The post MDA #135 – O MENINO E A GARÇA first appeared on Animes Online BR.
]]>SEJA NOSSO APOIADOR E AJUDE O PODCAST A CONTINUAR EXISTINDO: Catarse
Mande um e-mail para nossa Caixa Postal comentando sobre o episódio: [email protected]
Redes Sociais:
The post MDA #135 – O MENINO E A GARÇA first appeared on Animes Online BR.
]]>The post Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition first appeared on Animes Online BR.
]]>Desenvolvido pela LEVEL-5, Ni no Kuni II conta com incríveis desenhos de personagens do artista Yoshiyuki Momose e uma trilha sonora marcante do compositor internacional Joe Hisaishi.
Após ser derrubado por um golpe de estado, o jovem rei Evan parte em uma extraordinária aventura para fundar um novo reino, unir seu mundo e proteger os habitantes das forças sombrias que os ameaçam.
Já fica claro nos primeiros minutos: Ni no Kuni II é sobre guerra. Roland vem de um mundo paralelo semelhante ao nosso. Toda política lá é corrupta. É por isso que ele não fica surpreso quando descobre o que está acontecendo no mundo de Evan. Embora não haja armas modernas aqui, os reinos exploram uns aos outros com espada e magia. devora o mundo realmente maravilhoso, cuja beleza Roland reconhece imediatamente.
Mesmo em sua primeira parada na mecado jogo de Goldorado, onde até decisões judiciais são lançadas, é mais importante conduzir delicadas investigações de fraude até os escalões mais altos do que negociações diplomáticas. Mas apesar de estar em dívida com um pegajoso pássaro “Krähdit” a reboque,Estações curiosas: No paraíso dos jogadores de Goldorado, tudo gira em torno do jogo. Mesmo impostos e julgamentos legais são decididos aqui com os dados.
Locais curiosos: No paraíso dos apostadores de Goldorado, tudo gira em torno do jogo. Mesmo impostos e julgamentos legais são decididos aqui com os dados.
Durante o reconhecimento, Evan e Roland descobrem uma ameaça ainda maior, que eles querem descobrir junto com o pirata aéreo Shanty e o guarda Remmi.
Enquanto Evan e companhia viajam de um lugar para outro, há todos os tipos de monstros que precisam ser enfrentados.
O combate agora é totalmente baseado em ação à la série Tales. Você tem liberdade de movimento pela arena e pode atacar os inimigos com golpes leves e pesados ou até quatro habilidades ou feitiços personalizáveis. Cada ataque corpo a corpo básico aumenta o Zing Gauge em suas armas (você pode ter até três equipadas por vez) e, quando atingir 100%, sua próxima habilidade ou feitiço mudará de aparência e causará dano extra. Alternar entre suas armas equipadas é tão simples quanto pressionar um botão, embora você também possa alternar o jogo quando apropriado.
No lado defensivo das coisas, você pode bloquear os ataques inimigos recebidos para reduzir o dano ou evitar o dano totalmente desviando-se agilmente do caminho. É tudo muito rápido e chamativo, e me diverti muito com a maioria dos confrontos. A curva de dificuldade definitivamente se inclina um pouco fácil demais, assim como as criaturas que nao sao chefes! Eu nao tive grandes dificuldades em combate-los realmente achei a dificuldade baixa além do necessário!
Os fofos familiares Pokémon do primeiro Ni no Kuni não existem mais. Em vez disso, os jogadores são apresentados aos Higgledies ainda mais fofos, que são descritos no jogo como basicamente feixes de energia elementar que criaram pernas e começaram a andar. Eles são meio estranhos, mas adoráveis, muito do Studio Ghibli, mas também são bastante úteis em batalha.
As missões secundárias, a propósito, são bastante abundantes, embora você não tenha acesso a elas até vários capítulos do jogo. Eles também são, infelizmente, bastante esquecíveis! A maioria são buscas de caça de itens ou variedade de matança de monstros, e aquelas que não são tendem a ser missões de desafios. Eu encontrei uma missão que envolvia alguma história de fundo para Roland, e presumo que existam missões semelhantes para o resto do grupo também, mas não é óbvio quais missões são essas ou como desbloqueá-las, e depois de dezenas e dezenas de missões mais genéricas , perdi a motivação para continuar tentando tentar faze-las.
