Parasita - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Fri, 29 May 2020 05:57:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Parasita - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Parasita: Por que o filme mereceu o Oscar https://animesonlinebr.org/curiosidades/parasita-por-que-o-filme-mereceu-o-oscar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=parasita-por-que-o-filme-mereceu-o-oscar https://animesonlinebr.org/curiosidades/parasita-por-que-o-filme-mereceu-o-oscar/#respond Thu, 04 Jun 2020 15:00:39 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=8347 Em Parasita, toda a família de Kim Ki-taek está desempregada e vive em um porão sujo e apertado. A situação deles muda quando

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Em Parasita, toda a família de Kim Ki-taek está desempregada e vive em um porão sujo e apertado. A situação deles muda quando Ki-woo, o filho, tem a oportunidade de dar aulas de inglês para uma garota de família rica. Deslumbrados com o luxo no qual os Park vivem, o resto da família Kim decide se infiltrar na casa deles.

Dirigido por Bong Joon-ho, Parasita foi o grande vencedor do Oscar desse ano (fazendo história sendo o primeiro filme não falado em inglês a levar o Oscar de Melhor Filme), além de arrebatar prêmios em diversos festivais. Há muitos motivos pelos quais isso aconteceu. O filme fala sobre a divisão de classes de uma forma que transcende a barreira da linguagem. Bong Joon-ho usa brilhantemente um roteiro que surpreende, uma fotografia inteligente e uma direção certeira, trazendo atuações muito coerentes de todo o elenco.

©Barunson E&A Corp

Uma coisa interessante de se notar em Parasita é a importância que símbolos tem para a história. Como exemplo disso, temos a pedra que é dada de presente para a família Kim por Min, um garoto que está na faculdade e é amigo de Ki-woo. Min está ascendendo socialmente, e a pedra se torna um símbolo da possibilidade de Ki-woo fazer o mesmo.

A pedra é, como diz Ki-woo, “metafórica”. Ela significa a riqueza e é simbólico o fato de ela aparecer várias vezes no filme, em pontos cruciais, estando fisicamente conectada ao garoto. É também através dela que Ki-woo começa a decair, quando ele é acertado na cabeça com ela ao final do filme. Mesmo que ela lhe trouxesse esperança, no fim ela também é algo que acaba com as suas chances de mudar de vida, quase matando-o no processo.

Outro símbolo bem utilizado é o cheiro. Ele é diretamente ligado à família Kim, como forma de degradá-los. Os Park diversas vezes demonstram desconforto ao sentirem o cheiro dos Kim e é até notado pelo filho menor dos Park, Da-Song, que eles possuem o mesmo cheiro, quase desmascarando os Kim. O cheiro é ligado à pobreza e acentua a diferença entre as famílias. Enquanto os Park tem luxo, os Kim vivem em um local sujo.

Além desses símbolos, a fotografia também utiliza o espaço muito bem. Parasita é muito vertical, ou seja, a câmera se movimenta várias vezes para cima e para baixo. O filme já começa com a câmera movendo-se para baixo, mostrando aonde a família pobre vive.

Enquanto isso, a casa dos Park fica no topo de uma rua, com uma vista linda para a natureza. Uma cena que deixa ainda mais explícita a diferença de classes é quando há uma tempestade que alaga toda a casa dos Kim, deixando-os desabrigados. Já para os Park, isso não é um problema. Quando o bunker aonde o marido da ex-governanta da casa dos Park se esconde é descoberto, é mais uma forma de a fotografia dizer metaforicamente, usando o espaço, que ele está abaixo da família Park.

O homem até mesmo vê o Senhor Park com uma certa adoração, pois ele indiretamente dá a ele um lugar para morar. A luz e a escuridão são usadas da mesma forma, enquanto a casa da família Park é bem iluminada, a casa dos Kim e o bunker são escuros e sem vida. As lâmpadas da casa também iluminam o caminho que o Senhor Park faz ao chegar em casa e, mais tarde, é descoberto que quem faz com que as luzes se acendam é o próprio homem que vive no bunker.

©Barunson E&A Corp

A movimentação e a posição dos personagens em cada cena também é muito bem pensada e é aí que a direção de Bong Joon-ho se destaca. Nada é por acaso, e cada ação é pensada previamente, direcionando o olhar de quem assiste. O elenco todo está em completa sincronia, tanto em cada uma das famílias, como entre si, destacando também a ex-governanta da casa dos Park e seu marido, que interpreta muito bem uma pessoa que ficou louca pelo isolamento.

O roteiro é surpreendente. A partir da metade do filme, é como se um outro filme começasse. Há um ponto de virada, quando a ex-governanta dos Park aparece na porta da casa, enquanto os Kim aproveitam o luxo. O próprio Bong Joon-ho disse que é como se Parasita fosse dois filmes em um. A primeira parte acaba quando todos da família Kim conseguiram infiltrar a casa dos Park e a segunda parte começa justamente quando o bunker é descoberto, assim como o esquema dos Kim. Essas descobertas pegam o público de surpresa e é como se fosse impossível de prever para onde o filme irá ir ou como ele acabará.

