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]]>Aqui é a Lanterna de Tinta e te apresento um pouco da Vida Além das Páginas, mas sempre inspirada por elas.
Você já teve uma marca páginas que amou? Seja pelo tema, por ser de uma obra que você já leu ou por ilustrar imagens de coisas que você gosta ou frases bonitas. Mas o que dois ou três livros lidos não fazem com um frágil marca páginas? Uma hora ele vai para o lixo. E o que fazer quando se ama um marca páginas e quer preservá-lo? Usar a orelha do livro? Muitos leitores acham isso heresia!
Por isso eu deixo aqui uma dica, principalmente para você que queira colecionar marca páginas: tenha sempre marca páginas simples e repetidos, daqueles que deixam pra você pegar no caixa das livrarias. Pegue uns três de um tipo qualquer e pronto, aqueles são para uso. Assim seus livros e marca páginas favoritos estarão a salvos.
Como você verá, e mais provavelmente já saiba, a internet é o paraíso dos colecionadores. Na loja Livros e Manias você encontrará diversos marca páginas personalizados de séries, filmes e livros. Cuidado ao entrar… Lotar o carrinho é um possível risco.
Café, chá, cappuccino, bebidas quentes. Que leitor que não ama? Uma tarde com uma caneca fumegante, uma brisa ou o barulho da chuva, aquele livro de tirar o fôlego e o silêncio que só conhece quem deixa o mundo real de lado e mergulha em outro.
Fazer uma coleção de canecas vai ser uma boa aposta! Acredite! As pessoas da sua vida saberão uma hora ou outra da sua linda coleção e aí, adivinha? Sim, você ganhará canecas de presente. Isso sempre será levado em consideração quando alguém pensar no que te dar. O que vai ajudar na evolução da sua coleção. Imagina que linda sua estante com seus livros e sua coleção de canecas ajustadas em seu quarto, no escritório ou até mesmo na sala. Ou uma grande prateleira na sala de jantar organizada com todas as canecas que você for comprando.
Na Toy Show Colecionáveis tem tantas canecas que qualquer colecionador perderia um bom tempo para escolher qual comprar. Só não pode esquecer de dizer para as pessoas que nas canecas da sua coleção não podem beber, não podem tocar, essas não são pra uso, porque, acredite em mim, sua favorita uma hora vai para o chão.
Ah, funkos. Meus desejados funkos! Já passou por uma loja com a vitrine da frente cheia deles? É um deslumbre para os olhos e uma tristeza para o bolso. Custando, geralmente, mais de cem reais, ter uma coleção grande deles requer tempo e planejamento. Mas o mundo é dos espertos, por isso a busca por promoções nunca deve parar e frequentar feiras e convenções te ajudará a achar valores com descontos, ofertas especiais e fechar compras mais satisfatórias.
Vários funkos diversificados você pode encontrar na loja autenticada da Wish, LatestBuy.
As melhores partes de colecionar funko em primeiro lugar é que uma estante recheada deles fica sensacional, fora que uma casa nerd pode ser decorada com funkos nos lugares mais criativos. Que tal um Chapeleiro Maluco (de Alice no País das Maravilhas) em meio aos utensílios de chá? Ou um funko do Pequeno Príncipe (de O Pequeno Príncipe) ao lado de uma roseira plantada em um vaso? Ou, se você gosta de ousar nas piadas que ninguém ri, pode colocar o Sr. Tumnus (de As Crônicas de Nárnia) perto do guarda-roupa…
Antes de mais nada, preciso comentar sobre esse lindo pôster minimalista de O Pequeno Príncipe. Uma breve caçada na Quero Posters e você encontrará pôsteres bem criativos e uma variedade imensa, inclusive de tamanhos! Para colecionar e colecionar qualquer canto da sua casa. Já na Chico Rei você encontra uma abordagem artística diferente e estilizada. Tem um estilo de fã para fã que dá originalidade.
O ideal ao se ter uma coleção é não buscar seus produtos apenas em um lugar só, principalmente com algo artístico como os pôsteres. Mas o que fazer com tantos? Óbvio que não daria para pendurar uma coleção nas paredes da sua casa. O objetivo de uma coleção é ficar bem armazenada e ao mesmo tempo exposta, então você pode guardar aqueles que não estiverem na parede em sacos individuais; enrolados. E de tempos em tempos troque os pôsteres das paredes. Outra dica de ouro: será um bom presente de última hora! Depois é só repor aquele. Você nunca mais vai se passar por um amigo ou parente desleixado – só garanta que tenha alguns laços de presente nas reservas.
Uma moda tão vintage que teve origem na Grécia Antiga. Pois é, foi quando os primeiros acessórios similares começaram a ser usados, tanto para prender roupas quanto para ornamentação, assim como nós ainda os usamos. Há uns anos atrás a febre da vez foram os bottons, antes deles eram os broches e agora a moda são os pins. No século XXI o que reina é a diversidade de produtos. Você achará broches de todos os tipos, tamanhos e valores. Além de conseguir achar do tema que precisar. A Mimeria vende alguns pins bem fofos que leitores geeks amarão. Mas na internet existe preço de tudo quanto é valor, é só saber procurar. Só não vale pirar, como a Lisa Simpson no décimo segundo episódio da vigésima primeira temporada (Os Simpsons vão às Olimpíadas de Inverno), quando ela faz um vestido inteiro só com os broches que ela comprou.
O paraíso para os visitantes de livrarias. A parte da papelaria! Nada do que falamos aqui é mais barato do que canetas. Essa coleção dá até pra usar sem se preocupar… Muitas vezes quem gosta muito de ler também um caderno especial – ou vários. Nele escreve seus pensamentos, frases ou as próprias histórias, então colecionar canetas diversas é uma boa opção de coleção. Experimente adicionar um adendo na coleção em forma de vários marca textos e sinta o mundo fazer sentido.
Coleção… Fazer ou não fazer? Algumas pessoas têm o costume de colecionar desde a infância. Tazos, tampinhas de garrafas, bolinhas pula-pula, pulseiras coloridas. Mas se você nunca teve uma, por experiência eu digo que é divertido e é também uma prática onde você se dedica a algo que gosta. Mas, lembre-se, colecione com moderação. Você pode gostar de ler essas duas colunas onde falo de edições de livros raras e/ou especiais, a primeira parte você pode ler clicando aqui e a segunda parte aqui. Comenta aí quais coleções você já teve, se tem alguma ou se pretende começar uma. Você também pensou em algo mais que um leitor gostaria de colecionar? Então me conta! Vou ficando por aqui, boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>O termo “antigas” não chega a ser o mais adequado para definir essas bibliotecas. São bibliotecas que ninguém pisa ou pisava há centenas de anos, pois foram erguidas por civilizações que já fazem parte dos livros de histórias. Tão esplendorosas em seus tempos de glórias, elas são alvo da curiosidade e estudo de arqueólogos e historiadores, no entanto aposto que essa biblioteca também lhe deixará com “um gostinho de ‘quero mais’”.
Tão estimada atualmente que, tamanha é a força de vontade, ela poderia ser reerguida de um nada se desejo fosse matéria prima. Representada constantemente na cultura pop, a grande e antiga Biblioteca de Alexandria é conhecida mundialmente. Seja em filmes ou livros, aparecendo em jogos e animações, a Biblioteca sempre será um grande sonho para amantes de livros, história, arquitetura, antropologia, astronomia e outras áreas da ciência.
Relatos indicam que além dos milhares de livros em seu acervo, a biblioteca foi o paraíso para a arte, filosofia e ciência, e se tem registros de vários estudiosos que agiam em colaboração com ela. Em seu interior haviam alas que se ligavam e nas quais diversas atividades eram realizadas, desde dissecação até aulas ministradas por especialistas para seus pupilos. A Biblioteca possivelmente teve um zoológico para animais exóticos, observatórios astronômicos, jardins botânicos, cascatas, salas de pesquisas, salas de leitura, salas de reuniões, locais destinados à cópia de documentos, fora que ela era uma grande produtora de papiro.
A Biblioteca de Alexandria foi proposta ao rei Ptolemeu I Sóter, sucessor do imperador Alexandre, o Grande. Mas provavelmente só foi de fato erguida durante o reinado do faraó Ptolemeu II Filadelfo, filho de Ptolemeu I Sóter.
Apesar de deduzirem que ela guardava grande parte do conhecimento do mundo antigo pouco se sabe sobre ela, sua aparência, sua história e sua destruição. Muito se especula sobre a estrutura externa e interna da Biblioteca, mas suas ruínas até hoje não foram achadas.
As ilustrações que representam a Biblioteca são inspirações baseadas na arquitetura da época e de outras bibliotecas escavadas atualmente. Mas vale lembrar que essas bibliotecas não foram construídas na mesma época que a da Biblioteca de Alexandria e que as bibliotecas de antigamente eram bem diferentes umas das outras, assim como se diferem as dos dias atuais.
Baseada em como ela foi representada no filme Ágora (2009), dirigido por Alejandro Amenábar, uma ilustração da Biblioteca foi feita :
Já aqui é a Biblioteca vista do exterior no jogo de videogame Assassin’s Creed: Origins:
E aqui é ela no interior:
Construída no século III a.C. a Biblioteca de Alexandria possivelmente possuía um acervo entre 30 mil a 1 milhão de volumes. Mesmo sendo acordado pela grande massa que a Biblioteca foi queimada acidentalmente por Júlio César, não se sabe o que de fato a extinguiu. Mas historiadores vêm buscando diversas informações que revelam que a Biblioteca sofreu inúmeros ataques e vandalismos em meio a guerras e desordem política durante muitos anos. Então não foi uma circunstância, mas várias, que levaram ao seu declínio.
