Made in Abyss - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Wed, 19 Feb 2020 19:43:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Made in Abyss - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Made in Abyss: Fitando o Abismo a procura de respostas https://animesonlinebr.org/anime/made-in-abyss-fitando-o-abismo-a-procura-de-respostas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=made-in-abyss-fitando-o-abismo-a-procura-de-respostas https://animesonlinebr.org/anime/made-in-abyss-fitando-o-abismo-a-procura-de-respostas/#respond Wed, 19 Feb 2020 19:43:39 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6421 A adaptação do web mangá de Akihito Tsukushi deu o que falar em 2017, um dos animês estreantes mais populares do ano, além

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A adaptação do web mangá de Akihito Tsukushi deu o que falar em 2017, um dos animês estreantes mais populares do ano, além de um dos mais aclamados. Aliás, não só valorizado em seu lançamento, como também relembrado até hoje, esse texto é prova disso. Assim, felizmente o animê faz jus aos elogios que recebe, mesmo que a alcunha de “melhor de 2017” seja um tanto exagerada. Ainda assim, existem diversas qualidades neste pequeno espaço de 13 episódios que valem ser citadas. Então, conversemos sobre a primeira temporada enquanto aguardamos ansiosos a chegada da segunda.

Começando pelos aspectos técnicos, eles refletem uma qualidade essencial para o funcionamento da obra: a ambientação. Já que uma história, em primeira instância, sobre exploração e aventura, orgulhosamente, tem como virtude mais notada o detalhismo imersivo. A iluminação e o cuidadoso design de produção, além do cuidadoso design de produção, além da edição de som e trilha sonora em geral, cheia de músicas belíssimas, denunciam a minúcia dedicada a pela produção. Consequencialmente, cada ambiente soa como harmônico e único, sendo um deslumbre a parte, desde um grandioso vislumbre do Abismo até o interior de um pequeno quarto de orfanato, da linda música letrada que fecha o primeiro episódio até o som do vento batendo nas paredes do Abismo. Todos os ambientes partilham de um idêntico espírito, todos são vivos, algo impressionante.

Assim, essa vivacidade contribui, de forma  imprescindível, para aflorar o que há de melhor no animê, o conceito que dá nome à obra, o Abismo. Motivo para tal é que, todo o universo criado, os personagens, além do mais importante, o tema, giram em torno dele, ele é a força motriz do enredo. Sendo notável o modo como tudo é construído em cima de uma ideia tão ampla, e,  justamente por ser tão ampla, tão genial. 

Aprofundando-me na concepção, o Abismo é como a personificação do desconhecido. Desconhecidamente infinito, um local único e imprevisível que possuí suas próprias regras, natureza e cosmologia. Ele desafia os efêmeros humanos a desvendar seus enigmas, anseia pela exploração dos mais corajosos e curiosos, a procura de respostas, que, talvez, nem existam. Aliás, é exatamente isso que nossos protagonistas e diversos personagens fazem aqui, procuram respostas no desconhecido.

Logo, não sendo só um enriquecimento temático, mas também fator pelo qual nos põe na pele das personagens, aumentando imensamente nosso investimento na narrativa. Dado que, os nuances que permeiam o Abismo são muito bem construídos, tornando-o, com auxílio da produção, vivo. Por isso, é uma pena o animê seja tão direto, pois, acaba não possuindo espaço para desbravar, ainda mais, sua vastidão.

Além disso, outra concepção predominante é a dicotomia ardente entre mundo e os personagens. Metaforicamente, e quase que literalmente, o Abismo é como uma ponte para um outro mundo, porém ao mesmo tempo que essa fissura pode ser é encantadora, ela também há de ser amaldiçoada. É justamente esse efeito dos opostos que pauta a narrativa, e a torna ainda mais instigante. Duas crianças, inocentes e puras, submergindo em meio ao desconhecido à procura de respostas. Em um local que simultaneamente atrai nossa admiração pelas lindas paisagens, seres curiosos e todos os seus mistérios, atraem também nosso temor, desespero e angústia, pelas monstruosidades e as ameaças imprevisíveis lá encontrados. Esse dualismo é essencialmente Made in Abyss. 

