PSVITA - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Thu, 08 Oct 2020 23:56:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg PSVITA - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Digimon World Next Order: De volta ao Digimundo! https://animesonlinebr.org/review/digimon-world-next-order-de-volta-ao-digimundo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=digimon-world-next-order-de-volta-ao-digimundo https://animesonlinebr.org/review/digimon-world-next-order-de-volta-ao-digimundo/#respond Tue, 13 Oct 2020 19:00:33 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=14225 Você provavelmente já ouviu falar de Digimon. A enorme franquia dos monstrinhos digitais tem uma longa história e uma origem bem interessante. É

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Você provavelmente já ouviu falar de Digimon. A enorme franquia dos monstrinhos digitais tem uma longa história e uma origem bem interessante. É possível traçar essa história antes mesmo do lançamento da franquia Digimon, lá por volta de 1996, com o lançamento da Bandai de um novo brinquedo que se tornou não só uma febre para as crianças japonesas, como consequentemente para os jovens de todo o mundo, Tamagotchi.

Em Tamagotchi, o seu principal objetivo era a criação de um bichinho virtual, dando comida para ele, banho, cuidando de suas necessidades, e claro, dando muito amor e carinho. 

O principal motivo do sucesso dos Tamagotchi, além de serem uma novidade bem interessante e divertida, foi o aspecto de criação e cuidado, que conversou muito bem com o seu público alvo infantil, principalmente com as crianças japonesas, já que como alguns pais e responsáveis eram bem restritos em relação a terem bichinhos de estimação para os filhos, ou por acharem eles barulhentos, bagunceiros, por acharem que seus filhos não iriam cuidar bem de seus mascotes, ou até mesmo por viverem em casas pequenas e apertadas, o Tamagotchi foi um ótimo substituto para esses casos, suprindo o desejo das crianças de terem seus mascotes para cuidar e brincar, deixando os pais mais tranquilos, já que o brinquedo era portátil, simples, e não fariam muita bagunça.

Hoje em dia, o lançamento e a existência do Tamagotchi pode não parecer grande coisa, ainda mais nos tempos em que vivemos, onde o celular não só é muito presente em nossas vidas, como praticamente indispensável, mas na época de seu lançamento, ele não foi só um aparelho digital divertido para as crianças, mas uma verdadeira revolução no mundo dos brinquedos, e que influenciou muito as mídias de entretenimento infantil, e os brinquedos do Japão.

Mas porque eu estou falando de Tamagotchi aqui? Então, porque esse bichinho virtual, como eu afirmei antes, inspirou vários outros brinquedos, e um deles que se inspirou demaneira bem forte, e com uma influência que cerca a franquia até hoje foi Digimon!

O primeiro lançamento de Digimon foram os Virtual Pets, que possuíam praticamente os mesmos aspectos do Tamagotchi, mas com grandes diferenças, como a possibilidade de treinar eles para lutarem, poderem lutar contra os outros Digimon dos seus amigos, e o aspecto da evolução, que quanto mais treinava ele, mais forte ele ficava, alcançando novos estágios de evolução que aumentavam seu poder e mudavam sua aparência.

Assim como Tamagotchi, Digimon também fez um enorme sucesso, e assim, percorreu o mundo, gerando Animes, filmes, jogos, brinquedos, e muito mais, até mesmo expandindo a narrativa por trás dos Digimon, criando um mundo e mitologia para os seres digitais.

E dentre os vários produtos de Digimon, um que sempre cativou bastante as crianças que gostavam de Digimon e de Videogames na época era Digimon World, que permitia não só você explorar e se aventurar no Digimundo, como também era necessário, igual aos Virtual Pets, criar e cuidar do seu próprio parceiro Digimon, fazendo um enorme sucesso entre os fãs.

Mas esse tipo de jogabilidade, onde você além de jogar a história e explora o digimundo tem que cuidar de seu parceiro digital não ficou só no PSX, já que anos depois foi lançado no Japão, Digimon World Re:Digitize, Digimon World Re:Digitize DECODE, e o mais recente, Digimon World Next Order, que não só foi lançado mundialmente, como também trouxe algumas novidades para esse estilo de jogo.

E bem, essas novidades, informações, outros detalhes do jogo, e muito mais sobre ele, iremos ver aqui hoje e agora! Nessa análise de Digimon World Next Order!