Eu teria apreciado a oportunidade de obter um pouco mais de desenvolvimento para o elenco principal, então isso é lamentável.
A Prince’s Edition começa com uma proposta de valor promissora, incluindo as três partes substanciais do DLC para o original e alguns ajustes para integrar este DLC suavemente no jogo principal. Isso significa que você pode iniciar cada DLC em sequência com sua jogada inicial, embora, como nos originais, a essência da experiência exija uma festa pós-jogo para ser concluída.
Equipamentos DLC especiais estão espalhados pelo jogo, aparecendo nas lojas por um preço irrisório em momentos em que o equipamento é um upgrade, mas não tanto que invalide o loot que você encontra nas masmorras. Do ponto de vista estrutural, esta é a melhor maneira de experimentar o DLC em uma primeira jogada normal.
Ni no Kuni II é um excelente jogo. Em muitos aspectos, acho-o superior ao original, com menos barreiras entre o jogador e o próprio jogo. Está repleto de recursos de qualidade de vida, subsistemas legais e conteúdo paralelo interessante para conquistar. Infelizmente, a versão Switch é a experiencia limitada de um jogo fantástico. Para a maioria dos jogadores, o original proporcionará a melhor experiência. Você deve absolutamente jogar Ni no Kuni II . Mas você provavelmente não deveria jogá-lo no Switch.
Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition está disponivel nas seguintes plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows
Caso queira ver minhas outras Reviews clique aqui.
Se quiser ver lives estou sempre na Twitch, aparece com lá o pessoal está curtindo e eu também!
Você pode me seguir nas rede sociais! Clicando aqui!
The post Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition first appeared on Animes Online BR.
]]>The post Aya to Majo: A nova proposta do filme do Studio Ghibli first appeared on Animes Online BR.
]]>Aya to Majo, ou seu nome em inglês, Earwig and the Witch, foi lançado no final de 2020. Além da direção de Goro, também contamos com o planejamento do filme por Hayao Miyazaki, pai de Goro, e a produção de Toshio Suzuki, grandes nomes do estúdio. O roteiro é adaptado do romance “Earwig and the Witch”, da autora Diana Wynne Jones.
Acompanhamos então a história de Aya, uma menina órfã de 10 anos, que cresceu na época dos anos 90 na Inglaterra. Ela não sabe que é filha de uma bruxa. Aya acaba então sendo adotada por um casal de estranhos e começa a viver aventuras com eles.
Para os fãs do Studio Ghibli, que estão acostumados com uma animação mais clássica, agora acompanham uma aposta de Goro ao dirigir um filme com computação gráfica. No entanto, mesmo com essa nova proposta, ainda conseguimos sentir alguns pontos do filme que remete a outras fórmulas de outros filmes do estúdio.
Quando falamos que o roteiro do filme é de certa forma mais seguro, vemos que não temos grandes novidades. Acompanhamos uma personagem se descobrindo em um novo ambiente, que não parece ter uma construção de personagem, como vemos em outros filmes do estúdio.
Aya to Majo também é trabalhado em formato de 3 atos, ou seja, temos a apresentação dos personagens, uma certa confrontação da protagonista diante aos problemas que ela enfrenta na casa e, por fim, as resoluções e aprendizados, tanto de Aya, quanto de Bella Yaga e Mandrake. E pensando bem, o terceiro ato do filme poderia ser trabalhado melhor, já que o mesmo se encerra muito rápido, com uma resolução até que simples.
No entanto, o que chama mais atenção, com certeza, é a personagem de Aya. A protagonista é bastante astuta, tentando sempre tirar proveito da situação que se encontra, ainda mais em relação ao orfanato, e principalmente depois com Bella Yaga. Assim, com essa personalidade, a personagem consegue se destacar em relação às outras protagonistas do Studio Ghibli.
