Ficção-Científica - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Fri, 27 Aug 2021 17:58:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Ficção-Científica - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Black Science: as consequências interdimensionais da ambição humana https://animesonlinebr.org/hq/black-science-as-consequencias-interdimensionais-da-ambicao-humana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=black-science-as-consequencias-interdimensionais-da-ambicao-humana https://animesonlinebr.org/hq/black-science-as-consequencias-interdimensionais-da-ambicao-humana/#respond Sat, 28 Aug 2021 15:00:47 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=24310 Não é segredo para ninguém que eu comecei a adentrar no universo das HQs há pouquíssimo tempo e, algumas obras tem chegado nas

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Não é segredo para ninguém que eu comecei a adentrar no universo das HQs há pouquíssimo tempo e, algumas obras tem chegado nas minhas mãos como grandes oportunidades que surgem do nada. Black Science foi uma delas.

Eu não conhecia o trabalho do Rick Remender até ler o volume 1 de Black Science (eu pelo menos eu achei que assim fosse), onde descobri que ele é o autor de uma das primeiras grafic novels que li (lá pelo ano de 2010), Night Mary, uma história que, se me lembro bem, é muito envolvente e cheia elementos muito interessantes, e isso me deu muitas expectativas com relação à obra que estava à minha frente.

Black ScienceNo primeiro volume de Black Science somos apresentados à Grant McKay, um cientista que tem a missão de criar um portal para outras dimensões para uma organização de Anarquistas. Já nas primeiras páginas do volume, entendemos que nem tudo na missão está dando certo, afinal, um dos experimentos falha ao levar um grupo de cientistas e duas crianças para o “sempreverso”.

Questões profissionais, pessoais e de caráter moral são temas de monólogos inteiros já no primeiro contato com a obra, fazendo com que o espectador se veja curioso com o motivo de tantas preocupações, em meio a um turbilhão de acontecimentos que surgem nos quadros do HQ.

A HQ é roteirizada por Rick Remender e tem ilustrações do italiano Matteo Scalera, que trabalhou em grandes obras como O Indestrutível Hulk. A coloração ficou por conta de Dean White que também fez parte da produção de grandes obras.

Black Science

A obra é surpreendente em todos os sentidos, a cada virar de páginas somos levados a lugares complexos tanto na questão de roteirização sobre o local, quanto artisticamente falando. A beleza e a fluidez das artes e das cores elaboradas por Scalera ganham uma dimensão incrível, fazendo com que o espectador ganhe uma experiência super imersiva durante toda a obra.

Um dos fatores mais interessantes na narrativa é que cada capítulo é contado de um ponto de vista diferente, os sentimentos, pensamentos e sensações de cada um dos integrantes da equipe tem seu espaço, fazendo com o leitor enxergue diferentes opiniões sobre o que os personagens estão vivendo, inclusive em meio a todos os momentos sufocantes. Como cada personagem tem seu lugar ao sol, acabamos nos identificando um pouco com cada um e fazendo com que suas perspectivas ganham um peso e uma intensidade.

O primeiro volume, intitulado “Como cair para sempre” conta com seis capítulos, já o segundo volume, “Bem-vindo, Lugar Nenhum” expande o universo da obra ao adicionar uma capacidade que parece ser infinita na sua narrativa, além de nos apresentar a uma situação de morte aleatória e decorrente dos saltos entre as dimensões do líder dos Anarquistas.

Já no terceiro volume, McKay se encontra preso em um mundo atacado e quase arruinado por uma praga e lá entende que todas as dimensões pelas quais passou com sua equipe foram devastadas pela tecnologia do Pilar. Inúmeras questões internas da equipe surgem e tudo entra em colapso. McKay pode perder tudo pelo que lutou na tentativa de salvar um mundo que sequer é o dele.

A obra como um todo tem um tom otimista a cada novo ciclo: apesar dos saltos seguidos do portal representarem universos corrompidos e cheios de novidades nada agradáveis, a todo momento e a cada novo mundo visitado surgem novas oportunidades de imaginação.