Narrativa

A narrativa de Digimon World Next Order conta a história do, ou da protagonista, no qual você tem total liberdade de escolher o gênero e o nome, apesar dos nomes padrões serem Takuto e Shiki. A história começa quando o(a) protagonista, depois de um bom tempo, reencontra o seu antigo Virtual Pet, e resolve usá-lo depois de tanto anos. Mas algo estranho acontece, já que ao ligar o aparelho, o(a) protagonista misteriosamente é sugado para dentro dele, e lá dentro, reencontra seus antigos Digimon, que no momento são um Wargreymon e um Metalgarurumon, que estão enfrentando um poderoso Machinedramon. Durante a batalha, os dois, ao se fundirem para Omnimon, conseguem vencer seu adversário, mas as custas de suas vidas, já que os dois morrem assim que a fusão é desfeita.

Após esse ocorrido, o protagonista se encontra no Digimundo, mais especificamente, numa cidade em que se encontram vários Digimon na forma bebê, e um Jijimon, que está cuidando do local. Jijimon, ao presenciar a situação, explica que o(a) protagonista não deve temer a perda de seus amigos, já que uma das leis que cercam Digimundo é a de que, após a morte de um Digimon, os seus dados,, ao invés de serem perdidos, partem para um novo Digiovo, para assim recomeçarem suas vidas.

Após o renascimento dos seus queridos parceiros em Digimon do nível inicial, Jijimon explica toda a situação que está ocorrendo. O Digimundo, que até então estava pacífico em sua ordem natural, agora corre extremo perigo, já que Digimon estão, misteriosamente e abruptamente, virando Machinedramons e ficando fora de controle. Jijimon também afirma que, provavelmente, esse estranho fenômeno deve ter uma relação com a vinda do(a) protagonista nesse mundo, já que, assim como o não é natural essa transformação estranha de Digimon em Machinedramon, também não é natural a vinda de humanos para o Digimundo, logo, Jijimon também pede a sua ajuda para entender o’que está acontecendo, já que os dois eventos devem ter uma relação.

A partir daí, Jijimon lhe dá o seu primeiro objetivo, que é o de ir atrás de outros Digimon, não só para juntar eles em um lugar seguro, que é a cidade de Jijimon, mas também porque esses Digimon podem ajudar a resolver esse grande mistério.

Em suma, esse são os primeiros passos da história, e ela começa a desenrolar mais para frente. Não quero dar Spoilers, então eu não vou me aprofundar muito, mas ao decorrer da história, você não só irá encontrar outros humanos que vieram para o Digimundo, como até mesmo figuras familiares de outros jogos de Digimon no passado, além de Digimon inéditos, como o misterioso Omnimon Zwart D. Mas, falando no passado…

Jogabilidade

A jogabilidade de Digimon World Next Order traz um conjunto dos melhores elementos e jogabilidade dos jogos anteriores da série Digimon World, mas com algumas mudanças.

A primeira delas, e uma das principais, é que ao invés de ter somente um parceiro Digimon, você terá dois, e terá também que cuidar dos dois juntos, ao mesmo tempo.

Cuidar de Digimon, por mais que não seja algo muito difícil, ou desafiador, possui sim sua necessidade de atenção e cuidado, já que cuidar bem deles é primordial, tanto para se dar bem, como para progredir no jogo. Para cuidar bem dos seus Digimon, você deve dar atenção e cuidado em dois pontos principais, o de atender às suas necessidades, e treinar eles para batalhas.

Cuidar das necessidades de um Digimon não tem muito segredo de início, você deve dar comida para eles, levar eles para o banheiro, cuidar de seus machucados, deixá-los descansar quando estiverem cansados e por aí vai. 

Atender bem as necessidades dos Digimon também é importante para deixá-los felizes e aumentar seu elo com eles, o que é essencial para se dar bem, lhe ajudando tanto para quando você for cuidar e treinar eles, como em batalhas, até mesmo te possibilitando funções diferente, como a ExE, que permite a fusão de seus Digimon por um tempo limitado. Mas não é tão simples, pois cada Digimon tem suas peculiaridades, características, preferências, e gostos distintos, sendo necessário sempre ter o conhecimento desses elementos para cuidar bem deles, já que, caso ele sejam mal cuidado, não só o seu desempenho em batalha pode ser prejudicado, como também o seu crescimento.

Mas para crescer bem e Digivolver, é importante também treinar eles. Treinar seus Digimon é tão necessário quando cuidar de seu humor e de sua saúde, já que é no treinamento que suas estatísticas aumentam, e ao aumentarem o suficiente para alcançar uma digievolução, eles digievoluem. No jogo, existem duas possibilidades de treinar seus parceiros, que são ou treinar no ginásio, que se encontra na cidade, ou em batalhas Digimon, que podem ser feitas com Digimon que você encontra ao explorar.

