Estúdio Trigger - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Thu, 27 Jan 2022 12:07:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Estúdio Trigger - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Promare: Intenso, Estiloso e Quente https://animesonlinebr.org/anime/promare-intenso-estiloso-e-quente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=promare-intenso-estiloso-e-quente https://animesonlinebr.org/anime/promare-intenso-estiloso-e-quente/#respond Thu, 27 Jan 2022 21:00:54 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=29961 “Em um mundo em que após pessoas entram em combustão espontânea do nada, essas pessoas adquirem poderes de controlar as chamas e…”. Espera,

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“Em um mundo em que após pessoas entram em combustão espontânea do nada, essas pessoas adquirem poderes de controlar as chamas e…”. Espera, esse Promare não é muito parecido com Fire Force?

O começo de Promare utiliza muito bem a regra do “não fale, mostre”. Como as pessoas entraram em combustão espontânea, as consequências disso, como o mundo se modificou, tudo isso em menos de 4 minutos. Após a incrível contextualização do mundo, temos a introdução aos personagens principais e à base da história. Numa incrível sequência de ação que demonstra com excelência os pilares artísticos de Promare: geometria, o uso da computação gráfica, e o estilo.

A Arte de Promare

Há muitos elementos geométricos por toda a composição visual, principalmente nas partículas. Eu não sou uma pessoa que gosta de computação gráfica em animes, mas em Promare ela é simplesmente incrível. Simplesmente porque ela não conflita com as partes em animação tradicional, as duas são complementares e muito bonitas.

Estilo é uma coisa bem comum nos trabalhos do Studio Trigger (SSSS.DYNAZENON, BNA) e Promare não é uma exceção. Nas cenas iniciais há a aparição da gangue Mad Burnish, a qual seu líder, Lio Fotia, está sendo caçado há 30 anos. Os últimos 3 membros da gangue realizam um atentado a uma empresa farmacêutica e quando aparecem demonstram seus poderes e o Lio faz uma pose de se sentar num trono de chamas. E após isso aparece o nome “Mad Burnish” no fundo.

Esse traço de algo ser apresentado, uma equipe, um equipamento, um golpe, acontece por todo o filme e é incrível. Mas um detalhe muito interessante, é no momento do Mad Burnish no início do filme, porque há pessoas vendo a situação através de câmeras e ELAS TAMBÉM VÊEM O TÍTULO ESTILIZADO.

Lucia de Promare vendo os Mad Burnish

Vale ressaltar que a trilha sonora desse filme é simplesmente espetacular.

A história

Promare tem uma premissa similar a Fire Force, protagonista num grupo de bombeiros, pessoas com poderes de fogo, a origem do fogo também tem paralelos, mas só isso.

O protagonista, Galo Thymos, é basicamente o Kamina de Gurren Laggan, não só pela personalidade, mas a aparência é extremamente similar. Vale ressaltar que não é a única semelhança visual com Gurren Laggan, que é do mesmo diretor: Hiroyuki Sawano.

Outra obra a qual Promare se assemelha é BNA, que também é da Trigger. De forma que até parte da reviravolta final é a mesma coisa. No entanto, enquanto BNA é sobre luta racial, Promare é mais sobre luta de classes.

Lio e Galo

Os Burnish, as pessoas que controlam fogo, são rejeitados pela sociedade e oprimido pelo governo. Uma das primeiras cenas do filme ocorre em uma pizzaria em que um Burnish trabalha. As pessoas elogiavam muito o gosto da pizza, que ela estava sempre no ponto certo. Até que descobrem que o menino era um Burnish e tem nojo. A cena é bem revoltante, porque a força policial aparece para prendê-lo e prende o dono da pizzaria que estava abrigando um Burnish. Porém, isso é apenas um crime em caso de terrorismo, e a resposta para isso é “se ele é terrorista ou não, é o Juiz que decide”.

Além disso, o Burnish só estão sendo usados pelos vilões como um sacrifício para que a sociedade funcione da forma que a elite quer.

A história de Promare é sobre aqueles que tem poder oprimindo outros, manipulando informações sobre para se fazer de herói, mas principalmente sobre aqueles que sabem a verdade e querem fazer algo a respeito.

