o fim do mundo - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 04 Apr 2022 17:31:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg o fim do mundo - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Subete no Jinrui: magic, romance, juventude e o fim do mundo https://animesonlinebr.org/manga/subete-no-jinrui-magic-romance-juventude-e-o-fim-do-mundo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=subete-no-jinrui-magic-romance-juventude-e-o-fim-do-mundo https://animesonlinebr.org/manga/subete-no-jinrui-magic-romance-juventude-e-o-fim-do-mundo/#respond Thu, 07 Apr 2022 21:00:52 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=30942 “Destrua toda a humanidade. Ela não pode ser regenerada”. Subete no Jinrui, conta a história de Hajime Kanou, um estudante do segundo ano

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“Destrua toda a humanidade. Ela não pode ser regenerada”.

Subete no Jinrui, conta a história de Hajime Kanou, um estudante do segundo ano do Ensino Médio em 1998. Podemos definir o Hajime como um “gênio narcisista”. Ele tem excelentes notas, mas uma atitude muito arrogante junto. Apesar disso, não tem amigos em sua turma por gostar muito de jogos e ser um bom exemplo da “síndrome da oitava série”.

A trama central gira em volta do Hajime descobrir que sua rival na escola, Sawatari Emi, também joga Magic The Gathering, então sua rivalidade e a relação entre os dois evolui a um novo nível.

Um mangá sobre jogadores de Magic, simplesmente incrível. Mas não é o padrão do anime de cartas, ou infantil no geral, em que o brinquedo/esporte da vez é a coisa mais importante do mundo e forças místicas agindo. É somente um romance slice of life em que uma parte significativa da vida dessas pessoas é o Magic.

Sobre Magic

Não é necessário ser um grande entendedor de MTG para aproveitar Subete no Jinrui, mas claro, há um charme a mais para quem conhece sobre o jogo.

Por conta do contexto no passado, o mangá mostra o lançamento de coleções clássicas e como elas impactaram o jogo. Isso através da reação e interações entre os personagens sobre o assunto.

Por exemplo, em Magic há 5 cores de mana (Branco, Azul, Preto, Vermelho e Verde) e os baralhos são construídos a partir de uma delas ou de combinações. Algo que para quem não conhece o jogo pode ser meio confuso ao início da história, mas logo há uma contextualização.

Um dos meus pontos favoritos imitam poses e expressões faciais de algumas cartas um para os outros e a carta aparece o fundo. Além de um pequeno fan service, mostra como esses personagens são apegados ao jogo.

O ambiente amigável da loja de cartas, os experientes ajudando os novatos, as partidas, todas coisas tão cativantes de presenciar.

Loja de Cardgames

A dramatização dos duelos transmite a intensidade na medida certa através dos aspectos visuais. Não tem um sistema de hologramas, mas há uma representação visual do que ocorre, uma forma de simular o que se passa na cabeça dos jogadores.

A Dualidade em Subete no Jinrui: Hajime e Emi

Subete no Jinrui, Emi falando sobre seus sentimentosOs protagonistas certamente são o Hajime e a Emi. A famosa relação de cão e gato, sempre farpando um ao outro.

O Hajime é o “jovem edgy” e que presa e “legal”, o “maneiro”. Em um momento ele se apelida de “Cloud”, por causa do protagonista de Final Fantasy VII. Outro ponto muito bom da obra, ele não apresenta só o magic da época, mas também outras mídias que saíram por essa época e interessam aos personagens.

Isso se reflete muito no baralho do Hajime, é um baralho de apenas uma cor: Preto, pois ele acredita, nas palavras dele, ser a mais legal e máscula.

Entretanto, apesar de ser o segundo melhor aluno de seu ano, por conta de seu jeito arrogante atrelado a síndrome da oitava série, não tem a melhor fama da escola.

Opondo o Hajime, temos Sawatari Emi, a melhor aluna do ano deles, uma estudante dedicada, popular, mas que não vai com a cara do nosso protagonista.

No quesito Magic, esse antagonismo apresenta-se a partir do baralho dela ser apenas Branco. Sendo contextualizado desde o início, as cores são contrárias e uma não tem muito como lidar com a outra.

Quando finalmente Hajime acha que pode superá-la em algo, ao descobrir que ela também joga. Ele ganha a primeira rodada, mas a superior habilidade de Emi faria com que ela ganhasse, se o jogo não fosse interrompido.

Mas, novamente a oposição, enquanto ele demonstra para tudo e todos do que ele gosta, ela esconde esse lado dela para o mundo, para manter a imagem da aluna perfeita.