Falando mais sobre os personagens do filme, é interessante analisar como eles são postos em situações que remetem a outros personagens das longas anteriores da Ghibli. Primeiramente, então, temos Aya, a protagonista, forte e independente, posta em um novo desafio em sua vida. Thomas, o companheiro familiar, que depois vira companheiro fiel de Aya. Isso nos lembra um pouco do filme O Serviço de Entregas de Kiki (1989), filme dirigido por Miyazaki. Nos dois, ambas protagonistas possuem um gato preto, onde afirmam que “o gato preto é a melhor companhia que uma bruxa pode ter”.
Falando agora um pouco sobre Bella Yaga; ela é uma personagem que acaba tendo vários conflitos com Aya. No entanto, no fim do filme, vemos ela e Aya se entenderem. Isso remete a muitas personagens da Ghibli que, primeiramente, eram inimigas, mas se tornam aliadas para um bem maior. Neste caso, de Mandrake. As duas começam a se entender em como precisam acalmar Mandrake, um personagem que parece inalcançável para Aya, e nós, espectadores. Não conseguimos entender muito bem o que Mandrake almeja, muito menos Aya. Só no fim do filme que conseguimos entender um pouco sobre ele e seu passado.
Assim, falando um pouco da animação do filme, Goro apresenta uma nova proposta aos fãs do Studio, um filme totalmente feito em computação gráfica. A animação é muito bem produzida, mesmo com poucos erros, é uma proposta que consegue agradar quem assiste. Temos então cenas comuns, ou até a representação de grandes fantasias, que conseguem nos entregar uma boa proposta.
O interessante da animação também são as feições dos personagens. Muitas vezes, eles possuem expressões bastante caricatas, com caretas bem forçadas, sendo um marco para a animação do filme, que consegue transmitir um pouco dos conflitos estranhos que esses personagens sofrem por conta da magia. Assim, se em um futuro, outros filmes desse estilo surgirem do estúdio, seria interessante trabalhar mais nessa marca.
Goro também não deixa “o marco” da Ghibli de lado. O estúdio Ghibli ficou muito conhecido por criar cenas em que temos ações muito detalhistas. Em Aya to Majo, também temos alguns momentos assim, mesmo que até que poucos, como um longo momento do semáforo saindo do vermelho e indo para o verde, ou até os três personagens principais, mostrando todo percurso deles saindo do orfanato e indo até a nova casa deles… Isso acaba chamando a atenção, cada ação e mudança é importante para a história, nos fazendo absorver cada detalhe da animação.
Outra questão técnica que chama bastante atenção é a trilha sonora. As músicas conseguem ajudar na composição de cena, trazendo a tensão necessária, ainda mais com as cenas do Mandrake em que, muitas vezes, o personagem começa ter uma crescente irritação, assim, a trilha vai aumentando seu ritmo, até o mesmo parar, ao ponto da trilha se encerrar ou, em outros casos, acabar “explodindo”, trazendo uma trilha mais emocionante. Ainda, por se tratar de um filme que possui a história de uma banda, as músicas são bem interessantes de acompanhar, mostrando a cativação necessária de Aya com a banda.
Portanto, até para o Studio Ghibli, arriscar muitas vezes é necessário. Saindo de uma animação tradicional que, para muitos, era um dos pontos altos dos filmes do estúdio, para uma animação totalmente de computação gráfica. Assim, para um estúdio que não lançava algo novo, sendo o último filme em 2014 (Memórias de Marnie), produzir um filme, até que bem feito, foi uma boa ideia para uma possível volta do estúdio. Assim, mesmo que o enredo pudesse ser um pouco mais elaborado, ainda somos cativados pela história da bruxa Aya.
The post Aya to Majo: A nova proposta do filme do Studio Ghibli first appeared on Animes Online BR.
]]>The post Cresça com os Sussurros do coração first appeared on Animes Online BR.
]]>A história é focada em Shizuku que não consegue saber o que fazer, onde direcionar seus estudos para seguir uma profissão. Ela tem sua preferência por histórias, gosta muito de livros de fantasia, escreve poemas muito bons. Mesmo assim ela fica pensando no que fazer, como é difícil escolher algo quando não se quer nada. Demora um tempo para que ela consiga perceber aonde ela quer se dedicar.
