oscars 2021 - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 11 Mar 2024 17:27:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg oscars 2021 - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 O MENINO E A GARÇA vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação https://animesonlinebr.org/anime/o-menino-e-a-garca-vencedor-do-oscar-de-melhor-filme-de-animacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-menino-e-a-garca-vencedor-do-oscar-de-melhor-filme-de-animacao https://animesonlinebr.org/anime/o-menino-e-a-garca-vencedor-do-oscar-de-melhor-filme-de-animacao/#respond Mon, 11 Mar 2024 17:27:30 +0000 https://animesonlinebr.org/?p=38457 O MENINO E A GARÇA, de Hayao Miyazaki, é o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação deste ano. Produzido pelo lendário Studio Ghibli,

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O MENINO E A GARÇA, de Hayao Miyazaki, é o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação deste ano. Produzido pelo lendário Studio Ghibli, estreou no Brasil em 22 de fevereiro, com distribuição da Sato Company.

Hayao Miyazaki recebe seu segundo Oscar de Melhor Filme de Animação na sua longa e grandiosa carreira. O primeiro foi em 2003, com “A Viagem de Chihiro” e, 21 anos depois, sua segunda estatueta veio com O MENINO E A GARÇA. Assim como foi no início dos anos 2000, o diretor não compareceu na cerimônia deste ano, em Los Angeles.

Além de vencer uma estatueta no Prêmio da Academia, o filme foi prestigiado como Melhor Filme de Animação no Globo de Ouro, no BAFTA e no New York Film Critics Circle Award.

Ganhador de duas estatuetas do Oscar, Hayao Miyazaki é considerado uma lenda viva da animação e do cinema japonês. Entre seus filmes estão, também, Meu vizinho Totoro, O castelo encantado, Vidas ao Vento, Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar e Lupin: The Castle of Cagliostro (esse último também da Sato Company).

A produção do longa se iniciou em 2016, segundo o produtor Toshio Suzuki. Na ocasião, Miyazaki havia anunciado sua aposentadoria, mas abandonou a ideia para desenvolver esse projeto, que causou muita curiosidade em seu anúncio já que o diretor manteve um grande segredo sobre o nome e a sinopse do longa.

O MENINO E A GARÇA é uma fantasia cujo roteiro é assinado pelo mesmo diretor, e apesar de se referir ao romance homônimo de 1937, de Genzaburō Yoshino, é uma história original, que tem como protagonista Mahito Maki, um garoto de 12 anos, que vive no Japão de 1943, durante a Guerra do Pacífico.

Após a morte de sua mãe, seu pai se casa com a irmã mais nova dela, e se mudam para a casa dela no campo. Nesse ambiente, Mahito conhecerá uma garça cinza que o levará a uma torre misteriosa, onde viverá uma jornada na qual descobrirá a verdade sobre si mesmo.

O roteiro é, assumidamente, baseado em experiência do próprio Miyazaki em sua infância, e entre as mensagens do longa está a possibilidade da paz entre as nações num mundo marcado pelo conflito.

De acordo com o The Japan Times, O MENINO E A GARÇA ressalta a importância das crianças, das novas gerações, em superar os erros e as guerras do passado, forjando um futuro melhor, de mais compreensão e reciprocidade.

Em sua estreia nos EUA, no dia 8 de dezembro, o filme ficou em primeiro lugar nas bilheterias, arrecadando US$ 10 milhões de bilheteria no primeiro final de semana e foi lançado na mesma semana que Godzilla Minus One, também da Sato Company, que ficou em terceiro lugar. No Japão, a produção conquistou US$ 54 milhões, tornando-se o terceiro maior lançamento do ano.

O MENINO E A GARÇA segue nos cinemas e será exibido por todo mês de março no Sato Cinema.

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Meu Pai – Um retrato visceral sobre a demência https://animesonlinebr.org/curiosidades/meu-pai-um-retrato-visceral-sobre-a-demencia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=meu-pai-um-retrato-visceral-sobre-a-demencia https://animesonlinebr.org/curiosidades/meu-pai-um-retrato-visceral-sobre-a-demencia/#respond Wed, 21 Apr 2021 15:00:42 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=20126 Anthony tem 81 anos de idade. Ele mora sozinho em seu apartamento em Londres, e recusa todos os cuidadores que sua filha, Anne,

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Anthony tem 81 anos de idade. Ele mora sozinho em seu apartamento em Londres, e recusa todos os cuidadores que sua filha, Anne, tenta impor a ele. Mas isso se torna uma necessidade maior quando ela resolve se mudar para Paris com um homem que conheceu há pouco, e não poderá estar com pai todo dia.

Fatos estranhos começam a acontecer: um desconhecido diz que este é o seu apartamento. Anne se contradiz, e nada mais faz sentido na cabeça de Anthony. Estaria ele enlouquecendo, ou seria um plano de sua filha para o tirar de casa?

