Paixão Por Livros - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Sat, 23 Oct 2021 17:31:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Paixão Por Livros - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Coleções: Algumas Ideias Para Leitores – A Vida Além das Páginas https://animesonlinebr.org/livros/colecoes-algumas-ideias-para-leitores-a-vida-alem-das-paginas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=colecoes-algumas-ideias-para-leitores-a-vida-alem-das-paginas https://animesonlinebr.org/livros/colecoes-algumas-ideias-para-leitores-a-vida-alem-das-paginas/#respond Sun, 24 Oct 2021 15:00:39 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=26898 As coleções são parte da vida de muitas pessoas, alguns gastam “absurdos” para adquirir itens raríssimos e outras pessoas conseguem vender suas coleções

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As coleções são parte da vida de muitas pessoas, alguns gastam “absurdos” para adquirir itens raríssimos e outras pessoas conseguem vender suas coleções por milhares de reais. Para muitas pessoas coleções têm valor sentimental, mas existem quem as encare como um investimento, profissão rentável e/ou um hobby muito sério. Quando nós pensamos “o que coleciona alguém que gosta de ler”, as primeiras respostas são óbvias. Livros de edições especiais e marca páginas, e a criatividade de muitos vai só até aí. Mas trago aqui algumas ideias de possíveis coleções para você começar!

Aqui é a Lanterna de Tinta e te apresento um pouco da Vida Além das Páginas, mas sempre inspirada por elas.

ATENÇÃO: não nos responsabilizamos por quaisquer dificuldades, problemas, empecilhos ou acontecimentos de qualquer natureza na sua compra, cadastro nas lojas online e/ou físicas e algum ato relacionado com o site.

COLEÇÃO ÓBVIA: Marca Páginas

Exemplos de coleções
©️beecost

Você já teve uma marca páginas que amou? Seja pelo tema, por ser de uma obra que você já leu ou por ilustrar imagens de coisas que você gosta ou frases bonitas. Mas o que dois ou três livros lidos não fazem com um frágil marca páginas? Uma hora ele vai para o lixo. E o que fazer quando se ama um marca páginas e quer preservá-lo? Usar a orelha do livro? Muitos leitores acham isso heresia!

Por isso eu deixo aqui uma dica, principalmente para você que queira colecionar marca páginas: tenha sempre marca páginas simples e repetidos, daqueles que deixam pra você pegar no caixa das livrarias. Pegue uns três de um tipo qualquer e pronto, aqueles são para uso. Assim seus livros e marca páginas favoritos estarão a salvos.

Como você verá, e mais provavelmente já saiba, a internet é o paraíso dos colecionadores. Na loja Livros e Manias você encontrará diversos marca páginas personalizados de séries, filmes e livros. Cuidado ao entrar… Lotar o carrinho é um possível risco.

COLEÇÃO FRÁGIL: Canecas

©️chico rei

Café, chá, cappuccino, bebidas quentes. Que leitor que não ama? Uma tarde com uma caneca fumegante, uma brisa ou o barulho da chuva, aquele livro de tirar o fôlego e o silêncio que só conhece quem deixa o mundo real de lado e mergulha em outro.

Fazer uma coleção de canecas vai ser uma boa aposta! Acredite! As pessoas da sua vida saberão uma hora ou outra da sua linda coleção e aí, adivinha? Sim, você ganhará canecas de presente. Isso sempre será levado em consideração quando alguém pensar no que te dar. O que vai ajudar na evolução da sua coleção. Imagina que linda sua estante com seus livros e sua coleção de canecas ajustadas em seu quarto, no escritório ou até mesmo na sala. Ou uma grande prateleira na sala de jantar organizada com todas as canecas que você for comprando.

Na Toy Show Colecionáveis tem tantas canecas que qualquer colecionador perderia um bom tempo para escolher qual comprar. Só não pode esquecer de dizer para as pessoas que nas canecas da sua coleção não podem beber, não podem tocar, essas não são pra uso, porque, acredite em mim, sua favorita uma hora vai para o chão.

COLEÇÃO CARA: Funkos

©️garotas geeks

Ah, funkos. Meus desejados funkos! Já passou por uma loja com a vitrine da frente cheia deles? É um deslumbre para os olhos e uma tristeza para o bolso. Custando, geralmente, mais de cem reais, ter uma coleção grande deles requer tempo e planejamento. Mas o mundo é dos espertos, por isso a busca por promoções nunca deve parar e frequentar feiras e convenções te ajudará a achar valores com descontos, ofertas especiais e fechar compras mais satisfatórias.

Vários funkos diversificados você pode encontrar na loja autenticada da Wish, LatestBuy.

As melhores partes de colecionar funko em primeiro lugar é que uma estante recheada deles fica sensacional, fora que uma casa nerd pode ser decorada com funkos nos lugares mais criativos. Que tal um Chapeleiro Maluco (de Alice no País das Maravilhas) em meio aos utensílios de chá? Ou um funko do Pequeno Príncipe (de O Pequeno Príncipe) ao lado de uma roseira plantada em um vaso? Ou, se você gosta de ousar nas piadas que ninguém ri, pode colocar o Sr. Tumnus (de As Crônicas de Nárnia) perto do guarda-roupa…

COLEÇÃO CRIATIVA: Pôsteres

©️quero posters

Antes de mais nada, preciso comentar sobre esse lindo pôster minimalista de O Pequeno Príncipe. Uma breve caçada na Quero Posters e você encontrará pôsteres bem criativos e uma variedade imensa, inclusive de tamanhos! Para colecionar e colecionar qualquer canto da sua casa. Já na Chico Rei você encontra uma abordagem artística diferente e estilizada. Tem um estilo de fã para fã que dá originalidade.