Black Science nos faz questionar até onde vai a ambição humana quando o assunto são interesses intensos que não conseguem enxergar as consequências.

A obra foi trazida para o Brasil pela editora Devir, que está trazendo agora o volume 3 em Setembro de 2021, com tradução de Giovana Bomentre.

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Skyward vai deixar saudades! https://animesonlinebr.org/post/skyward-vai-deixar-saudades/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=skyward-vai-deixar-saudades https://animesonlinebr.org/post/skyward-vai-deixar-saudades/#respond Sat, 05 Jun 2021 15:00:14 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=21504 Começar um texto falando de um final é bem difícil. As primeiras palavras que eu escrevo são sempre “É isso” seguidos de uma

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Começar um texto falando de um final é bem difícil. As primeiras palavras que eu escrevo são sempre “É isso” seguidos de uma vírgula e muitos minutos de reflexão. Me despedir de Skyward é, como bem disse Lee Garbett em suas considerações finais, fechar uma janela para o mundo da obra enquanto ela segue em frente com suas histórias malucas sobre uma garota que é, acima de tudo, corajosa.

Skyward páginas coloridas

O terceiro e final volume de Skyward já se inicia com uma das melhores passagens da obra, trazendo o que, para mim, é uma reflexão sobre o quanto a sociedade te pressiona a ter segurança e estabilidade em primeiro lugar, muitas vezes fazendo com que a ideia de seguir os nossos sonhos, alcançar o nosso céu, seja uma completa loucura que pode ser punida com a morte (no sentido metafórico de ser, claro). A obra trás uma crítica muito interessante nesse momento inicial (e eu estou falando apenas das primeiras páginas), quando aponta que nem essa “segurança” é tão segura assim.

Já deu pra entender que o volume já começa te dando aquele bom e velho solavanco? Mas calma que nem tudo são questões existenciais complexas (ainda bem). Após esse momento introspectivo com Willa, nossa protagonista, o volume caminha para fechamentos de ciclo muito bem desenvolvidos e como não poderia deixar de ser, cheios de ação.

Willa em Skyward

Durante toda a obrade Skyward, Willa enfrenta tempestades assustadoras, insetos gigantes carnívoros, uma rebelião fatal e muitas tristezas, mas é chegada a hora de consertar a gravidade da terra e atender ao último pedido de seu pai: fazer com que mundo volte a ser como antes. E esse trajeto é escrito de forma espetacular pelo roteirista Joe Henderson, fazendo com que toda a dinâmica da obra entre em seu melhor momento nesse volume final. 

É incrível como apesar de toda a movimentação, as tramas muito bem articuladas e montadas, o carisma de Willa é sempre um ponto que jamais é deixado de lado, a personagem tem traços muito reais e reflexões que nos fazem às vezes tirar o pé do chão e desejar voar, mas, em muitas vezes te derruba com força total em direção ao chão, e é pra doer mesmo.

Capa volume 3 Skyward

Por fim, parece que me despedi daquela amiga sensata do grupo. Aquela, que sempre tem os melhores conselhos, mas que também tem umas histórias de deixar os cabelos em pé e de fazer você ter muita coisa pra pensar após o jantar da sexta-feira à noite com ela. Terei muitas saudades da obra e já estou animada para saber o próximo projeto que essa dupla (Joe Henderson e Lee Garbett) farão juntos e que Editora Devir trará. 

Skyward é publicado no Brasil pela Editora Devir e tem sua obra completa em 3 volumes super especiais de páginas coloridas e material de excelente qualidade. 

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A Outra Terra – E se existisse outro planeta Terra? https://animesonlinebr.org/curiosidades/a-outra-terra-e-se-existisse-outro-planeta-terra/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-outra-terra-e-se-existisse-outro-planeta-terra https://animesonlinebr.org/curiosidades/a-outra-terra-e-se-existisse-outro-planeta-terra/#respond Wed, 02 Jun 2021 15:00:30 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=21354 A Outra Terra é um filme indie de ficção científica estadunidense de 2011. Dirigido por Mike Cahill e estrelado por Brit Marling e

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A Outra Terra é um filme indie de ficção científica estadunidense de 2011. Dirigido por Mike Cahill e estrelado por Brit Marling e William Mapother. O roteiro foi assinado pelos dois e o próprio diretor que filmou o projeto. O filme estreou no festival de Sundance.

