Falcão e o Soldado Invernal - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Wed, 14 Jul 2021 22:04:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Falcão e o Soldado Invernal - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Viúva Negra – Uma heroína em fuga https://animesonlinebr.org/curiosidades/viuva-negra-uma-heroina-em-fuga/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viuva-negra-uma-heroina-em-fuga https://animesonlinebr.org/curiosidades/viuva-negra-uma-heroina-em-fuga/#respond Wed, 21 Jul 2021 15:00:47 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=23023 Sofrendo com os atrasos por conta da pandemia de COVID-19, Viúva Negra, o filme solo de Natasha Romanoff, finalmente estreou no Disney Plus

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Sofrendo com os atrasos por conta da pandemia de COVID-19, Viúva Negra, o filme solo de Natasha Romanoff, finalmente estreou no Disney Plus e em cinemas selecionados. Seguindo diretamente os acontecimentos de Capitão América: Guera Civil, acompanhamos Natasha e sua situação de fugitiva. Depois de ficar ao lado de Steve Rogers e não assinar os acordos de Sokovia, a heroína precisa fugir do Agente Ross, que já havia prendido o Gavião Arqueiro, Homem-Formiga e outros heróis. A partir daí, que o roteiro de Viúva Negra se desenvolve.

FINALMENTE O PROTAGONISMO

É impossível de não citar o quanto esse filme já era aguardado pelos fãs. Também não dá para deixar de dizer que um filme solo para Viúva Negra já deveria ter acontecido há muito tempo. Talvez logo depois de Guerra Civil, por exemplo. Mas não deixa, claro, de ser bem-vindo e um ótimo acréscimo ao UCM (Universo Cinematográfico da Marvel).

O filme começa nos situando do passado de Natasha e sua família, em 1995. Os agentes secretos russos Alexei (David Harbour) e Melina (Rachel Weisz) se passam por uma família normal que mora em Ohio, junto de suas filhas, Natasha (Scarlett Johansson) e Yelena (Florence Pugh). Depois de completar uma missão, Alexei e Melina fogem com suas filhas para Cuba e lá se encontram com seu chefe General Dreykov. Ele leva Natasha e Yelena para a Sala Vermelha, aonde meninas são treinadas para serem assassinas chamadas de Viúvas Negras.

Os anos se passam, Natasha deserta para a SHIELD, depois de explodir o escritório de Dreykov, aparentemente matando ele e sua filha. Mas não é isso que acontece e, agora, em 2016, Yelena descobre uma substância que pode cortar o controle mental que as Viúvas Negras sofrem. Ela então manda essa substância para Natasha em seu esconderijo e as duas acabam se encontrando, tendo como objetivo acabar com Dreykov.

©Walt Disney Studios

NATASHA E YELENA

O filme tem um começo bem rápido e eficaz, situando o público, lembrando de fatos importantes que conectam Viúva Negra a Guerra Civil e também nos mostrando mais do passado da heroína, mesmo que brevemente. O que importa aqui é essa nova missão que aparece para Natasha e o desenvolvimento emocional que esse reencontro com sua irmã causa na personagem. Além de Yelena, Natasha também se reencontra com seu “pai”.

Vemos um lado que não tínhamos visto ainda de Natasha, suas relações mais pessoas, sua família, apesar de essa reunião ser clichê e pode não agradar algumas pessoas. Acho que foi uma forma de humanizar mais a personagem e entrar mais na mente dela, como ela realmente se sente, ainda mais quando ela é confrontada por decisões e atitudes de seu passado. Ela também tem esse arrependimento de ter ficado distante de sua irmã, Yelena.

Personagem essa, que rouba a cena muitas vezes. A atriz Florence Pugh foi uma excelente escolha para o papel. Yelena é engraçada, divertida, determinada e cabeça-dura, batendo de frente com Natasha. A relação das duas é muito interessante de se acompanhar. Acho que isso se deve a atuação de Florence Pugh e também de Scarlett Johansson, que lida muito bem com as cenas mais emotivas e pesadas do filme. As duas tem uma química muito boa e isso se reflete em tela.

FILME DIGNO DO UCM

Viúva Negra, além de ter uma história consistente, ainda é um ótimo filme de ação para a heroína. As cenas de lutas são incríveis, muito bem coreografadas. Realmente é um filme que funciona logo após os acontecimentos de Guerra Civil. Também é uma forma de explorar a situação que Natasha se encontra. Logo depois de encontrar uma família na sua união com os outros Vingadores, Natasha perde isso. Seu protagonismo muitas vezes foi colocado de lado, até porque ela era a única heroína do grupo e o foco muitas vezes ficava nos personagens masculinos e nunca nela.