©️chico rei

O ideal ao se ter uma coleção é não buscar seus produtos apenas em um lugar só, principalmente com algo artístico como os pôsteres. Mas o que fazer com tantos? Óbvio que não daria para pendurar uma coleção nas paredes da sua casa. O objetivo de uma coleção é ficar bem armazenada e ao mesmo tempo exposta, então você pode guardar aqueles que não estiverem na parede em sacos individuais; enrolados. E de tempos em tempos troque os pôsteres das paredes. Outra dica de ouro: será um bom presente de última hora! Depois é só repor aquele. Você nunca mais vai se passar por um amigo ou parente desleixado – só garanta que tenha alguns laços de presente nas reservas.

COLEÇÃO ESTILO VINTAGE: Pins, bottons e broches

Exemplos de coleções
©️shein

Uma moda tão vintage que teve origem na Grécia Antiga. Pois é, foi quando os primeiros acessórios similares começaram a ser usados, tanto para prender roupas quanto para ornamentação, assim como nós ainda os usamos. Há uns anos atrás a febre da vez foram os bottons, antes deles eram os broches e agora a moda são os pins. No século XXI o que reina é a diversidade de produtos. Você achará broches de todos os tipos, tamanhos e valores. Além de conseguir achar do tema que precisar. A Mimeria vende alguns pins bem fofos que leitores geeks amarão. Mas na internet existe preço de tudo quanto é valor, é só saber procurar. Só não vale pirar, como a Lisa Simpson no décimo segundo episódio da vigésima primeira temporada (Os Simpsons vão às Olimpíadas de Inverno), quando ela faz um vestido inteiro só com os broches que ela comprou.

COLEÇÃO EXTRA: Canetas e Marca Textos

Exemplos de coleções
©️rafsorafsistemleri

O paraíso para os visitantes de livrarias. A parte da papelaria! Nada do que falamos aqui é mais barato do que canetas. Essa coleção dá até pra usar sem se preocupar… Muitas vezes quem gosta muito de ler também um caderno especial – ou vários. Nele escreve seus pensamentos, frases ou as próprias histórias, então colecionar canetas diversas é uma boa opção de coleção. Experimente adicionar um adendo na coleção em forma de vários marca textos e sinta o mundo fazer sentido.

AGORA É SÓ COMEÇAR!

Coleção… Fazer ou não fazer? Algumas pessoas têm o costume de colecionar desde a infância. Tazos, tampinhas de garrafas, bolinhas pula-pula, pulseiras coloridas. Mas se você nunca teve uma, por experiência eu digo que é divertido e é também uma prática onde você se dedica a algo que gosta. Mas, lembre-se, colecione com moderação. Você pode gostar de ler essas duas colunas onde falo de edições de livros raras e/ou especiais, a primeira parte você pode ler clicando aqui e a segunda parte aqui. Comenta aí quais coleções você já teve, se tem alguma ou se pretende começar uma. Você também pensou em algo mais que um leitor gostaria de colecionar? Então me conta! Vou ficando por aqui, boa semana, boa leitura e até a próxima.

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A História dos Sebos – Série O Tesouro da Literatura https://animesonlinebr.org/livros/a-historia-dos-sebos-serie-o-tesouro-da-literatura/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-historia-dos-sebos-serie-o-tesouro-da-literatura https://animesonlinebr.org/livros/a-historia-dos-sebos-serie-o-tesouro-da-literatura/#respond Sun, 12 Sep 2021 15:00:53 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=24819 Caro leitor, cara leitora, preparem-se. Em uma breve coluna vamos dar início a uma série de puro conhecimento e imersão em uma realidade

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Caro leitor, cara leitora, preparem-se. Em uma breve coluna vamos dar início a uma série de puro conhecimento e imersão em uma realidade pouco valorizada: os sebos. Conheça hoje A História dos Sebos, um verdadeiro tesouro existente no mundo da literatura.

Os sebos existem há séculos. Por isso, passou por várias mudanças com o decorrer do tempo. Mas, mesmo assim, manteve uma essência que permeia por entre a história até hoje. E apesar de todos saberem que eles existem, apenas uma parcela dos consumidores são frequentadores e clientes.

UMA ESTRELA ALÉM DO TEMPO

TÁTATATATATATARAVÔ – A ANTIGA HISTÓRIA DOS SEBOS

Esta ilustração mostra um vendedor de livros do século XVI, referência a como a história dos livros e A História dos Sebos se misturam
©escola.britannica.com.br

Alguns historiadores dizem que os primeiros sebos surgiram na Europa em meados do século XVI. Ou pelo menos a ideia crua do sebo: vender livros usados. Mercadores vendiam a pesquisadores e estudiosos papiros e documentos. E esta prática de comércio foi evoluindo e se espalhando pelo mundo. Outros especialistas dizem que os sebos são bem mais recentes. Falam que eles surgiram da segmentação do mercado editorial e livreiro. O comércio foi se dividindo, se subdividindo e desvinculando-se uns dos outros. Foi então que surgiram livrarias especificamente para tratar de usados, definição essa vista de modo bem amplo.