Robô de Promare

Problemas?

A equipe do Galo parece ser muito interessante, mas não tem destaque direito. Eles aparecem no começo, um pouco no fim, umas pontas no meio para dizer que existem. Fora o Galo, a única personagem que relevante da equipe é a Aina, que também é muito jogada de lado em comparação ao Galo e ao Lio.

No entanto, mesmo que eu adorasse ter mais destaque para e coisas sobre eles, isso não é um defeito do filme, porque mesmo sem isso ele ainda é muito bom. Não é uma falta por necessidade para a obra, mas sim de querer mais dela.

Promare não se leva a sério. Não apenas a estilização do nome das coisas, de como o Galo vai dar nome para tudo, ou ele não conseguir lutar se ele não parecer legal. Mas há um momento em que é extremamente conveniente para como o Galo e o Lio conseguem enfrentar o que vem a seguir. O próprio filme fala isso. Eles não foram escolhidos, só deram sorte, se eles não tivessem aparecido o plano do vilão se realizaria sem problema algum.

Sobre o Lio, ele é um personagem incrível com muito destaque no filme, mas depois da metade do filme em que ele está ao lado do Galo, se perde muito do carisma dele. Dito isso, perto do final ele recupera esse carisma.

Lio e os Mad Burnish

Considerações finais

Promare é intenso, a história é interessante, a mensagem por trás é muito interessante. Além de ser muito bonito e com músicas incríveis, Promare é um ótimo filme para aproveitar duas horinhas livres.

O filme está disponível na Prime Vídeo com a opção de dublagem, que está bem legal.

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Inferno Cop: estático, estranho e engraçado https://animesonlinebr.org/anime/inferno-cop-estatico-estranho-e-engracado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inferno-cop-estatico-estranho-e-engracado https://animesonlinebr.org/anime/inferno-cop-estatico-estranho-e-engracado/#respond Thu, 13 Jan 2022 21:00:41 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=29588 Jack Knife Edge Town é uma cidade que faz reputação a seu nome, mas apenas Inferno Cop pode impedir a cidade de ruir

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Jack Knife Edge Town é uma cidade que faz reputação a seu nome, mas apenas Inferno Cop pode impedir a cidade de ruir nas mãos da organização Cruzeiro do Sul.

Inferno Cop é o primeiro trabalho lançado pelo Estúdio Trigger (Kill la Kill, Little Witch Academia) e dirigido por Akira Amemiya (SSSS.DYNAZENON), com 13 episódios de 3 minutos cada.

Um anime perfeito para tirar algumas gargalhadas e terminar numa sentada só.

“Bizarro”. Uma palavra que define muito bem o desenvolvimento do enredo de Infeno Cop. Sem pé nem cabeça, cada acontecimento e sequência de episódios não deixam de surpreender na estranheza. Mas sempre cômico, algo que esse anime nunca perde de vista.

A animação de Inferno Cop basicamente não existe. Grande parte do anime se dá através de PNGs parados se mexendo de um lado para o outro.

Pensar nesse anime me faz refletir sobre o quanto uma animação fluida com um desenho bonito é valorizada. Eu amo, mas não é isso que faz um anime ser bom ou não.

Saber o que se quer fazer e como fazer não depende do seu orçamento e em seguir as tendências do mercado, necessariamente.

No entanto, é perceptível em Inferno Cop uma maestria de como a “apresentação de slides” é feita. Há animes extremamente parados, mas por escolha ou não, não são tão bons, pois não sabem utilizar isso a favor da experiência.

Em 2017 anunciaram uma segunda temporada, mas desde então não se teve mais informações sobre e fãs como eu seguem na espera de um dia acontecer.

Vale ressaltar a existência de “Inferno Cop: Fact Files“. Uma série de curtas lançadas ao final de cada episódio, expandindo sobre o episódio que foi transmitido anteriormente.

No entanto, um outro anime da Trigger que lembra um pouco Inferno Cop, é Ninja Slayer The Animation. Eu não assisti o anime inteiro, na verdade apenas um episódio. Mas pelo que vi, ele mistura a “animação” parada de PNGs em movimento com certos momentos do episódio com uma fluidez e traços fortemente detalhados.