Na história, Brit vive uma jovem de 17 anos, Rhoda Williams, que é aceita no MIT e é fascinada por astronomia. Voltando de uma festa, ela ouve no rádio sobre o descobrimento de um planeta idêntico a Terra. Embriagada, envolve-se em um acidente sério de trânsito e acaba matando a mulher e filho de um homem, que acaba ficando em coma.

Quatro anos se passam e Rhoda já cumpriu sua pena. Ao sair da prisão, ela tenta se adaptar a nova vida. Ela também descobre que uma competição está acontecendo para levar uma pessoa até a Terra 2, como é chamado o planeta descoberto. Ao mesmo tempo, fica sabendo que o homem do acidente, John, saiu do coma e vive isolado em sua casa.

©Fox Searchlight Pictures

PRODUÇÃO INDEPENDENTE

A Outra Terra não é um filme de ficção científica que explora viagens interespaciais ou uma grande produção Hollywodiana. Até porque, por se tratar de um filme independente, o custo de produção é bem baixo. Foi o primeiro projeto criado em parceria por Brit Marling e Mike Cahill. Os dois ainda produziriam Sound of my voice juntos. No futuro, em parceria com Zal Batmanglij, Brit ainda criaria The OA, uma série da Netflix. Dá pra perceber que esse filme foi o ponto de partida da criação de Marling, que se aprofundaria em mais questões intimistas da vida humana em seus futuros projetos.

A criação do roteiro para o filme veio de uma ideia de Brit e Mike. Brit já falou em várias entrevistas que resolveu escrever suas próprias histórias por não gostar muito dos papéis que eram dados as mulheres na indústria do cinema. Ela então resolveu escrever e também produzir seus filmes, além de atuar neles. A fotografia fica por conta do próprio diretor, que usa muito de câmera na mão, movimentos mais livres acompanhando os personagens e também alguns zooms no rosto da protagonista para dar mais emoção.

A trilha sonora é muito bonita, feita pela banda Fall on your sword, que é muito marcante, principalmente na cena de abertura, que mostra uma imagem de Júpiter. O filme não deixa de ser uma carta de amor ao universo e a tudo que nele contém, mas esse não é o foco. O foco aqui são os personagens, pessoas normais, seus erros e suas escolhas. O que faríamos se pudéssemos tomar escolhas diferentes? Provavelmente seríamos outra pessoa, não é mesmo?

©Fox Searchlight Pictures

UM OUTRO VOCÊ

A premissa do filme é a de que existiria um outra planeta Terra que seria um espelho do nosso, ou seja, tudo que existe em uma, existe na outra. Isso inclui, claro, todos os seus habitantes. Seria uma oportunidade de conhecermos uma outra versão de nós mesmos. É uma ideia que poderia interessar a muitos ou, pelo menos, instigar a curiosidade. Será que seríamos os mesmos ou seríamos diferentes?

Isso é algo que chama a atenção de Rhoda, já que ela sofreu por ter seu futuro mudado depois do acidente. Ela tem a vontade de ir até esse outro planeta, já que não sabe mais o que fazer de seu futuro. Ela passa a trabalhar limpando uma escola e se isola muito das outras pessoas. Vemos que ela se tornou uma pessoa mais vazia, melancólica e introvertida. A possibilidade de talvez ela ter feito escolhas diferentes nessa outra Terra e levar uma vida completamente distinta a interessa.

Será que nesse outro lugar ela foi para o MIT? Será que o acidente aconteceu também como aconteceu nessa Terra? São perguntas que ficam no ar. O filme pode não agradar tanto pessoas que esperam por um grande plot de ficção científica, pois, como já dito antes, a intenção do filme é justamente usar essa ideia de uma outra Terra para explorar o mais fundo da alma humana.