Acontece que a história é confundida e modificada enquanto é passada pelas gerações. Então, como qualquer longa história, a história do comércio de uma das formas antigas de transmitir arte e conhecimento também varia.

UM NOME… DIFERENTE

A imagem representa A História dos Sebos, uma referência a como surgiu o nome Sebo
©depositphotos

Sebo? Um nome peculiar. Mas em qualquer lugar você pode encontrar explicações sobre o nome. Cada site, livro ou entusiasta te dará pelo menos duas possíveis histórias. E talvez elas sejam bem diferentes umas das outras. A primeira é uma história que fala de uma época anterior a energia elétrica. Os leitores se dispunham de velas feitas de gorduras. Aproximá-las das páginas ocasionavam em respingos dessa cera de banha. Os livros usados ficavam, portanto, sebosos. Outra história, a pior, em minha opinião, explica que antigamente os jovens eram ávidos pelo conhecimento e carregavam seus livros para todos os lugares… embaixo das axilas… o resto você pode imaginar. Existe uma simples que relaciona livros usados com livros que foram passados de mão em mão. Isso deixaria os livros gordurosos. Há mais uma que contarei daqui a pouco.

PONTO CULTURAL

Atualmente existem até sebos virtuais. Muitos sebistas se consideram prejudicados pela internet. Não é segredo que a internet apresenta para o consumidor inúmeras opções. Basta a busca por um título para ver que os preços variam consideravelmente. Para outros, mesmo prejudicados, souberam se inserir nesse meio para usufruir das novas ferramentas. Mas sebos vão além de puro comércio. Lá os livros são as estrelas principais. Nas livrarias, que hoje oferecem celulares, cafés, comidas, material escolar, às vezes os livros chegam a ser coadjuvantes. Nos sebos o ambiente é cultural. Lá temos apresentações musicais e poesias sendo recitadas. Outros eventos são com autores que vão para sessões de autógrafos e conversar com seus leitores, entre outros.

A HISTÓRIA DOS SEBOS: OS USADOS, A PÁTRIA AMADA E MR. SEBO

UM PASSADO BEM ATUAL

© [email protected]

Os sebos eram extremante populares no Brasil no século XIX e XX. Mas precisamos levar em conta que, antigamente, era normal adquirir livros usados. Não existia preconceito. Na verdade, pode imaginar que, possuir livros, independente do estado físico dele, era visto com grande admiração. Por vezes definia status social. Para os nobres, eram definidos como cultos, intelectuais. Para classes mais baixas, que geralmente não tinham dinheiro para adquiri-los e na maioria das vezes nem mesmo sabia ler, era sabedoria. Ainda que não em grande escala, os livros usados traziam a oportunidade de conseguir educação, transmitir educação e almejar coisas que, antes dos livros, estavam à portas fechadas (um tanto familiar, certo?). Portanto os livros usados, para todas as classes socais, eram bem vistos.

UM LONGO CAMINHO DE GRANDES BENEFÍCIOS

©FICTIONCHICK

São muitas as qualidades dos sebos. Uma delas é permitir que títulos que já saíram de circulação das livrarias ou tiveram seus exemplares esgotados continuem disponíveis. Assim eles cumprem com uma necessidade inicialmente preenchida pelas bibliotecas. Aqui no Brasil sofremos com déficits no sistema de bibliotecas públicas. O que torna os sebos ainda mais importantes. É neles que podemos achar títulos que pararam de ser publicados, mas não deixaram de ser importantes.

O SOBRENOME DO DONO NO NOME DO ESTABELECIMENTO É O SEGUNDO NOME E O PRIMEIRO NÃO É O PRIMEIRO NOME DO DONO, MAS SIM DO ESTABELECIMENTO, ENTENDEU, GRINGO?

©overmundo

Uma história dos sebos, uma bem aceita, é mais recente – há mais de 60 anos. Um livreiro colocou a palavra Sebo no nome de sua loja de livros usados, seguido pelo seu sobrenome. Os estrangeiros entravam e liam o nome na porta do estabelecimento. Eles concluíam que esse também era o nome do dono. Isso ajudou a popularizar o nome Sebo pelo nordeste, lugar em que ficava tal livraria. Mas o termo logo se espalhou pelo Brasil.

Em todos os seus anos como leitor, se nunca tiver entrado em um sebo, o aconselho a ir. Procure os mais próximos de você e convide um amigo. Como disse anteriormente, alguns vendem online, o que também é ótimo. Mas visitar sebos pode acabar se tornando um agradável hábito caso tente. Outra dica é visitar sebos de outras cidades. Pois não é como entrar em livrarias comuns, já que em todas elas você encontrará praticamente os mesmos títulos. Livrarias fazem do ambiente e não do livros o maior motivo da visita. Nos sebos você ficará imerso em títulos diversificados de edições antigas, exemplares que já saíram de circulação e ainda encontrará os que ainda estão no mercado por serem recentes.