O protagonista, chamado de Inferno Cop, também aparece em um episódio de outro anime da Trigger: Space Patrol Luluco.

Você encontra Inferno Cop oficialmente no Brasil pela Crunchyroll

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Dynazenon: robô, luto e mudanças https://animesonlinebr.org/anime/dynazenon-robo-luto-e-mudancas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dynazenon-robo-luto-e-mudancas https://animesonlinebr.org/anime/dynazenon-robo-luto-e-mudancas/#respond Thu, 30 Sep 2021 14:00:15 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=25688 SSSS.DYNAZENON é a mais recente colaboração entre o Estúdio Trigger (responsável por animes como Kill la Kill, Promare e Little Witch Academia) e

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SSSS.DYNAZENON é a mais recente colaboração entre o Estúdio Trigger (responsável por animes como Kill la Kill, Promare e Little Witch Academia) e a Tsuburaya Productions (franquia Ultraman). Essa união já ocorrera antes, em 2018, com SSSS.GRIDMAN. Os dois animes es dentro do mesmo universo, mas são histórias isoladas, com seus próprios enredos e personagens.

Gridman de Hyper Agent (Denko Choujin Gridman, no original) é uma série de Tokusatsu que foi ao ar originalmente em abril de 1993. A série teve um destino bem parecido com ao dos Super Sentais indo para o ocidente na forma de Power Rangers. No caso de Gridman, a série americanizada foi chamada de Superhuman Samurai Syber-Squad (SSSS), que foi dublada e passou no Brasil.

A Trigger fez sua primeira homenagem a Gridman em 2015 na Japan Animator Expo, através de um curta metragem Gridman The Hyper Agent: boys invente great hero, dirigido por Akira Amemiya (que mais tarde seria o diretor de SSSS.Gridman de Dynazenon).

Não entrarei em spoilers sobre nenhum dos animes. Porém, devo ressaltar que SSSS.Gridman é um anime que tem um foco em seu enredo, no desenvolvimento da trama e de reviravoltas. Por outro lado, Dynazenon é um anime em que o enredo não é o principal, e sim o desenvolvimento dos personagens e em como eles lidam com seus problemas.

A trama de Dynazenon

Dynazenon não tenta esconder o que é, ele é bem direto ao ponto em muitas coisas que faz, não há uma grande reviravolta que transforma toda a percepção da série, ela diz que vai fazer algo e desenvolve isso.

Podemos dividir a maioria dos episódios numa primeira parte acerca dos personagens de seus problemas, e uma segunda parte sobre as lutas, a formação do robô gigante. Apesar disso, essa parte da ação é mais sucinta e menos interessante da série. O que não quer dizer que não seja bem-feito, mas não é o foco do anime e ele não perde mais tempo do que o necessário com isso.

Em Dynazenon acompanhamos Gauma (dublado por Daiki Hamano), um Controlador de Kaijus que não tem mais seus poderes e agora luta contra os monstros pilotando um robô gigante.

O drama do Gauma se baseia em sua crença de que uma certa pessoa, que lhe foi importante há muito tempo, está viva e quer reencontrá-la. Por causa dessa pessoa, ele traiu seus antigos companheiros, os Eugenistas de Kaiju, que são os vilões da série.

Gauma é o personagem do elenco principal que tem sua história diretamente envolvido com o desenvolvimento do enredo geral da série, mas vemos esse anime sobre o ponto de vista de Asanaka Yomogi (Enoki Junya), um jovem normal que está no ensino médio que encontra o Gauma esfomeado embaixo de uma ponte e lhe dá comida.

A trama do Yomogi de longe não é a mais importante ou a mais impactante do anime. Inicialmente, ela fica nebulosa, mas quando ele expõe seus problemas, ele mesmo admite que não é nada demais e é até meio bobo. O que é bem real, o mundo não é apenas feito de grandes dramas e muitas pessoas são impedidas de seguir em frente por “coisas pequenas”.

Exceto pelo Gauma, as tramas dos personagens são palpáveis para nossa realidade, como por exemplo: lidar com o luto de perder alguém próximo, não conseguir ir à escola por medo, não ver perspectiva de mudança na vida.