©Fox Searchlight Pictures

UMA SEGUNDA CHANCE

Rhoda acaba se aproximando de John, quando vai visitá-lo para dizer que foi ela a responsável pelo acidente que matou sua família. O problema é que ela perde a coragem e mente para ele, falando que faz parte de uma empresa de limpeza. Mesmo não sendo sua intenção, os dois se aproximam cada vez mais.

Rhoda tenta seguir a vida e de alguma forma fazer com que os dias de John não sejam tão solitários. São duas pessoas unidas por uma tragédia. O filme nos mostra pessoas que sofreram e sofrem de alguma forma. Intercalados com imagens de Rhoda vagando pela cidade, temos a narração de um cientista. As falas dele, explicando sobre a outra Terra são provavelmente as melhores partes do filme. Ele nos traz dúvidas que são típicas dos seres humanos. Perguntas como: será que estamos sozinhos? E se eu tivesse tomado uma escolha diferente? O que gostaríamos de ver se pudéssemos olhar para nós mesmos de fora? Iríamos gostar do que vemos?

A aproximação de John e Rhoda é como uma segunda chance para ambos, assim como seria uma segunda chance para Rhoda viajar até essa outra Terra. O filme fala principalmente de segunda chance, autoconhecimento e sobre nossas escolhas e como elas afetam a gente e quem nós acabamos nos tornando. Já é sabido que possivelmente existam várias realidades alternativas atreladas a nossa. Cada decisão diferente que tomamos é um novo caminho que pode ser trilhado.

Outra Terra nos dá um lugar físico aonde isso poderia acontecer. Um lugar aonde um outro você existiria. As possibilidades são infinitas e as discussões sobre isso seriam bastante vastas. Mas a longa não chega a se aprofundar no que acontece depois que conhecemos essa “nova” Terra. Isso também pode não agradar, mas ao deixar em aberto, tudo fica livre para várias interpretações. Já que a premissa do filme nunca foi se aprofundar nisso, mas sim explorar o efeito dessa possibilidade nas pessoas.

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The Tomorrow War: filme estrelando Chris Pratt, será lançado em julho https://animesonlinebr.org/filmes/the-tomorrow-war-filme-estrelando-chris-pratt-sera-lancado-em-julho/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=the-tomorrow-war-filme-estrelando-chris-pratt-sera-lancado-em-julho https://animesonlinebr.org/filmes/the-tomorrow-war-filme-estrelando-chris-pratt-sera-lancado-em-julho/#respond Wed, 07 Apr 2021 22:41:18 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=19723 A Amazon Prime Video revelou hoje (07/04) que The Tomorrow War, filme estrelando Chris Pratt e com produção da Skydance Media, será lançado

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A Amazon Prime Video revelou hoje (07/04) que The Tomorrow War, filme estrelando Chris Pratt e com produção da Skydance Media, será lançado mundialmente em 2 de julho exclusivamente em seu catálogo. O longa de ação e ficção científica é dirigido por Chris McKay conta com o elenco: Yvonne Strahovski, Sam Richardson, Edwin Hodge, Betty Gilpin, J.K. Simmons, e com o roteiro de Zach Dean.

O filme é da Amazon Studios, Skydance e Paramount Pictures em associação com a New Republic Pictures. O ator Chris Pratt também participou como produtor executivo junto com Rob Cowan, Brian Oliver, Bradley J. Fischer e Samantha Nisenboin (coprodutora). Além disso, a produção do longa foi realizada por Ellison, Dana Goldberg, Don Granger, Jules Daly, David Goyer e Adam Kolbrenner.

Estou muito orgulhoso deste elenco e equipe incríveis que trabalharam em circunstâncias desafiadoras para criar um filme de ação e ficção científica original e único, algo que está cada vez mais raro. Assisti-los misturar ação, terror, comédia e drama sem esforço foi um sonho que se tornou realidade para mim e espero emocionar o público”, comenta o diretor Chris McKay.