Os protagonistas, Riko e Regu, no que diz respeito ao tema, apresentam uma coesão imensa com as ideias já explanadas. Ambos infantis, frágeis e otimistas, a procura de respostas, o paradeiro da mãe de Riko e a real essência/identidade de Regu. Portanto, unidos, não só possuem uma dinâmica engraçada e carismática, como também boas trajetórias individuais, além da excepcional sintonia temática. Pois, uma vez no Abismo, são postos à prova várias vezes em sua jornada, não só fisicamente mas também conceitualmente, pelas monstruosidades que confrontam, por personagens como Ozen, e por histórias como a de Nanachi e Mitty, tendo seu ápice no desesperador episódio 10.

Assim, mesmo que Riko seja uma protagonista mais plana que as demais personagens, outros como os já citados no parágrafo passado, apresentam complexidades e contrassensos interessantes em suas composições, que ganham holofotes ao longo da obra e compensam a simplicidade da protagonista. A exemplo temos Regu, que, apesar de se sentir e comportar-se conforme uma criança normal, apresentando inocência e medo característicos da idade, é na verdade uma relíquia desumana que dispõe de incríveis habilidades, braços mecânicos e super resistência. A variação entre a seriedade e o descompromisso com que lidam com a questão é ótimo, tornando-o um bom personagem. Uma vez que, bem como outros personagens, sua relação pessoal com o Abismo é bem explorada, relações essas por vezes mórbidas, contraditórias, inocentes, curiosas e até alienadas.

Logo, encerrando, gostaria de apontar alguns últimos tópicos. O design dos personagens, que é original e foge do padrão da maioria dos animês de temporada, sendo extremamente funcional em exercer a dualidade da série. Ademais o ritmo, que é ágil todavia bastante contemplativo, o que pode incomodar alguns espectadores.

Além disso, da mesma forma como as personagens são atraídas misteriosamente pela vastidão desconhecida do Abismo, contraditoriamente a procura de respostas, confrontando insuportáveis adversidades biológicas, físicas, mentais e psicológicas, de formas mórbidas, alienadas e inocentes, para obtê-las. Quanto disso não espelha nós mesmos, a humanidade em si, quanto não fazemos o mesmo todos os dias? Talvez essa seja parte intrínseca de nós, não? Pois, ao nos depararmos com o abismo desesperador de nossa reles finitude, procuramos irracional e instintivamente por respostas, respostas no inexplicável, no infinito, no desconhecido. Assim como eles, procuramos uma figura para admirar e temer, procuramos Abismos, ainda que no final não encontremos resposta alguma neles, pois, pode ser que elas nem ao menos existam. Mesmo assim, talvez somente estejamos buscando um sentido para se debater inutilmente, como o animal prepotente que somos, entretendo e preenchendo nossas vidas, até a vinda do inevitável. Ainda que, por vezes, pensando estar trilhando o próprio caminho, apesar de inconscientemente sabermos, ou não, que não há outro.

Lembrando que o mangá veio ao Brasil pela Editora NewPOP.

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Análise: Made In Abyss (vol. 1) – NewPOP https://animesonlinebr.org/manga/analise-made-in-abyss-vol-1/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=analise-made-in-abyss-vol-1 https://animesonlinebr.org/manga/analise-made-in-abyss-vol-1/#respond Wed, 05 Sep 2018 14:00:13 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=1657 Saudações pessoas. Voltando após algum tempo ao nosso quadro de análises, hoje trago a vocês o mangá que deu origem àquele que foi

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Saudações pessoas. Voltando após algum tempo ao nosso quadro de análises, hoje trago a vocês o mangá que deu origem àquele que foi considerado o melhor anime de 2017: o glorioso Made in Abyss, da autoria de Tsukushi Akihito e lançado no mês de julho pela editora NewPOP. Sem muitas delongas, vamos ao texto;

 

OBS: Como sempre, lembro a todos de que HAVERÃO SPOILERS DO MANGÁ.