Clicando aqui você encontra minha última coluna sobre O Que Faz Uma História Ser Boa. Aqui você poderá ler minha coluna sobre Um Diário do Ano da Peste. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Um Diário do Ano da Peste – Série de Colunas: Escolha um Clássico! https://animesonlinebr.org/livros/um-diario-do-ano-da-peste-serie-de-colunas-escolha-um-classico/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-diario-do-ano-da-peste-serie-de-colunas-escolha-um-classico https://animesonlinebr.org/livros/um-diario-do-ano-da-peste-serie-de-colunas-escolha-um-classico/#respond Sun, 29 Aug 2021 15:00:55 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=24375 Leitores e leitoras do mundo, aqui é a Lanterna de Tinta para a primeira coluna da série: Escolha um Clássico. Hoje falarei sobre

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Leitores e leitoras do mundo, aqui é a Lanterna de Tinta para a primeira coluna da série: Escolha um Clássico. Hoje falarei sobre o livro Um Diário do Ano da Peste, de Daniel Defoe (1660-1731)! Creio que a grande maioria de leitores constantes compartilha comigo um apreço único por títulos clássicos, mesmo que não os leia.

Os livros clássicos carregam consigo o peso da história da literatura durante os séculos em que a humanidade registra seus pensamentos durante acontecimentos de suas vidas, gravam histórias através da palavra escrita e moldam mundos únicos, que vivem dentro do pensamento compartilhado, pensamento este criado por pessoas que leram essas histórias. Está aí a melhor característica de um livro clássico: ele possui décadas, senão séculos, de coabitantes de um mesmo conhecimento. Conhecimento que necessita ser renovado a cada nova geração. Por isso, fica aqui um grande conselho de amiga leitora: escolha um clássico!

Primeiro a Resenha

O título é bem sugestivo, certo? Um Diário do Ano da Peste é o relato de um cidadão, quase que um arquivo. Nele Daniel Dafoe escreve da perspectiva de um homem, sobre um período terrível, certamente um marco histórico, pelo qual passou a Inglaterra. Lá estava o senhor, no centro da Peste Negra de 1665. Ele analisa cada passo da doença. Conta sobre dados de mortos baseados em estatísticas reais da época publicados semanalmente. Te apresenta um longo e assombroso ano, desde que a doença não pôde mais ser escondida pelas autoridades, até o seu fim. O homem te levará de volta aos primeiros lockdowns da Inglaterra por conta de uma peste, com reflexões sinceras e características, mas que lhe atingirão em pleno século XXI.

Cuidado Com a Pulga Atrás da Orelha

Pulga que transmite a bactéria da Peste
©ByControl

A Peste Bubônica assolou o mundo por muito tempo. E, como já é de conhecimento, seu auge foi entre os anos de 1343 a 1353. Mas talvez não seja de conhecimento geral que crises da Peste Negra estiveram se desenrolando pela Europa por séculos. Trazida por ratos que infestavam os navios, as pulgas que carregavam a doença permaneciam em seus corpos até que os matassem. Em seguida partiam para o corpo mais próximo, geralmente um ser humano. Uma praga, em uma época de higiene baixíssima, se disseminaria mais rápido do que a própria notícia da doença. E seu controle e extinção levaria o tempo que a humanidade daquela época evoluía, vagarosamente. E foi o que aconteceu.

A lógica é impecável. Ratos aparecem em ambientes de pouca higiene. Na Idade Média a higiene se quer existia se compararmos com nossos métodos atuais. Falta de higiene humana é igual a ratos convivendo com as pessoas em locais comuns. Os navios atracavam e ratos contaminados saiam aos montes. Eles também eram desembarcados em meio às mercadorias. Viviam entre as pessoas e morriam próximos aos seus pés, e então suas pulgas buscavam um novo hospedeiro. A pessoa escolhida era picada, a bactéria da pulga a deixava enferma e então essa pessoa transmitia a doença a todas as outras. A morte vinha em dez dias.

A pior parte? Nada se sabia sobre procedimentos médicos que pudessem conter a disseminação de uma doença contagiosa. Nem mesmo de onde realmente ela provinha. Basta olhar para as inúteis máscaras usadas pelos médicos da época. Aquela máscara provavelmente só aumentava a sensação de que, estar recebendo a visita de um médico, era como ver o ceifeiro chegando.

Médicos nos tempos da Peste
©Derek Castro

Um Verdadeiro Terror

Primeiramente, ler esse clássico em meio a uma pandemia foi uma jornada comparativa. Como não seria? Foi como ler dois livros ao mesmo tempo; ou como ter uma conversa com alguém do passado, onde comparávamos nossas terríveis realidades. Em segundo lugar, ler as descrições e saber exatamente do que ele estava falando, e saber exatamente como era a sensação de ver a doença progredindo e as mortes se acumulando, foi pior que ler um livro de terror. Nunca tive tal experiência com uma leitura. Eu realmente imaginei ruas de pedra ou terra batida lotadas de corpos sendo empilhados em carroças. Em seguida, preencheram minha mente imagens do jornal da noite, onde apareciam terrenos com dezenas de covas abertas, algumas com corpos embrulhados em plástico branco e outras esperando seus moradores eternos.

Para você que busca conhecimento, leia esse livro. Já assistiu Kung Fu Panda (TEM MUITA SABEDORIA NESSE FILME, OK?! kkk)? Nele o mestre Oogway afirma não existir notícias boas ou ruins, apenas notícias. Bom, usando desta lógica, Um Diário do Ano da Peste não é uma experiência ruim, é apenas uma experiência. Não é um livro divertido, longe disso… E nem preciso explicar o porquê, apenas releia tudo que eu já escrevi até agora nesta coluna. Caso busque entretenimento, leia ou não, por sua conta e risco, tudo dependerá do tipo de entretenimento que busca.