Cada método tem as suas vantagem e também suas desvantagens, ao treinar no ginásio, cada Digimon irá treinar uma característica em específico, sendo as características HP, MP, STR (Strenght, que é a Força), STA (Stamina, que é a Defesa), WIS (Wisdown, ou seja, Inteligência), e SPD (Speed, que é Velocidade), e ao treinar demais, ele irá se cansar, mas não só as opções para eles se recuperarem se encontram no mesmo lugar de treino, como também é possível dar para eles comidas que ajudam no aumento das estatísticas, melhorando sua eficiência em treino.

Já ao lutar contra outros Digimon em batalhas, dependendo do nível do adversário, é possível aumentar mais do que só uma estatística, e as estatísticas podem ter um aumento bem significativo, além da possibilidade de aprenderem ataques novos, mas junto dessa opção, há também o risco dos seus Digimon ficaram feridos após a batalha, sendo só possível curá-los com alguns itens especiais, e além disso, os Digimon também tendem a ficar mais cansados se batalharem por muito tempo, ou se fizerem muitas batalhas seguidas, e como não há opções de recuperação próximos ao sair da cidade, você terá que ter uma atenção extra quando estiver explorando uma região.

Um detalhe importante também, é que em batalha, você não terá controle total de seus Digimon, mas sim, ficará no canto, dando para eles comandos e apoio, para juntos vencerem as batalhas. Mas não se engane, a sua função como Tamer aqui é tão importante como a dos Digimon!

Como Tamer (Treinador), quando você cuida de seus Digimon e quando você interage com o Digimundo, seja para pegar recursos para a cidade, para cumprir certas missões, ou até mesmo para trazer mais Digimon para a cidade, você irá receber pontos e poderá aumentar seu nível de Tamer, recebendo Tamer EXP , que podem ser investidos em habilidades  e melhorias que irão te ajudar no jogo, como a possibilidade de aumentar as estatísticas ganhas em treino, a habilidade de poder regenerar o HP e MP dos seus Digimon quando estiver explorando, ou até mesmo permitindo equipar mais comandos e ataques para seus Digimon usarem em batalhas, sendo sempre aproveitar o máximo de suas habilidades e para cumprir os objetivos.

E falando em objetivos, o seu principal será, como afirmei anteriormente, o de reunir Digimon para a cidade. Durante o jogo, será possível conversar e interagir com vários Digimon, nos mais diversos lugares, para não só ficarem protegidos na cidade, como para te ajudarem em sua jornada. Ao interagir e conversar com esse Digimon com o intuito de levá-los para a cidade, eles irão te dar um problema para solucionar, ou estabelecem uma condição que você deve cumprir, esses pequenos desafios são os mais diversos e mais variados possíveis, é possível que você tenha que trazer algum item específico para o Digimon, que você tenha que conversar ou ter conversado com outro Digimon em sua jornada, ou até mesmo é possível que o seu objetivo seja derrotar o tal Digimon em uma batalha, realmente não há muito mistério aqui. Ao trazer uma quantidade específica de Digimon, a história irá progredir, com diversas cenas, conversas, e missões de história para cumprir.

Concluindo, Digimon World Next Order traz muito ao que fazer no jogo, como ajudar Digimon, Treinar os seus parceiros Digimon, e progredir na história, ou seja, bastante conteúdo para se divertir e se distrair. 

Trilha sonora e Dublagem

A trilha sonora de Digimon World Next Order é boa!
Boa parte das músicas são do gênero instrumental, com alguns toques de Pop e Eletrônica, e outros gêneros. Um detalhe bem interessante e agradável também, é que cada região do jogo tem sua música padrão, que são distintas entre si, o’que dá um toque legal e dá mais personalidade para cada área. Um outro detalhe também que eu não posso deixar passar, e realmente adorei, é que há músicas que são rearranjos e versões novas das trilhas do primeiro Digimon World, oque é uma ótima referência.

Por fim sobre a trilha sonora, um destaque que merece ser dado é para o tema principal do jogo, Accenteir, que não só é muito bom, como tem o destaque especial de que a música é interpretada pela cantora Eir Aoi, que não só é bem famosa, como também já cantou várias músicas para animes bem conhecidos e famosos, como Sirius, de Kill La Kill, e Ignite, de Sword Art Online.

Surpreendendo, o jogo também possui dublagem em inglês, e não somente em áudio original japonês, então caso você prefira esse idioma, também está disponível.

Visual

O visual de Digimon World Next Order é bem bonito e bem agradável.