 

Dados Técnicos:

  • Título: Made in Abyss
  • Editora: NewPOP
  • Preço: R$ 21,90
  • Roteiro/Arte: Tsukushi Akihito
  • Formato: 15 x 21 cm
  • Acabamento: Brochura com costura
  • Capa: Cartonada
  • Número de páginas: 168
  • Papel: Off-set
  • Lançado em: Julho de 2018

 

Sinopse:

Em um mundo que já foi explorado de ponta a ponta, a única área misteriosa remanescente é o grande buraco chamado de “Abismo”. Criaturas muito estranhas e bizarras habitam as profundezas desse imenso buraco do qual não se conhece o fundo e também encontram-se relíquias que não podem ser feitas pelos humanos atuais. Os mistérios do Abismo fascinam as pessoas e as levam a buscar aventuras. Com o tempo, esses aventureiros que desafiaram esse grande buraco inúmeras vezes passaram a ser chamados de “exploradores de cavernas”. Riko, uma órfã que vive na cidade de Orth, à beira do Abismo, sonhava em se tornar uma grande exploradora de cavernas como sua mãe e desvendar os mistérios do Abismo. Certo dia, Riko encontrou e acolheu um robô com a forma de garoto enquanto fazia explorações…

 

O mangá começa com Riko tentando mostrar a seus amigos do orfanato a utilidade de uma ferramenta chamada Star Compass, usada para direcionamentos dentro do Abismo. Eles acabam não dando muita atenção e preferem ir atender a um serviço de entregas de correspondência destinado aos “Apitos Vermelhos” (classe iniciante de exploradores do Abismo). Em seguida, somos apresentados a várias informações sobre o local, e vemos a garota observando criaturas pelo telescópio da casa de  sua “tia”.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Ambas conversam sobre como Havo, marido dela e amigo de Riko, quer se tornar um “Apito Branco”, o maior nível de exploradores, e ao sair a jovem revela que possui o mesmo sonho. Para alegria dela, as crianças recebem instruções sobre uma exploração a ser realizada no dia seguinte, com a diretora a prevenindo que não toleraria que as relíquias do Abismo ficassem na posse de algum deles (algo que Riko faz com alguma frequência). Ela pede a Jiruo, seu instrutor, que permita que ela vá em uma profundidade que os demais Apitos Vermelhos, pois quer se tornar uma exploradora Apito Branco logo para encontrar sua mãe, ao passo que ele diz que considerará se ela conseguir o artefato mais valioso da exploração.

No dia seguinte, ela e seu colega Nat seguem para sua área de exploração, e a jovem consegue vários achados interessantes. Entretanto, quando estava para voltar, ela vê que seu amigo estava sendo atacado por um Benichikawa, monstro que habita as camadas inferiores do Abismo, e chama a atenção da criatura, que passa a atacá-la. Para sua surpresa, assim que o monstro iria devorá-la, alguma coisa o acerta e o machuca gravemente, fazendo-o fugir. Nat, sem grandes machucados, aparece para socorrê-la, mas ela consegue despistá-lo por alguns momentos para investigar o que foi aquilo.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Então, ela encontra um colar e, logo em seguida, um garoto em vestes incomuns, que aparenta estar esgotado. Usando de sua percepção, Riko descobre que a criança é um robô, e que ele foi o responsável por salvá-la, perguntando-se de onde ele teria vindo.

Ao levar o robô de volta para o orfanato, ela e seus amigos conseguem reanimá-lo com o auxílio de uma cadeira elétrica, porém ele não lembra de nenhuma informação sobre si. Para completar, o processo para recobrar a consciência do garoto faz com que toda a energia do orfanato seja desligada, fazendo com que o instrutor venha ver que tipo de problemas o grupo de Riko criou. O robô consegue evitar ser visto e, enquanto Riko é levada para seu castigo, ele examina-se, levantando a questão dele realmente ser um ser mecânico.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Somos apresentados em seguida à chamada “Maldição do Abismo”, uma série de graves sintomas que afetam os exploradores durante seu retorno do local, e que pioram conforme a profundidade que descem. Riko diz que como o robô não é totalmente humano, ele não é afetado pela Maldição, e por isso deve ter vindo da camada mais profunda do Abismo, e mesmo ao procurar em um inventário de relíquias, não conseguem maiores informações sobre ele.

