key - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 05 Oct 2020 14:51:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg key - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Little Busters: Relações e ensinamentos com toques de fantasia https://animesonlinebr.org/anime/little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia https://animesonlinebr.org/anime/little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia/#respond Mon, 05 Oct 2020 14:51:30 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13600 Em busca de retratar a rotina escolar de estudantes de um internato, Little Busters mostra a importância da criação de laços e como

The post Little Busters: Relações e ensinamentos com toques de fantasia first appeared on Animes Online BR.

]]>
Em busca de retratar a rotina escolar de estudantes de um internato, Little Busters mostra a importância da criação de laços e como cultivar essas amizades. A proposta da obra é trabalhada com toques de fantasia, com um formato bem conhecido no mundo dos animes. Little Busters ainda mostra como os desejos podem cruzar todos os tipos de limites para conseguir salvar aqueles que amamos.

Little Busters é uma série de anime lançada no ano de 2012 pelo estúdio J.C. Staff. A história foi adaptada de uma visual novel desenvolvido pela Key. Little Busters é o sexto jogo da Key, a mesma criadora de títulos como Kanon, Air TV e Clannad. O sistema de jogo da série é constituída de várias histórias paralelas, onde a proposta foi seguida para a adaptação em anime. O local, onde se passa a maior parte da história, é em uma escola do ensino médio, denominada como o “segredo deste mundo”, como o personagem Kyousuke fala. Os personagens se encontram nos terrenos da escola e formam um grupo chamado “Little Busters” com o intuito de aproveitar os últimos momentos do ensino médio. 

Assim, Little Busters consegue ser mais que um anime rotineiro escolar. A obra consegue retratar temas como infância e adolescência de uma forma singela. Temos também o ponto forte do anime, que é sobre a relações e a amizades, representado pelas relações que Riki Naoe, o protagonista, faz durante o anime. Isso tudo com um tom de fantasia e mistério, o que é a marca da Key.  

As relações em Little Busters

Little Busters é um anime que consegue trabalhar de uma forma fiel a construção de relacionamento dos personagens. Primeiramente, nos encanta como é demonstrado a relação dos cinco personagens principais do anime: Riki, Rin, Kyousuke, Kengo e Masato. Eles são amigos desde crianças. Conseguimos sentir a verossimilhança daquela amizade do jeito que eles se tratam e conversam. 

Podemos fazer até uma comparação com outras obras de criação da Key, como Clannad e Kanon. Tal fórmula da Key, que demonstra fortemente as relações dos personagens de uma forma singela, não é apenas uma história de amizade. É um anime de encontros, partidas e principalmente de confianças, onde esse tema é debatido principalmente na segunda temporada do anime, denominado como Little Busters Refrain. A proposta é que os personagens aproveitem seus últimos anos escolares, ao mesmo tempo que tudo pode acabar rapidamente de um dia para o outro.

Por mais que na primeira temporada do anime é focado nas relações que Riki faz durante a história, na segunda temporada temos um foco total na relação dos cinco personagens principais. A construção desse cinco personagens e seus contratempos, por causa do conflito principal, traz um grande impacto para o espectador, que se choca em como grandes amizades, mesmo de infância, podem ter seus contratempos.  

Formato do anime

A grande maioria dos animes que foram adaptados dos jogos da Key seguem um formato famoso do mundo dos animes, o “harém”. É um formato onde temos o protagonista homem, ou seja, Riki no caso de Little Busters, e várias personagens mulheres com que ele pode acabar se envolvendo. 

No entanto, Little Busters inova para não ser mais no mesmo, onde a proposta do formato é para nós espectadores conhecermos as personagens, junto com Riki. Sempre também tendo em mente que a pretendente principal dele é a Rin, personagem que tem um espaço de desenvolvimento na segunda temporada da série. Ao mesmo tempo, o formato harém é mudado às vezes já que o grupo original do Little Busters, formado pelos cinco primeiros personagens, acaba quebrando um pouco a proposta. 

