais saber a resposta, pois ao menos na busca você terá se tornado a sua melhor versão de si mesmo.

INDICAÇÕES DO DRACCON:

Uma música:

Numb – Linkin Park

Capa do Linkin Park
© Linkin Park & Warner Bros.

Uma série

Breaking Bad

Imagem dos personagens de Breaking Bad
© 2019 Sony Pictures Television Inc

Um anime:

Cavaleiros do Zodíaco

Imagem dos Cavaleiros do Zodíaco
© Weekly Shōnen Jump

Um filme:

Operação Dragão

Cartaz do filme Operação Dragão
© Warner Bros. Entertainment Inc

Livros que todos deveriam ler antes de morrer:

O Rei do Inverno

Capa do livro O Rei do Inverno - Indicação de Raphael Draccon
© 1995 by Bernard Cornwell & EDITORA RECORD LTDA.

Para terminarmos, o que você espera do futuro na sua vida profissional e para os seus próximos sonhos?

Continuar vivendo de inventar histórias, conhecendo as pessoas que eu sempre admirei de longe, e continuar a inspirar futuros contadores de histórias, independente da mídia.

Raphael Draccon em uma tarde de autógrafos

Encerramos nossa entrevista com um carinhoso agradecimento ao Raphael Draccon, que dispôs de seu tempo para responder nossas perguntas. Sempre muito atencioso pessoalmente e nas redes sociais. Raphael vem, cada vez mais, conquistando espaço em todas as mídias quando o assunto é criatividade e talento. Seus livros estão na nossa lista de leitura que vocês conhecerão mais para frente em uma coluna sobre a Tropa dos Lanternas de Tinta (nos siga no Instagram @tropa_dos_lanternas_de_tinta, e siga o Raphael Draccon clicando AQUI).

“… Um som semidivino capaz de fazer o homem acreditar que, vez ou outra, na história da humanidade, algumas falhas podem, sim, ser analisadas e compreendidas. E enquanto houver esperança, até mesmo corrigidas.” – Raphael Draccon (Dragões de Éter).

Nós, por enquanto, vamos ficando por aqui. Quer mais posts assim? Admira alguém que gostaria que entrevistássemos? Então deixe um comentário. Boa semana, boa leitura, e até a próxima.

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