A destruição causada pelos conflitos não é ignorada ou magicamente somem, as consequências da batalha se mantêm e os personagens sabem disso. No episódio 2, uma das coisas feitas pelo Yomogi é visitar o local do confronto do primeiro episódio e ver o estado que se encontra.

É interessante ver como o elenco funciona em relação a serem o grupo que luta contra a força destrutiva dos Kaijus. Eles não têm um detector de Kaijus para saber quando terão de fazer um confronto, eles veem os noticiários e só após isso vão enfrentá-lo. Por outro lado, os vilões não criam os Kaijus, eles os controlam, e eles encontram os Kaijus para controlar e destruir tudo via redes sociais.

Os combates

A ação de Dynazenon está concentrada na parte da luta contra os Kaijus, os protagonistas utilizam quatro robôs que juntos formam o “Dynazenon”. As cenas transmitem dinamicidade, as lutas são cativantes, cada Kaiju é diferente e dá um contexto único a cada confronto. Porém, a problemática das lutas raramente está ligada a “um Kaiju muito poderoso, não conseguimos fazer nada” (acontece, mas muito pouco). A verdadeira dificuldade está no estado dos personagens, eles precisam lutas juntos e caso não estejam em sincronia, tudo vai por água abaixo.

Quando há a união dos robôs para formar o Dynazenon, os personagens dizem em voz alta “Combinação Dragão, Dynazenon”, e cada vez é diferente. Os personagens podem estar completamente fora de sincronia, um personagem está doente então fala mais baixo e lentamente. É uma das formas que o anime tem de mostrar o estado mental deles.

A cena da formação do Dynazenon nos primeiros episódios é fantástica. Não apenas a animação, mas começa uma trilha sonora de fundo, como se fosse um coral falando o nome do robô. Eu acho extremamente brega, mas é por isso que é tão incrível. Além das cenas de união e de novas formas do mecha serem um deslumbre visual.

Dynarex

Conclusão

Dynazenon é um anime muito divertido que merece uma chance, principalmente pelos fãs de tokustasu. Não é necessário ter visto o tokusatsu original da década de 90, nem o anime de 2018. Porém, existem referências que não vão ser entendidas se você não as ver. O que, por sua vez, não influencia no aproveitamento e entendimento da obra.

Você pode conferir SSSS.Dynazenon e SSSS.Gridman na Funimation.

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Little Witch Academia: O marco da obra na indústria de animes https://animesonlinebr.org/anime/little-witch-academia-o-marco-da-obra-na-industria-de-animes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=little-witch-academia-o-marco-da-obra-na-industria-de-animes https://animesonlinebr.org/anime/little-witch-academia-o-marco-da-obra-na-industria-de-animes/#respond Fri, 17 Jul 2020 17:38:56 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=10320 Animado pelo estúdio Trigger, Little Witch Academia é um anime que retrata a jornada de uma garota normal chamada Atsuko Kagari (Akko). O

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Animado pelo estúdio Trigger, Little Witch Academia é um anime que retrata a jornada de uma garota normal chamada Atsuko Kagari (Akko). O anime chegou a ter outras adaptações. Mas temos que enaltecer o marco que a obra teve na indústria de animes. O anime surgiu por conta de um projeto chamado Anime Mirai do Young Animator Training Project em 2013. Podemos dizer que por mais que o Young Animator Training Project buscava estimular a produção técnica do anime nacional, Little Witch Academia chegou a impactar também o público ocidental. 

 Little Witch Academia mostra a história de Akko, que se matricula na Academia Mágica Luna Nova. A garota fica encantada com a magia desde a performance de Shiny Chariot em um show de magia. Assim, Akko passou a sonhar em ser uma bruxa tão legal quanto Chariot. Entretanto, nem tudo parece fácil. Akko não tem poderes e isso torna sua jornada para se tornar uma bruxa muito mais complicado.