Enquanto ela passa por essa fase, está ocorrendo o período de provas, ela precisa estudar e terminar seus estudos, bem como ser aprovada para o ensino médio. Sem ter interesse, fica difícil. Quando o interesse não tem nada em comum com o que precisa ser estudado, ainda menos motivador. Entretanto é uma responsabilidade que ela precisa honrar ao mesmo tempo que precisa se dedicar ao que quer fazer.
Como ela nunca foi muito clara no que queria, quando a família vê ela se dedicando em algo diferente dos estudos, a reação não é de aceitação. Conversando e com certa resistência a família aceita colocando claramente as responsabilidades dela para ela. Se ela quer seguir o próprio caminho, ela precisa saber que isso requer esforço dela e ela não pode culpar outras pessoas por isso não dar certo.
Em outro ponto da história, apesar de não receber todo o foco, temos Seiji Amasawa, um garoto inteligente e dedicado que quer construir violinos. Ao inverso de Shizuku, ele sabe o que quer e está disposto a ir atrás do sonho. Isso torna as coisas mais fáceis? Não, a família dele também não aceita. E depois de conversar, também existe o aceite com certas condições e responsabilidades. Se ele deseja tanto seguir esse caminho, ele precisa trilhar com o próprio esforço e caso ele não consiga, foi por parte dele.
A história mostra dois cenários opostos, que convergem para a mesma questão. É necessário saber por si mesmo o que quer fazer e entender que isso traz responsabilidades, tanto para alcançar o que você quer quanto às outras coisas que precisam ser feitas que não estão relacionadas a isso. É preciso aprender a lidar com isso para trilhar seu próprio caminho. É o pedaço da vida adulta que começa a aparecer na adolescência para te levar aonde você quer, mas fará valer totalmente a pena.
The post Cresça com os Sussurros do coração first appeared on Animes Online BR.
]]>The post Descubra a verdade sobre a Colina Kokuriko first appeared on Animes Online BR.
]]>O maior problema da situação é ver como verdade algo que nos falaram sem a gente saber o que está acontecendo ou aconteceu de verdade. Ficamos estranhos quando não gostamos de algo, mas questionar isso de uma maneira gentil expondo sua fragilidade pode ser complicado.
É assim que o romance do casal não evolui por causa de uma informação que não era verdadeira. Mesmo com tudo para dar certo, o que foi contado a Shun faz com que ele resistisse manter o contato (que ele queria ter) com Umi. A mesma informação para Umi é destruidora e tira sua vitalidade.
Mesmo perguntando de forma sutil, Shun não conseguia saber a verdade sobre o que estava acontecendo. Já Umi, quando teve a oportunidade, chorou expondo seus sentimentos e pedindo para entender aquilo que acabou com seu mundo. Foi assim que a verdade apareceu.
Eles ainda tiveram que ir atrás de mais pessoas que pudessem explicar tudo que estava acontecendo, mas eles descobriram o que de fato aconteceu e isso permitiu que eles se acalmassem quanto às dificuldades e conseguissem ver o que estava acontecendo realmente pelos fatos. Assim conseguiram decidir e agir como queriam.
E quantas vezes a gente perde ou não consegue aquilo que quer porque faltou descobrir um pouco mais sobre a verdade?
The post Descubra a verdade sobre a Colina Kokuriko first appeared on Animes Online BR.
]]>The post Por que você não aproveita as Memórias de Ontem? first appeared on Animes Online BR.
]]>Ao longo desse caminho, você recordou diversas coisas do passado, como é difícil crescer, né? Cada situação que passamos e nem percebemos. Parece que são oportunidades que perdemos, complicações que não queremos, falta que sentimos… e tudo isso nos faz chegar até aqui, agora.
A paisagem diferente é algo que você adora só de vez em quando? Você até falou o que fez você querer isso, mas … não vale a pena viver mais aquilo que você ama? Por que você não aproveita as memórias de ontem, que revivem nesse lugar, que te impulsionam para o que quer e muda tudo?
