Estúdio Ghibli - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Mon, 17 Apr 2023 18:22:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Estúdio Ghibli - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition https://animesonlinebr.org/anime/ni-no-kuni-ii-revenant-kingdom-the-princes-edition/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ni-no-kuni-ii-revenant-kingdom-the-princes-edition https://animesonlinebr.org/anime/ni-no-kuni-ii-revenant-kingdom-the-princes-edition/#respond Mon, 17 Apr 2023 18:21:52 +0000 https://animesonlinebr.org/?p=35434 Se você é fã da cultura japonesa com certeza já se deparou com as animações do estúdio Ghibli em algum momento da sua

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Se você é fã da cultura japonesa com certeza já se deparou com as animações do estúdio Ghibli em algum momento da sua vida. Bom então você já deve saber que o primeiro no Ni no Kuni foi desenvolvido em parceria com o estúdio Japones a sequência Ni no Kuni II: Revenant Kingdom já nao conta mais com o  têm envolvimento com a companhia mas ainda mantém a encantadora  magia única que só a Ghibli sabe.

O que Ni no Kuni II trouxe são muitas novidades mas ainda é aventura gostosa de se aproveitar e consumir daquelas típicas de sentar no sofá e aproveitar o que está pela frente o game e led agradável e simplesmente divertido sem dúvidas uma surpresa bem agradável.

 Desenvolvido pela LEVEL-5, Ni no Kuni II conta com incríveis desenhos de personagens do artista Yoshiyuki Momose e uma trilha sonora marcante do compositor internacional Joe Hisaishi.

Um pouco do enrredo do jogo.

Após ser derrubado por um golpe de estado, o jovem rei Evan parte em uma extraordinária aventura para fundar um novo reino, unir seu mundo e proteger os habitantes das forças sombrias que os ameaçam.

Já fica claro nos primeiros minutos: Ni no Kuni II é sobre guerra. Roland vem de um mundo paralelo semelhante ao nosso. Toda política lá é corrupta. É por isso que ele não fica surpreso quando descobre o que está acontecendo no mundo de Evan. Embora não haja armas modernas aqui, os reinos exploram uns aos outros com espada e magia. devora o mundo realmente maravilhoso, cuja beleza Roland reconhece imediatamente.

Começo de uma estranha jornada.

Mesmo em sua primeira parada na mecado jogo de Goldorado, onde até decisões judiciais são lançadas, é mais importante conduzir delicadas investigações de fraude até os escalões mais altos do que negociações diplomáticas. Mas apesar de estar em dívida com um pegajoso pássaro “Krähdit” a reboque,Estações curiosas: No paraíso dos jogadores de Goldorado, tudo gira em torno do jogo.  Mesmo impostos e julgamentos legais são decididos aqui com os dados.

Locais curiosos: No paraíso dos apostadores de Goldorado, tudo gira em torno do jogo. Mesmo impostos e julgamentos legais são decididos aqui com os dados.

Durante o reconhecimento, Evan e Roland descobrem uma ameaça ainda maior, que eles querem descobrir junto com o pirata aéreo Shanty e o guarda Remmi.

Enquanto Evan e companhia viajam de um lugar para outro, há todos os tipos de monstros que precisam ser enfrentados.

O combate agora é totalmente baseado em ação à la série Tales. Você tem liberdade de movimento pela arena e pode atacar os inimigos com golpes leves e pesados ​​ou até quatro habilidades ou feitiços personalizáveis. Cada ataque corpo a corpo básico aumenta o Zing Gauge em suas armas (você pode ter até três equipadas por vez) e, quando atingir 100%, sua próxima habilidade ou feitiço mudará de aparência e causará dano extra. Alternar entre suas armas equipadas é tão simples quanto pressionar um botão, embora você também possa alternar o jogo quando apropriado.

No lado defensivo das coisas, você pode bloquear os ataques inimigos recebidos para reduzir o dano ou evitar o dano totalmente desviando-se agilmente do caminho. É tudo muito rápido e chamativo, e me diverti muito com a maioria dos confrontos. A curva de dificuldade definitivamente se inclina um pouco fácil demais, assim como as criaturas que nao sao chefes! Eu nao tive grandes dificuldades em combate-los realmente achei  a dificuldade baixa além do necessário!

Os fofos familiares Pokémon do primeiro Ni no Kuni não existem mais. Em vez disso, os jogadores são apresentados aos Higgledies ainda mais fofos, que são descritos no jogo como basicamente feixes de energia elementar que criaram pernas e começaram a andar. Eles são meio estranhos, mas adoráveis, muito do Studio Ghibli, mas também são bastante úteis em batalha. 