Sinopse:

Em “The Tomorrow War”, o mundo fica em choque quando um grupo de viajantes do tempo chega do ano 2051 para entregar uma mensagem urgente: trinta anos no futuro, a humanidade está perdendo uma guerra contra uma espécie alienígena mortal. A única esperança de sobrevivência é levar soldados e civis do presente para se juntarem à luta no futuro. Entre os recrutados está o professor de ensino médio e pai de família Dan Forester (Chris Pratt). Determinado a salvar o mundo para sua filha, Dan junta-se a uma cientista brilhante (Yvonne Strahovski) e seu pai (J.K. Simmons) em uma busca desesperada para reescrever o destino do planeta.

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A Vastidão da Noite: Uma homenagem à The Twilight Zone https://animesonlinebr.org/curiosidades/a-vastidao-da-noite-uma-homenagem-a-the-twilight-zone/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-vastidao-da-noite-uma-homenagem-a-the-twilight-zone https://animesonlinebr.org/curiosidades/a-vastidao-da-noite-uma-homenagem-a-the-twilight-zone/#respond Wed, 13 Jan 2021 15:08:03 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=16929 A Vastidão da Noite foi um dos filmes independentes mais falados de 2020. Disponível na Prime Video, o filme é dirigido e escrito

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A Vastidão da Noite foi um dos filmes independentes mais falados de 2020. Disponível na Prime Video, o filme é dirigido e escrito por Andrew Patterson e estrelado por Sierra McCormick e Jake Horowitz.

Ambientado nos anos 50, numa cidade pequena do Novo México, a história segue um locutor de rádio e uma operadora de telefone. Logo no início do filme, já vemos claramente a homenagem do diretor à série clássica de 1959, The Twilight Zone, conhecida no Brasil como Além da Imaginação. Vemos uma tela de TV e nela é anunciado um programa, que é chamado também de A Vastidão da Noite, como o filme. É como se entrássemos para um episódio de The Twilight Zone, o que já começa interessante.

Depois disso, acompanhamos os dois protagonistas, Everett e Fay, que se encontram por acaso durante um jogo de basquetebol no colégio da cidade. O filme começa mostrando de maneira natural um dia normal na vida dos dois, que tem um diálogo bem interessante sobre o futuro, em que até mesmo adivinham através de previsões várias coisas que sabemos que acontecerá, como a chegada do homem à lua. Nessa sequência inicial, vemos planos longos, sem cortes, em que a câmera segue os dois, como se quem assiste estivesse furtivamente acompanhando os personagens. O roteiro é ágil, a direção certeira e os atores tem uma química maravilhosa, fazendo com que o diálogo seja totalmente dinâmico e nada cansativo de acompanhar. Percebe-se também o quão ensaiados os dois estão, além da química que os atores tem.

©Amazon Studios

Um bom tempo do início do filme é passado com essa conversa dos dois, mas logo as coisas começam realmente a acontecer. Everett vai para a estação do rádio e Fay vai para casa. Durante a transmissão do programa de Everett, Fay percebe que um som estranho foi transmitido a eles, então ela liga para ele e os dois começam a investigar, ao mesmo tempo em que coisas estranhas começam a acontecer na cidade. As pessoas começam a ligar para Fay também, relatando luzes estranhas no céu.

Everett então transmite de novo o som e pede para que se alguém saiba algo sobre o som, para ligar para o programa dele. Um homem então liga para o programa e conta sua história. Ele era um militar e, durante uma missão, ouviu o mesmo som, mas isso foi escondido das pessoas, ninguém falava disso. Durante essas cenas, a tela chega até a ficar escura e ouvimos apenas a história do homem. O relato é tão intrigante que até mesmo esquecemos que estamos olhando apenas para uma tela preta. Algo interessante do filme é também o fato dele dar fala a pessoas que na época sofriam com a discriminação. O homem do relato revela que é um homem negro e por isso ninguém acreditaria nele. Nisso vemos o quanto pessoas vistas como “diferentes” não eram levadas a sério.