Há cenários novos aqui, que são bem bonitos, mas também há alguns cenários que são releituras e re imaginações de localizações que já apareceram no primeiro Digimon World, não só sendo uma boa conexão visual e interessante entre os dois jogos, mas também sendo uma referência para os fãs do primeiro jogo, além de claro, serem bem coloridos e imaginativos.

Já sobre os personagens, eles são bem charmosos e bem bonitos, cada um com um visual bem único e interessante, tanto em Artworks como em seus modelos 3D, que também é são bem bonitos.

O destaque que eu dou aqui, para a questão visual, é que alguns cenários e alguns personagens possuem ótimos detalhes, um exemplo disso é o/a Protagonista, que tem um ótimo efeito de brilho quando andam, deixando um “rastro” colorido por onde passam. Por mais que possa parecer algo um pouco sem sentido de ser elogiado, ou até mesmo simples demais, acredito que vale a pena mencionar esses pequenos toques, já que deixam sim o visual do jogo mais único e especial.

Por fim, os Digimon são os mesmos que a gente está acostumado a ver, mas eles estão muito bem aqui, com uma boa animação e boas expressões, além de terem boas animações, principalmente nos ataques especiais.

 

Positivos VS Negativos

Bom, agora vamos falar de alguns pontos chatos e desagradáveis que podem incomodar em sua experiência com o jogo.

Bom, vamos por partes, primeiramente, antes de tudo, por mais que me doa afirmar isso, principalmente porque eu gosto do jogo e da franquia Digimon, Digimon World Next Order não é um jogo para todo mundo, e há motivos para isso.

Um ponto que é presente no jogo, e também é nos outros jogos de Digimon nesse estilo é a de interação com outros Digimon para participar da sua cidade, neste ponto, não é impossível que um jogador que está jogando esse tipo de jogo pela primeira vez, seja inexperiente, ou que esteja mais interessado na história principal, possa achar o ritmo de Digimon World Next Order mais devagar do que deveria, já que em diversos momentos durante o decorrer da narrativa, ela dá uma pausa para você ir atrás de Digimon para aumentar o número de habitantes da cidade, sendo que ela só volta a progredir quando você adquire esse número necessário de mais Digimon para a cidade, podendo ser um pouco chato ao jogador que não quer perder tempo e ir direto para a história principal.

Outro fator que pode ser desagradável a jogadores inexperientes a primeira vista, que não estão acostumados com esse tipo de jogo, é o de criação de Digimon, principalmente se você não estiver interessado nessa proposta.

Como afirmei anteriormente, Digimon World Next Order é divertido, único, e sinceramente, são poucos os jogos hoje em dia que possuem a proposta que esse jogo oferece, que não é só o de jogar a história e vencer os desafios, mas também o de criar e cuidar de parceiros virtuais em tempo integral, ainda mais de forma tão bem feita como esse jogo traz. 

Mas é inegável que, para se divertir nesse lado do jogo, você deve estar disposto a investir tempo e atenção para aprender como cuidar bem de seus Digimon, e não é pouca coisa, já que o sistema, por mais que não seja complexo, é sim bem profundo, com bastante conteúdo e detalhes, que devem ser bem explorados.

Bem, e por fim, o jogo de fato lhe ensina tudo que você precisa saber, sobre cada passo que deve ser feito, o’que cada coisa ou habilidade faz, como progredir, e tudo mais, porém, o jogo não irá segurar a sua mão o tempo todo, ou seja, se você está aprendendo pela primeira vez, sem nenhuma dica ou guia, é possível que você faça alguma escolha que possa se arrepender no caminho, como investir tempo em ação X ao invés de Y, ou de usar seu Tamer EXP em habilidades que não são tão úteis no momento, o que pode frustrar jogadores que não tenham mais de um Save File para reverter a situação.

Mas isso tudo que eu falei, é negativo? É um problema muito grande? Não, claro que não!

Como eu falei durante a matéria, esses pontos não são necessariamente ruins ou pontos negativos, a questão é que, eu acredito que para jogar e se divertir com Digimon World Next Order, você deve estar aberto a ele, estar aberto para aprender como jogar, estar aberto a ter paciência, a jogar sem nenhuma urgência, estar aberto a sentir a experiência do jogo por si só, e estar aberto a cometer alguns erros caso isso aconteça, a questão aqui é, eu sei que não vai ser todo tipo de jogador que estará aberto para isso, principalmente se esse for o seu primeiro contato com um jogo da série Digimon World, ou se você estava esperando um jogo com muita ação e aventura, claro, a ação e a aventura está aqui, mas talvez não como você está acostumado.