As missões secundárias, a propósito, são bastante abundantes, embora você não tenha acesso a elas até vários capítulos do jogo. Eles também são, infelizmente, bastante esquecíveis! A maioria são buscas de caça de itens ou variedade de matança de monstros, e aquelas que não são tendem a ser missões de desafios. Eu encontrei uma missão que envolvia alguma história de fundo para Roland, e presumo que existam missões semelhantes para o resto do grupo também, mas não é óbvio quais missões são essas ou como desbloqueá-las, e depois de dezenas e dezenas de missões mais genéricas , perdi a motivação para continuar tentando tentar faze-las.

Eu teria apreciado a oportunidade de obter um pouco mais de desenvolvimento para o elenco principal, então isso é lamentável.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition

A Prince’s Edition começa com uma proposta de valor promissora, incluindo as três partes substanciais do DLC para o original e alguns ajustes para integrar este DLC suavemente no jogo principal. Isso significa que você pode iniciar cada DLC em sequência com sua jogada inicial, embora, como nos originais, a essência da experiência exija uma festa pós-jogo para ser concluída. 

Equipamentos DLC especiais estão espalhados pelo jogo, aparecendo nas lojas por um preço irrisório em momentos em que o equipamento é um upgrade, mas não tanto que invalide o loot que você encontra nas masmorras. Do ponto de vista estrutural, esta é a melhor maneira de experimentar o DLC em uma primeira jogada normal.

Ni no Kuni II é um excelente jogo. Em muitos aspectos, acho-o superior ao original, com menos barreiras entre o jogador e o próprio jogo. Está repleto de recursos de qualidade de vida, subsistemas legais e conteúdo paralelo interessante para conquistar. Infelizmente, a versão Switch é a experiencia limitada de  um jogo fantástico. Para a maioria dos jogadores, o original proporcionará a melhor experiência. Você deve absolutamente jogar Ni no Kuni II . Mas você provavelmente não deveria jogá-lo no Switch.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom – The Prince’s Edition está disponivel nas seguintes plataformas: Nintendo SwitchPlayStation 4Xbox OneXbox Series X e Series SMicrosoft Windows

Notas
Gráficos: 5/5
Jogabilidade: 4.5/5
Diversão: 4.9/5
Som: 4.5/5
Roteiro: 5/5
Nota Geral: 4.78/5

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Se quiser ver lives estou sempre na Twitch, aparece com lá o pessoal está curtindo e eu também!

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Cresça com os Sussurros do coração https://animesonlinebr.org/anime/cresca-com-os-sussurros-do-coracao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cresca-com-os-sussurros-do-coracao https://animesonlinebr.org/anime/cresca-com-os-sussurros-do-coracao/#respond Fri, 25 Sep 2020 14:59:58 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13621 Sussurros do Coração, filme super sensível do Studio Ghibli, que foca na história de Shizuku traz muitas coisas em seu seu enredo. A

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Sussurros do Coração, filme super sensível do Studio Ghibli, que foca na história de Shizuku traz muitas coisas em seu seu enredo. A dificuldade de crescer, os dilemas da adolêscencia, responsabilidades que precisam ser aceitas versus responsabilidades sobre o que queremos fazer.

Sussurros do coração | Wallpapers bonitos, Filmes de anime, Animes wallpapersA história é focada em Shizuku que não consegue saber o que fazer, onde direcionar seus estudos para seguir uma profissão. Ela tem sua preferência por histórias, gosta muito de livros de fantasia, escreve poemas muito bons. Mesmo assim ela fica pensando no que fazer, como é difícil escolher algo quando não se quer nada. Demora um tempo para que ela consiga perceber aonde ela quer se dedicar.

Enquanto ela passa por essa fase, está ocorrendo o período de provas, ela precisa estudar e terminar seus estudos, bem como ser aprovada para o ensino médio. Sem ter interesse, fica difícil. Quando o interesse não tem nada em comum com o que precisa ser estudado, ainda menos motivador. Entretanto é uma responsabilidade que ela precisa honrar ao mesmo tempo que precisa se dedicar ao que quer fazer.

Foto de Sussurros no Coração - Sussurros no Coração : Foto - AdoroCinemaComo ela nunca foi muito clara no que queria, quando a família vê ela se dedicando em algo diferente dos estudos, a reação não é de aceitação. Conversando e com certa resistência a família aceita colocando claramente as responsabilidades dela para ela. Se ela quer seguir o próprio caminho, ela precisa saber que isso requer esforço dela e ela não pode culpar outras pessoas por isso não dar certo.

Em outro ponto da história, apesar de não receber todo o foco, temos Seiji Amasawa, um garoto inteligente e dedicado que quer construir violinos. Ao inverso de Shizuku, ele sabe o que quer e está disposto a ir atrás do sonho. Isso torna as coisas mais fáceis? Não, a família dele também não aceita. E depois de conversar, também existe o aceite com certas condições e responsabilidades. Se ele deseja tanto seguir esse caminho, ele precisa trilhar com o próprio esforço e caso ele não consiga, foi por parte dele.