E em alguns lugares de má informação até usam a imagem como se realmente fosse as ruínas da Biblioteca de Alexandria.
Quer conhecer outras bibliotecas e saber mais sobre essas que falamos? Esses livros podem te ajudar! Deixo o link para conseguirem comprar pela internet (Não nos responsabilizamos pelo preço, estoque ou quaisquer problemas com sua compra).
SINOPSE OFICIAL: Esta deliciosa obra conta a história das bibliotecas antigas desde suas origens, quando “livros” eram tábuas de cerâmica e a escrita, um fenômeno novo.
O renomado estudioso clássico Lionel Casson nos conduz em uma animada viagem, partindo das bibliotecas reais do Antigo Oriente, passando pelas bibliotecas públicas e privadas da Grécia e de Roma, até as primeiras bibliotecas monásticas cristãs.
Casson traça o desenvolvimento das construções, os sistemas, acervos e patronos das bibliotecas, considerando questões de uma ampla variedade de tópicos, como: quem contribuiu para o desenvolvimento das bibliotecas públicas, especialmente a grande Biblioteca de Alexandria? O que as bibliotecas antigas incluíam em seu acervo? Como bibliotecas antigas adquiriam livros? Qual era a natureza das publicações no mundo greco-romano? Como o cristianismo transformou a natureza dos acervos bibliotecários?
Assim como uma biblioteca recompensa quem a explora com tesouros inesperados, este interessante livro oferece a seus leitores a história surpreendente da ascensão e do desenvolvimento de bibliotecas antigas – uma história fascinante que nunca foi contada antes.
SINOPSE OFICIAL: Frédéric Barbier propõe uma história das bibliotecas a partir de uma estrutura cronológica ampla, adotando uma perspectiva comparativa: parte das bibliotecas da Antiguidade Clássica, passa pelas da Idade Média, acompanha as mudanças decorrentes da invenção de Gutenberg, testemunha tanto a difusão do modelo da “biblioteca mural” (até o final do século XVIII) como a problemática da coletividade e da leitura pública (no século XIX) até enfim chegar à pós-modernidade marcada pela desmaterialização das novas mídias e pela generalização de uma acessibilidade em tempo real. Para o autor, a biblioteca sempre foi uma instituição de transferência cultural, um lugar de encenação e um meio de legitimação do poder, sendo necessário considerar, assim, não só as transformações materiais, mas também a influência do mundo das bibliotecas sobre o mundo do pensamento, das ideias, da informação e da política.
SINOPSE OFICIAL: As bibliotecas são muito mais que estantes repletas de livros: são lugares vibrantes de histórias, de conhecimentos, de personagens, de vida − e de dramas. No passado, as bibliotecas foram cenário de grandes debates, discussões inflamadas, e litígios sobre os fundamentos do saber…
Roberto Cattani percorre a história geral das bibliotecas, abrindo volumes e volumes de memórias significativas, acontecimentos vibrantes, anedotas pouco conhecidas. Cada uma das bibliotecas evocadas tem sua própria personalidade, seu perfume exclusivo, seu fascínio histórico, uma atmosfera que nos encanta ou espanta. Atrás de cada grande biblioteca há um personagem único, e o livro apresenta algumas dessas vidas fascinantes…
São textos rápidos, enxutos, quase jornalísticos, que privilegiam a narrativa e mantêm viva a curiosidade do leitor, deixando para a rica bibliografia a possibilidade de aprofundamento da grande variedade de histórias e temas abordados.
A importância dessas bibliotecas vai além do diagnóstico de um período histórico. Nelas estão milhares de informações de épocas mais antigas ainda; possivelmente de outras civilizações. Mesmo que de algumas só restem ruínas e no casa da de Alexandria nem mesmo isso, documentos foram secretamente copiados e transportados para outros lugares no mundo com o objetivo de preservar algum conhecimento. Pois, na época, estavam surgindo de várias direções e por vários motivos ataques que resultaram no reconhecimento da fragilidade da Biblioteca.
É, de fato, um tesouro imensurável. Como perceberam, muito se perdeu com a destruição dessa biblioteca. Tendo acontecido em partes, o fato de que algumas das avarias terem sido causadas por guerras torna tudo mais trágico ainda. Se gostou da coluna de hoje, se não gostou, se tem alguma sugestão ou quer compartilhar algo, deixe um comentário! Ou, se preferir continuar no assunto, leia, clicando aqui, nossa coluna que tem como título: Algumas das bibliotecas mais surreais do mundo. E aqui você lê a segunda parte dela. Por enquanto, eu me despeço, então boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>The post Guerra Civil (livro) – Marvel Como Você Nunca Leu first appeared on Animes Online BR.
]]>Esse romance é adaptado dos quadrinhos de Mark Millar (outros trabalhos: O Velho Logan, Kick-Ass, Superman: Red Son, Ultimate Fantastic Four, O Legado de Júpiter) e Steve McNiven (outros trabalhos: Retorno de Wolverine, Fabulosos Vingadores: Ragnarok, Guardiões da Galáxia: Vingadores Cósmicos). Uma das maravilhas da atualidade é poder ter conteúdo dos quadrinhos no formato de livros e vice versa. Fora que hoje temos a Marvel representada em todos os meios artísticos. Por exemplo, clique aqui e veja uma violinista tocando o tema de vingadores! Devo enfatizar que hoje não vamos comparar as obras, ok? Hoje vamos falar sobre Guerra Civil, o livro!
Um desastre causa uma cena apocalíptica em Stamford, Connecticut. De quem foi a culpa? A opinião para essa pergunta definiu inúmeras vidas a partir desse momento. E era apenas uma catástrofe como essa que faltava para uma bomba político-social explodir no mundo. Grupos massificados tomam um lado pra si e assim tem início uma Guerra Civil. Ódio, incompreensão, preconceito, corrupção, interesses “sujos”.
Dois lados (ou até mesmo três) agora irão colidir em uma batalha. Mas nada de bom resulta de uma Guerra. Ninguém sabe mais disso do que o Capitão América, mas, sem opção, ele lidera o lado da resistência. Já Tony Stark, o bilionário popular Homem de Ferro, fará qualquer coisa para provar que seu lado é o correto. Nada em sua consciência impedirá suas ações. Na verdade, tudo apenas inflamará seu desejo de seguir em frente. Mas a inconsequência orgulhosa sempre cobrará caro.
Eu separei uma parte aqui para falar da edição em si. Temos a capa linda, claro, mas o melhor veio ao abrir o livro. Na terceira e quarta capa (as capas internas) vemos uma ilustração de uma cena no livro. Foi quase um presente. No meio da leitura eu vivia retornando à imagem para observá-la mais um pouco. Para mim, cada detalhe de uma obra faz a diferença. Comece a notar os pequenos detalhes das edições. Repare na capa, na escolha dos materiais, das fontes, o tamanho, em que posição da página está a numeração, a cor das folhas, a textura, o cheiro. Cada livro será diferente do outro. E quando se repara nos detalhes, as características evidentes ficam mais grandiosas ainda.
A história começa de um jeito interessante. Mas se pensarmos bem, não haveria melhor forma de começar um livro de Guerra Civil. Logo de cara você será apresentado a personagens mais “recentes” se compararmos com a criação dos heróis clássicos. Mas se você pesquisa sobre as histórias dos personagens da Marvel, provavelmente já ouviu o nome de algum deles. Como o Nova, cujo o terreno para sua entrada no MCU já foi preparado. Também temos a heroína Namorita – parente de Namor – que, no prólogo, aparece com sua equipe, os Novos Guerreiros (também um grupo recente, tendo sido sua primeira aparição em 1989), em uma missão. O narrador em terceira pessoa toma Speadball, o famoso comediante mor do grupo, para ser seu personagem principal.
Porém, ao avançarmos para os primeiros capítulos vemos a tática usada de narração. Nela a cada capítulo têm um herói diferente como principal. Então, apenas para terem uma ideia, veja como fica a ordem da primeira parte (sendo que o livro é dividido em 5): Speedball, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Mulher Invisível, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Capitão América.
Sendo honesta, essa forma de narração não me agrada. Mas um grande problema ao preferir uma narração em terceira pessoa e baseada no ponto de vista de um personagem, principalmente em um livro como esse, é que isso seria escolher um lado (mesmo que o escritor claramente não consiga esconder o dele em Guerra Civil). Escolhendo um lado você perde leitores, eu posso garantir que Team Cap ou Team Iron iriam ignorar sua obra se o lado deles fosse preterido.
É uma forma de narração clássica escolhida por escritores que precisam lidar com inúmeros personagens. Então ter vários principais lhes dá liberdade de narrar diversas frentes. Essa é uma forma confortável de narrar. Os escritores não caem no erro de ter a história mal explicada e conduzida. Além disso, o leitor não fica com a angústia de não saber o que está pensando ou fazendo tal personagem. Isso acontece porque no próximo capítulo ele pode explicar de outro ponto de vista. E Assim deixar evidente motivos de ações e também construção de situações ficam claras. Fora que leitores que não gostam de analisar terão menos motivos para reclamações e críticas.