Young Animator Training Project

Explicando um pouco mais sobre o Young Animator Training Project, como citei antes, a ideia deste projeto era buscar jovens animadores japoneses. Em 2010, a Associações de Criadores de Animação do Japão (JAniCA) percebe um constante declínio técnico dentro do país. Assim, a JAniCA cria o Young Animator Training Project onde foi lançado o Project A. Este projeto teve a iniciativa então de treinar jovens animadores japoneses através de concurso de curtas-metragens anuais. Isso tudo feito com o orçamento do governo japonês por alguns estúdios selecionados. 

Só que o projeto é muito mais que isso. Em um mundo cada vez mais globalizado, os animadores começaram a buscar a identidade nacional de suas animações. Isso em meio a um cenário da internacionalização do anime. Então, estes animadores começam a trabalhar com um processo técnico único para produzir suas animações japonesas, onde essas produções têm suas singularidades e uma delas é seu aspecto visual. “Os traços, movimentos e expressão dos personagens de anime diferem de forma evidente dos tradicionais desenhos animados ocidentais”, como reforça Karen K. Kremer em seu artigo sobre a Young Animator Training Project e a identidade nacional japonesa no processo técnico do anime.

Anime Mirai

Protagonista Akko

Só que analisando de uma forma geral, as animações evoluem a cada momento. Os animadores japoneses portanto tentavam buscar animar como antigamente, de uma forma única. Só que eles não conseguem ignorar as mudanças que as técnicas tradicionais japonesas sofreram durante o tempo. Assim, por mais que os japoneses tenham um jeito específico para fazer animes, eles acabam modificando sua própria tradição. Um exemplo disto é o uso maior de recursos digitais para a produção de animes. 

Então a própria JAniCA remodela o projeto, sendo chamado agora de Anime Mirai. “Agora o foco não é mais manter o tradicionalismo técnico da animação japonesa, mas incorporar o desenvolvimento mecanicista da indústria da animação dentro do anime.” Agora os jovens animadores se adequam a produzir animações japonesas com novas técnicas de animação que foram surgindo na indústria. Percebemos então que começaram a surgir animes com uma animação e arte gráfica superiores e uma dessas obras foi Little Witch Academia

O impacto de Little Witch Academia para o público internacional

Little Witch Academia foi um dos curtas selecionados pelo Anime Mirai no ano de 2013, feito pelo estúdio Trigger. Em 2015 é lançado outro curta também animado pelo estúdio. E em 2017, é produzida uma série de televisão, que foi transmitida no Japão e adicionada no catálogo da Netflix

Podemos analisar então que, por mais que Little Witch Academia foi primeiramente financiado por um projeto que busca estimular a produção técnica do anime nacional, vemos também um grande interesse do mercado ocidental pela obra. Por primeiramente pela Netflix, uma empresa americana de streaming, que disponibilizou o anime em seu catálogo. O anime teve uma grande repercussão com os fãs do ocidente. E também podemos citar o interesse da empresa americana Kickstarter, que chegou a  financiar o segundo curta.

E outro fator que podemos analisar sobre Little Witch Academia, o que primeiro ponto que chega nos impactar é seu estilo de animação. Ele lembra mais um cartoon do que os animes que costumamos assistir. Isso poderia ser uma forma de tentar chamar atenção então do público do ocidente, que está mais acostumado com o cartoon do que as animações japonesas mais clássicas. Por mais que a JAniCA tenha o intuito de incentivo à produção nacional, o projeto também busca um público internacional para seus animes. 

Em suma, o Young Animator Training Project vem primeiramente com o a ideia de conter o êxodo técnico do anime. Anos depois, a JAniCA reformula então seu projeto após perceber que o uso de novos recursos poderiam fazer os animadores criarem animes com animações muito mais superiores. Como Little Witch Academia, que ganhou sua série de televisão em 2017, tendo sucesso não apenas no Japão, como também no ocidente. Assim, percebendo a capacidade que as animações japonesas se adaptaram ao cenário mundial  tendo a transmissão dos valores culturais.

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Little Witch Academia: a magia na resiliência https://animesonlinebr.org/manga/little-witch-academia-a-magia-na-resiliencia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=little-witch-academia-a-magia-na-resiliencia https://animesonlinebr.org/manga/little-witch-academia-a-magia-na-resiliencia/#respond Thu, 12 Mar 2020 14:06:58 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6713 Atenção: o texto contém spoilers! Histórias de fantasia têm um certo tipo de encanto que eu não consigo encontrar em mais nenhum lugar.

