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]]>Assim, o worldbuilding é a criação do universo que vai passar a história. O autor molda seu mundo e suas regras, tais como a física, geografia, população, história, cultura e entre outros fatores que compõem aquele universo. Em mundos grandiosos, como One Piece, que já analisei no site Chimichangas, o universo é criado do zero e o worldbuilding e seus elementos chamam a atenção para quem assiste. Todos esses elementos citados precisam ser criativos, que faça sentido e que sejam apresentados de uma forma que o espectador entenda.
No entanto, temos obras que conseguem passar em nosso universo mas que também tem seus destaques, e Durarara obedece essa questão. A construção do universo do anime consegue caminhar bem com a proposta da história, que é como as relações dos personagens conseguem se comportar no distrito de Ikebukuro em meio aos conflitos que estes personagens passam. Portanto, vamos analisar como o worldbulding é pensado no anime Durarara.
Primeiramente, falando sobre a história de Durarara, anime de 2010, que contou com 4 temporadas; a história foi adaptada de uma light novel escrita por Ryōgo Narita e ilustrada por Suzuhito Yasuda. A light novel chegou a ganhar uma adaptação para mangá por Akiyo Satorigi em 2009. O anime foi produzido pelo estúdio Brain’s Base e depois pelo estúdio Shuka.
A história acompanha Mikado Ryūgamine, jovem que sonha com a vida agitada de uma cidade grande. Ele é convidado por seu amigo, Masaomi Kida, a morar em Ikebukuro, e assim, Mikado se transfere para Tóquio. Masaomi o adverte sobre pessoas perigosas que Mikado não deve se meter; como um homem violento vestido de barman, um comerciante de informações e uma misteriosa gangue chamada “Dollars”. E ainda, Mikado presencia a lenda urbana na cidade, o “Motoqueiro Negro”, o suposto piloto sem cabeça de uma motocicleta preta.
A história de Durarara foi toda adaptada para anime e em 2014, uma continuação intitulada Durarara!! SH foi lançada, em formato de light novel, onde se passa dois anos após os eventos da série original.
Assim, começando a analisar o universo de Durarara, primeiros precisamos entender onde se passa a história do anime. Ikebukuro, local que se passa o anime, é um distrito de Tóquio conhecido por ter diversas lojas de animes e mangás e fãs de cosplays que compõem o movimento do local. O anime traz esse retrato de Ikebukuro real do Japão para o anime, criando as possíveis pessoas no anime que poderiam frequentar o distrito na vida real.
E por mais que o autor retratou Ikebukuro em inspiração ao distrito do mesmo nome existente no Japão, ainda temos tons de fantasia que se encaixam perfeitamente com a ideia do local. O ponto de fantasia mais forte com certeza é a criação de Celty e seu objetivo, que é encontrar sua cabeça perdida.
O movimento de pessoas que passam por lá é intenso, mas no anime, é mostrado que muitos ali se conhecem. Como os personagens sempre frequentam os mesmos lugares, seja lojas ou restaurantes, os personagens acabam tendo uma certa conexão. Outro fator que podemos observar na construção dos personagens do anime é como muitos têm suas personalidades e como outros vão mudando por conta de Ikebukuro. Podemos dar o exemplo do próprio Mikado que se apresenta primeiramente como um personagem educado e até infantil, mas tem mudanças de pensamento após começar a frequentar Ikebukuro e se relacionar com outros personagens.
Assim, Ikebukuro é o ponto principal da obra. O autor consegue trazer um worldbuilding muito interessante, onde os conflitos são criados e que acabam influenciando seus personagens, tanto positivamente, quanto negativamente. O local ainda faz os personagens se conectarem e a trama girar.
Além do distrito de Ikebukuro, onde as rotinas dos personagens acabam fazendo eles se encontrarem e conectarem com outros, temos grupos em que a relação dos personagens é mais fortalecida. Como o próprio grupo Dollars, outro ponto principal para a conexão de relação dos personagens onde, por mais que os personagens não saibam quem é quem no chat do Dollars, isso de certa forma conecta cada personagem ali. E isso equivale a outros grupos que vão aparecendo no anime.
Outro ponto de conexão de personagens muitas vezes pode ser o passado. Temos o maior exemplo que é a relação de Shinra, Izaya e Shizuo. É mostrado por meio de flashbacks como Shinra conheceu Shizuo e como ele odeia Izaya e leva esse ódio até o presente. Isso fortalece ainda mais a relação destes personagens, causando uma verossimilhança para quem assiste.
Muitas vezes também, quando assistimos o anime, acompanhamos vários conflitos sendo enfrentado pelos personagens, seja alguns com menos relevância e outros que ganham destaque. No entanto, nos episódios finais das temporadas, os pequenos conflitos acabam se tornando um só, onde todos os personagens da trama acabam sendo envolvidos.