A história é emocionante. Não diria surpreendente, mas emocionante. Em todos os sentidos. Foi como assistir aos melhores filmes da Marvel. Mas os acontecimentos que ocorrem são sombrios, tristes e impactantes. Fazem florescer um sentimento de que o caos é inevitável, incontrolável. Acompanhamos a vida dos heróis com intensidade. Vemos a quebra do glamour. A impotência que paradoxalmente vem com os poderes. É uma história sobre estar literalmente entre a cruz e a espada. É sobre perceber que uma dessas opções vale mais a pena que a outra. Mesmo as duas trazendo sérias e perigosas consequências.
Alguns personagens tinham as personalidades diferentes das quais estamos acostumados. Os conhecemos de outras histórias como as dos desenhos animados, filmes live action ou animados, séries live action ou animadas. Como por exemplo a Viúva Negra. Ela sempre está com uma personalidade ao menos levemente distinta das outras que eu vi até agora. Ou Maria Hill, facilmente amada em um, facilmente ignorada em outro, facilmente odiada nesse. Até mesmo vemos um segundo lado da personalidade do Tocha Humana; mais sensível e frágil (que orna com os acontecimentos).
Já outros personagens como Falcão, Demolidor e Luke Cage tiveram suas características marcantes preservadas, para a glória da obra. Mesmo como coadjuvantes, são personagens de personalidades que conquistam e que costumam receber pouca, ou nenhuma, opinião negativa.
No caso dos escolhidos pelo escritor para narrar de suas perspectivas, tenho duas pontuações.
A primeira foi a decepção de ver Peter Parker, alguns anos mais velho do que nos 7 live actions lançados até agora, sendo reduzido por uns e seduzido por outros. O Homem Aranha é um grande herói, com poderes admiráveis. E Peter Parker possui qualidades de sobra. A falta de arrogância, a gentileza, espontaneidade, humor “urbano”, a simplicidade, tudo que o aproxima intimamente dos fãs. Por exemplo, pra mim é, por isso, que na minha mente a dupla Tony e Peter não combina. O primeiro anularia as qualidades do segundo se agisse o influenciando por muito tempo.
Em segundo lugar, temos Susan Storm, ou melhor, Richards. Enquanto as personagens femininas são estilizadas, Susan é a melhor representação entre elas. O foco está nas suas ações e não na descrição da sua aparência. Dando a ela características grandiosas e valorosas. Sue era preocupada, esforçada, inteligente e sagaz, compreensiva e se posicionava estrategicamente. As outras foram retratadas como (e, acredite, essas palavras são mesmo usadas) belas, altas, esbeltas, formosas, graciosas, lindas e esculturais (nada contra, mas o autor fica “batendo nessa tecla” toda hora para retratar qualquer heroína). No começo eu pensei ser paranoia minha. Mas depois de um tempo passou a ficar até engraçado quando aparecia uma nova heroína (larga o osso, meu filho… hahah será que o senhor Moore estava precisando de uma namorada?).
“ÁS VEZES, REFLETIU ELE, VOCÊ TEM QUE CONFIAR EM ALGUMA COISA. OU EM ALGUÉM.”
– Peter Parker
“PARECIA UMA CRIATURA DE UM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA DOS ANOS 1950, UM SOBERANO ALIENÍGENA QUE VEIO CHEIO DE BONDADE GOVERNAR A TERRA… NÃO DEIXANDO NENHUM TRAÇO VISÍVEL DE SUA HUMANIDADE.”
– Susan Richards
“ENTÃO TEMOS DE SER ESPERTOS. TEMOS DE SER SORRATEIROS. TEMOS DE USAR TODOS OS RECURSOS QUE TIVÉRMOS À NOSSA DISPOSIÇÃO. SE QUISERMOS VENCER, SE QUISERMOS VIVER COMO HERÓIS, LIVRES PARA OPERAR DE ACORDO COM O INTERESSE PÚBLICO, ENTÃO TEREMOS QUE CONQUISTAR A NOSSA LIBERDADE. TEREMOS QUE CONSTRUIR O PAÍS EM QUE QUEREMOS VIVER, TIJOLO POR TIJOLO. ASSIM COMO NOSSOS ANCESTRAIS IMIGRANTES FIZERAM.”
– Capitão América
“ALGUNS DE NÓS PRECISAMOS CHEGAR AO FUNDO DO POÇO. OUTROS CHEGAM A UM PONTO EM QUE O ESTILO DE VIDA, OS EFEITOS CUMULATIVOS SOBRE SI MESMOS E SOBRE AS OUTRAS PESSOAS FICAM PESADOS DEMAIS PARA SUPORTAR. AINDA ASSIM, ALGUNS EXPERIMENTAM UM MOMENTO DE CLAREZA. UM BREVE E VÍVIDO LAMPEJO DE SEU FUTURO, DO DESTINO TERRÍVEL QUE OS ESPERA SE NÃO HOUVER MUDANÇAS.”
– Tony Stark
Após concluir a leitura dessa coluna vai aos comentários e me conta qual é o seu time! Qual o seu lado em Guerra Civil e o porquê. Acho que através do que eu escrevi você consegue descobrir o meu, certo? Porque eu tenho um.
OBS.: EVITE DEIXAR SPOILERS DO LIVRO. CASO COLOQUE ALGUM, ANUNCIE ANTES QUE VAI DAR UM SPOILER COM LETRAS BEM GRANDES, OK?
Sinto-me exposta quando eu falo de algo que gosto muito. Com a Marvel o caso é esse. Muitos nerds, geeks e otakus criam vínculos fortes com a arte que consomem, por diversos motivos. Talvez você bem saiba do que estou falando. Esse é o superpoder da arte, da literatura inclusive.
A capacidade que alguém tem de conectar várias pessoas num mesmo sentimento é o que me encanta. Quando um autor consegue te fazer amar aquela leitura, aquela história e aqueles personagens. De fato é algo além do entendimento superficial do comportamento humano. O ser humano ama quando algo o alcança na alma. Quando partes mais frágeis, porém massivas e nucleares, de nossos cérebros são conectadas com nossos sentidos. E não tem poder maior que esse.
Falando em heróis, superpoderes e super habilidades, aqui você confere minha primeira coluna da série Livros e suas adaptações: opinião dos leitores sobre as obras. Nela, leitores fãs de carteirinha falam sobre o livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares. E clicando aqui você lê outra parte dessa série, mas dessa vez os leitores nos contam suas observações sobre Percy Jackson e os Olimpianos. Então, é isso. Fique à vontade para nos contar o que achou da coluna ou se quer que algum tema faça parte de uma coluna futura. Também compartilhe o link com aquele camarada ou aquela miga fã da Marvel! Boa semana, boa leitura e até a próxima!
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]]>Os sebos existem há séculos. Por isso, passou por várias mudanças com o decorrer do tempo. Mas, mesmo assim, manteve uma essência que permeia por entre a história até hoje. E apesar de todos saberem que eles existem, apenas uma parcela dos consumidores são frequentadores e clientes.
Alguns historiadores dizem que os primeiros sebos surgiram na Europa em meados do século XVI. Ou pelo menos a ideia crua do sebo: vender livros usados. Mercadores vendiam a pesquisadores e estudiosos papiros e documentos. E esta prática de comércio foi evoluindo e se espalhando pelo mundo. Outros especialistas dizem que os sebos são bem mais recentes. Falam que eles surgiram da segmentação do mercado editorial e livreiro. O comércio foi se dividindo, se subdividindo e desvinculando-se uns dos outros. Foi então que surgiram livrarias especificamente para tratar de usados, definição essa vista de modo bem amplo.
Acontece que a história é confundida e modificada enquanto é passada pelas gerações. Então, como qualquer longa história, a história do comércio de uma das formas antigas de transmitir arte e conhecimento também varia.
Sebo? Um nome peculiar. Mas em qualquer lugar você pode encontrar explicações sobre o nome. Cada site, livro ou entusiasta te dará pelo menos duas possíveis histórias. E talvez elas sejam bem diferentes umas das outras. A primeira é uma história que fala de uma época anterior a energia elétrica. Os leitores se dispunham de velas feitas de gorduras. Aproximá-las das páginas ocasionavam em respingos dessa cera de banha. Os livros usados ficavam, portanto, sebosos. Outra história, a pior, em minha opinião, explica que antigamente os jovens eram ávidos pelo conhecimento e carregavam seus livros para todos os lugares… embaixo das axilas… o resto você pode imaginar. Existe uma simples que relaciona livros usados com livros que foram passados de mão em mão. Isso deixaria os livros gordurosos. Há mais uma que contarei daqui a pouco.
Atualmente existem até sebos virtuais. Muitos sebistas se consideram prejudicados pela internet. Não é segredo que a internet apresenta para o consumidor inúmeras opções. Basta a busca por um título para ver que os preços variam consideravelmente. Para outros, mesmo prejudicados, souberam se inserir nesse meio para usufruir das novas ferramentas. Mas sebos vão além de puro comércio. Lá os livros são as estrelas principais. Nas livrarias, que hoje oferecem celulares, cafés, comidas, material escolar, às vezes os livros chegam a ser coadjuvantes. Nos sebos o ambiente é cultural. Lá temos apresentações musicais e poesias sendo recitadas. Outros eventos são com autores que vão para sessões de autógrafos e conversar com seus leitores, entre outros.