©Amazon Studios

Além da tela preta, temos também momentos em que a tela volta a ficar no formato de uma TV pequena dos anos 50, em momentos importantes do filme. Temos muitos planos longos e câmera parada, o que exige uma entrega certeira dos atores, o que acontece, com ajuda também do diretor, que tem uma visão da história que coincide muito bem com o resto do que o filme já apresentou. A Vastidão da Noite é um daqueles filmes que fala, mas não mostra. Por isso os planos longos e muito diálogo. Não faria sentido, depois de estabelecido o tom do filme, se, por exemplo, fossem mostrados flashbacks, como na cena em que uma senhora conta um relato sobre seu filho que desapareceu, que também tem a ver com o som ouvido. Tudo começa a se interligar e Fay e Everett chegam cada vez mais perto de desvendar o mistério que ronda a cidade. O filme tem um desfecho que encerra a história dos personagens, mas que nos deixa ainda mais intrigados com o que poderia vir depois disso.

A Vastidão da Noite é um filme bem “redondo” que entrega muito bem o que se propõe e é uma bela homenagem à The Twilight Zone, tanto que poderia ser um episódio da série. Acho até que essa era intenção do diretor. O filme foi feito com um orçamento bem baixo, o que nos deixa curiosos para saber o que o diretor pode criar no futuro tendo, quem sabe, um orçamento maior.

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Paper Girls: O clima dos anos 80 com a visão feminina adolescente https://animesonlinebr.org/hq/paper-girls-o-clima-dos-anos-80-com-a-visao-feminina-adolescente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paper-girls-o-clima-dos-anos-80-com-a-visao-feminina-adolescente https://animesonlinebr.org/hq/paper-girls-o-clima-dos-anos-80-com-a-visao-feminina-adolescente/#respond Tue, 17 Nov 2020 14:45:27 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=15756 E mais uma vez, Brian K. Vaughan impressiona com suas HQs. Desta vez, lançado pela Image Comics em 2015, Paper Girls é uma

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E mais uma vez, Brian K. Vaughan impressiona com suas HQs. Desta vez, lançado pela Image Comics em 2015, Paper Girls é uma HQ de mistério e ficção científica, publicada no Brasil pela editora Devir. A série já ganhou prêmios, tanto na parte de roteiro, como também por conta da ilustração.  

Como o título já sugere, Paper Girls segue a história de 4 garotas que são entregadoras de jornais. Erin, KJ, Mac e Tiff entregavam jornais na manhã seguinte ao Halloween, mas a cidade é atacada por uma invasão de uma força misteriosa do futuro. Assim, as garotas são envolvidas no conflito entre duas facções guerreiras e viajantes do tempo. O quadrinho é escrito por Brian, mesmo criador de Saga (2012), quadrinho que já analisei aqui no site. O quadrinho teve sua conclusão em 2019.   

Portanto, mais uma vez, Brain trabalha com gênero ficção científica, com propostas e tons bem parecidas com outras histórias que são ambientadas nos anos 80. No entanto, Paper Girls se destaca por trabalhar com a visão de jovens garotas vivendo sua pré-adolescência com aventuras que envolvem mistérios e viagens no tempo. 

Ambientação de Paper Girls

Paper Girls traz um clima bem parecido com Stranger Things, série da Netflix de 2016, onde as duas obras são comparadas favoravelmente por conta da ambientação dos anos 80. Muitos também comparam Paper Girls com a série Dark, também da Netflix, por questões das viagens do tempo que acontecem nas histórias e Super 8, filme de 2011, dirigido por J.J. Abrams, onde também possuem crianças que acabam se envolvendo em uma aventura com alienígenas.  

Mas ainda comparando com Stranger Things, por mais que o clima oitentista é bem pontuado nas duas histórias, junto também com a ideia que os personagens das duas histórias usam bicicletas para andarem pela cidade, o que chama atenção em Paper Girls com certeza é o ponto de vista trabalhado sob mulheres jovens. Como pontua Susana Polo no site Polygon (2020), “se você é um fã de Stranger Things, mas deseja que a série lide com suas personagens femininas, ou sua codificação queer, ou seu amor pela cultura pop dos anos 1980 com um pouco mais de nuance com mais frequência, você encontrará muito do que gostar “.