Considerando que ele seja um Aubade (relíquias de maior valor do Abismo), eles bolam um plano para evitar que o robô seja levado embora. Disfarçado com roupas velhas, ele se apresenta ao líder como um órfão chamado Reg, que não possui lembranças sobre sua família e que foi encontrado na cidade por uma garota que o criou como irmã. O plano funciona, e Reg é aceito no orfanato, onde passa dois meses em preparação para se tornar explorador.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Nesse meio tempo, o grupo de exploração de Havo retorna do Abismo trazendo um Apito Branco que pertencia a Lyza, a Exterminadora, uma famosa exploradora que também vem a ser a mãe de Riko, ao qual somos apresentados durante um festival que é realizado em sua homenagem. Havo encontra com a garota e entrega o apito da mãe para ela, bem como uma carta selada endereçada a ela.

Jiruo conversa com a garota sobre Lyza, e revela que a exploradora estava grávida de Riko quando precisou fazer uma incursão à quarta camada do Abismo, situação onde o pai de Riko, Torka, faleceu, e a menina nasceu. Devido ao uso de uma relíquia que protegia contra os efeitos da maldição, Riko nasceu apenas com um problema de visão, mas descobre que sua mãe acabou por desistir de trazer seu maior achado para poder trazê-la com vida para fora do Abismo.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

A conversa encoraja a menina a seguir os passos de sua mãe, e pouco tempo depois ela recebe permissão das autoridades para ler a carta endereçada a ela. Acompanhada por Reg, ela vai até o QG da Guilda de Exploradores, e enfim vê aquilo que sua mãe enviou, sendo várias imagens e anotações sobre criaturas e relíquias, dentre elas uma que parecia bastante com Reg. Além disso, uma mensagem extra foi mandada, dizendo que Lyza a esperava no fundo do Abismo.

Após vermos as informações deixadas na carta da exploradora, é mostrada a primeira exploração de Reg, e toda a sua felicidade em encontrar seus primeiros artefatos. Entretanto, tal como Riko, ele demonstra quer ir para as profundezas do Abismo, onde acredita que encontrará informações sobre quem ele é, coisa que irrita Nat, que já na noite anterior havia se mostrado contra o plano da menina de ir até a sétima camada do Abismo.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Depois de voltarem à cidade, Reg volta a pensar sobre quem ele é, e quando Riko diz que no dia seguinte irá partir em expedição, ele decide ir junto, para a alegria da garota. Shiggy, seu colega mais inteligente, questiona o fato do robô não ter conhecimento o suficiente do local para poder seguir exploração ao mesmo tempo que protege Riko. Então ele mostra um mapa do Abismo que roubou da sala da diretora, e explica em detalhes sobre cada uma das camadas e os tipos de perigos que podem ser encontrados lá.

Depois da explicação, Nat volta a dizer para que eles não sigam com sua aventura, pois considerando a chance quase nula de um Apito Branco sobreviver após cruzar a sexta camada, a mãe de Riko já devia ter morrido há muito tempo, algo que teria sido confirmado pela entrega de seu apito. A declaração faz Riko ir embora muito chateada, mas não muda suas intenções de ir para o Abismo.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Próximo ao amanhecer, a menina e seus amigos se preparam para partir, sendo que Reg fica para trás para se despedir do pequeno Kyui, mais novo dos membros de seu grupinho. Ele acaba sendo visto por Jiruo, mas consegue “enrolar” o instrutor, que diz para ele cuidar de Riko e observa-o com atenção ao sair.

