J.C. Staff - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 13 Jan 2025 18:17:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg J.C. Staff - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Honey Lemon Soda – Impressões EPs 1 & 2 https://animesonlinebr.org/anime/honey-lemon-soda-impressoes-eps-1-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=honey-lemon-soda-impressoes-eps-1-2 https://animesonlinebr.org/anime/honey-lemon-soda-impressoes-eps-1-2/#respond Mon, 13 Jan 2025 18:17:30 +0000 https://animesonlinebr.org/?p=39707 A crunchyroll nos enviou os dois primeiros episódios do anime Honey Lemon Soda. Nova animação de romance do estúdio J.C. Staff (Toradora /

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A crunchyroll nos enviou os dois primeiros episódios do anime Honey Lemon Soda. Nova animação de romance do estúdio J.C. Staff (Toradora / To Aru Series).

A série segue Uka Ishimori, uma garota tímida que entra em um novo colégio após sofrer bullying no fundamental. Como um clichê já antigo de romances shoujo, Ishimori reencontra Kai, um garoto até então desconhecido que lhe deu apoio em seus dias sofridos.

É seguro dizer que o primeiro episódio é possui um ritmo arrastado e para alguns pode ser sofrido de assistir. Aqui encontramos vários clichês de obras romance, como o pesado bully de um grupo de meninas e um garoto herói. Digo que pode ser sofrido pois os eventos são extremamente previsíveis como seus personagens. O herói e a donzela que se apaixona por seu príncipe. O primeiro episódio se resume ao Kai tentando alivia o peso e timidez de Ishimori causado pelo bullyng.

© J.C. Staff / Crunchyroll

O anime melhora bastante no segundo episódio, não é uma mudança, os clichês continuam, mas narrativamente a forma como os eventos vão ocorrendo, em sua maioria, parecem mais naturais e há em alguns momentos até certa satisfação com a forma que Ishimori reage.

Tirando o casal, conhecemos mais 2 núcleos de personagens, os bullies e os amigos de Kai. Do lado dos valentões nenhuma profundidade ou surpresa, apenas o arquétipo dos valentões de anime. Do lado dos amigos, apesar de não haver ainda uma profundidade, a forma como interagem é satisfatório e contribuem para a relação dos protagonistas de forma harmônica.

Um ponto positivo a se destacar é a trilha sonora, que apesar de não ser de muito destaque, é refinada o bastante para colaborar com as emoções nos momentos necessários.

Honey Lemon Soda começa de forma bem arrastada, mas para os fãs de romance e shoujo vale a pena dar uma chance pois os protagonistas dão bastante esperança de desenvolvimento e possuem um charme necessário para esse tipo de obra.

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Little Busters: Relações e ensinamentos com toques de fantasia https://animesonlinebr.org/anime/little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia https://animesonlinebr.org/anime/little-busters-relacoes-e-ensinamentos-com-toques-de-fantasia/#respond Mon, 05 Oct 2020 14:51:30 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13600 Em busca de retratar a rotina escolar de estudantes de um internato, Little Busters mostra a importância da criação de laços e como

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Em busca de retratar a rotina escolar de estudantes de um internato, Little Busters mostra a importância da criação de laços e como cultivar essas amizades. A proposta da obra é trabalhada com toques de fantasia, com um formato bem conhecido no mundo dos animes. Little Busters ainda mostra como os desejos podem cruzar todos os tipos de limites para conseguir salvar aqueles que amamos.

Little Busters é uma série de anime lançada no ano de 2012 pelo estúdio J.C. Staff. A história foi adaptada de uma visual novel desenvolvido pela Key. Little Busters é o sexto jogo da Key, a mesma criadora de títulos como Kanon, Air TV e Clannad. O sistema de jogo da série é constituída de várias histórias paralelas, onde a proposta foi seguida para a adaptação em anime. O local, onde se passa a maior parte da história, é em uma escola do ensino médio, denominada como o “segredo deste mundo”, como o personagem Kyousuke fala. Os personagens se encontram nos terrenos da escola e formam um grupo chamado “Little Busters” com o intuito de aproveitar os últimos momentos do ensino médio. 