Após o massacre que acontece na festa na casa dos Park, pode parecer que o diretor já fez tudo o que poderia com o filme, mas não, mais uma vez o público é pego de surpresa e o final também surpreende. Bong Joon-ho nos faz acreditar que a família Kim irá se reencontrar e Ki-taek poderá sair de seu esconderijo no bunker. O que não é a verdade, e o filme termina como começou, com o movimento de câmera para baixo, mostrando Ki-woo em sua casa novamente, agora sem seu pai e sua irmã. O que o público achava que seria uma grande mudança de vida para o garoto e sua família, não passa de um simples sonho que ele conta em sua carta para o pai. Com isso, Parasita continua na mente do espectador muito tempo após terminar e é provavelmente uma das melhores críticas sociais já feita nos cinemas.

 

 

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A desvalorização de produções orientais no Oscar. https://animesonlinebr.org/anime/a-desvalorizacao-de-producoes-orientais-no-oscar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-desvalorizacao-de-producoes-orientais-no-oscar https://animesonlinebr.org/anime/a-desvalorizacao-de-producoes-orientais-no-oscar/#respond Tue, 25 Feb 2020 19:01:53 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6505 Os países orientais, como o Japão e a Coreia do Sul, produzem diversas músicas, filmes e animações que conseguem conquistar diversos públicos e

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Os países orientais, como o Japão e a Coreia do Sul, produzem diversas músicas, filmes e animações que conseguem conquistar diversos públicos e fazer sucesso. Porém, muitas produções audiovisuais, ainda sofrem preconceito de uma grande parte da sociedade.

No mundo do cinema, por exemplo, mesmo que alguma produção oriental, se destaque pela sua qualidade, seja no enredo, efeitos visuais, trilha sonora etc. Muitos acabam não tendo o seu devido crédito, sendo cortados até de premiações, como o Oscar (The Academy Awards ou The Oscars), por exemplo.

São pouquíssimos filmes que conseguem chegar aos telões dos cinemas, seja nos Estados Unidos, ou até mesmo no Brasil. Também são raros, os casos que levam a estatueta do Oscar para casa. Os que são premiados, nem sempre são valorizados, e em alguns casos, acabam gerando revolta, por não se tratar de uma obra criada pelos próprios americanos.

Conheça as principais obras que foram indicados, entre eles, os que conseguiram ser premiados e outros que foram considerados favoritos, mas infelizmente não entraram na disputa pelo grande prêmio do Oscar.

A Viagem de Chihiro – Vencedor na categoria de “Melhor Animação”, no Oscar (2003).

A Viagem de Chihiro , do Stúdio Ghibli, chegou aos cinemas japoneses em 2001. Em 2002, na França. E só em 2003, estreia nos cinemas estadunidenses e brasileiros.

A história gira em torno de Chihiro. Uma garota mimada, de apenas 10 anos, que se vê numa situação infeliz quando seus pais decidem se mudar para uma cidade no interior. Durante a viagem, eles se perdem, e vão parar “No mundo dos deuses”, onde Chihiro deverá amadurecer, salvar seus pais e voltar para seu mundo.

Foi a primeira animação japonesa a conquistar o Oscar (2002), de “Melhor Animação”. O longa-metragem superou animações americanas, como “A Era do Gelo” (2002), “Spirit: O Corcel Indomável” (2002). E até mesmo a poderosa Disney, que disputou a premiação com “O Planeta do Tesouro” (2002), e “Lilo e Stitch” (2002).

 A Viagem de Chihiro realmente mereceu levar o prêmio. Conseguiu encantar o público de todas as idades; pelo enredo, riquezas das expressões, dos detalhes e da cultura japonesa. Além das simbologias, crítica ao capitalismo, e de todo cuidado e dedicação que o estúdio teve em desenvolver a animação.

Trailer de “A Viagem de Chihiro” – primeira animação japonesa a levar estatueta de “Melhor Animação”, no Oscar 2002.

Apenas produções do Studio Ghibli foram indicados ao Oscar, dentre eles: O Castelo Animado (2004), Vidas Ao Vento (2013), O Conto da Princesa Kaguya (2013) e As Memórias de Marnie (2014), e A Tartaruga Vermelha (2017).

Curiosidade:

Além do Oscar, A Viagem de Chihiro possui outros 34 prêmios, sendo um deles, “Urso de Ouro” (Festival Internacional do Cinema em Berlim de 2002), junto de “Domingo Sangrento” (Grã Bretanha/Irlanda). É a única animação que conseguiu ganhar até o momento.

Em 2019, 18 anos após seu lançamento original, “A Viagem de Chihiro” chega aos cinemas chineses. Mesmo com este atraso, a obra conseguiu superar “Toy Story 4” (2019), nas bilheterias. Uma grande franquia da Disney e amado por muitos. O longa esteve presente em 30% das salas chinesas, enquanto “Toy Story 4”, ficou em 18%.

Your Name – Kimi No Na Wa

Your Name (2016), é um romance que conta a história de dois jovens, Mitsuha e Taki, que vivem em locais distantes. Um mês após a queda de um cometa no Japão, sem nenhuma explicação, os protagonistas, Mitsuha e taki, começam a ter sonhos estranhos, em quem trocam de corpos e vivem as suas respectivas vidas.