Os sebos eram extremante populares no Brasil no século XIX e XX. Mas precisamos levar em conta que, antigamente, era normal adquirir livros usados. Não existia preconceito. Na verdade, pode imaginar que, possuir livros, independente do estado físico dele, era visto com grande admiração. Por vezes definia status social. Para os nobres, eram definidos como cultos, intelectuais. Para classes mais baixas, que geralmente não tinham dinheiro para adquiri-los e na maioria das vezes nem mesmo sabia ler, era sabedoria. Ainda que não em grande escala, os livros usados traziam a oportunidade de conseguir educação, transmitir educação e almejar coisas que, antes dos livros, estavam à portas fechadas (um tanto familiar, certo?). Portanto os livros usados, para todas as classes socais, eram bem vistos.
São muitas as qualidades dos sebos. Uma delas é permitir que títulos que já saíram de circulação das livrarias ou tiveram seus exemplares esgotados continuem disponíveis. Assim eles cumprem com uma necessidade inicialmente preenchida pelas bibliotecas. Aqui no Brasil sofremos com déficits no sistema de bibliotecas públicas. O que torna os sebos ainda mais importantes. É neles que podemos achar títulos que pararam de ser publicados, mas não deixaram de ser importantes.
Uma história dos sebos, uma bem aceita, é mais recente – há mais de 60 anos. Um livreiro colocou a palavra Sebo no nome de sua loja de livros usados, seguido pelo seu sobrenome. Os estrangeiros entravam e liam o nome na porta do estabelecimento. Eles concluíam que esse também era o nome do dono. Isso ajudou a popularizar o nome Sebo pelo nordeste, lugar em que ficava tal livraria. Mas o termo logo se espalhou pelo Brasil.
Em todos os seus anos como leitor, se nunca tiver entrado em um sebo, o aconselho a ir. Procure os mais próximos de você e convide um amigo. Como disse anteriormente, alguns vendem online, o que também é ótimo. Mas visitar sebos pode acabar se tornando um agradável hábito caso tente. Outra dica é visitar sebos de outras cidades. Pois não é como entrar em livrarias comuns, já que em todas elas você encontrará praticamente os mesmos títulos. Livrarias fazem do ambiente e não do livros o maior motivo da visita. Nos sebos você ficará imerso em títulos diversificados de edições antigas, exemplares que já saíram de circulação e ainda encontrará os que ainda estão no mercado por serem recentes.
Clicando aqui você encontra minha última coluna sobre O Que Faz Uma História Ser Boa. Aqui você poderá ler minha coluna sobre Um Diário do Ano da Peste. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Não esqueça de, no final, deixar seu comentário me contando o que você acha, dando uma sugestão para as colunas ou uma sugestão de leitura! Quero saber o que se passa nos pensamentos dos indivíduos que leem essa coluna.
O ditado “não se deve julgar um livro pela capa” é irreal tanto no sentido figurado, quanto se levarmos a frase ao pé da letra. Usamos todos os nossos sentidos desde o primeiro contato com algo novo e já criamos uma primeira impressão daquele livro só de o observarmos. Por isso, é uma estratégia de atração pensar toda a estética do livro. O leitor que nunca foi seduzido por uma capa que atire a primeira pedra.
Mesmo que isso não defina de forma geral a qualidade da história, a estrutura é uma parte importante. Desde a escolha do material da capa (se você é um leitor ou leitora assídua, já deve ter reparado que existem inúmeras formas de criar uma capa: fontes, tamanho e posição das palavras, hologramas, capas de papel foscas, brilhantes, em tecido, em couro, com estrutura dura ou brochura, com orelha ou sem, creio que deu para entender) até a cor da folha, escolha da posição da numeração das páginas e micro detalhes que passam despercebidos pela maioria, mas que ainda assim surgiram a partir de uma escolha. Tudo isso para conquistar o público alvo — vocês — à primeira vista.
Uma história realmente boa vai ter um bom título e uma boa capa? Na maioria das vezes, sim! Portanto, capas foram feitas para serem jugadas (esclarecendo: já essa frase também é irreal quando se tratam de pessoas, ok, coleguinha revoltado?).
Quando eu arrumo a minha estante, que inclusive está passando por um processo de limpeza e catalogação, eu quero que os livros mais bonitos fiquem à vista. Mas também quero que meus livros favoritos, que têm capas boas, mas nem sempre são as MAIS bonitas, fiquem expostos. E eu dou preferência para eles fiquem com as melhores posições na estante porque eles me conquistaram além de sua estrutura. Aqui, no caso, eu estou falando sobre livros de ficção.
Para mim, aqueles livros não são só bons, mas sim os melhores. As histórias que eu vivi ao ler esses livros ainda estão vivas em mim, intensamente. Ler eles foi fácil, foi instigante, me fazia refletir sobre cada pedaço do labirinto que é um mundo criado por outra pessoa. As sensações transmitidas misturadas com uma realidade diferente da qual vivemos e personagens que têm mais profundidade que muitas pessoas, proporcionam uma experiência única.
Os livros de não ficção envolvem conteúdos muito mais específicos, eu os busco por conhecimento e não por sentimento. Essa busca também é, ao meu ver, um lazer. A conexão que fazemos com esses livros envolve mais um prazer intelectual. Um livro não ficcional bom é um livro escrito por alguém de conhecimento admirável sobre certo assunto. E, ao acabar a leitura, decidir se gostou ou não é simples. Essa obra foi satisfatória na busca por aprimorar o conhecimento sobre o tema?
Mas, muitas vezes é impossível saber o que se está sentindo ao fechar uma história de ficção. Muitas vezes foram tantos sentimentos, “são tantas emoções” (by Carlos, Roberto), que, por um tempo, fica a sensação de vazio. O nosso drama é grande! Vida de leitor não é fácil.
A verdade é que é fácil, muito fácil mesmo, para mim pegar um livro, lê-lo e depois escrever sobre ele. Quer saber um segredo? Eu não gosto de críticos, não leio críticas a respeito de nada, mas olha que coisa, escrever críticas é parte do que eu faço atualmente. É uma vergonha se comparar o que eu faço com o trabalho de escritores que passaram semanas, meses ou até mesmo anos planejando e moldando suas histórias. Eles colocam sentimento em suas obras, colocam seu intelecto, parte de suas vidas, colocam sua autoestima e expõem parte de sua alma para completos estranhos. Por isso mesmo, eu não vejo como defender o trabalho de criticar qualquer tipo de trabalho de qualquer área que seja.
Esta coluna está sendo especial, pois estou colocando luz na minha opinião. Hoje eu acredito que darei o melhor conselho que eu posso dar a vocês.
Então você me pergunta, por que eu ainda faço isso? Acontece que eu não acho ideal criticar algo que, provavelmente, para alguma pessoa nesse mundo a fora, é tão especial. Mas, tendo isso em mente, eu posso fazer do meu trabalho algo mais significativo. Eu posso incentivar os leitores, não sobre decidir se vão ler ou não baseados na minha opinião de ter gostado ou não da história, mas sim para que eles leiam APESAR de eu ter gostado ou não.
Não. Muitas pessoas tentam vender fórmulas secretas para escritores que querem alavancar suas histórias. Mas não existe isso. Cada escritor tem seu próprio jeito e seu próprio tempo de fazer as coisas. Tentar definir isso como regra para o sucesso é igual a prometer que tal shake vai te emagrecer. Um escritor de sucesso é um escritor que se conheceu e conseguiu, através de um método pessoal, concluir seu livro e compartilhá-lo. Um exemplo é quando falam para fugir dos clichês em tal tema, ou fazer o “vilão” deste ou daquele jeito, mas têm pessoas que gostam de clichês e eles ainda fazem muito sucesso. E, sobre o vilão, ele vai ser aquilo que o escritor ou escritora decidir.
O que existem são técnicas que podem ser compartilhadas com as pessoas, porque talvez essa técnica seja parte do que essas pessoas precisam para elaborar suas histórias. Como, por exemplo: fazer um cronograma, criar perfis de personagem, criar um mapa antes de iniciar a escrita, escrever primeiramente tudo que vem à cabeça e depois ir ajustando nas diversas releituras (na hora das releituras existem alguns escritores bem famosos, que reduzem metade do livro até chegar na versão desejada da história).
Acho que você deve estar pensando: mas essa doida ainda não falou o que faz uma história ser realmente boa. Eu respondi ao longo da coluna, mas se você ainda não entendeu, o que faz de um livro/uma história ser boa ou não é quem a lê. Você, leitor. Seus gostos, seus sentimentos e a sua experiência com aquele livro fará ele ser bom ou não (para você).
Alguém pode considerar o John Green o melhor escritor do mundo e seus livros podem ter mudado a vida dessa pessoa de um modo que nunca acontecerá comigo, e a saga A Herança pode ser a pior coisa já feita na opinião de alguém, mas é uma das minhas grandes paixões e nada que ninguém fale mudará isso. Em resumo, a relatividade é a única certeza. Conhece alguém que se acha dono da verdade absoluta ao contrariar sua opinião a respeito de algo que você gosta? Bom, sugira que tal ser cuide bem do próprio… pé.
Estava ansiosa por finalmente compartilhar essa minha ideia com vocês. Então, agora estou ansiosa para saber o que pensam a respeito. Clicando aqui você poderá ler minha coluna sobre Algumas das Bibliotecas Mais Surreais do Mundo e clicando aqui será direcionado para a segunda parte desta série. Eu vou ficando por aqui. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>The post Uma Rápida Resenha, Uma Breve Crítica: Eu Sou o Número Quatro (e os outros seis livros da saga Os Legados de Lorien) first appeared on Animes Online BR.