Assim, Little Busters consegue ser mais que um anime rotineiro escolar. A obra consegue retratar temas como infância e adolescência de uma forma singela. Temos também o ponto forte do anime, que é sobre a relações e a amizades, representado pelas relações que Riki Naoe, o protagonista, faz durante o anime. Isso tudo com um tom de fantasia e mistério, o que é a marca da Key.  

As relações em Little Busters

Little Busters é um anime que consegue trabalhar de uma forma fiel a construção de relacionamento dos personagens. Primeiramente, nos encanta como é demonstrado a relação dos cinco personagens principais do anime: Riki, Rin, Kyousuke, Kengo e Masato. Eles são amigos desde crianças. Conseguimos sentir a verossimilhança daquela amizade do jeito que eles se tratam e conversam. 

Podemos fazer até uma comparação com outras obras de criação da Key, como Clannad e Kanon. Tal fórmula da Key, que demonstra fortemente as relações dos personagens de uma forma singela, não é apenas uma história de amizade. É um anime de encontros, partidas e principalmente de confianças, onde esse tema é debatido principalmente na segunda temporada do anime, denominado como Little Busters Refrain. A proposta é que os personagens aproveitem seus últimos anos escolares, ao mesmo tempo que tudo pode acabar rapidamente de um dia para o outro.

Por mais que na primeira temporada do anime é focado nas relações que Riki faz durante a história, na segunda temporada temos um foco total na relação dos cinco personagens principais. A construção desse cinco personagens e seus contratempos, por causa do conflito principal, traz um grande impacto para o espectador, que se choca em como grandes amizades, mesmo de infância, podem ter seus contratempos.  

Formato do anime

A grande maioria dos animes que foram adaptados dos jogos da Key seguem um formato famoso do mundo dos animes, o “harém”. É um formato onde temos o protagonista homem, ou seja, Riki no caso de Little Busters, e várias personagens mulheres com que ele pode acabar se envolvendo. 

No entanto, Little Busters inova para não ser mais no mesmo, onde a proposta do formato é para nós espectadores conhecermos as personagens, junto com Riki. Sempre também tendo em mente que a pretendente principal dele é a Rin, personagem que tem um espaço de desenvolvimento na segunda temporada da série. Ao mesmo tempo, o formato harém é mudado às vezes já que o grupo original do Little Busters, formado pelos cinco primeiros personagens, acaba quebrando um pouco a proposta. 

Assim, quando as personagens são apresentadas e desenvolvidas, temos praticamente uma mesma proposta, mas que não é cansativa de se acompanhar. Dessa forma, as personagens são apresentadas de um jeito para o espectador, onde temos personagens com personalidades fortemente definidas. Assim sendo, temos personagens inteligentes, tímidas, ou até “fofas até demais”. Essas personalidades contrastadas são usadas para a criação de um alívio cômico nos primeiros episódios de apresentação de arco de cada personagem.  

Desse modo, uma personagem se mostra primeiramente de um jeito para o espectador, mas na verdade, em um conflito, a personagem se apresenta de outro jeito. Isso faz o espectador se impressionar. Podemos dar o exemplo da personagem Komari, a primeira personagem a entrar no grupo Little Busters no ensino médio. Ela se demonstra uma personagem alegre e fofa, mas esconde um passado em que ela ficou traumatizada pela morte de seu irmão. A mesma acaba bloqueando a morte de seu irmão de sua mente. Komari tem a primeira lembrança quando ela presencia um gato morto e acaba tendo um episódio psicótico. 

A fantasia

Por mais que Little Busters seja um anime que busca retratar problemas pessoais que sejam ligados a escola ou traumas de personagens, temos a questão da fantasia. E pode-se dizer então que o grande conflito em Little Busters está ligado a fantasia. Primeiramente, como já disse em um texto meu sobre Clannad, só que lá no site Chimichangas, “o uso de elementos fantásticos é muito mais trazido pela marca da indústria de jogos, a Key, que busca trazer essa marca para seus enredos de uma forma leve, mas essencial para a trama.“ No entanto, a diferença de Little Busters para outros animes é que o elemento da fantasia está presente no conflito principal. Em outros animes adaptados dos jogos da Key, normalmente temos arcos dos personagens que podem estar ligados a fantasia. 