A história mostra dois cenários opostos, que convergem para a mesma questão. É necessário saber por si mesmo o que quer fazer e entender que isso traz responsabilidades, tanto para alcançar o que você quer quanto às outras coisas que precisam ser feitas que não estão relacionadas a isso. É preciso aprender a lidar com isso para trilhar seu próprio caminho. É o pedaço da vida adulta que começa a aparecer na adolescência para te levar aonde você quer, mas fará valer totalmente a pena.

Sussurros do coração e o caminho do artista | by Luri | Medium

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Meus Vizinhos, Os Yamadas: Comédias da Vida Privada https://animesonlinebr.org/anime/meus-vizinhos-os-yamadas-comedias-da-vida-privada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=meus-vizinhos-os-yamadas-comedias-da-vida-privada https://animesonlinebr.org/anime/meus-vizinhos-os-yamadas-comedias-da-vida-privada/#respond Thu, 17 Sep 2020 15:01:58 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=13255 Eu acho que posso falar com segurança que o termo “família” é difícil de descrever objetivamente. Eu tentei outrora, mas não é justo

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Eu acho que posso falar com segurança que o termo “família” é difícil de descrever objetivamente. Eu tentei outrora, mas não é justo enquadrar essa palavra de maneira tão crua. Todos nós viemos de algum lugar, construímos nossos espaços, e estabelecemos vínculos com um grupo seleto de pessoas – independente de compartilharmos sangue com elas. Família pode ser seus pais, tios, primos, e você. Pode ser você e seu parceiro. Pode ser você e seus bichinhos. Só você mesmo pode definir esses limites.

Dito isso, toda família ainda assim se parece. Apesar das extremas diferenças entre lares, papéis se repetem, e uma idealização universal desses personagens perpassa culturas. É por essa razão que, apesar das distinções geográficas, podemos nos identificar com núcleos parentais da ficção. Irmão do Jorel? Coco? Gravity Falls? Todas são obras as quais nos cativam com suas narrativas familiares e situações altamente relacionáveis. Penso eu, inclusive, que esse é o charme de Meus Vizinhos, Os Yamadas.

No original Hōhokekyo Tonari no Yamada-kun, o filme de 1999 explora o cotidiano da família títular, os Yamadas. Afetuosos, caóticos, e conflituosos os parentes têm suas crônicas exploradas ao longo dos seus 103 minutos de duração. Com o excelente Isao Takahata na direção, a obra é adaptação das tirinhas homônimas do quadrinista Hisaichi Ishii, publicadas ainda hoje (porém sob o título “Nono-chan).

Meus Vizinhos, Os Yamadas destaca-se dos outros longa-metragens do Estúdio Ghibli por seu formato antológico. Ao invés de optar por uma narrativa tradicional, Takahata aproveitou-se da estrutura breve das tirinhas para destrinchar situações cômicas, apenas unidas entre si através dos seus personagens. Em um momento seguimos a filha caçula Nonoko na escola, em outro podemos ver os adultos Matsuko (mãe), Takashi (pai), e Shige (avó) discutindo qualquer coisa besta, para então vivenciarmos os esforços do primogênito Noboru nos deveres de casa. São momentos simples, contudo atravessados de personalidade vibrante.

Entretanto, mais do que meramente aproveitar a composição das histórias dos quadrinhos, essa obra optou por fazer uso dos traços despretensiosos próprios do material de origem – algo que a evidencia ainda mais marcadamente das outras produções Ghibli. Ademais, essa escolha estilística acentua as intenções cômicas ao acompanhar as peculiaridades dos Yamadas. Com seus cenários pouco detalhados e elenco estilizado, podemos também nos encaixar mais fácil nas narrativas, ver as nossas próprias idiossincrasias refletidas nas excentricidades dos personagens.

Ainda assim, Meus Vizinhos, Os Yamadas oferece mais do que humor à sua audiência. Seu encanto repousa, acima de tudo, no amor sincero e devoção entre os familiares. Sim, eles são imperfeitos e não param jamais de brigar, todavia – à sua maneira torta e individual – eles se encaixam. Essa dimensão é especialmente evidenciada pela declaração diretorial do Takahata:

“Eu não ambiciono criar uma ‘fantasia’ ao representar uma realidade extremamente detalhada que cerceia pessoas em outro mundo. Acima disso, eu quero que as pessoas se identifiquem nas experiências dessa vida ao rascunhar qualidades ordinárias humanas com simples adereços. Eu quero que o vento flua livremente entre a dimensão do nosso cotidiano e aquilo que vemos no filme.”