Assim, quando as personagens são apresentadas e desenvolvidas, temos praticamente uma mesma proposta, mas que não é cansativa de se acompanhar. Dessa forma, as personagens são apresentadas de um jeito para o espectador, onde temos personagens com personalidades fortemente definidas. Assim sendo, temos personagens inteligentes, tímidas, ou até “fofas até demais”. Essas personalidades contrastadas são usadas para a criação de um alívio cômico nos primeiros episódios de apresentação de arco de cada personagem.  

Desse modo, uma personagem se mostra primeiramente de um jeito para o espectador, mas na verdade, em um conflito, a personagem se apresenta de outro jeito. Isso faz o espectador se impressionar. Podemos dar o exemplo da personagem Komari, a primeira personagem a entrar no grupo Little Busters no ensino médio. Ela se demonstra uma personagem alegre e fofa, mas esconde um passado em que ela ficou traumatizada pela morte de seu irmão. A mesma acaba bloqueando a morte de seu irmão de sua mente. Komari tem a primeira lembrança quando ela presencia um gato morto e acaba tendo um episódio psicótico. 

A fantasia

Por mais que Little Busters seja um anime que busca retratar problemas pessoais que sejam ligados a escola ou traumas de personagens, temos a questão da fantasia. E pode-se dizer então que o grande conflito em Little Busters está ligado a fantasia. Primeiramente, como já disse em um texto meu sobre Clannad, só que lá no site Chimichangas, “o uso de elementos fantásticos é muito mais trazido pela marca da indústria de jogos, a Key, que busca trazer essa marca para seus enredos de uma forma leve, mas essencial para a trama.“ No entanto, a diferença de Little Busters para outros animes é que o elemento da fantasia está presente no conflito principal. Em outros animes adaptados dos jogos da Key, normalmente temos arcos dos personagens que podem estar ligados a fantasia. 

Portanto, de uma forma simples, a fantasia consegue se encaixar com o enredo e a proposta do anime. O que faz responder alguns de nossos questionamentos e dando propósito ao tema central de Little Busters: “O que aquele mundo nos esconde?”. No anime, esse conflito vai sendo apresentado aos poucos. No começo, com gatos trazendo bilhetes para Rin e Riki sobre dicas daquele mundo. Ou até os episódios das paralisias de sono de Riki dão possíveis dicas. Essas dicas vão aparecendo até ser trabalhado mais diretamente na segunda temporada do anime, sendo o clímax da história sobre a verdade daquele mundo em que esses personagens vivem e a mensagem mais forte do anime. 

O marco Key em Little Busters

Seja um estúdio de animação, ou uma empresa desenvolvedora de jogos como a Key que produz visual novel, essas empresas conseguem se destacar trazendo uma marca de sua empresa no conteúdo que eles produzem. No caso da Key, com certeza o que marca é o enredo de seus jogos que, depois são adaptados para anime, tem propostas muito parecidas. São desde o formato e os temas que são debatidos nessas obras. E o principal, a essência sobrenatural que a empresa consegue trabalhar muito bem em suas obras.

Assim sendo, Little Busters é mais uma obra cheia de emoções, outra proposta que a Key tenta buscar em seus jogos e que o estúdio J.C. Staff conseguiu adaptar na versão em anime. Little Busters assim é um anime que tem a mensagem principal sobre o fortalecimento das relações e ensinamentos, onde muitas pessoas podem tem um grande propósito para nós e como devemos valorizar as coisas mais simples da vida. 

The post Little Busters: Relações e ensinamentos com toques de fantasia first appeared on Animes Online BR.

]]>
https://animesonlinebr.org/anime/little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia/feed/ 0
10 anos de Angel Beats: Ainda podemos considerar como um bom anime? https://animesonlinebr.org/anime/10-anos-de-angel-beats-ainda-podemos-considerar-como-um-bom-anime/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-anos-de-angel-beats-ainda-podemos-considerar-como-um-bom-anime https://animesonlinebr.org/anime/10-anos-de-angel-beats-ainda-podemos-considerar-como-um-bom-anime/#respond Mon, 06 Jul 2020 15:48:52 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=10077 Lançado em 2010, Angel Beats é um anime que retrata um mundo de vida após morte, no qual adolescentes começam uma batalha contra

The post 10 anos de Angel Beats: Ainda podemos considerar como um bom anime? first appeared on Animes Online BR.