A todos que ainda estão na dúvida sobre essa leitura, eu posso afirmar que não é um desperdício de tempo. É profundamente instigante e trará muito tempo de reflexão. Um Diário do Ano da Peste pode ser, para esses tempos horríveis pelo qual estamos passando, um bom amigo. Pois é aquele tipo de amigo que te entende. Mas saiba que este é o tipo de livro que de fato honra a alcunha: clássico.

Uma Conclusão Antropológica

A verdade é que quando lemos um livro como esse, nos é revelada uma consciência comum. Mesmo que nem todos que desfrutarem desta história se aproximarão de sua totalidade. A nossa visão longa da história depois do fato, os passos da sociedade, as mudanças, os retrocessos, as estagnações ficam claras e detalhadas, como um mapa ou talvez uma receita para se cometer ou não os mesmos erros. O final deixa bem claro pelo autor, através de seu personagem principal, algo que provavelmente a grande massa de hoje só perceberá daqui um tempo. Para saber o que é, faça uma bebida quente, abra Um Diário do Ano da Peste na primeira página, e o leia.

Ah, Essas Edições, Tão Belas!

Quer saber algo que os clássicos também tem em comum? Lindíssimas edições!!! É melhor nem procurar muitas opções, confie em mim, não saberá qual delas escolher… As edições de Jules Verne quem o diga… É uma tortura escolher um título dele, pois existem muitas edições de inúmeras editoras. Mas esse é o tipo de sofrimento bom (isso existe?).

Essa edição, de Um Diário do Ano da Peste, é acompanhada de brinde por um segundo livro e dois lindos marca páginas que eu nunca usarei, vai para a coleção! Então só existem alegrias em ler um clássico. Apenas comece, encontre seu estilo de literatura clássica e aproveite um novo gosto na leitura. Falando em Jules Verne, aqui você confere minha coluna sobre Viagem ao Centro da Terra. E clicando aqui você lê minha coluna da semana passada, onde conto um pouco sobre a saga Os Legados de Lorien. Por hoje é isso! Boa semana, boa leitura e até a próxima!

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Crítica: Fahrenheit 451 https://animesonlinebr.org/livros/critica-fahrenheit-451/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=critica-fahrenheit-451 https://animesonlinebr.org/livros/critica-fahrenheit-451/#respond Sat, 16 Nov 2019 23:05:45 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=5112 Senhoras e senhores, meninas e meninos, aqui é a Lanterna de Tinta apresentando a vocês mais uma coluna da série: Uma Rápida Resenha,

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Senhoras e senhores, meninas e meninos, aqui é a Lanterna de Tinta apresentando a vocês mais uma coluna da série: Uma Rápida Resenha, Uma Breve Crítica. Hoje vamos aprender a amar nossos livros ainda mais falando sobre a obra clássica de Ray Bradbury: Fahrenheit 451, onde pilhas de livros são queimadas diariamente.

Resenha

Livro queimado
by xpopsiclex

Imagine uma época em que os livros são proibidos. Para exterminá-los basta chamar os bombeiros, que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa uma crise ideológica. Um clássico da literatura, publicado pela primeira vez em 1953. Fahrenheit 451 é uma crítica à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

Fogo Mal

Gif do frankenstein de Hotel Transilvânia

Desde tenra idade, aprendemos que uma das primeiras grandes descobertas do homem foi o fogo e suas utilidades. O acumulo de vantagens permitiu que a vida evoluísse em qualidade, criando, assim, uma dependência absurda e vital de mão única. O fogo foi um dos primeiros elementos no qual o homem teve poder parcial de controle que beneficiou as árduas e animalescas tarefas diárias. E, aos poucos, o que antes era sobreviver para existir, passou a ser um existir para viver.

No livro Fahrenheit 451, vemos que este conceito de que “fogo é vida” foi perdido. Fogo, no ver do protagonista, acostumado com uma tecnologia futurista e privado de conhecimento, é apenas um meio de destruição. Uma ferramenta para eliminação total. Em outras palavras, o fogo queima, destrói e mata. As ideias, em sua concepção (que inicialmente são como as de toda a massa social que conhece), são mundialmente acordadas entre todos os que vivem no planeta Terra. Para ele não existe outro jeito, outro pensamento, outro modo de vida. Até que as coisas começam a mudar.

Os Personagens de Fahrenheit 451

Montag (personagem principal):

Montag personagem principal de Fahrenheit 451
©Sabr_

O bombeiro pode ser o personagem mais perdido de toda a história. A crise pela qual passa é como a de alguém que está no meio de uma abstinência. A angústia do personagem é transmitida através das páginas com um louvor abismal. É simples, você sente a necessidade de livrá-lo de toda aquela situação na qual ele começa a se reconhecer preso e subjugado. As incertezas dele passam a ser as suas. Mas como é frustrante que a sua curiosidade não faça jus a dele, que está apenas começando a desflorar! Montag ainda é, podemos assim dizer, um protagonista inexperiente, que estava acostumado a fazer parte do grupo dos vilões/fantoches.

A favor da obra, Ray Bradbury tratou não como se contasse uma história completa, mas como se contasse parte da vida de alguém. Algo que não se traduz em começo, meio e fim, representando o nascimento, o clímax e, por fim, a morte. Mas é uma das histórias que mais se aproxima da vida como ela realmente é. Com coisas acontecendo a todo o momento, muitas vezes sem explicação, sem a perfeição satisfatória que nos faz saber dos motivos, dos paradeiros, e sem aquele personagem que consegue analisar cada expressão e movimento das pessoas com quem convive. Característica comum no personagem corajoso, decidido e heroico.