Muda! Muda mesmo! Aquelas inseguranças e mágoas que carregamos da infância podem nos levar pelo caminho que não traz felicidade. Você encontrou uma atividade que te interessa mais do que aquela que tem oficialmente, achou uma pessoa que você gosta e concorda com o jeito de pensar e que retribui seu sentimento, pessoas com quem é gostoso conviver na sua atividade. Por que se apegar ao passado ao que já foi e não te traz essa felicidade que você tanto comenta agora?
Você achou tudo que traz alegria para sua vida agora, e por que não aproveita essas memórias de ontem como decisão para o que quer e assim, você muda!
The post Por que você não aproveita as Memórias de Ontem? first appeared on Animes Online BR.
]]>The post O Amor e a Sobrevivência em “O Túmulo dos Vagalumes” first appeared on Animes Online BR.
]]>Eu não estava pronta…
Ambientado nos últimos meses da 2ª Guerra Mundial, O Túmulo dos Vagalumes (1988) é uma estória de sobrevivência e amor acima de tudo. Baseada no conto homônimo publicado em 1967, a história é de natureza semi-autobiográfica, relatando momentos difíceis que seu autor, Akiyuki Nosaka, passou em sua adolescência. Falecido em 2015, Nosaka era da Yakeato Sedai – ou Geração das Cinzas, um grupo de pessoas que viveu sua adolescência na época dos bombardeios no Japão e nas ruínas subsequentes.
Como outros trabalhos produzidos por outros integrantes da Yakeato Sedai, é possível ver como o trauma perpassa sua narrativa, como as manchas da dor pintam toda a desgraça nos corações dos sobreviventes da Guerra. Com um cenário tão emocionalmente complexo e íntimo, o autor recusou-se a vender os direitos de sua obra premiada. Não achava que haveria jeito certo de adaptar a crueza dos seus sentimentos, até que foi convencido em usar animação pelo Takahata, e o resto é história.
Eu parei pela primeira vez para ver esse longa-metragem pouco depois da última cirurgia da minha mãe. Ela já descansava longe do hospital, e eu passava o dia na casa do meu parceiro. Iniciei o filme em meu computador, coloquei o fone e apertei o “play”. Imaginei que me emocionaria, porém nada nem ninguém poderia ter me preparado para o baque. Tive que interrromper quando sentimentos que eu sequer sabia que foram reprimidos vieram à tona conforme os ataques deixavam seus vestígios de destruição na cidade de Kobe, traçando no destino os últimos momentos de Seita, 14 anos, e Setsuko, 4.
Nascidos no confortável berço de um lar militar, os dois irmãos sofrem com o bombardeio estadunidense, o qual destrói suas vidas. Antes saudáveis e felizes, a Guerra arranca deles seus pais, apenas oferecendo em troca fome e doença, e, por fim a morte. A obra, inclusive, abre com a narração de Seita, “21 de setembro de 1945: aquela foi a noite que eu morri.”
Já cantei meus elogios ao Takahata outrora, entretanto, acho que sua estreia no Estúdio Ghibli superou qualquer expectativa que eu tivesse já do que já consumi dele. Há uma atenção a detalhes fenomenal na escolha de cores menos vibrantes e nas emoções traduzidas em desenhos sóbrios, simplesmente sutil e sincera. Os sentimentos são muito críveis assim como há uma fidedignidade à ambientação do Japão semi-urbano do final da Guerra. O espectador sente cada uma das desgraças na vida das duas crianças que, uma vez órfãs, prendem-se uma a outra pois criaram seu próprio mundinho no espaço entre elas.
Os atores de voz do Seita (Tsutomu Tatsumi) e da Setsuko (Ayano Shiraishi) também foram espetaculares. Fiquei muito impressionada com a amplitude emocional alcançada por artistas obviamente tão jovens. A trilha sonora é meticulosa e utilizada em momentos ideais, mantendo uma atmosfera perfeita para o desenrolar da narrativa.