Os garotos seguem Nat, que a contragosto os ensina um caminho para irem à borda do Abismo, atravessando as favelas onde este nasceu, e enfim chegando à entrada do buraco. Eles tem um despedida cheia de lágrimas, e Riko acaba acordando os moradores ao falar muito alto, fazendo com que eles tenham que se apressar. Pouco depois, e trocadas as últimas palavras, Reg e Riko seguem para a escuridão do Abismo, iniciando sua jornada, e terminando o primeiro volume da obra.

 

Na leitura inicial, já percebemos uma diferença no ritmo da obra em relação à sua adaptação animada, tendo alguns momentos seguido um passo mais rápido (como o ataque da Benichikawa a Riko), e ocorrendo maior desenvolvimento em partes consideradas informativas (ou até mesmo didáticas), e em situações de desenvolvimento específico dos personagens, tais como as apresentações sobre o Abismo ou as discussões entre Riko e Nat.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Diferenças quanto à algumas situações também podem ser notadas,  como uma menor censura em cenas mais fortes, como os castigos de Riko, ou a mudança na ordem de alguns acontecimentos, como o encontro inicial entre os protagonistas, que demora um pouco mais a ocorrer.

O caráter dos personagens também é muito bem expressado no mangá, onde podemos ver de forma bastante direta o quão zeloso Nat é em relação a seus amigos, como Jirou tenta educar, ainda que subliminarmente, seus estudantes, a curiosidade genuína de Riko e Reg sobre o Abismo e o desejo de saberem mais sobre suas origens. Tal cuidado em expor os sentimentos e intenções mostrou-se extremamente favorável para a criação de afeto entre os leitores e os personagens, bem como para criar expectativa sobre seus próximos passos.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

O trabalho de arte de Tsukushi pode ser dito impecável em MiA. Mesmo seguindo um estilo mais próximo ao “chibi” no núcleo principal (algo que acaba afastando alguns leitores, que erroneamente pensam se tratar de uma obra leve), a aparência amigável e traços sutis nos personagens ajudam a desenvolver o carisma destes, bem como o traço leve e detalhado do cenário cativa e impressiona quem vê os ambientes onde a trama se desdobra, com um destaque maior para o grande trabalho de iluminação dado às localidades.

O roteiro mostra-se bem escrito, sem nenhum tipo de furo aparente, e com cortes e composições de situação bastante precisos. Com isso, ocorreu uma melhor dosagem do enredo nos capítulos, evitando que a leitura ficasse maçante e intensificando o interesse em sua continuidade. Os momento cômicos da obra também tiveram ótimo encaixe narrativo, contribuindo para aliviar alguns momentos mais fortes da narrativa, e para humanizar mais os personagens.

@ Tsukushi Akihito/Takeshobo/Newpop

Em resumo, Made in Abyss apresentasse inicialmente como uma trama até leve e interessante sobre duas crianças se aventurando em um local cheio de perigos. Claro que aqueles que já tiveram contato com o anime sabem que a obra não é nem de longe algo bonitinho, e após esta ótima introdução, o autor nos brindará, nos próximos volumes, com cenas marcantes e até agoniantes envolvendo uma gama de situações e pessoas que com certeza fazem valer a leitura.

Sem sombra de dúvidas uma obra digna de seu sucesso, e que vale a pena de ser acompanhada.

 

Pontos Positivos:

  • Enredo consistente, com um bom desenvolvimento;
  • Cortes precisos de cena;
  • Timing correto para momentos de alívio cômico;
  • Excelente trabalho artístico, sobretudo de iluminação;
  • Personagens bem desenvolvidos e carismáticos;
  • Informações adicionais em relação ao anime.

 

Pontos Negativos:

  • O estilo de arte dos personagens principais pode dar uma ideia errada sobre a obra;
  • A falta de censura em algumas cena pode incomodar alguns leitores.

 

Nota Final: 4.5 / 5.0

 

Lembrando a todos que tanto Made in Abyss como qualquer outra obra publicada no Brasil pode ser adquirida na Anime Hunter com 15% de desconto usando o cupom “NSV“.