Clarisse McClellan e Faber:

Fanart do livro
by Isis1777

Como descrever a estranha menina, Clarisse McClellan? Ela me remete a uma borboleta corajosa de cor alegre que, um dia, pousou em meu vestido. Ela ficou em minha vida por cerca de meia hora, parada lá, encantando-me, e depois, sem formalidades, alçou voo. Eu a tive comigo por um breve, porém inesquecível, momento, que será recordado enquanto minha mente me permitir raciocínio. E é assim, desta forma, que me recordo de Montag agindo na presença da garota e na ausência dela.

O autêntico professor, Faber, traz consigo sentimentos, melhor dizendo, de homens comuns, sem grande diferencial. Sentimentos melancólicos e arrependimentos passados que o fazem ser, de forma tão natural, o conhecido velhote das histórias e da vida real, cheio de antigos problemas e fantasmas perseguidores.

Independente de suas características, independente dos acontecimentos, vemos a incrível realidade do poder da interferência que uma vida tem sobre a outra; se conhecendo há tempo, ou recentemente ou sendo que nunca se encontrarão. De fato, somos levados a admitir que os estranhos acasos e coincidências em um mundo tão grande e o desenrolar de Fahrenheit 451 podem ser resumidos na frase resumida da lei: “é um princípio básico do universo, que toda ação cria uma reação igual e oposta”.

Ray Bradbury (1920-2012)

Ray Bradbury autor de Fahrenheit 451

Em uma carreira de mais de setenta anos, Ray Bradbury inspirou gerações de leitores a sonhar, pensar e criar. Autor gerador de centenas de contos e quase cinquenta livros, além de inúmeros poemas, ensaios, óperas, peças de teatro, telecomandos e roteiros. Ele escreveu o roteiro da adaptação clássica de John Huston, Moby Dick, e foi indicado ao Oscar. E, entre suas inúmeras conquistas, ganhou um Emmy por sua exibição de The Halloween Tree.

Em 2005, Bradbury publicou um livro intitulado Bradbury Speaks, no qual escreveu: “Nos meus últimos anos, olhei no espelho todos os dias e encontrei uma pessoa feliz olhando para trás. Ocasionalmente me pergunto por que posso ser tão feliz. A resposta é que, todos os dias da minha vida, trabalhei apenas para mim e para a alegria que advém de escrever e criar. A imagem no meu espelho não é otimista, mas o resultado de um comportamento ideal”.

Ele deixou suas quatro filhas e oito netos. Sua esposa, Marguerite, o faleceu em 2003, após cinquenta e sete anos de casamento.

Você encontra o texto completo AQUI.

Mergulhe Nessas Chamas

Foto de uma breve parte do livro Fahrenheit 451
by raven9999

Fahrenheit 451 foi uma ideia audaciosa, onde o autor não se preocupou com o sucesso, mas com a mensagem. Uma ficção que nos perturba pelo realismo e nos impressiona pela inteligência e sagacidade dos personagens. Para quem busca ação pode se decepcionar com o começo; para quem busca romance vai se decepcionar durante toda a história. Mas se você se entregar a proposta do autor encontrará uma história que precisava ser contada. E se verá em um futuro pavoroso, que nunca podemos permitir que se realize.

Ficou com curiosidade? Leia e tire suas próprias conclusões, se já leu deixe sua opinião aí nos comentários. Temos outras colunas da série Uma Rápida Resenha, Uma Breve Crítica que você pode encontrar AQUI e AQUI, onde falamos sobre os dois primeiros livros da trilogia Fronteiras do Universo. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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Passo a Passo Para Ajudar Você a Fundar Um Clube do Livro https://animesonlinebr.org/livros/passo-a-passo-para-ajudar-voce-a-fundar-um-clube-do-livro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=passo-a-passo-para-ajudar-voce-a-fundar-um-clube-do-livro https://animesonlinebr.org/livros/passo-a-passo-para-ajudar-voce-a-fundar-um-clube-do-livro/#respond Sun, 10 Nov 2019 15:39:11 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=5022 Caríssimos, estou de volta, hoje com uma coluna mega especial. Vez passada, eu encontrei 10 motivos para se fazer parte de um clube

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Caríssimos, estou de volta, hoje com uma coluna mega especial. Vez passada, eu encontrei 10 motivos para se fazer parte de um clube do livro. Seguindo na mesma linha de pensamento, como uma Lanterna de Tinta, trago a vocês alguns passos sobre como fundar um clube do livro e não afundar com ele logo em seguida.

Tenha certeza e disposição

Embarque nessa empreitada tendo certeza. Ter um clube não é tão fácil como parece, ele toma seu tempo, muda seu ritmo de leitura e começa a pesar se, por desorganização causada por ter fundado algo sem uma decisão firme, não conseguir ler os livros a tempo para as reuniões. Mas tudo isso é adaptável também. Veja bem, vocês não precisam dar um prazo super curto para ler um livro todo. Pode-se, por exemplo, fazer mais de uma reunião para um livro, para que vocês não fiquem mais de um mês sem se encontrarem. A disposição muda tudo. Você precisa dar valor ao clube, à leitura, o objetivo é conversar com pessoas que leram o mesmo que você; é dividir ideias, sentimentos, compartilhar toda a experiência que se teve enquanto lia sozinho.