]]>
Lançado em 2010, Angel Beats é um anime que retrata um mundo de vida após morte, no qual adolescentes começam uma batalha contra Deus, que é o criador daquele mundo. Assim, após 10 anos do lançamento deste anime, podemos ainda considerar Angel Beats como um bom anime?

Angel Beats é um anime original escrito por Maeda Jun, criador também de animes como Charlotte (2015) e Clannad (2007). A obra foi animada pelo estúdio P.A. Works, contando com 13 episódios. A história se passa em uma escola que funciona, na verdade, como um limbo para aqueles que morreram e experimentaram dificuldades ou traumas enquanto estavam vivos. Portanto, este mundo serve para estas pessoas aceitarem as suas vidas antes de receberem uma segunda chance na vida. 

Acompanhamos então o protagonista Otonashi chegando neste mundo, que perdeu suas memórias depois de morrer. Ele se encontra com Yuri, uma garota que o convida para se juntar à “Frente de Batalha Pós Vida”, uma organização cujo objetivo é lutar contra Deus, por causa das experiências negativas que todos os membros passaram quando estavam vivos. O único inimigo do batalhão é uma menina chamada “Anjo”, que usa poderes sobrenaturais contra a organização. 

O anime ainda é considerado uma das obras mais emocionantes pelos fãs. No ano de 2017, o site Charapedia fez uma pesquisa com os usuários japoneses sobre quais animes os emocionaram mais e Angel Beats acabou na quinta posição. Outro anime de Maeda Jun que ficou no ranking foi Clannad, considerada ainda como uma de suas obras mais tristes. Desta forma, vamos analisar do porquê Angel Beats é um dos animes que mais marcaram os fãs e se realmente o enredo da obra vale tanto a pena como dizem.

Análise técnica 

Com certeza você que já assistiu Angel Beats sempre acaba se lembrando da música da abertura do anime. Uma das músicas mais icônicas de abertura de animes, “My Soul Your Beats” foi composta pelo próprio criador do anime, Maeda Jun, e é cantada por Lia, que também costuma cantar outras aberturas de animes que Maeda está envolvido. 

A trilha sonora é um dos pontos positivos da obra. A mesma consegue ambientar muito bem as cenas, seja elas de luta, ou de um momento mais sério. Outro fator positivo é da banda Girl Dead Monster, grupo formado pelas personagens Iwasawa e Hisako do batalhão para cooperar em determinadas operações. 

Assim, acompanhamos algumas músicas que acabam se encaixando como trilha sonora no anime. Acompanhamos a banda tocar e, às vezes, em comparação com alguma operação do batalhão. Vale ressaltar que, depois que Yui assume como vocalista da banda, quem faz a parte em que a personagem canta é a LiSA, cantora japonesa muito famosa que já cantou muitas aberturas de anime. A personagem Iwasawa é feita pela cantora Marina.

Outro ponto que deve ser comentado é a animação. A P.A. Works trabalha muito bem com as cenas, ainda mais nos momentos em que a banda Girl Dead Monster tocam ou até em momentos de ação que são considerados mais sério, em que a organização luta contra o “Anjo”.

Worldbuilding

Um dos elementos que talvez levam mais a gente ter interesse por Angel Beats é o worldbuilding, ou seja, o processo de construção do mundo no qual se passa a história. O processo baseia-se em elementos muito bem especificados, no qual os personagens seguem regras para conviver naquele universo. Um exemplo de regra é se o personagem morrer, ele vai “reviver” no mundo sem nenhum ferimento. 

A ideia daquele mundo é mostrado por Yuri (ou como a chamam, Yurippe) logo nos primeiros episódios. Os personagens não podem se mostrar satisfeitos, ou seja, a luta contra Deus tem que ser seu objetivo maior, onde, aqueles que mostram sentimentos como aceitação e alívio podem desaparecer, como Iwasawa no terceiro episódio do anime. Assim, os personagens não demonstram então seus verdadeiros sentimentos. Como isso não pode ser compartilhado totalmente, cada pessoa se sente mais pressionado e se revolta por conta de seus traumas, por isso o esquadrão liderado por Yurippe funciona. 