Mas o jogo tem sim uma opção para você, caso você esteja nessas condições de inexperiência ou de falta de costume. Antes de começar a sua campanha, é possível escolher entre duas opções de dificuldade, a Easy (Fácil), que é para os que não estão acostumados com esse tipo de jogo e tem 0 experiência em Digimon World, e a Normal, para quem já tem uma experiência prévia. 

Eu pessoalmente indico que todos os jogadores que forem começar o jogo sem nenhuma experiência, ou que queiram jogar de forma mais casual, comecem sim pelo modo Easy sem medo e sem nenhum remorso, esse modo é mais tranquilo, e você pode aprender a se virar, a se divertir, e a gostar do jogo sem medo ou muitas preocupações.

Por fim, quero deixar bem claro aqui mais uma vez, eu não estou afirmando que esses pontos de dificuldade, de aprendizado, e de progresso são necessariamente defeitos ou problemas, a questão é que eu imagino que há o risco de que passageiros de primeira viagem nesse mundo digital possam acabar interpretando mal o jogo, caso não tenham algum conhecimento prévio de como ele é e funciona, tornando a experiência mais desagradável do que deveria ser.

Outros destaques

 

O jogo possui diversas referências a outros produtos de Digimon, principalmente os jogos anteriores, como Digimon Re:Digitize, e Digimon World.

Conclusão

Digimon World Next Order é único, interessante, e bem divertido.

Caso você seja um fã de Digimon, principalmente dos jogos anteriores e Digimon World, a recomendação é fácil, vá atrás e se divirta, você não irá se arrepender. 

Mas, caso você não seja um fã de Digimon, não tenha interesse ou vontade em investir tempo para aprender e conhecer bem o jogo, ou não tenha nenhum conhecimento de Digimon, ou de Digimon World, talvez seja melhor analisar bem se você quer ou não embarcar nesse mundo digital, mas caso decida seguir viagem, espero que você se divirta bastante com o jogo, e principalmente, com seus parceiros digitais nessa aventura.

Digimon World Next Order está disponível para Playstation 4 e Playstation Vita.

Nota

Gráficos: 4/5
Jogabilidade: 4/5
Diversão: 4/5
Som: 3,5/5
Narrativa:  3/5
Geral: 3,7/5

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Persona 3 Dancing in Moonlight e Persona 5 Dancing in Starlight: Desafios, Personas e… Dança!? https://animesonlinebr.org/review/persona-3-dancing-in-moonlight-e-persona-5-dancing-in-starlight-desafios-personas-e-danca/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=persona-3-dancing-in-moonlight-e-persona-5-dancing-in-starlight-desafios-personas-e-danca https://animesonlinebr.org/review/persona-3-dancing-in-moonlight-e-persona-5-dancing-in-starlight-desafios-personas-e-danca/#respond Tue, 02 Jun 2020 19:00:38 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=8674 Persona 3 Dancing in Moonlight e Persona 5 Dancing in Starlight são dois jogos de ritmo que fazem parte da série Persona, sendo

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Persona 3 Dancing in Moonlight e Persona 5 Dancing in Starlight são dois jogos de ritmo que fazem parte da série Persona, sendo jogos Spin-off tanto para os dois, tanto o Persona 3 e o Persona 5

Persona 3 foi lançado inicialmente em 2006 para Playstation 2, que conta a história da S.E.E.S, um grupo escolar que enquanto passam seus dias e aulas na Gekkoukan High School, também exploram a misteriosa torre Tartarus e investigam sobre misteriosa Dark Hour, uma hora estranha que ocorre entre as 23:00 e as 00:00. Além do seu lançamento inicial, também foi lançado o Persona 3 FES, também para Playstation 2, que adiciona alguns detalhes e melhorias ao jogo anterior, além de um capítulo adicional, e Persona 3 Portable, lançado para Playstation Portable, que adiciona uma campanha alternativa a original totalmente nova, introduzindo uma protagonista feminina ao invés do protagonista original.

Persona 5, é um dos jogos mais recentes da série Persona, que conta a história dos Phantom Thieves, um grupo de jovens que procuram reformar a sociedade e suas injustiças ao fazer com que diversas pessoas de grande poder, porém corruptas, venham a confessar seus crimes e atos de injustiças feitas, além de explorar o misterioso Mementos, para descobrir mais sobre a existência do Metaverse e de seu companheiro de time, o Morgana. O jogo mais recente de Persona 5 é o Persona 5 Royal (Que já temos uma matéria sobre aqui no NSV), que foi lançado também para Playstation 4, que inclui melhorias ao jogo, novos personagens, e até mesmo um novo capítulo com um novo final.