Portanto, de uma forma simples, a fantasia consegue se encaixar com o enredo e a proposta do anime. O que faz responder alguns de nossos questionamentos e dando propósito ao tema central de Little Busters: “O que aquele mundo nos esconde?”. No anime, esse conflito vai sendo apresentado aos poucos. No começo, com gatos trazendo bilhetes para Rin e Riki sobre dicas daquele mundo. Ou até os episódios das paralisias de sono de Riki dão possíveis dicas. Essas dicas vão aparecendo até ser trabalhado mais diretamente na segunda temporada do anime, sendo o clímax da história sobre a verdade daquele mundo em que esses personagens vivem e a mensagem mais forte do anime. 

O marco Key em Little Busters

Seja um estúdio de animação, ou uma empresa desenvolvedora de jogos como a Key que produz visual novel, essas empresas conseguem se destacar trazendo uma marca de sua empresa no conteúdo que eles produzem. No caso da Key, com certeza o que marca é o enredo de seus jogos que, depois são adaptados para anime, tem propostas muito parecidas. São desde o formato e os temas que são debatidos nessas obras. E o principal, a essência sobrenatural que a empresa consegue trabalhar muito bem em suas obras.

Assim sendo, Little Busters é mais uma obra cheia de emoções, outra proposta que a Key tenta buscar em seus jogos e que o estúdio J.C. Staff conseguiu adaptar na versão em anime. Little Busters assim é um anime que tem a mensagem principal sobre o fortalecimento das relações e ensinamentos, onde muitas pessoas podem tem um grande propósito para nós e como devemos valorizar as coisas mais simples da vida. 

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Kimi to Boku: A força do gênero slice of life levado a risca https://animesonlinebr.org/anime/kimi-to-boku-a-forca-do-genero-slice-of-life-levado-a-risca/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=kimi-to-boku-a-forca-do-genero-slice-of-life-levado-a-risca https://animesonlinebr.org/anime/kimi-to-boku-a-forca-do-genero-slice-of-life-levado-a-risca/#respond Fri, 02 Oct 2020 14:55:01 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13890 O universo de animação japonesa possui seus vários gêneros onde os fãs conseguem se aventurar entre vários estilos de anime. Um desses gêneros

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O universo de animação japonesa possui seus vários gêneros onde os fãs conseguem se aventurar entre vários estilos de anime. Um desses gêneros acaba ganhando destaque por retratar as experiências quotidianas dos personagens, que é o slice of life. Assim, em busca de mostrar o dia a dia de um personagem, especificamente a rotina escolar, o anime Kimi to Boku leva esse gênero totalmente a risca, podendo agradar muitos espectadores pela sua proposta. 

Kimi to Boku (tradução: Você e Eu) é um anime adaptado de um mangá escrito e ilustrado por Hotta Kiichi. A história mostra a rotina decinco amigos vivendo seus últimos anos do colegial, mostrando as relações desses amigos, tanto na época do jardim de infância, até atualmente. O anime foi produzido pelo estúdio J.C. Staff no ano de 2011 e contou com duas temporadas. As duas temporadas podem ser assistidas na plataforma da Crunchyroll

Desse modo, Kimi to Boku segue a risca o gênero slice of life. É um anime episódico, que mostra problemas bem comuns de uma rotina de adolescentes em seu ensino médio. Portanto, quando assistimos essa rotina, sentimos a verossimilhança desses pequenos conflitos que os personagens vivem. É criado então uma empatia pelo espectador, tanto pelo enredo, como também pelos personagens, o que é então a maior proposta de um anime do gênero slice of life.  