Natasha mesmo diz no filme, que acaba descobrindo que tinha duas famílias e não nenhuma como ela imaginava. Vemos sua determinação de ajudar os outros vingadores a escaparem e logo isso se conecta a Guerra Infinita. Pequenas conexões também são bem-vindas e emocionam, como o fato de Natasha estar usando o colete de Yelena durante o filme Guerra Infinita inteiro.

Vemos também Natasha superar traumas. É muito poderoso o fato de ela e sua irmã batalharem para libertar as outras Viúvas Negras, que são exploradas por Dreykov. Natasha se mostra mais vulnerável no filme, pois finalmente vemos sua verdadeira face, não somente a fria assassina e, posteriormente, vingadora. Seus erros a atormentam, mas seus acertos fazem com que ela tenha forças para continuar batalhando por sua família, os vingadores. E, também, depois dos acontecimentos do filme, ela se reconecta com sua família.

©Walt Disney Studios

CONEXÃO COM GAVIÃO ARQUEIRO? (SPOILERS)

Agora, sobre a cena pós-créditos. Sabemos que Natasha acaba morrendo, mas na cena vemos Yelena visitando o seu túmulo. Foi uma grande surpresa de ver, ao seu lado, Val! Sim, a mesma personagem que aparece em Falcão e o Soldado Invernal, série da Disney Plus. Agatha mostra para Yelena uma foto de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, dizendo que ele foi responsável pela morte de Natasha. O que não é verdade, apesar de ele estar com Natasha quando ela se sacrificou para conseguir a joia da alma.

Isso me leva a crer que ainda veremos mais de Agatha no UCM e, principalmente, veremos mais de Yelena. Fica um sentimento de que Natasha passou o bastão para Yelena e é possível que a personagem seja mais explorada. Além disso, o fato de Agatha citar Clint, pode deixar aí um gancho para que Yelena apareça na série do Gavião Arqueiro, que ainda vem aí esse ano. Será?

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Falcão e o Soldado Invernal: Uma Jornada de Avaliação Racial https://animesonlinebr.org/review/falcao-e-o-soldado-invernal-uma-jornada-de-avaliacao-racial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=falcao-e-o-soldado-invernal-uma-jornada-de-avaliacao-racial https://animesonlinebr.org/review/falcao-e-o-soldado-invernal-uma-jornada-de-avaliacao-racial/#respond Mon, 26 Apr 2021 14:28:53 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=20347 Desde a conclusão de Vingadores: Ultimato, cada projeto da Fase 4 da Marvel lidou com perdas, recuperações ou preenchendo o vazio de alguma

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Desde a conclusão de Vingadores: Ultimato, cada projeto da Fase 4 da Marvel lidou com perdas, recuperações ou preenchendo o vazio de alguma forma. A série mais recente do MCU não é diferente disse mais acrescenta o debate racial.

Sinopse:

Na série do Disney+. Falcão e o Soldado Invernal, após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan), embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da Hydra.

Se você quiser ver quão ampla e profundamente a discussão racial passou a permear a cultura pop, dê uma olhada em “Falcão e o Soldado Invernal” na Disney +.

A série de seis episódios, que terminou na última sexta-feira, é estrelada por Anthony Mackie (Falcão), Sam Wilson e Sebastian Stan (Soldado Infernal), Bucky Barnes.

Esta que não é apenas uma série de ação e aventura altamente envolvente sobre quem será o próximo Capitão América, mas também oferece uma discussão sobre simbolismo, raça, história americana e heroísmo. 

A série, que teve a maior estreia para o serviço de streaming da Disney.

A linha central da história é a de Wilson, possivelmente, se tornando o próximo Capitão América, representando a nação como um ideal militar. Ele recebeu o escudo icônico do Capitão América por Steve Rogers, um dos maiores heróis militares do país, no final do filme Vingadores: Ultimato.

©Disney+

No episódio 2, Barnes traz Wilson a Baltimore para conhecer um ex-herói de guerra, Isiah Bradley (Carl Lumbly). Na mitologia da série, existe um soro que pode tornar alguns soldados em super poderosos. Bradley, que é negro, foi um desses soldados durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coréia. Ele foi um super soldado e herói como Rogers, mas não foi tratado como tal pelo governo e sua história foi apagada pelo governo americano.

Depois da guerra, ele diz que foi preso e usado como cobaia para testes constantes na tentativa de extrair os segredos do soro de seu sangue. As palavras de Bradley também lembram a forma vergonhosa como os veteranos negros da Segunda Guerra Mundial foram tratados depois que a guerra terminou e eles voltaram para a America.

Bradley explica como o governo mentiu para sua esposa, dizendo que ele estava morto, enquanto ele foi mantido em cativeiro e mantido em experimentos por anos.