]]>Para essa reinauguração decidi escrever mais uma coluna para a minha série: “Uma Rápida Resenha, Uma Breve Crítica“. Hoje falaremos sobre a saga escrita pelo Ancião lorieno, Pittacus Lore, pseudônimo divertido, pois insere mais um mistério na história, usado por James Frey (1969-) e Jobie Hughes (1980-), esses dois são terráqueos.
Os aliens estão entre nós… Acho que essa frase seria um bom resumo superficial da história, que começa deixando bem claro que esse relatos são “reais”. Nosso personagem principal é um adolescente que, quando ainda era bem criança teve que fugir de seu planeta natal, Lorien. Ele escolhe seu próximo nome, John Smith, logo no início do primeiro livro, pois enquanto fugiam às pressas de um mundo em chamas, foi dado apenas um número para cada uma das nove crianças que embarcaram na espaçonave junto de seus novos responsáveis legais, os Cêpans (que nada mais são do que lorienos que não possuem Legados, ou seja, poderes, com os quais apenas uma porcentagem da população loriena nasce e desenvolve).
John Smith é o número quatro e, partindo com ele, estava Henri, seu guardião. Em resumo, era a missão desses dezoito lorienos virem para a Terra, se misturem aos terráqueos, treinar, ficar forte e derrotar os mogadorianos, uma raça alienígena nômade. Mas, principalmente, sua missão apenas terminará quando esses jovens e seus tutores restaurarem seu planeta em sua antiga glória.
“NÓS podemos estar ao seu lado agora mesmo.”
Essa é a primeira frase que se lê na capa de trás do livro. O jeito como eles apresentam a história, onde geralmente se colocam resumos, foi genial. Aguçou o ser curioso que habita em mim! Se eu gostei da história ou não, realmente não importa. Pois acima de boa ou ruim, essa história é original.
Hoje em dia é difícil acharmos algo totalmente novo, por isso precisamos redefinir o conceito de originalidade. Ser original, hoje, está nos detalhes, nos perfis dos personagens, no desenvolvimento dos acontecimentos, na diversidade de situações e locais, e não em criar uma história sem inspiração em outras histórias ou conceitos, como: histórias de vampiros, realidades pós apocalípticas, ou um mundo medieval de magias e seres míticos. E eu afirmo que os detalhes da série Os Legados de Lorien são muito originais. Logo mais falarei sobre alguns deles de um modo sutil.
Preciso confessar que devorei os livros. Foi um atrás do outro, em uma leitura ávida por respostas e clamando por uma conclusão; aquela clássica situação em que o leitor vai rápido demais e quando acaba só resta o sombrio e amargo vazio. Sagas, principalmente as longas, geralmente acabam com nosso psicológico e emocional, e com Os Legados de Lorien não foi diferente. Existem cenas de batalhas, fugas, invasões a locais secretos, revelações há muito guardadas em sigilo, encontros e desencontros. Esses acontecimentos não se limitam, na verdade eles estão em todos os sete livros.
Os livros abordam nichos como: família, onde vemos a importância de se ter fortes laços com as pessoas que fazem parte dela, seja ela como for; amor, porém abordado sob diversas perspectivas; amizade, de fato um dos assuntos importantes do livro; união, e, apesar de termos vários temas, nenhum outro supera esse em força e importância; traição, e até hoje faz meu coração doer pela forma como esse quesito é tratado no livro; realidade, aqui vemos o conhecimento dos autores a respeito do comportamento humano; manipulação, e, para mim, isso é o causador dos grandes maus causados nessa história, pois foi o tipo de manipulação brutal, não daquele tipo que apenas corrompe, mas sim o tipo de manipulação que destrói e mata.
Na saga vemos um cuidado surpreendente com a personalidade de cada um dos personagens que fazem parte do “círculo central” da narrativa, em outras palavras, é como se cada um deles fossem reais, o que acontece em todo bom livro . Os personagens são interessantes e é por isso que eu não quero influenciar sua opinião inicial sobre alguns, exceto o Bernie Kosar, pois ou você o ama, ou então você nunca leu o livro.
Especialmente no primeiro livro você vai encontrar estereótipos bem característicos nos personagens, apesar de eu falar que eles são bem desenvolvidos. Então temos os vilões, o mocinho, a mocinha, o bad boy, o nerd, o paizão, porém isso de nada tira o valor da obra. Na verdade, saiba que, de formas inesperadas, tudo isso vai explodir na sua cara e você colocará o livro de lado (independente de qual deles seja) por um momento para respirar e absorver o que aconteceu.
Os detalhes originais que comentei ali em cima foram o que me deixaram em dúvida sobre o que eu senti pela saga Os Legados de Lorien. Muitos resultados e ocorridos na história são surpreendentes, mas às vezes nós só queremos ler uma aventura clichê. Da mesma forma, até hoje um deles abala meu senso de moral e eu não saberia dizer o que faria no lugar do John ou de outra personagem loriena (os que mais foram afetados pelo ocorrido).
Apesar de as capas terem artes lindas e serem bem chamativas, um ponto me incomodou quando analisei os títulos de cada um dos livros, quer dizer, ainda me incomoda, acho que sempre me incomodará. A partir do dois até o cinco ELES ERRARAM OS TÍTULOS! Veja bem, o primeiro se chama Eu Sou o Número Quatro, os outros são: O Poder dos Seis; A Ascensão dos Nove; A Queda dos Cinco; A Vingança dos Sete; os dois últimos estão corretos: O Destino da Número Dez e Unidos Somos Um.
Os títulos errados não faziam muito sentido com a história até eu perceber que ele deveriam ser assim: O Poder da Seis; A Ascensão do Nove, o outro é A Queda do Cinco e, por fim, A Vingança da Sete. Eu sei que é um detalhe bem mequetrefe, mas sempre me incomodará. Portanto eu decidi contar sobre ele aqui no final para que pessoas perfeccionistas como eu já saibam o que vão encontrar.
Eu refleti muito sobre o que bem e o mal que todos carregamos dentro de nós (e que aquele que é alimentado é o que vai predominar)com a saga Os Legados de Lorien, acontece que até hoje me pergunto a que ponto podemos culpar os outros e nos culparmos por alguns tipos de acontecimentos. Os autores trouxeram questões perigosas e que sempre dividirão águas, que envolve descobrir como se pode julgar uma pessoa que passou por coisas que você nunca passará? Como perdoar alguém que que cometeu crueldade extrema, sendo ele vilão ou não? E o copo? Está meio cheio ou meio vazio?
Eu deixo para vocês esse link aqui que te levará ao catalogo da editora Intrínseca, lá você vai encontrar mais informações sobre Os Arquivos Perdidos. É um box digital com 15 e-books de uma saga com histórias paralelas sobre os personagens pouco explorados durante a saga original.
Por enquanto fico por aqui. Por acaso acabou de me conhecer? Então leia minhas colunas desta mesma série aqui, onde falo sobre Viagem ao Centro da Terra aqui, onde conto para vocês algumas coisas do livro Fahrenheit 451. Gostou da coluna? Já leu Os Legados de Lorien? Conhece a história pelo filme ou livro? Conte-nos tudo deixando um comentário (apenas não deixe spoilers). Aos domingos serão postadas novas colunas.
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]]>The post Linhas Indigestas: Coisas Fortes e Diretas – literatura de revolta first appeared on Animes Online BR.
]]>É por essa razão que existem obras atemporais, revisitadas geração após geração, ainda que o seu lançamento tenha ocorrido há muitos e muitos anos. Poesia, por exemplo, por causa do lirismo puro dos sentimentos explorados na palavra transcende o tempo, o espaço, e até o idioma. Meus favoritos Castro Alves (Oh! Bendito o que semeia/Livros à mão cheia/E manda o povo pensar!) assim como Cecília Meireles (Eu não dei por esta mudança,/Tão simples, tão certa, tão fácil:/- Em que espelho ficou perdida/A minha face?) mantêm-se atuais pela genuína natureza humana explorada em seus trabalhos. É a beleza imortal de seus escritos.
Nesse último final de semana, fui de encontro a uma nova obra poética. Meu editor (beijos, chefia!) sugeriu-me a leitura do recém-lançado (2020) Linhas Indigestas: Coisas Fortes e Diretas do fluminense Fábio da Silva Barbosa. Autor de longa trajetória no mercado da publicação independente de Zines (em destaque Reboco Caído), o livro foi publicado no selo Lumos da Brazil Publishing e compila 71 poemas.
Logo no primeiro instante, eu senti influência forte do simbolismo (ainda que não a forma) do paraibano Augusto dos Anjos, o “filho do carbono”. Os versos, a pingar uma vulgar decrepitude, transmitiam uma crua indignação com o atual cenário, fosse político ou fosse pessoal. Assim como Anjos, Barbosa transmite uma exaustão diante da banal crueldade presente no cotidiano – demonstrando um desejo de mudança, porém com uma apatia paralisadora.
“não quero mais ser
mais um bom exemplo
de toda essa derrota compulsiva” – Jardins secos (p. 54)
Essa temática caótica de revolta é martelada com violência a todo instante, indicando uma fixação na vontade de chocar com seu escárnio. Há uma energia agressiva espalhada entre as estrofes carregadas de culpa pela inércia cansativa do existir do eu-lírico, essa embalada no ritmo da tragédia contemporânea e corriqueira. Obstinado, o autor repete a cada página, como se quisesse esgotar essa angústia.