A força do slice of life

Falando um pouco mais sobre o gênero, slice of life demonstra o uso do realismo em experiências cotidianas em arte e entretenimento. No mundo dos animes e mangás, o gênero slice of life, muitas vezes se assemelha á um melodrama adolescente, mas também temos esse gênero presente em animes que mostram a rotina de trabalho de personagens.

Especificamente, em animes rotineiros escolares, como Kimi to Boku, podemos ter dois tipos de propostas de enredo: O primeiro, onde os personagens se envolvem em um problema central onde que, por mais que eles se envolvam em outros mini-conflitos (pequenos arcos), um problema central ainda cerca eles. Podemos dar o exemplo do anime Kokoro Connect, que trabalha com o conflito central do sobrenatural, ou até Hyouka, com o foco do clube de literatura. O segundo tipo de proposta pode-se caracterizar por animes slice of life que não possui conflitos nenhum. Desse modo, só acompanhamos temas que são retratados em um único episódio e Kimi to Boku trabalha com essa proposta. 

A construção de personagem em Kimi to Boku

Em Kimi to Boku, a história consegue absorver situações básicas e banais de uma rotina escolar de uma forma singela. Acompanhamos então os cinco personagens principais, Shun, Kaname, os gêmeos Yuuki e Yuuta, e Chizuru, que chega mais tarde para o grupo. Os mesmos enfrentam problemas comuns que alunos podem conviver no ensino médio: amizades, inseguranças, primeiro amor e entre outros temas…

Assim, em muitos animes slice of life, um dos pontos mais importantes é a construção dos personagens na história. Não são todos os animes que necessariamente acompanhamos a construção de seus personagens, onde posso dar o exemplo de Tsuredure Children que já analisei aqui no site do NSV Mundo Geek. O anime não tem a necessidade de mostrar a evolução de seus personagens, e sim apenas situações de romance para o espectador criar empatia pelas pequenas histórias apresentadas. 

Em Kimi to Boku, a construção de personagem é feita de uma forma muito leve. Primeiramente, um dos pontos mais fortes dos personagens são suas personalidades. Temos, por exemplo, o personagem Shun, que é mais tímido e fofo, amável com seus amigos. Kaname, o inteligente e “inquebrável”, mas se mostra sensível às vezes quando é retratado sobre seu primeiro amor. O mesmo pode-se dizer de Yuuki, que se mostra desinteressado com algumas coisas mas se comporta diferente, inclusive também sobre seu primeiro amor, surpreendendo tanto ele e nós. Yuuta, o outro irmão gêmeo, que é bastante popular, mas também tem suas preocupações com seus colegas. E por fim Chizuru, o personagem mais barulhento do grupo, mas também possui suas preocupações e se comporta de uma forma interessante ao tentar resolver seus pequenos conflitos.   

Assim, por mais que não tenhamos um conflito central no anime, conseguimos ver os personagens crescendo enquanto o ano letivo vai terminando. Os pensamentos e comportamentos dos cinco personagens principais vão mudando e evoluindo, assim, trazendo a proposta clara da evolução desses personagens. Portanto, é preciso fazer esses personagens passarem por situações banais para conseguirem crescer.

É cansativo acompanhar a rotina de um personagem?

Necessariamente, a proposta de trabalhar uma rotina ao extremo não agrada muitos fãs de animes. Os fãs não estão acostumados a assistirem uma obra que possui um ponto de conflito central em seu enredo. Assim, ao assistirem Kimi to Boku,normalmente, muitos acabam estranhando a proposta, achando que o anime pode ser lento ou entedioso. No entanto, isso não verdade.  

Desse modo, não é cansativo acompanhar esses cinco personagens em suas rotinas comuns. Criamos empatia por cada personagem. Seja por situações que são retratadas quando eles são crianças, no jardim de infância, ou até em momentos de seu ensino médio. Sentimos empatia pelos personagens e as situações mostradas pois podemos ter convivido em nossas vidas. Assim, retratar a rotina de um estudante no ensino médio chega até levar ao lado pessoal para o espectador, podendo ser uma experiência muito positiva. Assim, quando o espectador consegue criar essa empatia pelo enredo, o anime slice of life consegue atingir seu objetivo.  