Meus Vizinhos, Os Yamadas é uma obra diferente do cânone “Ghiblíco” porém tão amável ao seu jeito. Uma família que, haja o que houver, permanecerá unida. Que sera sera.

 Você pode assistir a Meus Vizinhos, Os Yamadas no serviço de streaming da Netflix.

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Pom Poko: quando a natureza revida https://animesonlinebr.org/anime/pom-poko-quando-a-natureza-revida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pom-poko-quando-a-natureza-revida https://animesonlinebr.org/anime/pom-poko-quando-a-natureza-revida/#respond Thu, 28 May 2020 17:39:38 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=8539 O Meio Ambiente é uma questão sensível para ser trabalhada. Nós, seres humanos, ao longo de nossa História de manipulação de recursos do

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O Meio Ambiente é uma questão sensível para ser trabalhada. Nós, seres humanos, ao longo de nossa História de manipulação de recursos do planeta Terra, causamos transformações que são ao mesmo tempo engenhosas e belas tanto como assustadoras e destrutivas: andamos por todos os continentes, atingimos as estrelas, poluímos nossas águas, e também extinguimos espécies. Os efeitos negativos, infelizmente, vêm se acumulando cada vez mais, gerando desastres que atingem tanto os humanos como os outros seres vivos dos ecossistemas – dando a sensação de que a natureza está lutando contra nós. E se essa impressão fosse verdadeira, e se o meio ambiente brigasse de volta pelo espaço perdido? Pom Poko – A Grande Batalha dos Guaxinins oferece umas respostas a esse cenário.

Atenção: o texto contém spoilers

Não é de hoje que eu elogio as obras do finado Isao Takahata. Cativante em sua sensibilidade de trazer à tela narrativas cheias de nuance e sem respostas exatas, em Pom Poko ele foca na dualidade natureza versus humanidade como tema central. Lançado em 1994, o longa-metragem de quase duas horas aborda os esforços de uma comunidade de tanukis (cão-guaxinim ou cão-mapache em Português) em evitar que humanos destruam sua floresta por razões de construção civil. O filme explora o sentimento de perda, pertença, e a perseverança de animais antropomorfizados para manter o seu lar.

Não gostaria ter de bater na mesma tecla que aqui explorei, no entanto é impossível afastar a dimensão ambiental das obras do Takahata, especialmente em Pom Poko – a obra que torna central essa temática. Assim como há a dualidade entre paisagens urbanas e campestres em Memórias de Ontem, e sobrenatural contra o ordinário no Conto da Princesa Kaguya, Pom Poko mescla esses conflitos de uma forma intimamente japonesa, trazendo uma ótica oriental à discussão ambiental no audiovisual.

O Japão é um exemplo único no seu tratamento dessas oposições temáticas. Conhecida por abraçar fortemente suas tradições e também por amar robôs gigantes, a Terra do Sol Nascente é um cenário muito vívido e complexo para ser explorado. Em Pom Poko, os protagonistas tanukis se agarram aos seus costumes como uma forma de transmitir sua liberdade e essência, entretanto os humanos que os antagonizam não são vistos puramente como uma força destruidora e cruel: somente opositora. Nós também precisamos ter moradias, afinal de contas. O filme busca portanto um equilíbrio de princípios.

Após tanto lutar para manter seu lar, infelizmente os tanukis perdem. Seguindo a história real, os animais tiveram seu hábitat destruído pelo progresso, e seu espaço substituído por complexos habitacionais, obrigando os sobreviventes a se adaptar à paisagem urbana – comendo restos e com vidas curtas, mudar-se para o interior, ou usar seus poderes de transformação para viver como humanos. Uma tragédia sóbria para um filme tão marcado por visuais adoráveis e coloridos.

A esperança, contudo, revela seu brilho ao final: depois de perderem tudo, os tanukis ainda têm uns aos outros, e juntos podem ainda celebrar sua cultura. Enquanto ainda existirem deles, é possível manter o sonho.

Takahata foi muito fortuito ao reconhecer a necessidade da harmonia entre progresso e tradição: é necessário manter um convívio saudável para uma existência plena. A animação com ares juvenis própria do Estúdio Ghibli foi muito certeira com sua crítica ambiental, inclusive virando-se para a audiência e pedindo “Faça a sua parte”. Hoje, em meio a uma crise sanitária no meio de uma crise ambiental ainda maior, Pom Poko torna-se ainda mais relevante quando pensamos em sua mensagem de companheirismo e equilíbrio. O que mais podemos fazer senão buscar a harmonia?

Pom Poko está disponível no serviço de streaming da Netflix.