Junte-se a pessoas com paixão por livros

Conversa no WhatsApp entre duas pessoas prestes a fundar um clube do livro

Escolha bem. Essa é uma parte importante! Isso fará toda a diferença quando chegar no dia da reunião. Se alguém não der o valor que os outros dão ao clube, conflitos surgirão inevitavelmente. Então se certifique disto quando for falar com quem você vai convidar. Ter um clube é ter um compromisso. Escolha alguém que goste tanto que, antes de te perguntar qualquer coisa sobre como isso vai funcionar, diga que quer participar!

A chave do sucesso: dedicação

Acho que isso se enquadra em todos os pontos da vida. Dedicação. É isso que faz a diferença entre um que dá certo e um que, depois de um tempo, é desfeito. Então se organize, o valorize, mas, é claro, não se prenda a ponto de tornar um sofrimento para você se não der certo. Não pode ir à reunião? Por que não participa pelo Skype? Não vai dar conta de ler? Pede mais uma semana aos membros. É lotado de compromissos? Bom, se não achar um espacinho para o clube, para dar atenção a ele, saia.

Diversão é a intensão

Dois amigos lendo

E apesar das responsabilidades consequentes, divertir-se é para, de fato, o que se deve dar o maior valor. Quer ter boas conversas e tardes alegres? Quer fazer mais coisas na vida? Quer estreitar laços? E que tal se descobrir como leitor ao gostar de um livro ou autor que nunca chegaria perto da sua lista? Quer ter alguém que concorde com você quando falar: o livro é melhor? Então funde um clube do livro e aproveite ao máximo todas as vantagens.

Regras foram feitas para serem quebradas: SÓ QUE NÃO!

Acho que essa frase resume tudo que eu gostaria de falar agora. Respeitar as regras estipuladas e os prazos é respeitar os amigos que, mesmo com a correria da vida, se dedicam para acompanhar as reuniões. Não faça com que eles tenham que fazer uma intervenção só porque você está dificultando o andamento do clube. Basicamente, não seja “O” babaca. Estar em um grupo é entender o lado do outro e achar uma solução juntos, veja isso no próximo passo.

Democracia é a solução

Alguém votando
© deviante

Já leu a definição de “clube” ou “grupo”? Pois então:

CLUBE – Subst. Masc.: associação* de pessoas que têm por objetivo a consecução de determinado propósito ou fim comum.

*ASSOCIAÇÃO – Subst. Fem.: combinação, junção, união. Aproximação, conexão, relação. Colaboração, participação.

GRUPO – Subst. Masc.: conjunto de pessoas ou coisas dispostas proximamente e formando um todo.

Ou seja, nenhuma decisão que afete o grupo deve ser tomada sozinha. Todos devem ter direito a uma opinião e, inclusive, criem o hábito de debater para chegar a um consenso. Quando for uma decisão importante, garanta que o resultado da votação seja unanime, ou, de preferência, não faça.

Primeira reunião

A primeira reunião é para, se for possível, definir todos os detalhes. Os livros que serão lidos, a ordem, o tempo dado para cada um, os horários disponíveis (os que não possuem aqueles compromissos que se repetem – aulas, cursos, compromissos fixos) a todos do grupo para auxiliar no momento de marcar a reunião, se vai ter comida durante as reuniões e como isso será divido, os locais onde podem se encontrar, e várias outras coisas que acharem necessário regrar antecipadamente.

Meu precioso

Smeagol segurando o Um Anel
© Yahoo Movies UK

Apesar de tudo o que eu disse, façam o clube ter a cara de vocês, se forem mais sistemáticos, anotem essas regras; se preferirem deixar o clube algo mais informal, podem, simplesmente, combinar tudo rapidamente e iniciar o clube mais como amigos em uma conversa, sem rotinas e tradições e imposições. Ou seja, são vocês quem definem o que vai ou não ter no clube. Vocês, integrantes, precisam sentir prazer em fazer parte do clube, por isso forme um que represente a identidade de vocês como grupo. Perguntem-se o que têm em comum? Todos acham uma organização necessária? O que estão dispostos a fazer? Ler livros que não gostam? Ou eles não podem entrar na lista? Até onde vão com esse clube? Querem que ele cresça e se torne mais? Se a resposta para esta última pergunta for sim, pode ser que este bônus ajude:

BÔNUS:

E se eu quiser fazer bonito?

Carteirinhas de um Clube do Livro

Aqui vão algumas ideias que podem ajudar o seu clube a sair do comum, alcançar mais pessoas, tornar-se mais organizado. Essa parte é para pessoas que sonham alto, ou são metódicas, que não se contentam com a simplicidade quando se trata de algo que te preenche de bons sentimentos, e almejam mais. O que você pode fazer para deixar seu clube diferente?