Eu particularmente entendo essa vontade, sério. Há uns dez anos eu escrevo, ainda que nada publique, e eu compreendo o ato de criar – em especial, poemas – como uma catarse, isto é, a tradução de emoções não processadas em mensagens multifacetadas. Se eu tenho uma ideia, eu preciso abordá-la em exaustão, de forma que a sensação não fique presa em meu peito, sufocando-me em minha ansiedade. Assim sendo, eu imagino que seja uma anárquica indignação quem mova a sua produção.
Dito isso, ainda que eu escreva poemas, Linhas Indigestas provou ser um desafio um tanto fora da minha área de conforto. Animação, meu tópico usual dessa coluna, é a mídia que eu mais estudo e aprecio no cotidiano, tornando incomum a minha reflexão sobre a natureza da literatura trabalhada ao longo deste texto. Não acredito que seja para mim essa obra, infelizmente. Não me identifiquei muito bem com as emoções exploradas em suas, como o título descreve, “linhas grosseiras” – embora as situações descritas possuam semelhanças com as minhas vivências particulares.
Apoio com todo o coração as obras nacionais. Fico feliz que em meio a pandemia essa obra foi finalizada e pôde chegar em minhas mãos, apesar de eu não apreciar conforme seu autor planejou. Como diria Pablo Neruda, “a poesia tem comunicação secreta com os sofrimentos dos homens. Há de ouvir os poetas. É uma lição de história.” Vamos nos atentar, portanto, aos nossos menestréis, ainda que não consigamos amá-los.
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]]>Quando um autor corrompe sua própria obra, tratando-a com indiferença, sugere muitas coisas. Cansaço, ganância ou desleixo. E nenhuma delas é uma desculpa descente para os fãs. Mas e quando o autor valoriza intensamente sua obra, a amplitude da repercussão e tudo que ela significa para milhares de pessoas? Vamos descobrir na coluna de hoje qual o tipo de escritora J. K. Rowling era e que tipo ela se tornou.
Mony (24 anos) nos fala sobre uma de suas obras favoritas, e de muitas pessoas, Harry Potter! O livro que leva o nome do bruxinho que, podemos dizer com confiança, mudou o mundo.
Ocupação: Auxiliar de Ultrassonografia
Minha nota para o livro é 10! Eu sempre votarei 10 porque não mudaria nada nessa história! Cada detalhe, cada personagem, cada lugar que eles passaram tem uma grande importância para mim. Não vou dizer que todos os rumos que a história tomou me agradaram, entretanto, foram esses sentimentos de surpresa e de questionamentos que fizeram parte do processo de classificação da saga Harry Potter como a minha favorita.
Agora, minha nota para o filme é 8. A partir de Harry Potter e Câmara Secreta eu assisti a todos os filmes após a leitura do livro. E, como todo leitor sabe, certas coisas me deixou um pouco decepcionada, como a falta de alguns momentos que para mim foram muito importantes no livro. Apesar disso eu gostei muito. Inclusive algumas cenas foram incrivelmente da maneira como imaginei durante a leitura do livro. Como, por exemplo, quando Harry tem um encontro onírico com Dumbledore na estação King’s Cross em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Sobre a escalação dos personagens, sinceramente, eu não mudaria absolutamente nada. Amei a atuação de todos, inclusive Daniel Radcliffe foi digno do papel que recebeu. Alan Rickman (atuou nos filmes como o professor Severo Snape) também tem minha eterna gratidão por ter dado vida a um dos meus personagens favoritos de maneira excepcional.
Perguntar a respeito do personagem favorito é uma pergunta difícil de responder para quem ama a saga. Bom, não sei se tenho um personagem favorito, mas com toda certeza tenho os que me cativaram mais. Posso dizer que foram Severo Snape, Luna Lovegood e Hermione Granger. Para mim o terceiro foi o melhor filme (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban). Nele temos a apresentação do vira-tempo; algumas revelações sobre a história de alguns personagens; o soco da Hermione em Draco Malfoy; o Bicuço (adoro).
Mas no caso do meu livro favorito, sem duvidas é Harry Potter e a Pedra Filosofal, porque foi o primeiro contato que tive com a história e o motivo de eu querer continuar a leitura dos outros.
Agora, se formos falar sobre os efeitos especiais, posso dizer que para a época que os filmes foram lançados acho-os muito bons. Acredito que desde o começo houve uma preocupação gigante dos produtores em relação a isso. Até, e principalmente, por se tratar de uma história totalmente relacionada à magia e coisas fantásticas. Os efeitos da capa da invisibilidade, do Basilisco, dos jogos de quadribol, dos dragões e cenas embaixo d´água e do Patrono, por exemplo, são incríveis. Mas claro que nem todos foram ótimos, o pior para mim foi a cena da luta contra o trasgo no banheiro em Harry Potter e a Pedra Filosofal, que simplesmente transforma o Harry em um desenho animado.
Mas, por outro lado, achei que, os cenários, tiveram muitas mudanças; foram várias coisas entre um filme e outro, como, por exemplo, a distância entre a escola e a casa do Hagrid, mas de um modo geral os cenários foram bem parecidos com o que imaginei durante a leitura.
Eu sou suspeita para falar sobre as qualidades do livro. E isto porque foi Harry Potter que me fez acreditar que poderia existir um mundo diferente além desse chato e monótono que vivemos. Fez-me enxergar o mundo dos livros com outros olhos. Fez-me sonhar mais alto e descobrir que ser diferente também é bom. A história fala sobre amizade, fidelidade, amor e objetivos. Nos mostra os reais sentidos sobre coragem e audácia e mostra que inteligência, lealdade e força não têm sentidos quando não são usados para fazer o bem.
Como fã da história, eu lembro que eu nem conseguia dormir direito, pois estava ansiosa para ver os filmes no cinema. Na minha casa sempre tivemos a tradição de assistir todos os filmes do Harry Potter no cinema. Então isso marcou muito a minha vida, estar com meus pais, minhas irmãs e meu primo. Ter com quem discutir e conversar após o cinema. Foi muito marcante para mim. Entrar na sala de cinema e de repente ouvir a música que inicia o filme era de arrepiar. Depois do filme normalmente eu saia em silêncio tentando digerir cada momento do filme e o que causou em mim.
Por tudo isso, e muito mais, obviamente eu recomendo o livro. Inclusive dois dos meus livros estão com uma amiga, pois falo tanto sobre isso; recomendo tanto que as pessoas acabam ficando curiosas para ler. Recomendo porque a história é incrível, J.K. Rowling criou um universo novo. E o que é bom não deve ficar escondido.
Eu também recomendo os filmes, pois algumas pessoas se interessaram em ler o livro somente após assistir o filme e se apaixonarem. O filme é cativante, emocionante e deixa sempre um gosto de “quero mais”. Ninguém que eu conheço se arrependeu de assistir os filmes.
Harry Potter me salvou de uma fase muito chata da minha vida aos 12 anos mais ou menos. Uma fase na qual eu não me sentia aceita, tinha raiva de ser quem eu era; não queria mais nem ir para escola, pois tinha muita dificuldade de relacionamento. Eu nunca fui muito comum, sempre reclusa, encolhida, tinha vergonha de conversar, pois achava que as pessoas não iriam gostar de mim. Foi quando decidi trabalhar como voluntária em uma biblioteca perto da minha casa e assim tive meu primeiro contato com os livros do Harry Potter (após indicação da minha tia).
Dia após dia eu devorava aqueles livros. Ficava ansiosa para chegar em casa, deixar meu material e correr para biblioteca, deitar em um “puff” e continuar a leitura, quase nem trabalhava (risos). Era dentro desse universo que eu conseguia fugir desse mundo real, esquecer alguns sentimentos de incapacidade e sair motivada para tentar algo novo. Acabei me tornando amiga de cada personagem e me apaixonei não só pela saga, mas pelo que ela causou em mim.
Perguntaram-me uma vez, “como foi se despedir da saga?” Eu nunca me despedi dela. Vai ficar pra sempre viva em mim. Mas assistir o filme pela última vez no cinema foi muito triste. Eu chorava por não conseguir aceitar que tinha acabado e por saber que jamais outra saga substituiria o que essa é pra mim.
J.K. Rowling foi presente, constantemente, nas gravações. Como figura pública foi exigida dela muito discernimento e jogo de cintura, uma vez que as pessoas não perdoam os erros e falhas de outras pessoas. Mas fora esses percalços, antes e depois da fama chagar a sua vida, seu sucesso pessoal, sua história de luta, e, mais importante, sua tendência para a criação criativa e inovadora mudaram todo um mundo, toda uma geração. E continua mudando… Transformando um mundo, antes repleto de trouxas, em algo mágico, algo maior do que a realidade pode alcançar. Mas proporcionando sentimentos reais. Sentimentos que se transformam em ações, vindas de pessoas com os olhos voltados para as melhores sensações que Harry Potter pôde trazer em suas vidas. E isso é magia, isso é a magia no mundo real.
Se gostar de Harry Potter veja essas edições especiais em uma de nossas colunas clicando AQUI. Outra dica é a primeira coluna (AQUI) e a segunda coluna (AQUI), desta série de colunas em que falamos com pessoas que leram e assistiram a trilogia de O lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e a saga de Percy Jackson. E se gosta de ler, então siga @lanterna_de_tinta no Instagram. Lá, nosso clube do livro posta coisas sobre o mundo literário. Por fim, fiquem ligados que ainda teremos mais uma coluna desta mesma série! Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Ações geram resultados, que geram consequências que geram novas ações. Alguns escritores se perdem no meio desse processo, o que talvez tenha sido o caso de Rick Riordan, escritor responsável pela história dessa semana.