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Children of the Whales: Entre a lógica e a emoção https://animesonlinebr.org/anime/children-of-the-whales-entre-a-logica-e-a-emocao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=children-of-the-whales-entre-a-logica-e-a-emocao https://animesonlinebr.org/anime/children-of-the-whales-entre-a-logica-e-a-emocao/#respond Tue, 08 Sep 2020 14:58:41 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=12521 Em busca de retratar a perda da inocência das crianças, deixando de lado a infância para conseguirem sobreviver por conta da guerra, Children

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Em busca de retratar a perda da inocência das crianças, deixando de lado a infância para conseguirem sobreviver por conta da guerra, Children of the Whales traz o olhar infantil sobre situações permeadas pelo sofrimento. Tanto a guerra, como tradições e a busca da repressão das emoções entre os cidadãos da Ilha da Baleia de Lama causam debates e desejos reprimidos entre os personagens. 

Children of the Whales, ou seu título em japonês Kujira no Kora wa Sajou ni Utau (Tradução: Filhos da Baleia) é um mangá escrito e ilustrado por Abi Umeda. Sua adaptação para anime foi feita pelo estúdio J.C. Staff no ano de 2017 e foi licenciada globalmente pela Netflix em 2018. 

Portanto, o anime busca representar como as crianças se comportam em relação às tradições da ilha, em questão de seus desejos e emoções que são reprimidas. Temos a questão também da morte que é algo comum para aquelas pessoas, além da guerra que chega depois para causar mais perdas e feridas. Portanto, Children of the Whales traz um impacto muito grande ao espectador, onde as crianças vão ter que deixar sua infância de lado para conseguirem sobreviver.  

Enredo de Children of the Whales

A Ilha da Baleia de Lama se move sem rumo pelo mar de areia onde os aldeões não conseguem comandar o caminho que querem seguir. Na ilha, moram dois tipos de pessoas, os considerados pessoas normais, que vivem tranquilamente por longos anos, e os chamados de Marcados. Os Marcados são aqueles que possuem habilidades sobrenaturais, tendo um poder chamado Timia, e que acabam vivendo até em volta de seus 30 anos. Na ilha, é mais comum que possuam mais Marcados do que pessoas normais, por isso é bastante comum que se encontre mais crianças e adolescentes do que pessoas mais velhas.

A história de Children of the Whales foca no protagonista Chakuro, uma criança Marcada. Ele é o arquivista da ilha, ou seja, ele passa seu tempo documentando tudo o que acontece na Ilha da Baleia de Lama. Chakuro é um jovem curioso, ele também documenta ilhas que eles vão descobrindo durante o caminho sem rumo que a ilha faz. 

O anime começa quando os habitantes descobrem uma nova ilha. Lá, eles encontram vestígios de uma civilização arcaica. Especificamente, Chakuro encontra Lykos, uma garota que não transmite emoções, onde ela acaba mudando o destino dos habitantes da Ilha da Baleia de Lama

Lógica: Tradições da Ilha da Baleia de Lama

No primeiro episódio do anime é mostrado como funciona a Ilha da Baleia de Lama. Quem são os moradores, os Marcados, o problema da ilha, e as regras e rotina que normalmente os moradores seguem. Isso tudo é relatado por Chakuro, onde temos uma narração do personagem e também captamos a proposta com algumas cenas que acontecem no primeiro episódio. Como por exemplo, logo nos primeiros minutos do episódio, temos o velório de uma mulher que tinha mais ou menos 30 anos. Ela então é uma mulher Marcada. Chakuro ali reforça que normalmente os cidadãos não choram nos enterros por conta de uma tradição. Mas o mesmo acaba chorando, fazendo os moradores repreenderem o garoto. 