Yuri então é uma das personagens que fazem a trama rodar. Maeda Jun cria a personagem como uma líder que movimenta os outros personagens a lutarem contra este “Deus”, onde eles acreditam que eles não mereciam a vida que tiveram. Os personagens levam a luta de Yurippe para si, onde muitos personagens a admiram. Só que isto acaba fugindo da ideia do que aquele mundo propõe em tentar ajudar aqueles que precisam aceitar estes seus traumas. Então, muitas vezes no anime, Yuri pode soar como uma personagem teimosa, já que ela não consegue enxergar outras perspectivas. 

A Tragicomédia em Angel Beats

Uma das relações que o autor gosta muito de trabalhar em seus animes é a comédia e a tragédia, podendo ser denominada como tragicomédia, um subgênero que alterna e mistura a comédia com a tragédia e também o melodrama. 

Começamos então com episódios em que vemos o lado mais cômico de cada personagem. Por meio deste alívio cômico, vemos as características de cada personagem que são bastante reforçadas. Assim, de certo modo, acabamos nos aproximando do personagem. Entretanto, tudo muda quando assistimos cenas mais sérias, onde nós, espectadores, não estávamos preparados psicologicamente para isto. 

Essas cenas de tragédias são muito dos passados do personagem. Vemos sentido na revolta daqueles personagens que buscam luta contra o que viveram. Temos exemplo da própria Yurippe, que se mostra como uma personagem forte e determinada, que muitas vezes até rimos de como ela é mostrada. Mas ela teve um passado sombrio, onde perdeu seus três irmãos mais novos após um assalto em sua casa. Entendemos que sua morte foi suicídio, mesmo que a personagem não o confirme. 

Este momento podemos denominar como “primeira crise” ou “primeiro ato”.  Aqui, o personagem mostra quem ele realmente é, seus traumas, medo e sua história. Em Angel Beats isto é muito importante, já que mostra o motivo da luta de cada personagem naquele mundo. Assim, sentimos a importância daquela luta. Sentimos revolta com o passado de cada um. E assim, criamos empatia pelo personagem e compramos a luta dele na história.

Possíveis desapontamentos do público

Por mais que Angel Beats seja uma obra aclamada, vale ressaltar alguns de seus pontos negativos. Assim, um dos pontos que mais é debatido foi não desenvolver os personagens secundários da história. Maeda Jun acabou achando um jeito de desenvolver e escreveu o mangá  “Angel Beats!: Heaven’s Door” de 2010, no mesmo ano que o anime foi lançado. 

No mangá, o autor dá mais espaço para outros personagens, como por exemplo a personagem Shiina. Entendemos melhor depois porque ela é uma personagem fria e séria, tentando evitar contato com outros personagens. Também no mangá, vemos a origem do batalhão que Yurippe acaba fundando. Acredita-se que Maeda Jun não conseguiu desenvolver o resto dos personagens no anime porque o mesmo só teve 13 episódios. 

Mais tarde, a obra ganhou uma adaptação para visual novel pela empresa Key, que fez outros jogos como Clannad, Air e Kanon. No jogo, vemos algumas cenas que aparecem no anime e também algumas do mangá que foi escrito por Maeda.

Entretanto, Angel Beats é um anime bom. Seja pela análise técnica, desde sua animação, trilha sonora, até a parte de seu enredo, é um anime sentimental, importante e fascinante para quem assiste. Por mais que tenha passado 10 anos de lançamento, é uma obra que merece ser assistida e recomendada, com uma premissa bem interessante e diferente que acaba emocionando o espectador quando assiste. 

Maeda Jun, depois de passar por anos complicado após sofrer uma doença no coração e precisar de um transplante, ele vai voltar lançando um anime original em outubro deste ano chamado “The Day I Became a God”. Esperamos então uma obra com tons de fantasia e também cenas cheias de emoção.  Angel Beats pode ser assistido no serviço de streaming da Netflix e também pode ser encontrado no catálogo de animes da Crunchyroll.

The post 10 anos de Angel Beats: Ainda podemos considerar como um bom anime? first appeared on Animes Online BR.

]]>
https://animesonlinebr.org/anime/10-anos-de-angel-beats-ainda-podemos-considerar-como-um-bom-anime/feed/ 0