Ambos os jogos foram lançados em 2018, sendo publicados e produzidos pela Atlus (Mais especificamente, a produção foi por conta da P Studio, subsidiária da Atlus responsável especificamente para a série Persona e os seus Spin-offs).

Bom, antes de começar a falar mais especificamente dos dois jogos, quero responder a esse crime que você pode estar me acusando de cometer no momento, tipo, “Por que você está fazendo uma matéria para os dois jogos ao invés de uma para cada?”, e bem, existe sim uma explicação para isso. Os dois jogos são bem similares, em história e roteiro, em jogabilidade, em quase tudo, as principais mudanças são: O elenco e suas interações, as músicas disponíveis, e o estilo visual deles, ou seja, tirando isso, os dois são praticamente duas versões do mesmo jogo, então, não valeria a pena fazer uma matéria separada para cada jogo, se não muito do que seria dito seria uma repetição, então a melhor maneira de contar sobre os dois jogos é falando deles juntos.

Agora, finalmente sem mais delongas, vamos ao principal, o jogo. 

Narrativa

A narrativa dos dois jogos são bem simples, ambos os grupos de Persona 3 e Persona 5 se veem em um lugar desconhecido e estranho o Club Velvet, e são recebidos pelas suas respectivas atendentes da Velvet Room, a Elizabeth (Ou “Elle-P”, como ela passa a se chamar) para os personagens de Persona 3, e as gêmeas Justine e Caroline, para os integrantes de Persona 5, que explicam toda a situação.

Cada uma das atendentes conta uma versão diferente da história para os protagonistas, mas essas diferenças não são tão grandes.

Em suma, depois dos eventos de Persona 4 Dancing all Night, onde o time de Persona 4 conseguiu salvar um grupo de idols desaparecidas e derrotar sombras por meio da dança (Sim, isso aconteceu), Margaret, a atendente da Velvet room de Persona 4 contou sobre o ocorrido para suas irmãs. Após escutarem a história, as duas começaram a discutir, sobre o evento e como os anfitriões delas se sairiam melhores nessa situação, afirmando que um seria melhor que o outro, então, para decidir essa disputa de irmãs e decidir qual dos dois grupos seriam os melhores, elas resolveram apostar em um desafio. 

O desafio seria o seguinte, ao chamarem os dois grupos para o Club Velvet por meio de um sonho, eles iriam competir com suas danças, sendo aquele que conseguir gerar maior ânimo e euforia da plateia o vencedor, e ganhando assim o título de “Melhor anfitrião”, e o grupo perdedor que não conseguir se sobressair, iria sofrer uma tortura infernal enquanto o sonho estiver acontecendo.

Tais eventos, por mais não resultem em consequências ou mudanças tão relevantes para suas histórias originais, eu gostaria de informar aqui um detalhe já de antemão, na história dos dois jogos, ambos se passam algum momento antes ou após o final de seus respectivos jogos, ou seja, durante a narrativa, há diversas menções a eventos, situações, ou regras que já estão estabelecidas nesses jogos, e além disso, há também diversos momentos onde regras, detalhes e fatos não são explicados ou introduzidos, porque ambos os jogos esperam que você já tenha conhecido suas histórias originais, ou seja, os dois jogos vão sim te dar Spoilers caso você não tenha jogado suas histórias antes, até mesmo alguns spoilers bem pesados, como o’que acontece com personagem X, ou porque atitude ou estranheza de personagem Y, sendo assim, é altamente recomendável que você conheça os jogos de origem ou as suas narrativas antes de partir para essa.

Jogabilidade

A jogabilidade dos dois jogos são a mesma, e também muito similares a diversos jogos de ritmo que estão disponíveis no mercado, mas vale a pena falar sobre, principalmente pelos seus detalhes que os diferenciam do resto.

No jogo, há diversas músicas para você escolher, ao selecionar a música desejada, você poderá modificar as roupas e os acessórios de seu personagem, além de poder alterar diversos elementos da partida, tanto para facilitar ou para dificultar a fase.