E muitas vezes, o causador destes conflitos é Izaya. Como se Ikebukuro fosse um tabuleiro de xadrez, o personagem consegue movimentar suas peças para o grande conflito que ele deseja. Assim, podemos dizer que Izaya é outro elemento que faz a história de Durarara girar, conectando os personagens, onde muitos ali acabam tendo o mesmo motivo para trabalharem juntos.
Muitas vezes, o que se destaca nas histórias é seu worldbuilding, assim, uma história que se passe mais distante do nosso universo, tende-se a criar elementos que façam aquele novo universo ser crível. Mas quando a história se passa em nosso mundo, contendo semelhanças, sem tantos elementos de fantasia, como no caso de Durarara, o autor precisa criar elementos que façam os espectadores se interessarem pela história.
Assim, em Durarara, temos esses elementos que fazem nós, espectadores, nos conectar com a história. O ponto mais forte são os conflitos que acontecem em Ikebukuro, que estão ligados diretamente com a conexão dos personagens, seja as gangues da cidade ou o passado dos mesmos. Portanto, a trama do anime consegue girar e não fica cansativo para quem assiste, sendo uma história com vários personagens que possuem bastante destaque, tendo também um anime que não é confuso, mas com uma proposta interessante e inovadora, em como sua trama é conduzida.
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]]>Originalmente uma light novel lançada em 2004, Durarara!! é a terceira série de romances visuais produzida por Ryōgo Narita, já consagrado por Baccano!, e foi ilustrada pelo Suzuhito Yasuda. Ambientada no movimentado distrito comercial Ikebukuro, em Tóquio, acompanhamos a desordem humana delineada por um elenco muito colorido e diverso de, aproximadamente, 20 indivíduos, cada qual com sua história.
Ainda que a ideia de acompanhar vários personagens em suas diversas linhas narrativas possa parecer bizarro, a execução é desenvolvida de maneira sutil e gradual, integrando cada elemento organicamente. Mesclando a rotina urbana com o sobrenatural, a história empurra o protagonismo de outra figura: Ikebukuro em si. O distrito se expande e avança nas vidas dos seus agentes, mudando-os e sendo transformado por eles.
Num primeiro momento acreditamos que estamos acompanhando o Mikado Ryugamine, menino de interior que vem estudar seu ensino médio na capital, porém, no episódio seguinte, já assistimos a outra vida na tela. Gradativamente, o elenco é apresentado e conectado dentro do espaço urbano. Somos expostos ao crime, com as gangues – em destaque Dollars e Lenços Amarelos, ao submundo da indústria farmacêutica, e também ao oculto, com a Saika, a lâmina assassina possuída e com a Celty Sturluson, uma dullahan (cavaleira sem cabeça irlandesa) motociclista.
Intrinsecamente localizado na Tóquio do início do século XXI, a série se faz valer com a comentários sobre a sociedade citadina japonesa, erguendo observações – sem algum juízo de valor específico – sobre os diversos estilos de vida existentes nesse ambiente. Entre as diversas tramas interlaçadas, o cenário pulsa com a existência colorida de seus inúmeros habitantes.
Seu próprio nome já ilustra essa anarquia narrativa. Durarara!! – sim, com duas exclamações – recebe esse nome apenas porque sim. No posfácio do primeiro romance, Narita disse o seguinte: “Você não fica um pouco intrigado apenas olhando o título? Mas se já terminou de ler a história então… Você ainda não entende o significado por trás, certo? Tudo aconteceu quando eu estava editando o rascunho final do livro quando meu editou ligou e perguntou: ‘Não é hora de dar um título oficial para passar ao departamento de Relações Públicas?’. Então eu só dei um nome aleatoriamente, ‘Du… Durarara?’”. A confusão do nome prepara já uma metanarrativa para o espectador e, por si só, já é um mérito do seu autor.
Com conceitos e histórias únicos, Durarara!! tem tudo para ser uma das melhores séries de todos os tempos, entretanto acredito que Norita deu um passo maior que a perna. Sua visão ficcional de Ikebukuro é muito ambiciosa, o que torna difícil o equilíbrio entre os pontos de vistas existentes e seus distintos tons. É um esforço impressionante do criador, porém a maioria dos seus personagens não carrega o momento devidamente.
Ao longo dos 24 episódios da sua primeira temporada, minha frustração crescia entre os diversos núcleos e, salvo marcados instantes de cada episódio, eu não conseguia gostar do que passava na tela. A animação não é especial, apesar de ser competente o bastante, a interpretação dos seus atores é muito boa – cheia de charme e personalidade, e, como já estabelecemos, sua premissa é muitíssimo boa. Ainda assim, é uma pequena decepção para as expectativas que criei com a atenção que eu me lembro ter recebido na época do seu lançamento.
De qualquer forma, Durarara!! oferece uma trama provocante e digna de atenção. A metaficcional Ikebukuro vem à vida de forma instigante e consegue cativar em seus momentos altos. Vim pelos personagens, porém fiquei pela desordem urbana.
Você pode assistir a todas as temporadas de Durarara!! no serviço de streaming Crunchyroll.
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