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Descubra a verdade sobre a Colina Kokuriko https://animesonlinebr.org/anime/descubra-a-verdade-sobre-a-colina-kokuriko/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=descubra-a-verdade-sobre-a-colina-kokuriko https://animesonlinebr.org/anime/descubra-a-verdade-sobre-a-colina-kokuriko/#respond Fri, 01 May 2020 14:37:38 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=7795 A gente costuma acreditar em tudo que nos falam, especialmente quando somos crianças, como a Umi e o Shun. Não costumamos discutir muito

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A gente costuma acreditar em tudo que nos falam, especialmente quando somos crianças, como a Umi e o Shun. Não costumamos discutir muito contra fatos que nos foram apresentados, a não ser que eles nos tragam incômodo que costuma ser quando ele vai contra o que a gente quer. Responsabilidade de quem nos informou e responsabilidade nossa de, no momento que temos dúvidas, questionar essa informação.

O maior problema da situação é ver como verdade algo que nos falaram sem a gente saber o que está acontecendo ou aconteceu de verdade. Ficamos estranhos quando não gostamos de algo, mas questionar isso de uma maneira gentil expondo sua fragilidade pode ser complicado.

É assim que o romance do casal não evolui por causa de uma informação que não era verdadeira. Mesmo com tudo para dar certo, o que foi contado a Shun faz com que ele resistisse manter o contato (que ele queria ter) com Umi. A mesma informação para Umi é destruidora e tira sua vitalidade.

Mesmo perguntando de forma sutil, Shun não conseguia saber a verdade sobre o que estava acontecendo. Já Umi, quando teve a oportunidade, chorou expondo seus sentimentos e pedindo para entender aquilo que acabou com seu mundo. Foi assim que a verdade apareceu.

Eles ainda tiveram que ir atrás de mais pessoas que pudessem explicar tudo que estava acontecendo, mas eles descobriram o que de fato aconteceu e isso permitiu que eles se acalmassem quanto às dificuldades e conseguissem ver o que estava acontecendo realmente pelos fatos. Assim conseguiram decidir e agir como queriam.

E quantas vezes a gente perde ou não consegue aquilo que quer porque faltou descobrir um pouco mais sobre a verdade?

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Por que você não aproveita as Memórias de Ontem? https://animesonlinebr.org/review/por-que-voce-nao-aproveita-as-memorias-de-ontem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=por-que-voce-nao-aproveita-as-memorias-de-ontem https://animesonlinebr.org/review/por-que-voce-nao-aproveita-as-memorias-de-ontem/#respond Fri, 24 Apr 2020 02:03:57 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=7620 Sabe, Takeo, eu vi sua história no filme Memórias de Ontem e eu fiquei pensando, por que você não aproveita e muda tudo? Você

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Sabe, Takeo, eu vi sua história no filme Memórias de Ontem e eu fiquei pensando, por que você não aproveita e muda tudo? Você fez uma viagem para aproveitar algo que você ama fazer por um curto período, no final dessa viagem você voltará para sua vida comum que você nem lembra ou comenta.

Ao longo desse caminho, você recordou diversas coisas do passado, como é difícil crescer, né? Cada situação que passamos e nem percebemos. Parece que são oportunidades que perdemos, complicações que não queremos, falta que sentimos… e tudo isso nos faz chegar até aqui, agora.

A paisagem diferente é algo que você adora só de vez em quando? Você até falou o que fez você querer isso, mas … não vale a pena viver mais aquilo que você ama? Por que você não aproveita as memórias de ontem, que revivem nesse lugar, que te impulsionam para o que quer e muda tudo?

Cine Racional: 10 Filmes do Studio Ghibli que todos deveriam assistirMuda! Muda mesmo! Aquelas inseguranças e mágoas que carregamos da infância podem nos levar pelo caminho que não traz felicidade. Você encontrou uma atividade que te interessa mais do que aquela que tem oficialmente, achou uma pessoa que você gosta e concorda com o jeito de pensar e que retribui seu sentimento, pessoas com quem é gostoso conviver na sua atividade. Por que se apegar ao passado ao que já foi e não te traz essa felicidade que você tanto comenta agora?

Você achou tudo que traz alegria para sua vida agora, e por que não aproveita essas memórias de ontem como decisão para o que quer e assim, você muda!

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Animações incríveis na Netflix que você precisa conhecer https://animesonlinebr.org/anime/animacoes-incriveis-na-netflix-que-voce-precisa-conhecer/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=animacoes-incriveis-na-netflix-que-voce-precisa-conhecer https://animesonlinebr.org/anime/animacoes-incriveis-na-netflix-que-voce-precisa-conhecer/#respond Mon, 30 Mar 2020 17:06:21 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6993 Para quem estar procurando novos filmes de animação para acabar com o tédio, ou diminuir a ansiedade, separei algumas opções para assistir durante

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Para quem estar procurando novos filmes de animação para acabar com o tédio, ou diminuir a ansiedade, separei algumas opções para assistir durante a quarentena. Todos os filmes/animes citados estão disponíveis na Netflix.

O Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi):

Neko no ongaeshi - Festival do Rio

Começamos a lista com O Rei dos Gatos. Lançado em 2002, foi dirigido por Hiroyuki Morita. O longa japonês é uma produção do Studio Ghibli. Mesmo não sendo um dos principais títulos do Estúdio Ghibli, como A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, o enredo é bastante envolvente e os personagens conseguem encantar o público.

Trailer de “O Reino dos Gatos” (2002).

A premissa do longa-metragem é bem simples. Conta a história de Haru (Chizuru Ikewaki), uma menina preguiçosa e que sempre se atrasa para suas aulas da escola. Após salvar um gatinho de ser atropelado, Haru recebe a visita do Rei dos Gatos, que a convida para conhecer o seu reino. No reino, os animais falam e se comportam como seres humanos.

Crianças Lobo (Ōkami Kodomo no Ame to Yuki):

Crianças Lobo | O amor materno em forma de filme ⋆ Dinastia Geek

Wolf Children (ou Crianças Lobo) é um belíssimo e encantador longa em animação japonesa, produzido por Mamoru Hosoda. Em 2013, ganhou o Prêmio da Academia Japonesa (Japan Academy Prize), de melhor animação, sendo o terceiro do diretor a receber o prêmio.

Trailer Oficial de “Crianças Lobo” (2012).

Crianças Lobo é um drama romântico. Começa com Hana, uma estudante universitária de 19 anos, que mora em Tóquio, no Japão. Ela se apaixona de forma intensa, por um “lobisomem”. Depois de se casarem, Hana dá à luz e cria duas crianças lobo. A mais velha, chama-se Yuki, e o mais novo, Ame. Os quatro viviam tranquilamente em um lugar isolado da cidade, para esconder a existência das “crianças lobo”, mas quando o lobisomem falece, Hana decide se mudar para uma cidade rural, distante da modernidade.

Crianças Lobo | Netflix

A história é muito emocionante. Apesar de terem cenas de comédia, aborda situações realistas e comoventes. Seus detalhes foram pensados de forma bem cuidadosa para que fosse passado em tela aos espectadores. A trilha sonora também foi essencial para seu desenvolvimento emocional.

Guerra de Verão (Summer Wars):

Summer Wars chega ao Google Play – JBox

Assim como Wolf Children, Summer Wars é outra obra de Mamoru Hosoda. Em 2010, foi vencedor do prêmio “Animação do Ano”, na Academia de Prêmios Japonesa.

Lançado em 2009, Guerras de Verão é um anime marcante, que trata de vários temas, entre eles: a realidade virtual e os laços entre a família.

S: Summer Wars (2009) | the alphabetical film blog

Kenji é um adolescente que têm dificuldades em se relacionar com as pessoas que estão em sua volta. Mas em compensação, é um gênio em matemática e mestre no jogo de realidade virtual chamado OZ. Em um determinado dia, Natsuki,que é considerada a garota mais bonita do colégio, o chama para ajudá-la em uma tarefa com a sua família. Sem saber como recusar, ele acaba aceitando. Kenji mal sabia que tudo estava prestes a mudar para ele, Natsuki, sua família e o mundo.

Trailer de “Summer Wars” (2009).

Summer Wars é recheado por cenas de comédia, conflitos em família, laços de amizade e trabalho em equipe. Os efeitos utilizados nos momentos de realidade virtual de OZ, foram em CGI (Computer Graphic Imagery), e funcionaram muito bem. Eles souberam mesclar com o 2D. Summer Wars é uma ótima dica de animação e está disponível na Netflix.

A Voz do Silêncio (Koe no Katachi):

Watashi no Sekai By krol Hime: Koe no Katachi (A voz do silencio)

Nesta lista, não poderia faltar o lindo e emocionante, A Voz do Silêncio. O longa-metragem foi dirigido pela diretora Naoko Yamada, estreando em 2016 nos cinemas japoneses. É um dos filmes de animes mais bem avaliados pelos críticos nos últimos anos, junto com o também aclamado, Your Name (Kimi No Na Wa).

Trailer de “A Voz do Silêncio” (2016).

Shouko Nishimiya é uma garota com deficiência auditiva. Durante o ensino fundamental, após se transferir para uma nova escola, Shouko passa a ser alvo de bullying por parte de seus colegas de classe. Por conta disso, acaba se transferindo novamente. Depois de alguns anos, Ishida Shouya, um dos valentões que a fez sofrer e passar por terríveis situações, acaba retornando para sua vida.

Crítica | Koe no Katachi (2017) O amor consegue ouvir a voz do ...