Estrelado por Anthony Hopkins e Olivia Colman, Meu Pai é baseado na peça de Florian Zeller e é co-escrito e dirigido por ele.

A VISÃO CONFUSA DE ANTHONY

Vemos o filme quase num todo pela visão de Anthony. Tudo é muito confuso, mas no começo pensamos que a filha de Anthony quer realmente tirar ele do apartamento, por algum motivo. Ele se recusa também aos cuidados impostos por Anne, como a contratação de uma cuidadora.

De repente, pessoas estranhas para Anthony começam a aparecer em seu apartamento dizendo que o apartamento não é dele. Aqui temos a participação de Mark Gattis, que cria esse conflito. Além disso, as situações se repetem e sua cronologia se misturam, além de Anthony ver outra mulher no lugar de sua filha, não reconhecendo-a.

A atuação de Anthony Hopkins merece toda a admiração e aclamação que está recebendo. É importante pontuar a idade avançada do ator e o quão incrível é sua entrega nesse papel. A demência do personagem vai se revelando aos poucos na sua expressão, fala desconexa e visível confusão com tudo que acontece ao seu redor. Mas Anthony não é só isso, Hopkins traz um lado brincalhão e divertido de Anthony. Ele nos mostra também que o personagem é muito simpático e culto.

A emoção do personagem nos toca profundamente e é impossível não se sentir impactado por toda a carga emocional que o filme consegue passar de maneira gradual e certeira. Aqui temos também o incrível Design de Produção (que está indicado ao Oscar).

A mudança dos móveis de lugar e do ambiente do apartamento de Anthony são fundamentais para a nossa confusão, que se mistura com a de Anthony. Além do figurino que muda, volta a ser o mesmo, muda de novo.

Aliado a isso tudo temos também a Edição certeira, que também está indicada ao Oscar.

©Lionsgate

DA PEÇA PARA O FILME

Outro ponto forte do filme, e o que faz ele funcionar tão bem, é o fato de o diretor e co-roteirista ser o criador da peça de teatro. A familiaridade que Florian Zeller tem com o texto é essencial para que o filme seja bem sucedido nessa transição de peça para filme. O filme merece muito o Oscar de Roteiro Adaptado, aliás.

Principalmente pela história possuir uma cronologia confusa, é essencial que o diretor tenha a história e uma visão muito claro de como ele conduzirá o filme.

Filmes que se baseiam em peças tem, muitas vezes, uma locação limitada. É o caso de Meu Pai, que se passa quase inteiramente no apartamento de Anthony. Por isso a necessidade de uma ótima direção e, claro, de um elenco de peso, que faz o filme funcionar.

DA PEÇA PARA O FILME

Outro ponto forte do filme, e o que faz ele funcionar tão bem, é o fato de o diretor e co-roteirista ser o criador da peça de teatro. A familiaridade que Florian Zeller tem com o texto é essencial para que o filme seja bem sucedido nessa transição de peça para filme. O filme merece muito o Oscar de Roteiro Adaptado, aliás.

Principalmente pela história possuir uma cronologia confusa, é essencial que o diretor tenha a história e uma visão muito claro de como ele conduzirá o filme.

Filmes que se baseiam em peças tem, muitas vezes, uma locação limitada. É o caso de Meu Pai, que se passa quase inteiramente no apartamento. Por isso a necessidade de uma ótima direção e, claro, de um elenco de peso, que faz o filme funcionar.

A ATUAÇÃO DE OLIVIA COLMAN

Como a filha de Anthony, Anne, temos Olivia Colman, que está indicada na categoria de Atriz Coadjuvante. Nesse tipo de filme, precisamos que o papel principal seja impecável, mas também precisamos de um contraponto. É o que temos em Olivia Colman. A atriz vem se destacando muito ao longo dos anos, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Atriz por A Favorita, em 2019.

Olivia Colman consegue manter suas emoções em equilíbrio, tentando conter seu sofrimento por conta da situação de seu pai. No filme é brevemente citado a irmã de Anne, que parece ter sido a favorita de Anthony.

A história não se aprofunda no que possa ter acontecido a essa irmã de Anne, e nem precisa. Os assuntos são mencionados brevemente. Mas são o suficiente para criar conflito e nos mostrar que Anne se sente deixada de lado, como a filha que não é tão amada. Ela sente que seu pai não dá valor a tudo que ela faz por ele.

A personagem de Olivia Colman é muito atenciosa. Mas, nos momentos em que ela é machucada pelas atitudes de Anthony, a atriz se contem com um sorriso, mesmo em meio as lágrimas. É uma reação balanceada, mas que nos passa toda a dor que Anne sente. Tudo está ali estampada na expressão dela. É uma atuação também poderosa.