Sendo um forte candidato a disputar a Academia do Oscar. Chegou a ser pré-indicado, mas infelizmente, foi substituído pelo filme estrangeiro “The Red Turtle”, na lista principal da premiação.  Com isso, ficou comprovado que apenas as produções do Studio Ghibli, são indicados ao Oscar, uma vez que são distribuídos pela Disney, uma empresa americana.

A animação, escrito e dirigido por Makoto Shinkai, foi recordista de bilheteria e fez sucesso em diversos países. No Brasil, foi exibido exclusivamente pela Cinemark.

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Makoto Shinkai – escritor e diretor de Your Name, O Jardim das Palavras, 5 Centímetros por segundo, entre outros animes.

Your Name tem personagens cativantes, é visualmente linda. Possui uma trilha sonora incrível, maioria sendo cantada, dando empolgação nas situações em que os protagonistas são colocados. Também podemos aprender muitas coisas sobre a cultura japonesa. Além de mostrar o Japão contemporâneo, a rotina dos personagens, na cidade de Tóquio. É um excelente filme para quem quer conhecer mais sobre a cultura e curiosidades japonesas

Trailer de “Your Name” (2016).

Weathering With You

O mais recente filme de Makoto Shinkai, Weathering With You, “O tempo com Você”, em português, foi um dos favoritos pelo Oscar 2020, na categoria de “Melhor Animação”, e até mesmo, de levar a estatueta. Infelizmente, a indicação não aconteceu. Apenas animações americanas concorreram ao prêmio, e mais uma vez, foi uma produção da Disney/Pixar, que levou a estatueta.

Toy Story 4, tornou-se o grande premiado do ano. Os outros indicados foram, Como Treinar Seu Dragão 3 (DreamWorks Animation), Klaus (Netflix), Link Perdido (Animação americana em stop-motion); e a animação francesa, “Perdi Meu Corpo”.

Resumindo a sinopse. Conta história de um jovem que começa a trabalhar em uma revista sobre atividades paranormais. E então, ele acaba conhecendo uma garota com a habilidade de mudar climas tristes, como a chuva.

Trailer de “Weathering With You” (2019).

Nas bilheterias, ultrapassou o live-action de Aladdin, nas terras japonesas. Tornou-se a sexta maior bilheteria no Japão, superando “Vidas ao Vento”, filme que pertence ao estúdio Ghibli, A produção do aclamado, Makoto Shinkai, estreia nos cinemas brasileiros ainda neste ano, mas sem data de previsão.

Parasita – Gisaengchung

Parasita – primeiro filme sul-coreano a ganhar quatro Oscars (2019).

O grande vencedor na categoria de “Melhor Filme”, do Oscar deste ano foi o sul-coreano, Parasita”. A produção colocou para trás, os favoritos, Coringa, O Irlandês e 1917. Estreou nos cinemas brasileiros em novembro de 2019. O filme pertence ao diretor e roteirista sul-coreano, Bong Joon-ho.

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O longa-metragem é um suspense/terror, misturado com humor ácido. Foi sucesso de bilheteria e de crítica. Além do Oscar, ganhou o Globo de Ouro (Golden Globe Awards), levando o troféu de Melhor Filme estrangeiro; e o SAG AWARS 2020 (Sindicatos dos Atores dos Estados Unidos), com a estatueta de “Melhor Elenco”.

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Primeira vez que um filme de língua estrangeira ganhar o prêmio de “Melhor Elenco do SAG,” em 2020.

A produção de Bong Joon-ho, fala sobre duas famílias, onde seus caminhos se cruzam. Um é muito rica e outra muito podre, chamada de Ki-taek. Ao começarem a interagir, são relevadas as diferenças sociais e problemas de classe. Confira o trailer, abaixo:

A premiação pegou muita gente de surpresa, já que nenhum filme estrangeiro conseguiu ganhar nesta categoria. Além deste prêmio, o filme de Bong Joon-ho, levou outras três estatuetas (Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção e Melhor Efeitos Visuais).

Esta premiação casou a revolta do Presidente norte-americano, Donald Trump. O presidente americano ironizou o vencedor, em seu discurso recente e disse que o longa não mereceu o prêmio. E aí? Acham que a premiação não foi merecida?

O filme “Parasita”, continua em cartaz nos cinemas brasileiros. Vale muita a pena dar uma conferida.

 

Algumas dicas de filmografias orientais:

  • Meu Amigo Totoro (Animação japonesa);
  • Crianças Lobo (Okami Kodomo no Ame to Yuki – Animação japonesa);
  • A voz do Silêncio (Koe no Katachi – Animação japonesa);
  • Pais e filhos (Filmografia japonesa);
  • Depois da Tempestade (Filmografia japonesa);
  • Okja (Bong Joon Ho – Diretor de “Parasita”);
  • Expresso do Amanhã (Bong Joon Ho – Diretor de “Parasita”).

 

E aí? Gostaram da matéria?

 

 

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