E é isso pessoas. Como sempre, não deixem de comentar, sugerir, criticar ou hatear sobre o texto nos comentários. Boa leitura, e até a próxima.

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Nem sempre gostamos de bons animes https://animesonlinebr.org/post/nem-sempre-gostamos-do-que-e-bom/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nem-sempre-gostamos-do-que-e-bom https://animesonlinebr.org/post/nem-sempre-gostamos-do-que-e-bom/#comments Wed, 14 Mar 2018 13:24:55 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=1171 Em muitas discussões há aqueles que insistem em dizer que X animes ou Y mangás são os melhores já feitos, ou que os

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Em muitas discussões há aqueles que insistem em dizer que X animes ou Y mangás são os melhores já feitos, ou que os mesmos são ruins. Na maioria desses casos as pessoas levam em consideração o quão aquela obra lhe agradou e sua popularidade, um terrível engano.

Muitas séries fazem sucesso não por suas qualidades, mas sim por conseguir entregar ao publico algo que eles desejam ou que esteja em falta no mercado, em muitos casos essa entrega se resume a apenas a esse ponto forte, ignorando muito outros aspectos básicos para a produção e desenvolvimento de uma boa trama.

Isso não ocorre apenas no mundo otaku, basta ver quais filmes fazem mais sucesso de bilheteria e quais são indicados ao Oscar, normalmente os nomes não batem.

Em 2017 o anime mais comentado foi Dragon Ball Super, e ainda sim o anime que venceu boa parte das premiações de melhor anime foi Made In Abyss, em resumo a melhor animação foi dada a uma obra no qual não se havia hype algum.

Resultado de imagem para Made in abyss awards

As cenas de lutas em séries de ação normalmente conseguem fazer com que o espectador ignore diversas incoerências criadas ao longo da mesma, o próprio Dragon Ball Super faz com que seus fãs fiquem eufóricos com uma nova transformação, mesmo que isso não seja uma novidade e que todo contexto não se encaixe.

Há também aqueles animes que possuem 70% ou mais de seus episódios pouco produtivos, mas que, por causa de um final diferenciado conseguem ganhar um destaque e um reconhecimento que não deveria ser dado, afinal 3 episódios bons não deveriam salvar 9 ruins, uma questão de média. Qualquer tipo de anime ou drama tem a obrigação de entregar bons episódios inicias, não necessariamente acelerar um arco, mas sim conseguir entreter o espectador para que assim possa ser desenvolvido o enredo.

Acredito que os três pontos críticos ditam a qualidade de uma série são:

Enredo, é básico que a obra tenha coerência em seus fatos e eventos, um linha de raciocínio não previsível e que consiga causar uma simpatia.

Bons personagens, são necessários personagens carismáticos para que o leitor ou espectador consiga se importar, caso isto não ocorra os eventos se tornam pouco interessantes e impactantes.

Ritmo, é necessário que o autor, diretor, roteirista e qualquer outra pessoa envolvida em uma obra seja capaz de administrar a velocidade dos eventos, um ritmo acelerado causa confusão, um lento desinteresse.

Especificamente em animes também é necessária ao menos uma animação e trilha sonora mediana acompanhando os tópicos acima, uma má execução dos itens acima falha em transmitir ao espectador as emoções e expressões que a série objetiva.

Aku no Hana mostra como uma animação ruim pode prejudicar a experiência

É bom deixar claro que não sou critico a aqueles que gostam de animes tecnicamente ruins, até porque mesmo eu tenho uma lista de animes que gosto, mas sim rejeito o credo que popularidade é sinônimo de qualidade, não é.

E para você? Oque mais importa em um bom anime? Comente aqui abaixo, sempre lembrando que ESTE TEXTO REPRESENTA APENAS A MINHA OPINIÃO e que todos são livres para discordar e discutir o tema em alto nível.