A Voz do Silêncio possui um enredo comovente. Apesar de ser considerado um romance, a obra é um drama que aborda um assunto sério e de autorreflexão. Retrata a importância do combate ao bullying, ao mostrar as consequências que pode causar, tanto na vida de quem sofre com o problema, como de quem pratica. É importante salientar que o anime também é um lindo espetáculo de redenção. Vale muito a pena assistir.

 

E aí? Gostaram da matéria?

584 Koe No Katachi Gifs - Gif Abyss

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Ni no Kuni – o filme: decepção de outro mundo https://animesonlinebr.org/anime/ni-no-kuni-o-filme-decepcao-de-outro-mundo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ni-no-kuni-o-filme-decepcao-de-outro-mundo https://animesonlinebr.org/anime/ni-no-kuni-o-filme-decepcao-de-outro-mundo/#respond Thu, 27 Feb 2020 13:27:43 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6530 O nome Ghibli carrega muito significado para mim, desde que eu era uma menina pequena. Lembro-me de assistir à Viagem de Chihiro no

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O nome Ghibli carrega muito significado para mim, desde que eu era uma menina pequena. Lembro-me de assistir à Viagem de Chihiro no cinema com minha mãe, e de me encantar com o espetáculo visual próprio daquele estúdio. Anos depois, após ver vários filmes do seu catálogo, foi-me recomendado um jogo cujo design tinha sido todo elaborado pelo Ghibli, o Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

Instantaneamente, o jogo tornou-se um dos meus favoritos, zerei com lágrimas nos olhos. Eu estava ansiosa por mais conteúdo, e o segundo jogo não serviu muito para saciar essa vontade, embora eu tenha gostado muito. Quando soube que uma adaptação estava a caminho, fiquei empolgadíssima. Um filme ambientado em um dos meus universos favoritos? Vi todos os trailers, fiquei animada com cada anúncio de lançamento. O que poderia dar errado?

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Bem, você leu o título dessa crítica.

Vamos lá.

Ni no Kuni (título que pode significar “Outro Mundo”/”Segundo Mundo”) é uma série de, até agora, dois videogames desenvolvida pela Level-5. Cada um deles, o jogador acompanha um indivíduo do nosso mundo (no primeiro, Olliver; e no segundo, ainda que num papel secundário, Roland) em sua jornada nessa dimensão fantástica. O filme também segue esse padrão, sendo ambientado nesse “Outro Mundo”, porém mais genérico que as versões exploradas pela outra mídia.

Desta vez, os protagonistas são os colegiais Yu, um menino confinado à cadeira de rodas, e Haru, seu melhor amigo atleta. Eles seguem seus dias como adolescentes japoneses medianos, até que um incidente os leva ao Segundo Mundo, onde magia é real e o Yu pode andar. Eventualmente, eles se envolvem com uma guerra, e cada um dos amigos alia-se a um lado do conflito.

Honestamente, foi uma das minhas maiores decepções do audiovisual, ganhando facinho em categoria de desgosto do infame Esquadrão Suicida. A história é muito genérica e desde o primeiro instante eu consegui adivinhar as revelações do roteiro, impedindo qualquer surpresa. Os diálogos são muito expositivos, e muitas vezes mal escritos, o que impossibilitou aparecer qualquer senso de verossimilhança ou genuinidade. Os personagens parecem mais rascunhos, sem alguma personalidade muito elaborada.

Para não ser apenas negativa, concederei que a arte é muito boa. Os cenários são lindos, os designs de personagens são interessantes, e o uso de cores é excelente. Ghibli não teve envolvimento direto, só trabalhando no primeiro jogo, porém os elementos de sua identidade criativa estão aí: foi como se copiassem alguma obra do estúdio, roubando seus componentes mais marcantes, no entanto, sem captar a essência. Era como um bolo de puro glacê, enjoativo embora belo. A dublagem também está bem trabalhada, e, às vezes, era o que salvava umas falas mal elaboradas, porém eu não esperaria nada menos dos nossos profissionais.

Não sei porque eu continuei vendo. Quiçá um misto de masoquismo com curiosidade; talvez uma esperança de que, uma vez a situação resolvida, as peças se encaixariam. Em dados instantes, era possível capturar detalhes do meu amado jogo: o uso de uma música da trilha sonora original, ou o design de algum objeto. De qualquer forma, seja à base da auto-enganação ou da indignação, eu terminei o filme. Se eu recomendo? Não. Se gostar de jogos de RPG, e tiver consoles japoneses (Nintendo Switch ou Playstation 4), jogue os originais.