©Lionsgate

Meu Pai está indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Anthony Hopkins), Melhor Atriz Coadjuvante (Olivia Colman), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Design de Produção. A atuação de Hopkins com certeza lhe renderia ao Oscar, mas é mais provável que Chadwick Boseman leve o prêmio por sua atuação em A Voz Suprema do Blues, como forma de homenagem de homenagem já que o ator faleceu ano passado. Mas é esperar para ver. A premiação acontece no dia 25 de abril.

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Pieces of a Woman – O luto de perder um filho https://animesonlinebr.org/curiosidades/pieces-of-a-woman-o-luto-de-perder-um-filho/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pieces-of-a-woman-o-luto-de-perder-um-filho https://animesonlinebr.org/curiosidades/pieces-of-a-woman-o-luto-de-perder-um-filho/#respond Wed, 14 Apr 2021 14:53:01 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=19864 Em Pieces of a Woman, Martha (Vanessa Kirby) e seu marido Sean (Shia LaBeouf) são um casal prestes a finalmente ter seu primeiro

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Em Pieces of a Woman, Martha (Vanessa Kirby) e seu marido Sean (Shia LaBeouf) são um casal prestes a finalmente ter seu primeiro filho. Mas, depois de um complicado parto, suas vidas desmoronam quando perdem o bebê.

O filme é dirigido por Kornél Mundruczó e roteirizado por Kata Wéber. Estreou na Netflix no dia 7 de janeiro de 2021. Vanessa Kirby, conhecida pelo seu papel de Princesa Margaret em The Crown, está indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

O angustiante plano sequência

O filme já começa com uma carga dramática enorme com um plano sequência, ou seja, uma cena sem cortes. Martha e Sean decidem ter um parto caseiro. Vemos eles chamando a parteira, pois Martha está tendo contrações. Mas o que acontece é que a mulher com quem eles tinham tratado está ocupada e ela manda uma substituta em seu lugar.

Desde o início podemos perceber que há algo errado, pois Martha não se sente bem. A parteira, Eve, interpretada por Molly Parker, faz de tudo para tranquilizar o casal. Ela é cuidadosa ao máximo para que o bebê nasça com saúde, mas também parece atrapalhada. Eve chega a falar para o casal ir ao hospital, mas Martha se nega a ir. Depois de muito esforço o bebê nasce, mas falece logo em seguida.

O plano sequência nunca é algo fácil de se dirigir, mas aqui vemos uma competência enorme dos atores e do diretor. Além da fotografia, assinada por Benjamin Loeb. Após o término dessa sequência, temos finalmente um corte, uma quebra de toda a tensão. O vazio se instaura e o luto se torna protagonista.

©Netflix

O luto silencioso de Martha

A atuação de Vanessa Kirby nessa parte do filme é muito silenciosa. Sentimos sua melancolia, mas, ao mesmo tempo, parece que a personagem não está sentindo nada. Isso, no entanto, significa que Martha está em negação. A relação dela com seu marido, Sean, estremesse ainda mais. Sean sente muito a perda, enquanto Martha lida com a situação de forma diferente.

É importante notar que as pessoas sentem o luto de maneiras diferentes. Por mais que pareça que Martha não está sofrendo, ela vive aquele momento de sua maneira. Mas, ao mesmo tempo, nessa parte do filme, algumas cenas parecem ser muito aleatórias. Conversas sobre assuntos que não agregam muito a história.

Da metade para o final é que a história tem um ritmo melhor e as atuações se destacam mais.

Atuações em destaque

A pressão para que Martha sinta alguma coisa e lute para que a parteira que fez o parto de seu bebê seja julgada aumenta. Martha não tem interesse pelo julgamento, mas sua mãe, interpretada por Ellen Burstyn, entra em confronto com ela. Vemos que ela julga Martha pela sua decisão de ter um parto em casa. A atuação de Vanessa Kirby toma fôlego e a de Ellen Burstyn também é marcante.

As cenas no tribunal são ótimas. Um destaque para Molly Parker, que diz muito somente com os olhos. A dor dessa mulher nos afeta muito. Martha também acaba admitindo que ela que não quis ir para o hospital quando a parteira disse que eles deveriam. A carga dramática é grande e é a melhor parte do filme, poderia ter sido explorada mais.

©Netflix

O renascimento

Durante o filme, Martha desenvolve um interesse por germinação. Ela guarda maçãs e suas sementes e começa a plantá-las. Isso volta no final do filme quando vemos que Martha teve uma filha. Ela também tem um gosto por maçãs e vemos a menina subir em uma macieira. Provavelmente, a árvore fora plantada por Martha e isso pode simbolizar um renascimento da personagem. Mesmo perdendo um filho, no futuro, ela consegue finalmente virar mãe.

Pieces of a Woman nos mostra o quão importante é viver o luto da nossa maneira. Com uma potente interpretação de Vanessa Kirby, Molly Parker e Ellen Burstyn, o filme nos marca muito. Com destaque, claro, para o plano sequencia inicial, que é a melhor parte do filme.

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