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Os vencedores do Crunchyroll Anime Awards 2018 https://animesonlinebr.org/post/os-vencedores-do-crunchyroll-anime-awards-2018/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=os-vencedores-do-crunchyroll-anime-awards-2018 https://animesonlinebr.org/post/os-vencedores-do-crunchyroll-anime-awards-2018/#respond Thu, 01 Mar 2018 12:57:42 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=1071 Na madrugada deste último dia 25 de fevereiro, em transmissão por seu canal do Twitch, o serviço de streaming Crunchyroll apresentou a segunda

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Na madrugada deste último dia 25 de fevereiro, em transmissão por seu canal do Twitch, o serviço de streaming Crunchyroll apresentou a segunda edição do Anime Awards, que pode ser considerada a maior premiação para animes do Ocidente. Os indicados disputavam um total de 17 categorias, sendo 16 para animes e uma para o melhor mangá lançado nos Estados Unidos no ano passado.

Ao todo 46 obras de animação, filmes e séries, e 6 mangás concorreram às premiações, sendo que os campeões de indicações foram Boku no Hero Academia 2, com oito indicações, Houseki no Kuni (Land of the Lustrous) e Little Witch Academia com seis indicações, e Showa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen, com cinco indicações.

Dado essa rápida explanação sobre o prêmio deste ano, seguem os indicados e vencedores (em destaque) de cada categoria da premiação:

 

Melhor Abertura

  • “Peace Sign” por Yonezu Kenshi (Boku no Hero Academia 2)
  • “Here” por Junna (Mahoutsukai no Yome)
  • “Shadow and Truth” por One III Notes (ACCA: 13-ku Kansatsu-ka)
  • “Shizou wo Sasageyo” por Linked Horizon (Shingeki no Kyojin 2)
  • “Imawa de Shinigami por Hayashibara Megumi (Showa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen)

Melhor Encerramento

  • “Ishukan Communication” por Chorogonzu (Kobayashi-san chi no Maid Dragon)
  •  “Kirameku Hanabe” por Ohara Yuiko (Houseki no Kuni)
  • “Step Up Love” por Daoko e Okamura Yasuyuki (Kekkai Sensen & Beyond)
  • “Hikari, Hikari” por Aisaka Yuuka (Net-juu no Susume)
  • “Kafune por Brian the Sun (Sangatsu no Lion 2)
  • “Behind” por Isobe KArin, Yoshino Luna e Lynn (Just Because!)

Melhor Animação

  • Boku no Hero Academia 2
  • Koe no Katachi
  • Kobayashi-san chi no Maid Dragon
  • Sangatsu no Lion 2
  • Little Witch Academia
  • Houseki no Kuni

Melhor Trilha Sonora

  • Made in Abyss
  • ACCA: 13-ku Kansatsu-ka
  • Little Witch Academia
  • Re:Creators
  • Houseki no Kuni
  • Mahoutsukai no Yome

Melhor CGI

  • Houseki no Kuni
  • Shingeki no Kyojin
  • Sekaisuru Kado
  • Inuyashiki
  • RE:Creators
  • Knigth’s & Magic

Melhor Continuação (consideraram-se apenas animes transmitidos em 2016 e que continuaram sua transmissão em 2017 sem que houvessem interrupções)

  • Sangatsu no Lion
  • Mobile Suit Gundam: Iron Blooded Orphans 2
  • Dragon Ball Super
  • Naruto Shippuuden
  • All Out!
  • Detective Conan

Melhor Filme

  • Kimi no na Wa (Your Name)
  • Koe no Katachi
  • Girls und Panzer der Film
  • Kizumonogatari III: Reiketsu-hen
  • Fate/Stay Night: Heaven’s Feel I – The Pressage Flower
  • Kono Sekai no Katasumi Ni (In This Corner of the World)

Melhor Anime Slice-of-Life

  • Shoujo Shuumatsu Ryoukou
  • Demi-chan wa Kataritai
  • Tsukigakirei
  • Sakura Quest
  • Net-juu no Susume
  • Kemono Friends

Melhor Anime de Comédia

  • Kobayashi-san Chi no Maid Dragon
  • Konosuba 2
  • Osamatsu-san 2
  • Little Witch Academia
  • Tsuredure Children
  • Gamers!