Começamos a entender então as tradições da Ilha da Baleia de Lama. Os cidadãos prezam muito mais o lado da lógica do que a emoção. Temos outra cena em que Chakuro está conversando com Suou, um humano comum. Suou segura suas mãos, fincando as unhas nas juntas da mão. A cena mostra alguns machucados na mão de Suou e Chakuro comenta que esse tipo de gesto é muito comum entre os aldeões pois quando os sentimentos estão transparecendo, eles fazem esse tipo de gesto para reprimir as próprias emoções. 

Assim, seguindo as tradições da Ilha, os moradores não possui desejos de mudança. Eles acabam vivendo em uma bolha de desinformações, sem esperar algo diferente ou uma mudança, em que façam eles conseguirem sair da ilha, ou navegar com a mesma, só que com um rumo, ou muito menos conseguirem salvar os Marcados que acabam morrendo tão jovens. Aqueles que acabam pensando diferente, acabam tendo seus sonhos reprimidos, ainda mais pelos anciões da ilha, os que comandam a mesma e que tentam seguir as tradições à risca. 

O lado da emoção: Desejos e sentimentos reprimidos

Seguindo a linha de raciocínio sobre a questão das tradições da ilha e os problemas da questões dos Marcados, podemos entender como isso influencia o lado emocional dos moradores, inclusive das crianças e jovens. Temos a primeiramente a questão da vida dos Marcados, onde eles não conseguem viver mais do que 30 anos. Muitos ali então já vivenciaram o falecimento de pessoas conhecidas e familiares, onde é muito comum que algumas crianças já perderam seus pais tão jovens. Já os não Marcados, mesmo conseguindo viver por mais tempo, ainda são poucos, e muitos deles, inclusive Suou, estuda uma forma de ajudar os Marcados a viverem mais, passando por frustrações a cada falha que a pesquisa mostra. 

Analisando essa lógica, os moradores da Ilha da Baleia de Lama têm que aceitar a morte precoce. Assim, os mesmos seguem uma tradição de anos da Ilha em que eles não podem chorar em enterros, o que é uma forma de conter a dor. Temos a questão também da aceitação dos Marcados sobre terem que aceitar os poucos anos que têm para viver, onde muitos não vão poder realizar seus sonhos no futuro. Temos o exemplo do personagem Ouni, adolescente de 16 anos que sonha viver fora da Ilha da Baleia de Lama. O mesmo não aceita a desinformação que tem sobre o resto do mundo. Mas acaba sendo improvável que ele consiga sair da Ilha. Primeiramente pela questão de que os moradores não conseguem controlar os movimentos da Ilha da Baleia de Lama, então é impossível navegar para algum lugar em sua escolha. E também, pela questão que ele provavelmente vai morrer jovem porque ele é um humano Marcado

As tradições são quebradas e os sentimentos dos personagens vem à tona quando a Ilha da Baleia de Lama é invadida por conta de Lykos. Os invasores, como Lykos, não possui nenhuma emoção, o que torna uma tarefa “normal” para eles atirarem e machucarem os jovens da ilha. Depois da invasão, tendo um momento mais de calma, os personagens fazem o enterro das pessoas que perderam sua vida na invasão. Muitos ali não aguentam e acabam chorando, quebrando a tradição de anos da ilha.  

A perda da inocência das crianças em Children of the Whales

Por conta dos momentos de tensão e angústia que os personagens vão passar durante a batalha para conseguirem salvar os habitantes e a Ilha da Baleia de Lama, os sentimentos vêm à tona. Desse modo, o espectador vai acompanhar cenas emocionantes e angustiantes. Por mais que os moradores sigam momentos de lógica para conseguirem vencer a batalha, o que vai transparecer mais vai ser as emoções dos personagens. E isso acaba os tornando mais humanos. 

As crianças vão ter que trocar a infância e o pouco tempo de vida que eles têm para se dedicarem a salvar a Ilha da Baleia de Lama, onde também muitos vão ter que lutar, usando sua Timia como a principal arma. No entanto, os personagens vão revelar finalmente seus desejos e sentimentos, onde muitos jovens, após esse grande contratempo, vão sentir vontade de sonhar por mudanças e por um futuro melhor.

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