Roberto Donato e Grazieli Aquino (ambos com 24 anos) contaram um pouco sobre suas experiências com o segundo título escolhido, a primeira saga do semideus Percy Jackson, confiram:
Ocupação: Estudante
Minha nota pra o livro 8. Ele tem leitura fácil, linguagem atual e um tema adaptado para o público adolescente, com enredo envolvente e personagens bem desenvolvidos, porém o escritor está preso a um formato clichê de histórias juvenis, apresentando um problema que deve ser resolvido em um espaço curto de tempo. Já minha nota para o filme é 6. O filme tem uma pegada adolescente e apela para um tom de comédia romântica com aventura. São muitas as ocasiões que informações canônicas do livro são alteradas sem necessidade; como, por exemplo, a pelagem de Quíron que no livro era branca e no filme é castanha. Outro exemplo é Annabeth não se dar bem com Percy no livro e no filme apresentar um clima romântico entre os dois personagens logo no início. Apesar dos muitos personagens com personalidades boas, meu favorito é Grover Underwood.
Parcialmente, a escalação do elenco principal foi justa. Porém personagens chave, que aparecem durante a história do livro, na trama do filme acabaram tendo suas características alteradas, apenas por utilizarem de atores renomados para atrair o público. Os efeitos especiais foram muito bons em relação a escala em investimento para o filme, também contando com ótimos efeitos práticos. Achei as locações de cenários muito bons também, bem ambientados e suficientes para desenvolver a história. Sendo o lugar mais esperado por mim o acampamento meio sangue!
No segundo filme, Mar de Monstros, até ocorreu uma tentativa de corrigir algumas características de personagens. Como no caso de Annabeth, mas a melhor solução seria remake!
As maiores qualidades do livro em minha perspectiva são a linguagem atual, o natural desenvolvimento de personagens, a mistura de mitologia com elementos do mundo atual e o formato de aventura e fantasia apresentado. Entre os dois filmes o segundo filme foi o melhor, por ser mais fiel aos livros. Mas o meu livro favoritos da saga é O Ladrão de Raios, porque é onde é apresentada toda mitologia e personagens que compõem a história.
Houve várias discrepâncias no decorrer do filme. Mas as maiores diferenças entre o livro e o filme foram a descaracterização da Annabeth e o aparecimento da hidra no primeiro filme, sendo que ela aparece apenas em Mar de Monstros, e a característica de que Percy respira em baixo d’água, sendo que no filme ele apenas prende a respiração por 7 minutos.
Como fã estava muito ansioso para adaptação, como a maioria dos fãs, mas assistir algumas coisas me incomodou devido a fidelidade com a história, fora isso é um filme muito tranquilo de assistir.
Recomendo o livro por ser de uma leitura fácil que prende o leitor, apresentando vários elementos da mitologia grega. O livro acaba não só servindo como entretenimento, mas também como fonte de informações sobre a mitologia citada anteriormente. O longa é um bom filme para ver com a família, para se divertir, apenas.
A respeito dos três últimos filmes que “faltaram”, na verdade, acredito que o ideal para adaptar a história seria uma série. Isso devido à quantidade de acontecimentos, mas não vou negar que fiquei muito curioso para ver Cronos aparecendo.
Ocupação: Assistente administrativo
10! Minha nota para o livro é 10! O livro é excelente. Tem uma narrativa leve e divertida. Aborda a mitologia grega de uma maneira mais fácil de ser digerida (convenhamos, quem decora tantos nomes de deuses assim?). Já o filme? 5! Foi por conta do filme que me interessei em ler o livro, mas os roteiristas não colocaram nem 1/3 da história. Detalhes importantes do livro não foram colocados no enredo do filme, o que dificultou muito a adaptação da segunda obra, que, para mim, também foi uma decepção. Em comparação com os dois filmes, o primeiro é bem melhor. Principalmente em relação aos efeitos especiais. Mas o segundo deixou a desejar, principalmente com o ciclope. O que me leva a citar outra questão, que no segundo filme alguns personagens surgem do nada, e quem não leu os livros acaba ficando perdido.
Minha personagem favorita sem dúvidas é a Annabeth! É uma personagem forte, inteligente, estrategista. Muito difícil de não admirá-la. Eu amo a saga toda, mas tenho um carinho especial pelo primeiro livro Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Foi ele que fez eu me apaixonar pela mitologia.
Como eu disse antes, assisti ao primeiro filme antes de ler o livro. A princípio tinha amado o filme e estava ansiosa pelo segundo. Depois de ler, mudei totalmente minha opinião. E fui assistir o segundo filme por teimosia, já sabia que iria me decepcionar.
Eu gostei muito dos atores, do Percy Jackson principalmente. Só que poderiam ter colocado a Annabeth loira, mas só no segundo filme que fazem isso. Não tiveram fidelidade com a obra: os personagens ficaram faltando, a idade dos personagens foi alterada (só para rolar um romance entre o Percy e a Annabeth logo no primeiro filme). A química instantânea entre Percy e Annabeth é ridícula, eles só têm 12 anos! Era para se odiarem logo de cara.
Os filmes também não foram muito fiéis à descrição dos cenários. Como, por exemplo, chalé do Percy Jackson, o cassino, o acampamento em si… São bem diferentes. A impressão que eu tive, foi que os roteiristas leram apenas a sinopse do livro e resolveram fazer o filme baseado naquilo. Sabemos que é uma adaptação e que não é possível colocar todos os elementos. Mas, como disse antes, mudaram as características da Annabeth, e colocaram o Grover como mulherengo e não incluíram a árvore da Thalia…
A história do livro é bem detalhada e cheia de aventura. A todo instante acontece algo para te tirar o fôlego. É o que te prende na leitura e faz querer terminar o livro, e, caso pare, tem a sensação que vai perder alguma coisa. Com toda certeza do mundo eu recomendo o livro! Para quem ama essas aventuras teen, esse livro é maravilhoso e vai se tornar um dos favoritos. Mas eu só recomendaria o filme caso a pessoa não tenha intenção de ler o livro, caso o contrário, é melhor colocar na lista de “filmes para nunca assistir”. A história é muito boa, merecia uma série (ouça-os Disney, as vozes dos fãs ecoam: série… série… série…). Mas a continuação dos filmes? De jeito algum!
Sobre a segunda saga de livros – Os Heróis do Olimpo: algumas pessoas não gostaram da forma como foi escrita, intercalando a história de cada personagem. Mas isso foi umas das coisas que eu mais curti na segunda saga. Pois despertava ainda mais a curiosidade para saber o que ia acontecer no próximo capítulo. Outro ponto que foi motivo de crítica, mas que eu adorei, foi a junção dos personagens e a mudança de característica dos deuses da mitologia grega para a romana. Um detalhe bobo, mas que me cativou, foi colocarem uma personagem vegetariana, a Piper.
A chance de redenção desperdiçada no segundo filme é de cortar o coração. Apesar das diferenças em alguns pontos opinados, todos concordam que a falta de fidelidade com basicamente toda a história, tanto nas coisas simples quanto nas partes essenciais, levou os filmes ao fracasso. Somando as colunas, já temos três filmes infiéis de grande fracasso por reprovação dos fãs leitores. Mas, em contrapartida, temos dois títulos literários infanto-juvenis de grande sucesso. A que conclusão isso vai nos levar? Será que é possível uma obra infiel, mas boa (na opinião de quem leu o livro)?
Por fim, vou encerrando a segunda coluna da série Livros e Suas Adaptações. Mas eu quero ouvir de você, deixe aí nos comentários, o que achou sobre os livros da saga Percy Jackson e os Olimpianos, ou os filmes, ou ambos. Siga @lanterna_de_tinta que informarei quando as próximas colunas forem publicadas.
Gostou do que leu? Confira a primeira parte na coluna da semana passada clicando AQUI. Nela eu falo sobre o livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e sua adaptação. Outra dica é a coluna em que entrevistei Raphael Draccon, onde falamos, brevemente, sobre sua carreira e sobre o mercado literário. O @raphaeldraccon postou em suas redes sociais esta semana (dia 30 de janeiro) que encerrou a escrita do seu quarto livro da série Dragões de Éter; Intitulado Estandartes de Névoa. A história se passa cinco anos desde os últimos acontecimentos do livro três, Círculos de Chuva, publicado pela primeira vez em 2014. Clique AQUI e conheça um pouco a respeito deste escritor brasileiro de fantasia. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Desde muito tempo, na história do cinema, livros vêm sido adaptados para as telas. Isso enriquecia a obra. Fazia com que o livro que virou filme alcançasse mais pessoas. Fazia com que o autor ganhasse novos leitores. Fascinava as pessoas, simplesmente por verem suas queridas histórias saindo do papel. Mas, hoje em dia, as coisas mudaram um pouco. O leitor anda exigente, não se contenta com pouco, com miséria. Quer que sua tão querida obra seja dignamente exposta em suas adaptações. O leitor quer qualidade, fidelidade, respeito. E quem pode nos culpar? A representação de algo que nos é importante deve ser condizente com aquilo que foi escrito originalmente, caso contrário, Hollywood, prepare-se para o fracasso.