“Eles apagaram minha história, apagaram minha história. Mas eles fazem isso há 500 anos ”, diz Bradley.  “Jure lealdade a isso, meu irmão. Eles nunca vão deixar um homem negro ser o Capitão América. E mesmo se o fizessem, nenhum homem negro que se preze gostaria de ser. ”

Isso é um diálogo muito instigante, desafiador e socialmente relevante para um programa de entretenimento da Disney

©Disney+

Falcão e o Soldado Invernal faz um trabalho cultural notável por causa da maneira como se conecta a algumas das correntes mais profundas e poderosas da vida americana hoje, com sua narrativa central da jornada de Wilson.  Assistir esse desenrolar na tela neste momento que é um divisor de águas do reconhecimento racial com sua demanda por uma história mais honesta do racismo na vida americana é o que torna esta produção tão oportuna. 

O final da série não poderia ter chegado em momento melhor, com seu episodio final sendo exibido na mesma semana que o ex-policial Derek Chauvin, é condenado nos Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd, o que desencadeou o movimento black lives matter. A série também fala diretamente sobre o que parece ser um anseio por novos heróis e liderança neste momento da vida americana.

A história de Isaiah deveria ser um aviso para Sam. “Olha, é assim que a América trata os heróis negros, muito menos as pessoas comuns.” A história de Isaiah reiterou os maiores medos de Sam sobre pegar o manto. Afinal, antes mesmo de conhecer Isaiah, ele entendeu que os Estados Unidos não aceitariam um Capitão América Negro. Foi, em parte, ligado à decisão importante de Sam no início da série. 

Falcão e o Soldado Invernal exploraram melhor como o mundo vê o Capitão América. No final do episódio 4, Walker matou brutalmente alguém com o escudo do Capitão América à vista do público. Isso veio como uma representação de como os EUA se comportam desde que se tornaram uma superpotência após a Segunda Guerra Mundial, travando várias guerras ao redor do mundo em nome da paz e da liberdade. 

Em parte, é por isso que Steve era contra os Acordos de Sokovia, porque isso significaria que os governos decidiriam qual conflito enfrentar ou não. Os governos tendem a pensar nos interesses nacionais antes dos humanos. E o Capitão América, apesar do nome, não deve ser alguém que trabalhe sob o comando de um país.

Walker era apenas isso, um soldado que acreditava que poderia estar certo. E, por associação, o título e o escudo do Capitão América representam os militares e não um herói para o mundo inteiro.

Bucky ou Soldado Infernal ficou em segundo no título e muito secundário como foco narrativo. Ele está envolvido na maioria das cenas da série, mas sua história ainda gira em torno dele indo além de seu passado como Soldado Invernal. Mesmo que ele não tenha feito nenhum progresso desde que ele foi jogado de uma guerra para a outra, é um desperdício utilizá-lo tão pouco, a menos que a segunda temporada da série foque mais na sua história.

Sua jornada o vê brevemente reunido com o Barão Zemo (Daniel Brühl), o vilão de Guerra Civil que foi trazido de volta por causa de suas ligações com o passado sombrio de Bucky. Mas se você pensar sobre isso por mais de dois segundos, Zemo mal tinha qualquer propósito além. Sim, você pode argumentar que ele ajudou Sam e Bucky levando-os para Madripoor e dando-lhes uma nova pista o soro de super soldado, mas é Sharon Carter (Emily VanCamp) que aparece do nada e os lidera para isso.

©Disney+

Eu me diverti tanto quanto qualquer um vendo Falcão fazendo seus rasantes no ar e uma sucessão de coreografias de lutas bem feitas. As cenas de lutas são espetaculares e com certeza a marvel teve um grande cuidado em elaborá-las. 

No geral, o propósito da série foi cumprido, passar o bastão do Capitão América. Ao longo do caminho, a série introduziu novos antagonistas cujo futuro parece promissor. Valentina está no topo da lista para mim, principalmente porque Julia Louis-Dreyfus atuando é incrível. Estou intrigado para ver o que a MCU fará com Sharon Carter

Desde a conclusão em Ultimato, cada projeto da Fase 4 da marvel lidou com perda, recuperação ou preenchimento do vazio de alguma forma: o Homem de Ferro pairava sobre Homem Aranha; a Bruxa Escarlate sequestrou uma cidade inteira para lidar com a morte de seu amado Visão; Falcão e o Soldado Invernal é sobre a crise de confiança que acompanha a perda de um amigo e de um líder que era Steve Rogers. Compaixão e paciência sobre-humana é o que fez do Capitão América o Capitão América. Não o escudo e nem o soro.

Falcão e o Soldado Invernal está disponível na Disney+.

Nota Final: 5 / 5

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