Outro ponto que chama atenção no quadrinho é a paleta de cores feita por Matt Wilson, que ganhou prêmio de melhor colorista na premiação de Eisner no ano de 2016. A paleta, com cores vivas, de Paper Girls consegue criar um estilo diferenciado e único, casando com a arte feita pelo ilustrador Cliff Chiang. São cores que chamam atenção, criando um tom de mistério que a obra necessita. 

Análise do Enredo 

Como já citado, o que mais chama atenção em Paper Girls é a representação feminina na história. Brian chegou a comentar em uma entrevista para o The Daily Best (2017) que Paper Girls é uma história de 4 garotas de 12 anos que cresceram, como ele, nos subúrbios de Cleveland, nos anos 80. “Elas acabam tropeçando em algo extraordinário e é um mistério, junto com uma aventura, em um livro estranho”. É interessante que, mais uma vez, o autor traz um pouco de suas experiências pessoais para suas quadrinhos. Assim também como Saga, onde pontuei em como o autor consegue trazer inspirações para a construção de universo de sua história.   

Paper Girls trabalha com um tom mais duro quando é mostrado o ponto de vista de adolescentes mulheres. O tom tem uma ideia de despreocupação, mais engraçado, idealizando a “inocência perdida” da infância daquelas garotas que moram no subúrbio de Cleveland e tem seus problemas rotineiros a serem enfrentados. Como chama atenção a relação da personagem Mac e sua madrasta, uma relação que não é totalmente trabalhada, mas já é mostrado grandes contratempos para uma garota de 12 anos enfrentar. 

De todas as histórias citadas no texto, outro ponto que Paper Girls se diferencia é como o conflito é trabalhado. Logo no primeiro volume já temos os problemas aterrorizando a rotina daquelas garotas, mas tudo ainda é incerto, onde as mesmas não sabem exatamente o que estão enfrentando. Mesmo com as ajudas que elas recebem no primeiro volume  dos personagens que, inicialmente pareciam vilões, ainda não sabemos exatamente o que está acontecendo naquele universo. 

Também, o que ajuda essas garotas a ganharem destaque em sua obra é a ausência dos adultos, diferente de Stranger Things que gosta de trazer os personagens mais velhos para as aventuras junto com as crianças. Em Paper Girls, os personagens mais velhos começam a sumir, sem explicação nenhuma, trazendo mais um problema para aquelas garotas. Já em questão narrativa, é interessante ver como as 4 garotas vão se comportar trabalhando sozinhas.  

Portanto, Paper Girls é uma história que, por mais que se assemelhe com outras histórias que trabalhem com ficção científica, mistério e “crianças em bicicletas”, o que se destaca com certeza é essa visão feminina bem dura e certeira para a obra. É um contraste entre pontos fantásticos com a realidade dura que aquelas garotas enfrentam.

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Cyberpunks #01: O que o futuro nos reserva? https://animesonlinebr.org/hq/cyberpunks-01-o-que-o-futuro-nos-reserva/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cyberpunks-01-o-que-o-futuro-nos-reserva https://animesonlinebr.org/hq/cyberpunks-01-o-que-o-futuro-nos-reserva/#respond Thu, 05 Nov 2020 14:00:36 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=15376 Quando você observa as estrelas acima do céu noturno, o que imagina? Antepassados nossos costumavam usá-las para orientar os seus caminhos a partir

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Quando você observa as estrelas acima do céu noturno, o que imagina? Antepassados nossos costumavam usá-las para orientar os seus caminhos a partir de suas constelações, sonhando com o destino. Hoje, nós nos indagamos sobre o que se encontra  nos inalcançáveis planetas, promessas das próximas gerações. De tanto olhar para além do que já possuímos, não é de se espantar o sucesso da ficção especulativa científica – questionadora das rotas ainda não trilhadas.