Produzir um filme que antes era livro, HQ ou mangá é perigoso! E nosso primeiro livro desta série é um bom exemplo disto. Quem fala sobre ele é o Jean, o mais fiel ajudante de todo o multiverso (com 18 anos) e Liv (com 16), confiram:
Ocupação: Estudante
Foi esse livro que me introduziu no mundo literário, e fez surgir uma paixão dentro de mim, inclusive eu o li em uma semana, então eu dou nota 10 com toda a certeza, porque foi uma leitura muito prazerosa. O Ransom Riggs soube como me prender no livro. O mais interessante são a presença das fotos que, por mais que sejam meio sombrias, algumas me divertiam.
Antes de ler o livro eu assisti ao filme, minha paixão por esse universo começou aí. Tinha gostado tanto do filme que se eu pudesse dar nota 100 eu dava. Então aí eu descobri que tinha livro e depois que eu o li, eu reassisti o filme e foi vergonhoso saber que o Riggs trabalhou nisso. Para a história do filme eu daria 6, porque o rumo de uma história não tem nada a ver com o da outra. Ressaltando que o rumo que o livro toma é muito melhor.
Olha… Eu não tenho um único personagem favorito. Dentro dos peculiares que são mostrados eu gostos de quase todos. Mas, se for para escolher um personagem, eu escolheria a Olive Elephanta, porque ela é toda inocente, mas ainda é muito destemida, e o Addison o cão, que sem a ajuda dele o Jacob não conseguiria passar pelo o que eles passaram. Sobre o livro favorito eu diria que é o primeiro, porque é o que eu mais sinto vontade de reler, e me dá uma nostalgia quando eu me lembro das coisas que acontecem.
Levando em conta que alguns personagens mudaram no filme, foram trocados os nomes e peculiaridades, as idades, e de alguns até mudaram a própria personalidade, eu acredito que para o enredo do filme foi uma boa escalação. Os efeitos não foram ruins, foram bem legais até, porém não foi o filme que mais me impressionou nesse quesito. Como eu já falei, teve inúmeras mudanças, é uma lista sem fim. E graças a isso, a solução dos problemas do filme foi bem fraquinha. Em partes eu adorei o cenário, como a pequena ilha onde se localiza a casa da senhorita Peregrine, é exatamente como é descrito no livro.
A história do livro… Deixa-me até sem palavras. É muito cativante, os conflitos são muito bem pensados e é cada plot twist que aparece, que te deixa de boca aberta, então eu acho que as principais qualidades da história é a história. Não é um livro com muita análise psicológica (que particularmente eu não gosto), e como em todo livro, tem aquelas partes que são mais calmas, mas você não tem ideia do que te espera…
Foi um filme que levou muito hate. Mas eu até que entendo o que o Ransom tentou fazer, acredito que ele não quis correr o risco de fazer uma trilogia de filmes; porém o primeiro livro foi bem fechado, o final dele não pedia necessariamente uma continuação. Mesmo assim ainda tinham pontas soltas (o que permitia uma continuação). Eu acho que ele poderia ter seguido o enredo do primeiro livro e ter mudado só alguns detalhes para terminar a história. Então eu digo que eu senti falta de todo o enredo original; e também senti falta dos acólitos (os antagonistas) serem sombrios e frios como no livro, e não palhaços bobocas como foram no filme.
Eu recomendo muito o livro, porque não é uma leitura cansativa, é uma que te deixa ansioso por mais. Uma que quando você vê o que acontece não é nada que você esperava, é tudo muito bem construído. Apesar do que eu disse, eu recomendo que você assista ao filme, mas assista primeiro e depois leia o livro. Porque foi uma experiência menos traumatizante ter feito isso, do que se eu tivesse feito o contrário; e também recomendo que você assista ao filme pensando ser um universo paralelo e não uma adaptação. É impossível uma continuação do filme, principalmente por eles terem resolvido o problema principal.
O enredo do quarto livro ainda não foi terminado, que é o primeiro livro de uma segunda trilogia que o Riggs confirmou, e eu acredito que essa trilogia tem um potencial tão bom quanto a primeira, é uma história que segue um rumo totalmente diferente e eu acredito ser promissora. Ainda tem muitos segredos a serem revelados, inclusive estou extremamente ansioso.
E eu ainda te pergunto: por que você ainda não leu??? Tá esperando o que???
Ocupação: Estudante
Os livros (Da trilogia O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares) são muito bons e te envolvem na história, como se você fosse uma personagem que está presente em cada situação. As fotos são extremamente legais, porque te ajudam a visualizar a cena que está acontecendo e dão um toque “sombrio” a história. Mas infelizmente algumas personagens acabam ficando meio excluídas, como um personagem secundário meio “irrelevante” de modo geral. Mas mesmo assim minha nota é 10!!
Apenas um filme foi feito, e ele não é bom. O filme é de longe uma péssima produção. Pra quem talvez não conheça a história o filme até seja interessante, mas pra qualquer um que leu o livro, torna-se extremamente ridículo. As personagens não são as mesmas, o enredo muda completamente. Eu não acredito que o filme mereça mais que 5. Eles apenas pegaram a essência dos livros e fizeram outra história completamente diferente.
Minha personagem favorita é de longe a própria senhorita Peregrine e o personagem principal, Jacob. A senhorita peregrine tem um ar de classe, mas transmite muita força e confiança. Você percebe o quanto ela ama e se preocupa com cada criança, e eu acho isso fantástico. Pois em meio a tanto caos eu ainda consigo sentir certa paz vindo dela. Já Jacob trás consigo a novidade do novo mundo, os poderes, as crianças, as circunstâncias e aventuras. Isso faz com que você descubra junto dele uma série de coisas, e isso te inclui ainda mais na história. Eu gosto mais do primeiro, embora os outros sejam incríveis. O primeiro trás um ar maior de mistério e novidade, isso te faz ter vontade de ler centenas de vezes (eu mesma já li 3 vezes).
Se for pensar o filme com uma produção independente, a escalação dos atores foi muito boa principalmente para o Jacob. Mas levando em conta a troca de personagens a escalação acabou ficando um pouco confusa e sem muito sentido. Os efeitos especiais acabaram ficando um pouco de lado para focar mais na emoção da história e a relação entre os personagens. Então ficaram meio que “só o básico”. Se eles tivessem pensado realmente que seria apenas um filme, eles poderiam ter dado um desfecho um pouco melhor para história. Mas não chega a ser a pior solução que eu já vi.
Gostei muito do fato de nada se relacionar a uma cidade grande, é tudo mundo quieto com certa paz e o interior trás uma sensação de “abandono” e “esquecimento”. O cenário é muito bem descrito nos livros e isso também te inclui na história, e como eu falei esse é um dos melhores pontos do livro. A história também te traz muitos mistérios isso dá vontade de desvendar todos.
Particularmente, no filme, eu senti muita falta de certo aprofundamento nas personagens. Parece que eles simplesmente brotaram ali do nada sem nenhum antes e nem depois, só estavam lá. Muito mecanizado. Senti muita falta da relação entre o Jacob e seu avô, que é o ponto principal disso tudo e o pontapé inicial para a história.
Eu estava muito ansiosa para o filme, esperando uma produção legal e um enredo maravilhoso. Ansiosa para ver aquilo saindo do papel entende? Como se a imaginação e a invenção de cada cena nas nossas cabeças de fãs fosse ganhar vida e se concretizar. Mas depois de assistir fiquei até triste, pois eu sou tão apaixonada pelos livros que ver aquilo tão mal feito me deixou triste, tanto pelo próprio Riggs quanto pela história e suas personagens. Olha… Eu até recomendo o filme, mas diria para ver o filme antes de ler o livro. Você vai ver como a história muda.
Eu recomendo muito o livro, acho uma leitura gostosa e cativante. Recomendo principalmente para quem gosta de um suspense com certas piadinhas e momentos mais sarcásticos, pois o livro transita bem entre esses dois polos de sentimentos.
O filme não permite uma continuação, pois na verdade ele fecha qualquer possibilidade de uma possível segunda história. Mas com todo esse hate que o filme sofreu, eu nem me atreveria a tentar um segundo… Ficaria com medo.
A pior atitude de um escritor é trabalhar na própria adaptação de seu livro e tomar atitudes que decepcionam os fãs. Para os fãs dos peculiares Riggs os esfaqueou nas costas, abusou das mudanças e falhou no final. Foi traidor para com sua própria obra, seu próprio mundo. O livro O Lar da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares e o filme O Lar das Crianças Peculiares têm uma relação de amor e ódio com seus leitores.
A tristeza, raiva, indignação e decepção de quem leu a história são justificadas. Um dos maiores pesadelos de um leitor hoje em dia é saber que sua querida e estimada obra será adaptada. Os fãs de animes que o digam, né, @ (cof… cof… Netflix)? Principalmente quando as mudanças são aparentemente infundadas, quando não podemos usar de nenhuma defesa para justificá-las. E não estamos falando aqui de perda de dinheiro e do filme não se pagar, mas perda de crédito e credibilidade. Porque quando vemos uma obra mal adaptada é revelada a maior preocupação do escritor, R$.
As pedras foram lançadas logo na primeira coluna da série, mas se sua opinião é diferente, deixe aí nos comentários, pois quero te ouvir. Siga @lanterna_de_tinta que informaremos quando as próximas forem publicadas. Gostou do que leu? Confira nossas duas colunas da série As Bibliotecas Mais Surreais do Mundo (Parte I AQUI e parte II AQUI). Despeço-me por hoje, uma boa semana, boa leitura e até a próxima.
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