Veja essas opções:

  • Dê um nome ao clube;
  • Vocês podem ter uma estante oficial, com um exemplar de cada livro que o grupo já leu. Para ter mais um diferencial, os volumes podem ser edições especiais que o grupo se une para comprar e vocês podem ir atrás de autógrafos para esses livros;
  • E que tal se essa estante estivesse na sede do clube, o local oficial onde o grupo se reuniria?
  • Viagens literárias. Imagina que maravilhoso. Visitar a casa 221B, a Catedral de Notre-Dame, ou se aventurar nas terras gélidas da Islândia para buscar a entrada para o centro da Terra;
  • Outra sugestão é criar uma rede social para o clube e compartilhar suas experiências com outros amantes de livros;
  • Carteirinhas oficiais;
  • Camisetas, uma boa ideia para se usar principalmente no próximo tópico;
  • Vá com o clube em eventos: tardes de autógrafos, palestras, bienais, feiras de livros, entre outros;
  • Ter um lema pode dar um propósito e até uma descontraída na seriedade que é ter um clube de leitura;
  • Ter uma caneca do clube, afinal, que leitor não gosta de um bom café ou aquele chá gelado ou quente para acompanhar a leitura?;
  • Multar quem não leu ou não terminou a leitura e guardar no caixa do clube.

Essas são apenas alguns poucos exemplos do que se pode fazer além das reuniões rotineiras, mas saiba, o limite é a imaginação.

Como foi para fundar? – O início da Tropa dos Lanternas de Tinta

 

Membros do Clube do Livro Tropa dos Lanternas de Tinta e seu símbolo

O nome

A primeira coisa que fizemos para fundar um clube do livro foi um grupo no WhatsApp. Decidimos por um nome, um especial, que transbordasse significado. Tropa dos Lanternas de Tinta, esse nome recebeu o voto de todas.

Lanternas antigas fazem parte da literatura. Aquela que ilumina um bosque dentro de um guarda-roupa, ou as que estão nas ruas pelas quais se anda com passo de fantasma na Roma da Renascença, escondendo-se por entre a multidão, lanternas que ajudam a enxergar no escuro quando se usa um mapa especial para vagar pelo castelo à noite, ou lanternas que carregam uma pequena porcentagem do poder vindo do centro do universo. Lanternas iluminam, protegem, dão força e materialidade à imaginação. A tinta é a responsável por transbordar da mente para o papel, a tinta é obra-prima para criação, ela é o combustível que a nossa lanterna precisa. Uma Lanterna de Tinta tem a responsabilidade de zelar por todo o universo literário.

Em seguida

O passo seguinte foi criar uma lista de livros, e assim, cada uma escolheu os livros que gostaria de ler. No passo seguinte eu dividi os livros em cinco grupos: Amarelo, Azul, Roxo, Rosa e Verde (a ordem foi definida por sorteio). Cada uma foi a responsável por um grupo escolhendo sua cor. O grupo amarelo era feito quase todo por trilogias. O azul e o roxo ficaram com os livros clássicos, e de aventura e fantasia sem continuação. O grupo rosa era, em sua maioria, composto por romances e dramas. Por fim, o verde era composto apenas por sagas. Isso para que não tivéssemos o mesmo tipo de leitura por muito tempo, e, no caso, a mistura funcionou muito bem.

Como as leituras devem ser feitas, de preferência, mensalmente, as continuações dos livros só seriam lidas quatro meses depois da anterior, e assim por diante. Uma tortura para mentes curiosas.

A primeira reunião

E então chegou o dia da nossa primeira reunião, onde juntas decidimos cada detalhe que daria personalidade para o nosso clube.

Confira alguns deles: temos o(a) responsável do mês (ditada pelas cores), que chamamos de Catedrático(a), responsável por: iniciar a reunião, preparar perguntas antecipadamente, conduzir assuntos, e certificar-se de que todos possam se expressar. Tem também a ocupação de Vice, o responsável do próximo mês, ajudará o Catedrático(a) com a “ata rascunho”, feita durante a reunião, porém somente o Catedrático(a) deve preencher a ata oficial depois do término da reunião. A última função é de Leitor(a) aquele que fará a leitura do primeiro capítulo do livro do mês seguinte no fim da reunião, a responsabilidade caberá ao último Catedrático(a) (do mês anterior).

Um Breve Pensamento Para as Lanternas de Tinta:

Queridas companheiras de aventuras

Em um discurso, em um livro, em séries e séries de colunas eu não poderia conseguir explicar de maneira adequada e que me fosse satisfatória o quanto aquele “sim” há um ano significou. Se as coisas acontecem por algum motivo, o clube do livro aconteceu para me salvar. Nem tudo é como idealizamos, inclusive o nosso clube, que veio a se tornar muito mais na minha vida. Graças a vocês.

As minhas conquistas desses doze meses são indiretas e inegavelmente ligadas ao clube. O clube representa ter vocês mais perto, ter responsabilidades e objetivos; ele tem funcionalidade vital e, por consequência, transformadora, que amadurece a mente para a positividade e clareia o caminho da força de vontade e do valor interior. Uma Lanterna de Tinta é capaz de criar qualquer coisa com essa força de vontade e imaginação, por isso fica aqui, caras amigas, minha mensagem para vocês de que nada é impossível àqueles que colocam a coragem acima do medo e o sonho acima dos problemas. A vocês minha eterna gratidão.

Enceramos nossa coluna, dessa vez um pouco mais longa que o habitual. Para saber os motivos para fundar um clube do livro, clique AQUI. Ademais, veja nossa última coluna, onde falamos sobre escritores e suas obras perfeitas para o dia das bruxas AQUI. Acompanhe os posts sobre literatura no Instagram: @lanterna_de_tinta. Boa semana, boa leitura e até a próxima.

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