Dr. Stone propôs isso incorporando primitivismo. Detroit: Become Human ofereceu uma análise íntima dos limites do que poderia ser considerado humanidade. Watch Dogs é uma franquia interessada na experimentação entre interatividade e a influência regida pela tecnologia em nosso cotidiano. A obra aqui estudada hoje, mais especificamente o primeiro volume do quadrinho Cyberpunks, também ambiciona caminhar por essas postulações.

Claramente inspirado no movimento literário cyberpunk – centrado, em suma, na ideia de uma má qualidade de vida apesar dos avanços tecnológicos, a obra é o primeiro trabalho publicado pela editora Portal Entretenimento. Lançado em 2019, a produção é assinada por três nomes: roteirista, editor, letrista (além de dono da editora) Matheus Haubrich “M.H.” Iparraguirre; desenhista e co-arte-finalista Adriano Alves Macedo de Lima; por fim, co-arte-finalista e colorista Felipe Felix Freitas.

A equipe conforme creditada no material.

O ano é 2050: os governos mundiais se colapsaram em si, deixando o ambiente político dominado pelas grande corporações. No submundo da antiga Porto Alegre (atual Tecno-Porto), um grupo de revolucionários briga por aquilo que é justo: seu livre arbítrio e o direito de viver na superfície. É uma era de anarquia, horror, porém, reinando acima disso, está o poder da tecnologia.

Tenho uma confissão a fazer: particularmente, não sou fã de ficção científica. Não acho ruim, muito pelo contrário, tem um valor imensurável no meio dos gêneros narrativos. Apenas prefiro remoer o passado e digerir fantasia. Uma preferência só. Dito isso, ainda me joguei na chance de fazer uma crítica à obra que chegou na sede do NSV – Mundo Geek. Amo as iniciativas nacionais, há produções estupendas no cenário brasileiro, e eu ainda ganhei uma cópia do quadrinho de graça. Não é minha expertise, mas – hey! – novas vivências são bem-vindas.

Mesmo as não tão boas assim, entretanto eu estou me adiantando.

Cyberpunks é um produto profundamente influenciado por referências da cultura nerd pop. O traço de Adriano rememora o estilo dos quadrinhos de super-herói do início dos anos 2000, em especial o de Jim Lee quando ele assinou All Star Batman & Robin. A estética urbana em neon remonta as cidades futuristas dos anos 80 de obras como Blade Runner (uma das favoritas do colorista, aliás) ou O Vingador do Futuro. O diferencial, todavia, era um conteúdo tupiniquim, um cyberpunk para chamar de nosso – se possível fosse. Infelizmente, não acho que tenha se destacado o suficiente esse caráter brasileiro.

Talvez uma sombra da natureza gaúcha, no entanto. Suponho que seja presunçoso da minha parte, como leitora nordestina, esperar uma brasilidade similar à minha quando seu autor é de uma região tão distinta. Seus diálogos refletem um regionalismo forte. Sua escolha de uma alternativa Porto Alegre não foi acidental. Há uma dimensão no produto que eu não consigo apreciar em sua plenitude, admito. Contudo, entre tudo o que pude absorver, não imagino que eu particularmente queira continuar no próximo volume.

Sendo uma peça da nona arte, o quadrinho é uma mídia capaz de mesclar com maestria texto e imagem a fim de criar uma narrativa poderosa. Cyberpunks, acho, deixou lacunas nesse quesito: suas falas são deveras expositivas, não permitindo uma desenvoltura mais caprichada do aspecto visual, oferecendo portanto explicações para o roteiro quando a arte poderia ser mais elucidativa. Os personagens não são muito bem delineados e parecem ter a mesma voz em momentos da trama. Claro, essa foi a primeira edição, muitas revelações estão a caminho, sei disso.

Não obstante, aprecio profusa e profundamente a iniciativa de M.H. Iparraguirre. São claras a sua paixão pelo tema e a sua vontade de contar uma história na qual ele possa se sentir mais íntimo com o cenário e situações. Eu não pude apreciar devidamente as estrelas de Cyberpunks, mas talvez você, leitor, encontre sua trilha na futurista Tecno-Porto de 2050.

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