Sobre o título: Destrua toda a humanidade. Ela não pode ser regenerada

O nome é uma referência a uma carta de Magic: Cólera de Deus, cujo efeito é: “Destrua todas as criaturas. Elas não podem ser regeneradas”. Entretanto, não apenas isso. A escolha do título está intimamente ligada a Profecia de Nostradamus. “No sétimo mês de 1999, descerá dos céus o grande rei do terror”. Os personagens vivem em um contexto em que isso é dito nas mídias desde que eles eram crianças.

No One-Shot original isso é bem pouco explorado, aparecendo somente nas últimas páginas. Na serialização há todo um contexto desde o capítulo 1, com os amigos do Hajime trazendo o assunto e ele refletindo sobre.

Enquanto o pensamento dele envolve o que ele estará fazendo ou com quem estará. A ideia de fim do mundo, para a Emi é um escapismo da realidade e uma forma de ter liberdade. Algo que fica claro ao desenvolver da história de Subete no Jinrui.

subete no jinrui

Dito isso, o romance dos dois é muito fofo, somente.

Por fim, vale ressaltar que a tradução em português ainda está muito atrasada em comparação a em inglês.

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O Fim do Mundo – Uma juventude perdida https://animesonlinebr.org/review/o-fim-do-mundo-uma-juventude-perdida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-fim-do-mundo-uma-juventude-perdida https://animesonlinebr.org/review/o-fim-do-mundo-uma-juventude-perdida/#respond Tue, 25 Aug 2020 21:00:47 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=12070 O Fim do Mundo, de 2019 conta a história de Spira que volta para casa depois de sair de um centro de correção

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O Fim do Mundo, de 2019 conta a história de Spira que volta para casa depois de sair de um centro de correção juvenil e se reconecta com seus entes queridos em Reboleira, uma favela de Lisboa prestes a ser destruída. Mas Kikas, um dos antigos traficantes do bairro, deixa claro que ele não é bem-vindo ali.

Focando na comunidade desse bairro, o filme de Basil da Cunha, explora as dificuldades dos moradores, tendo como destaque Spira e seus amigos. Basil é um suíço de origem portuguesa e, segundo ele, sempre teve dificuldades de sentir um pertencimento, seja pela Suíça ou por Portugal. O diretor teve curta-metragens seus mostrados em Cannes e sua estreia com longa-metragem com Até Ver a Luz (2013).

©Wide Management

Desde o início do filme até o final, vemos como Spira e seus amigos têm dificuldade de lidar com o traficante Kikas e, além disso, todos tem dificuldades com o despejamento e destruição das casas que está acontecendo em toda a favela. O início do filme parece nos dar uma esperança falsa. A cena que abre o filme é um batizado. A comunidade toda está reunida e a cena é muito bonita. Temos a ideia errada de que a história será positiva, mas não, apesar da esperança de uma nova vida, vemos como todos acabam indo para o lado da violência. Nem sempre sendo culpa dos moradores, mas sim da falta de oportunidades que os jovens tem na comunidade. Isso é algo que não é só visto em Lisboa, mas em inúmeras comunidades pobres no mundo todo.

O elenco é bem diverso, contando com Michel David Pires Spencer, Marco Joel Fernandes e Alexandre Da Costa Fonseca. Todos os personagens tem uma ligação, cada um sabe da vida do outro, bem como acontece em comunidades pequenas. Vemos coisas comuns dessas comunidades, como violência, a idealização de armas e gravidez na adolescência. As gerações futuras acabam ficando presas a essa comunidade e é difícil de alguém conseguir sair dela.

Na cena final, vemos um carro passando e levando o caixão de um morador que morreu. A câmera segue o caminho todo mostrando o rosto de cada personagem e cada um deles olha diretamente para a câmera. É como se todos estivessem se despedindo dessa pessoa e só assim, na morte, para ela sair de lá. A câmera, não só nessa cena, mas como em todas as outras, segue os personagens. Ela nunca é fixa, passando a sensação de que quem assiste está convivendo com aquelas pessoas e faz parte da comunidade. A coloração da fotografia é muito bonita e saturada, as cores ficam bem vivas, combinando com a alegria que também existe na comunidade como um todo. As luzes durante a noite ficam bem destacadas e o rosto dos personagens também, mesmo quando está bem escuro.

O Fim do Mundo nos mostra uma realidade muito comum em comunidades de muitos países, não só de Portugal. É importa para nos mostrar algo que não estamos muitas vezes acostumados a presenciar. É claro a sensibilidade que o diretor tem de mostrar essa realidade, não abusando também da violência. Ela está presente, mas não precisa ser exagerada para passar a mensagem do filme.

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