Melhor Anime de Drama

  • Mahoutsukai no Yome
  • Sangatsu no Lion 2
  • Kuzu no Honkai
  • Made in Abyss
  • Showa Geronku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen
  • ACCA: 13-ku Kansatsu-ka

Melhor Anime de Ação

  • Boku no Hero Academia 2
  • Shingeki no Kyojin 2
  • Kekkai Sensen & Beyond
  • Houseki no Kuni
  • Moblie Suit Gundam: Iron Blooded Orphans 2
  • Fate/Apocrypha

Melhor Personagem Masculino

  • Todoroki Shoto (Boku no Hero Academia)
  • Fafnir (Kobayashi-san chi no Maid Dragon)
  • Yurakutei Yakumo (Showa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen)
  • Kiryana Rei (Sangatsu no Lion)
  • Kazuma (Konosuba)
  • Midoria “Deku” Izuku (Boku no Hero Academia)

Melhor Personagem Feminino

  • Uraraka “Uravity” Ochako (Boku no Hero Academia)
  • Kagari “Akko” Atsuko (Little Witch Academia)
  • Hatori Chise (Mahoutsukai no Yome)
  • Asui “Froppy” Tsuyu (Boku no Hero Academia)
  • Serval (Kemono Friends)
  • Morioka Moriko (Net-juu no Susume)

Melhor Vilão

  • Stain (Boku no Hero Academia 2)
  • Shishigami Hiro (Inyashiki)
  • Bonedrewd (Made in Abyss)
  • Catarphilus (Mahoutsukai no Yome)
  • Tanya von Degurechaff (Youjo Senki)
  • Usagi (Juuni Taisen)

Melhor Heroi

  • Midoriya “Deku” Izuku (Boku no Hero Academia)
  • Kukuri (Mahoujin Guru Guru)
  • Minowa Gin (Yuuki Yuna wa Yuusha de Aru: Washio Sumi no Sho)
  • Hatori Chise (Mahoutsukai no Yome)
  • Nanachi (Made in Abyss)
  • Kagari “Akko” Atsuko (Little Witch Academia)

Melhor Mangá (apenas obras lançadas em território americano)

  • My Lesbian Experience with Loneniless
  • Dungeon Meshi
  • Showa Genroku Rakugo Shinjuu
  • Kono Sekai no Katasumi Ni (In This Corner of the World)
  • Golden Kamui
  • Ototo no Otto (My Brother’s Husband)

Prêmio Especial de Contribuição à Indústria de Animes

  • Christopher Sabat (dublador de personagens como All Might, Roronoa Zoro, Jigen Daisuke, Vegeta, Kuwabara Kazuma e Picollo)

Anime do Ano

  • Made in Abyss
  • Boku no Hero Academia 2
  • Houseki no Kuni
  • Little Witch Academia
  • Showa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen
  • Sangatsu no Lion 2

 

Como visto, o grande campeão da noite foi Boku no Hero Academia, que venceu seis das oito categorias em que esteve indicado , seguido por Kobayashi-san e Made in Abyss, com duas vitórias cada, sendo que o último conseguiu desbancar a obra da Jump como melhor anime de 2017.

As desilusões acabaram ficando por conta de Houseki no Kuni, (que venceu apenas uma das 6 categorias em que esteve indicado), Little Witch Academia e Rakugo Shinjuu (que saíram sem nenhum prêmio), enquanto as grandes surpresas foram Shoujo Shuumatsu, que venceu fortes concorrentes na categoria de slice-of-life, e a derrota de Shingeki no Kyojin na categoria de melhor abertura, que era dada como ganha por muitos fãs.

 

E vocês, leitores, concordam com os vencedores do Anime Awards 2018, ou pensam que outras obras deveriam levar os prêmios? Deixem nos comentários suas opiniões sobre a premiação e, se quiserem, suas apostas para o ano que vem.

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