Ni no Kuni: Wrath of the White Witch é uma obra muito significativa para mim, e, mesmo anos depois de ter zerado, eu ainda carrego no coração a sua história fenomenal. Saber que a sua adaptação para minha mídia favorita resultou nesse absoluto fracasso de vendas e recepção traz um sabor amargo à boca. Espero que o futuro guarde novidades melhores.

Se ainda assim desejar assistir ao filme de Ni no Kuni, pode encontrá-lo no catálogo da Netflix.

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Memórias de Ontem: a criança interna que nós carregamos https://animesonlinebr.org/curiosidades/memorias-de-ontem-a-crianca-interna-que-nos-carregamos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memorias-de-ontem-a-crianca-interna-que-nos-carregamos https://animesonlinebr.org/curiosidades/memorias-de-ontem-a-crianca-interna-que-nos-carregamos/#respond Thu, 13 Feb 2020 12:52:44 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=6339 Após sete semanas abordando extensivamente um seriado longevo estadunidense, uma mudança de ares parecia bem-vinda. Aproveitando a nova seleção de filmes do Estúdio

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Após sete semanas abordando extensivamente um seriado longevo estadunidense, uma mudança de ares parecia bem-vinda. Aproveitando a nova seleção de filmes do Estúdio Ghibli na Netflix, escolhi um que eu nada sabia a respeito: Memórias de Ontem (no original “Omohide Poro Poro). Lançado em 1991, é o segundo filme assinado pelo Isao Takahata para o estúdio. A obra acompanha a viagem ao interior da Taeko Okajima (Miki Imai), conforme suas lembranças da infância invadem seus pensamentos no presente.

Diferentemente da maioria dos filmes do Ghibli, conhecidos por serem trabalhos de Fantasia – como A Viagem de Chihiro ou Meu Vizinho Totoro (ambos dirigidos e roteirizados pelo Hayao Miyazaki), Memórias de Ontem tem uma temática mais centrada na realidade concreta. Sua protagonista é uma mulher adulta de 27 anos, natural de Tóquio, rememorando seus 10 anos e suas preocupações da época: ciúmes, chiliques, e até menstruação. Para um país machista que obriga as funcionárias usarem salto alto como norma de etiqueta até hoje, esse tipo de narrativa em 1991 parece completamente revolucionária.

Baseando-se no mangá homônimo, um quadrinho semi-anedotal com histórias sem muita ligação entre si, Takahata consegue extrair situações verossímeis as quais desenvolvem a configuração mental da Taeko. Como essa criança cheia de manias tornou-se a mulher esforçada que anseia por trabalhar no campo e celebrar o trabalho à mão? Quais atributos da sua personalidade infantil vêm à tona no seu comportamento já adulto? De maneira não-linear, as pistas vão surgindo a partir das memórias e da reflexão da protagonista em cima delas. Apesar da Taeko não demonstrar facilmente sua vulnerabilidade, é notável como ainda carrega consigo a sua versão de 10 anos, teimosa e insegura.

No campo, a protagonista consegue explorar emoções que pareciam perdidas pela infância, desabrochar de verdade (se me permitem esse trocadilho) expondo um contraste fascinante entre o rural e o urbano. Inclusive, essa comparação parece ser uma temática que se permeia por toda a obra do autor, explorando dessa maneira seus sentimentos quanto à defesa do Meio Ambiente. Em entrevista ao portal Wired, Takahata disse o seguinte quanto ao uso desse tema em suas obras (em especial O Conto da Princesa Kaguya, tópico principal da matéria)

“É claro, a temática ambiental foi deliberada. Eu expressei isso como um tema latente em outros trabalhos também. Eu concordo genuinamente com a letra de What a Wonderful World cantada por Louis Armstrong. A vida no Japão era ao ritmo da natureza até a era moderna. Um sistema sustentável estava em vigor de maneira que as pessoas obtinham os frutos da natureza enquanto fosse permitida a sobrevivência da natureza de uma forma viável. Toda vida na Terra é cíclica – nascer, crescer, morrer, e reviver – assim como as canções que eu escrevi [para O Conto da Princesa Kaguya]. Eu considero essa a base de tudo. É por isso que eu exploro esse tema de novo e de novo.”

Isao Takahata. Crédito: Martin Holtkamp.

Com um cenário rico e visualmente interessante, a narrativa é elaborada com uma sensibilidade ímpar. Como mulher, admito que foi impressionante a execução de uma personagem mulher rodeada por questões femininas com tamanha profundidade e sinceridade. O passado, representado em cenários mais apagados, invadindo o vívido presente fez-me refletir como a minha versão infantil aparece ainda hoje, vários anos após eu me tornar adulta.

Abraçando o passado e o presente, o rural e o urbano, Takahata cria um espetáculo quieto, introspectivo, e delicado que encanta décadas após o seu lançamento. Certamente um clássico para revisitar quando sentir falta da sua criança interior.

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