Ao começar a música, você verá diversos círculos, que são as notas que você deve acertar conforme o ritmo da música para poder prosseguir nela, e há diversos tipos de notas, existem as notas padrão, na qual é necessário somente apertar o botão certo na hora certa, as notas duplas, que para completá-las é necessário apertar o botão certo duas vezes seguidas, as notas de segurar, que para completá-las é necessário apertar e segurar o botão no tempo certo, e as notas unidas, as quais para completá-las, é preciso apertar dois botões diferentes no momento certo. Além dessas notas principais, ainda há uma adicional, que é a nota “Scratch”, nesta nota, ao invés de apertar o botão, você deve deslizar o Touch pad ou o analógico para acerta-las, essas notas podem aparecer tanto em uma versão padrão, mas também em uma versão colorida, que quando acertada 3 vezes, realiza o modo Fever, que além de ajudar a formar combos, chama um parceiro para dançar junto por um período de tempo.

Modos de jogo

Além do modo principal do jogo, outro modo também importante é o modo Social. Nesse modo, quando você completar certos requisitos nas músicas, como usar uma certa quantidade de acessórios ou realizar uma certa quantidade de combos por exemplo, você irá desbloquear eventos sociais, que são conversas entre os personagens e/ou as atendentes, essas interações, além de mostrar mais dos personagens do jogo, esses eventos também desbloqueiam diversas roupas e acessórios, para customizar ainda mais os personagens. No modo social, além de falar com os personagens, será possível entrar no quarto deles e explorá-los, para poder desbloquear ainda mais roupas e acessórios, além de descobrir várias curiosidades dos seus companheiros de grupo.

Trilha sonora e dublagem

Finalmente chegou a hora de falar de um dos pontos principais e um dos mais fortes do jogo, a sua trilha sonora.

Ambos os jogos contêm consigo trilhas dos seus respectivos jogos e Spin-offs relacionados a eles, além disso, boa parte das trilhas sonoras disponíveis são remixes das músicas originais, que foram compostas por diversos artistas, como Sasakure.UK, Lotus Juice, Hideki Naganuma, e vários outros, o’que ajuda a dar uma diversificada nas músicas já conhecidas pelos fãs.

Além desses remixes, há também músicas novas cantadas pela Lyn (Cantora das principais trilhas sonoras de Persona 5) e da Yumi Kawamura (Cantora das principais músicas de Persona 3), além da participação de Lotus Juice, tanto nas suas músicas quanto em seus remixes.

Já sobre a dublagem, assim como os jogos anteriores, ela continua ótima, e em especial, trouxeram todo o elenco dos dois jogos de volta para reprisar seus papéis, isso é um detalhe agradável principalmente para o Persona 3 Dancing in Moonlight, já que como seu jogo principal foi lançado a 12 anos antes do lançamento deste jogo, não seria impossível esperar que uma troca ou outra fosse feita, mas todo mundo do grupo está presente com suas vozes originais, tanto em inglês quanto em japonês.

Por fim, outro destaque que eu gostaria de marcar, é que, os protagonistas dos dois jogos possuem bem mais falas e frases se comparadas com suas versões dos jogos de origem, e isso é outro ponto agradável aqui, porque diferente de Persona 4, que teve um anime localizado em inglês e possibilitou mais falas e interações com o protagonista ao decorrer da animação, era bem difícil ouvir bem as vozes dos protagonistas dos outros dois jogos, principalmente porque a animação de Persona 5 e os filmes de Persona 3 não foram dublados em inglês.

Visual

Sobre o visual, eles são bem parecidos com os modelos de personagens de Persona 5, que na época era o jogo mais recente da série, mais eles foram mais trabalhados aqui, tendo não só adicionando alguns leves detalhes nos modelos, mas também nas expressões e nos movimentos, comparado ao jogo original, até mesmo em Persona 5, os personagens se movimentam e fazem expressões faciais bem mais frequentemente e bem mais exageradas, o’que de certa forma é bem agradável.

Mais uma vez, eu quero destacar esse ponto positivo para Persona 3 Dancing in Moonlight, já que, devido a idade do jogo original, seus modelos tiveram que ser praticamente refeitos para poderem ficar a par com o visual dos jogos de Persona dessa geração, e eles ficaram lindíssimos e cheios de detalhes e movimentos, assim como o elenco de Persona 5.

Além dos personagens, os quartos deles também ficaram bem detalhados, e diferente dos dois jogos, agora não é só possível visitar o quarto dos seus parceiros, mas também poder ver bem cada detalhe, já que a visão do quarto não está mais presa em uma câmera fixa. 

Por fim, maioria dos cenários em que os personagens dançam são recriações de vários cenários marcantes e também de cenários importantes para a história dos jogos, e quando em modo Fever, esses cenários começam a ter várias luzes coloridas, o’que eu também acho bem bonito.