A história foi construída de maneira magistral, explorando com franqueza os horrores da Guerra do ponto de vista dos civis, e também a beleza escondida em pequenos momentos de sobrevivência. Em entrevista à revista Animerica em 1994, Nosaka comentou que, no meio da destruição, aquilo que continha vida era mais destacado no olhar do órfão. “A morte estava próxima, então a sensação da vida era esmagadora.” Com uma delicadeza tamanha, Takahata adapta essas cenas de maneira elegante e respeitosa, compondo uma imagem forte e marcante para um dos melhores filmes do acervo Ghibli.
Como efêmeros vagalumes, Seita e Setsuko deixaram esse mundo sem muito viver, mas o rastro de suas luzes continua na memória de quem os viu: brilhante e singela.
The post O Amor e a Sobrevivência em “O Túmulo dos Vagalumes” first appeared on Animes Online BR.
]]>The post O Conto da Princesa Kaguya first appeared on Animes Online BR.
]]>Com essas essas expectativas em mente, eu assisti O Conto da Princesa Kaguya (2013) em 2015, pouco depois do resultado das premiações do Oscar. Havia ficado indignada com a vitória de Operação Big Hero visto que eu tinha enormes esperanças para essa produção japonesa. Depois de assistir, no entanto, minha indignação se tornou uma fúria com a tamanha injustiça aplicada pela academia estadunidense: o filme era, afinal de contas, estonteante.
Kaguya-hime no Monogatari (“O Conto da Princesa Kaguya”) é a adaptação da lenda japonesa Taketori Monogatari (“O Conto do Cortador de Bambu”), uma das histórias mais antigas da tradição oral nipônica. É narrado como um senhor idoso em um dado dia, praticando seu ofício, encontra um bebê dentro de um bambu e cria essa criança vinda dos céus com a sua esposa. Eventualmente, ele também encontra ouro e presentes no interior dos bambus – o que ele prontamente utiliza para investir na sua filha.
Ao contrário das outras obras do estúdio, Kaguya-hime assume um estilo de animação diferente, trocando os famosos traços um pouco cartunescos e extremamente detalhados por algo mais próximo à tradição do país do Sol Nascente. Suas linhas então dessa vez adquirem uma aparência mais simples, simulando rascunhos de giz, criando significado a partir de um conto de fadas japonês, porém sem perder sua aura etérea na composição delicada das cenas.
A narrativa expande de maneira magistral os personagens da lenda: eles têm desejos e objetivos claros. Mais do que artifícios para uma moral, eles existem, vibram, respiram na película ao longo de duas hora e dezessete minutos. Seus intérpretes fazem um trabalho estupendo com suas vozes, trazendo vida a cada uma das figuras que aparecia em cena. Em especial, Aki Asakura foi brilhante na pele da personagem titular, demonstrando um ótimo alcance emocional, capaz de mostrar grande alegria como também profunda tristeza.
Isao Takahata, falecido em 2018, dirigiu as cenas com uma sensibilidade singular e bastante propósito. Diferentemente do seu colega e co-fundador do Estúdio Ghibli, Hayao Miyazaki, ele não era animador, o que torna a sua realização ainda mais fascinante. Em sua entrevista para Film4, ele disse: “Eu realmente não desenho, não sou artista, mas eu faço alguns rascunhos para a equipe seguir. Além disso, eu entendo que tipo de imagem se encaixaria melhor, e que tipo de pose os personagens assumem, o ritmo da atuação, e as expressões dos personagens. E dessa maneira eu participo grandemente em qualquer projeto. Pode ser um pouco presunçoso da minha parte, mas eu sei o que quero e como obter, então eu tenho que dirigir para mostrar ao pessoal como chegar lá”.
O Conto da Princesa Kaguya comove sem precisar apelar para recursos exagerados, construindo de maneira competente uma história sutil sobre como é preciosa a nossa breve existência e como essa deve ser aproveitada. A Princesa, em sua estadia na terra, amou, conheceu lugares, e aprendeu sobre a condição humana.
Com lágrimas em meus olhos, despedi-me de seus personagens sabendo que havia encontrado algo especial. Mais uma vez o Estúdio Ghibli havia acertado.
The post O Conto da Princesa Kaguya first appeared on Animes Online BR.
]]>