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Atenção: o texto contém spoilers!

Histórias de fantasia têm um certo tipo de encanto que eu não consigo encontrar em mais nenhum lugar. O sobrenatural, sortilégios, e a ambientação salpicada pela influência da arquitetura medieval (seja ocidental ou orienta) me fascina como nada mais. Talvez tenha sido isso que me atraiu inicialmente para O Conto da Princesa Kaguya, Good Omens, ou DuckTales. Foi isso certamente que captou a minha atenção para a franquia Little Witch Academia (LWA).

Idealizada por Yoh Yoshinari e lançada inicialmente como um curta em 2013 pelo Estúdio Trigger sob o projeto financiado pelo governo japonês, o Young Animator Training Project, a animação de 22 minutos teve uma recepção excelente. Tão boa inclusive que empolgou a equipe para realizar uma continuação direta para Blu-Ray (OVA), Little Witch Academia: The Enchanted Parade, em 2015 e, em 2017, a série em si. Sem esquecer, é claro, da adaptação para mangá e o videogame de 2018.

A obra acompanha os esforços da explosiva Atsuko Kagari (que eu chamarei de “Akko” doravante pois é como ela é conhecida por todos ao seu redor), uma bruxa sem muitas habilidades mágicas, no curso de feitiçaria da escola Luna Nova. Apaixonada pelas artes sobrenaturais graças a uma apresentação de truques realizados pela sua ídola Shiny Chariot, ela duramente luta todos os dias pelo seu lugar em meio a magas mais competentes.

À primeira vista, LWA apresenta-se como um mahou shoujo de tons juvenis: aventuras bobas pela escola e múltiplas enrascadas. No entanto, gradualmente, as peças do mistério vão se encaixando: por que ela é tão ruim com magia? Por que a Shiny Chariot desapareceu? Por que a professora Ursula Callistis tem tanto interesse na Akko? Essas questões são introduzidas como detalhes, porém ganham espaço de destaque no clímax, tecendo uma teia narrativa complexa e diversa.

A professora Croix desabando

A arte do desenho é muito competente, no mesmo nível do resto das produções do Estúdio, criando um ritmo charmoso e cheio de energia. O mundo de LWA é vibrante e muito criativo, oferecendo várias possibilidades absurdas e divertidas para serem exploradas (como, por exemplo, a sindicalização de criaturas mágicas). As personagens, que eu destacaria como ponto mais forte da animação, são bem desenvolvidas e diversas, enriquecendo a história com seus desafios e vitórias.

Ao longo dos 25 episódios, Akko é comparada repetitivamente à brilhante Diana Cavendish. Considerada estudante-modelo, Diana é tudo que a protagonista não é: versada, habilidosa, genial, e ainda herdeira de um enorme legado de poderosas bruxas – ao passo que a tola, inexperiente e incapaz Akko tem problemas até com feitiços básicos. Contudo, graças à sua persistência, a personagem principal segue adiante, mesmo com toda as adversidades na sua frente.

O que não sabíamos, e une todas as peças que mencionei alguns parágrafos atrás, é que Diana também teve as mesmas dificuldades que a nossa protagonista anos antes após assistir ao mesmo show da Shiny Chariot, a qual – cheia de culpa – tornou-se a professora Ursula. Ela também viveu os mesmos perrengues e os superou apenas pela imensa força de vontade. Essas duas moças, de personalidades e cenários familiares completamente opostos, conseguem demonstrar o poder que repousa sobre a resiliência e o desejo de superação. A verdadeira magia delas, afinal, é a sua insistência.

Akko e Diana

LWA é uma estória de fantasia que eu já vi os moldes várias vezes, entretanto, a sua execução oferece uma narrativa diferencial, capaz de entreter e emocionar. Fui conferir pelas bruxinhas, continuei vendo pela força de espírito da Akko.

Você pode assistir aos 25 episódios de Little Witch Academia no serviço de streaming da Netflix.

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