Por fim, um detalhe que é incrível e não pode ser despercebido é o estilo visual de cada jogo. Tanto Persona 5 quanto Persona 3 possuem estilos visuais bem diferentes, Persona 3 possui em estilo visual mais “Digital”, com bastante e distintos tons de azul em seus menus e opções, já Persona 5, possui bastante as cores vermelho, preto e branco, com menus que se movem levemente e com bastantes “Rasgos”, em ambos os jogos “Dancing”, esses detalhes são ainda muito bem presentes e bem feitos, tornando até mesmo um bom detalhe que diferencia bem os dois, e que se encaixa muito bem em ambos.

Outros destaques

Além das músicas que mostram os personagens dançando, também há músicas que são apresentadas em forma de “Videoclipe” (Ou “clipes musicais”) na qual os personagens dançam e cantam em grupos, com direito a bastante efeito e até mesmo troca de figurinos.

Além dos clipes, também há músicas que são apresentadas com as Cutscenes em estilo anime dos jogos, também com as aberturas e encerramentos dos jogos.

Há várias referências aos outros jogos da série Persona, e até mesmo referências a Shin Megami Tensei e seus outros Spin-offs.

Os detalhes para manter cada título o mais próximo possível dos seus jogos originais é incrível, falo isso porque, em Persona 5, todos os pensamentos do protagonista é em 1a pessoa (EU fiz X, EU falei com Y, etc) Mas em Persona 3, os pensamentos do protagonista eram sempre em 2a pessoa, como um narrador (VOCÊ fez X, VOCÊ falou com Y), e isso é surpreendente, porque mesmo um detalhe pequeno desses foi mantido aqui.

O protagonista do Persona 3 aqui recebe o nome de Makoto Yuki, que é o seu nome nos filmes de Persona 3, e o protagonista de Persona 5 recebe o nome de Ren Amamiya, que foi seu nome no anime de Persona 5.

Ao adquirir os jogos no pacote Persona Dancing: Endless Night Collection, é possível adquirir junto o Persona 4 Dancing all Night para Playstation 4.

Qualidades VS Defeitos

Bom, há diversos pontos que eu gostaria de destacar aqui, mas vamos por partes.

Sobre a narrativa, de fato, o foco dela não é ser algo muito elaborado, complexo, profundo e tudo mais, e por si só, isso não é um problema, mas como os jogos de origem possuem histórias com essas qualidades, pode ser decepcionante se você esperava o mesmo nível de narrativa aqui.

Eu já tinha informado isso antes, mas os dois jogos se passam bem próximos ou após o término das narrativas principais dos dois jogos, ou seja, o jogo já espera que você conheça totalmente suas histórias e seus elementos do começo ao fim, ou seja, é altamente recomendável que você não jogue esses jogos antes de conhecer suas histórias principais, porque esses jogos podem ser uma chuva de spoilers para os novatos, ou quem iria conhecer Persona por esses jogos.

Bom, um ponto que eu achei chato é que, pelo menos para mim, faltou música, tanto em quantidade quanto em variedade. Um exemplo disto é o fato de que músicas como “Last Surprise” e “Burn My Dread” possuem três versões diferentes, enquanto músicas como “Phantom” ou  “Iwatodai Station”, são dois exemplos músicas ótimas do vasto acervo musical desses jogos que mereciam estar aqui, mas não estão presentes.

Os clipes musicais são bem diferentes e são uma adição agradável, mas sinceramente, seria melhor se pudessem ter versões mais variadas deles, porque ou é só com os meninos ou só com as meninas, nunca misturando o grupo ou com o grupo todo em um clipe.

Conclusão

Persona 3 Dancing in Moonlight e Persona 5 Dancing in Starlight são bons jogos de ritmo, e ótimos jogos se você for fã da série Persona, e principalmente dos personagens da S.E.E.S e os Phantom Thieves, porém, se você não conhece ou não jogou esses jogos antes, eu não só recomendo como também peço, mantenha distância desses jogos e vá atrás de Persona 3 ou de Persona 5, independente de qual versão você jogar, você irá se divertir e se surpreender muito, mas, se você já jogou e adorou ou já adorava esses personagens e quer mais momentos divertidos com eles, eu altamente recomendo esses jogos, eles irão te divertir, e até mesmo te lembrar porque você gosta tanto deles.

Persona 3 Dancing in Moonlight e Persona 5 Dancing in Starlight estão disponíveis somente para PS4 e PSVITA

Notas:
Gráficos: 4/5
Jogabilidade: 3/5
Diversão: 3/5
Som: 4/5
Narrativa: 2/5
Geral: 3,2/5

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