esportes eletronicos - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Tue, 18 Jan 2022 12:32:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg esportes eletronicos - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Valorant e os eSports em 2022 https://animesonlinebr.org/post/valorant-e-os-esports-em-2022/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=valorant-e-os-esports-em-2022 https://animesonlinebr.org/post/valorant-e-os-esports-em-2022/#respond Tue, 18 Jan 2022 18:00:26 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=29713 Ano após ano, os esportes eletrônicos crescem em tamanho, público, premiação, competitividade e profissionalismo. Com a experiência ganha em temporadas, é possível identificar

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Ano após ano, os esportes eletrônicos crescem em tamanho, público, premiação, competitividade e profissionalismo. Com a experiência ganha em temporadas, é possível identificar acertos, erros e oportunidades de melhorar.

Referência na dedicação a suas modalidades, os principais campeonatos da Riot Games estão entre os mais aguardados do ano. Hoje vamos conversar sobre a sensação do FPS nos últimos anos: Valorant.

Valorant Champions Tour Brazil

Valorant Champions

Primeiramente, o Valorant Champions Tour teve sua estreia ano passado e não apenas conquistou um bom público, como boas premiações. Além das recompensas em dinheiro para as melhores equipes, aqueles que se classificaram para o Valorant Champions, campeonato mundial que encerra o ano competitivo da modalidade, dividiram a renda proveniente da venda de skins temáticas dentro do jogo – o que rendeu cerca de R$ 2,6 milhões para cada time (!).

Mas 2021 foi um ano de cuidado e testes no game como um todo, além do fomento à inserção de grandes equipes nesse cenário competitivo. E, sim, quem chegou antes acabou se dando bem.

Novo formato

  • As 6 melhores equipes de 2021 estão garantidas no evento principal. São elas: Team Vikings, Vivo Keyd, FURIA, Sharks, Liberty e Gamelanders;
  • Duas Qualificatórias com duas vagas cada preenchem o campeonato. Assim, formam a Qualificatória Fechada: 6 times convidados + 2 da Qualificatória Aberta;
  • No VCTBR, as organizações serão divididas em dois grupos e jogarão entre si. Nesse sentido, os 3 melhores avançam para a Fase Eliminatória e os dois piores jogam a Série de Acesso contra times de novas qualificatórias;
  • Por fim, a Fase Eliminatória é o famoso mata-mata em dupla eliminação (com chave superior e inferior). Os dois finalistas da Fase Eliminatória conquistam a vaga para o Masters 1 em abril.

Vale lembrar: todo esse circuito composto por Qualificatórias, VCB, Série de Acesso, Fase Eliminatória e Masters acontecerá duas vezes ao ano. Enquanto o primeiro semestre termina em abril, a segunda metade começa já em maio.

Também fica a suspense sobre a Riot Games, que prometeu um novo circuito competitivo entre outubro e novembro. Além disso, o Valorant Champions, evento que encerra o ano competitivo e coroa a melhor equipe do ano, tem data prevista para 10 de dezembro. Será que teremos a emoção do público presencial?

Game Changers

Enquanto isso, o cenário feminino toma um passo à frente. Como comentei em um de meus últimos textos do último ano, o que faltava será cumprido. Finalmente teremos um mundial feminino no fim de 2022!

Agora, o Game Changers Brasil permanece em seu formato: após 4 Qualificatórias (premiadas) os 8 times de maior pontuação vão para o evento principal. Porém, dessa vez, essa disputa será presencial! Assim como o VCTBR, o Game Changers acontece em duas etapas – como dois semestres. Serão R$ 360 mil em premiações apenas para a série oficial.

Mais uma novidade: a Riot anunciou o Game Changers Academy, marca que continuará o apoio a torneios de iniciativas independentes. Do mesmo modo, todo planejamento de campeonato deve ser aprovado pela Riot antes de qualquer coisa. Serão 12 torneios, com R$ 10 mil em premiação para cada. Como resultado, a ideia é incentivar a formação de jogadoras e descoberta de talentos.

Por último, nos resta apoiar o cenário brasileiro e que vença o melhor!

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Game Changers, Valorant e o Circuito Feminino https://animesonlinebr.org/post/game-changers-valorant-e-o-circuito-feminino/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=game-changers-valorant-e-o-circuito-feminino https://animesonlinebr.org/post/game-changers-valorant-e-o-circuito-feminino/#respond Tue, 23 Nov 2021 18:00:10 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=28221 Para quem gosta de esportes eletrônicos, o cenário feminino de Valorant não deixa ninguém parado. No domingo retrasado, a Gamelanders Purple conquistou mais

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Para quem gosta de esportes eletrônicos, o cenário feminino de Valorant não deixa ninguém parado. No domingo retrasado, a Gamelanders Purple conquistou mais um campeonato. Dessa vez, a segunda edição do VCT Game Changers, o circuito oficial da Riot Games. Por outro lado, essa semana já começa outra decisão: os playoffs da 3ª Edição do Gaming Culture – Girl Power.

Mas o que esperar do próximo ano? Vem trocar umas ideias comigo e descobrir o que anda rolando por aqui.

Cenário feminino

Antes de tudo, é preciso lembrar que estamos apenas nos primeiros anos de existência do Valorant e na primeira temporada esportiva. Mas um fator muito importante e que ainda gera muita dúvida é a existência de um cenário feminino. Sim, o ideal seria termos apenas um cenário. Mas não é possível ignorar tudo o que vem antes até a construção de uma modalidade, um atleta e a dificuldade que a mulher encontra para se tornar uma profissional nos esportes eletrônicos. A mesma dificuldade que nos acompanha em todos os cenários da vida que, além de todo o resto, também nos afastam de atividades consideradas masculinas – por exemplo, os games.

Esse é um assunto que poderia render uma série de posts só sobre isso, mas não é o nosso foco do dia. Veja como uma simples e pequena explicação do por que de precisarmos de um cenário feminino, pelo menos nesse momento. Se vocês quiserem posso falar mais em outro momento! Sendo assim, vamos para o Vavazinho?

Para o competitivo de Valorant, a Riot Games elaborou o circuito Valorant Champions Tour (VCT), que engloba competições locais, regionais e globais. Em dezembro o ciclo se encerra no Valorant Champions, o mundial. Além da sequência do cenário misto, há uma parte do circuito dedicada ao cenário feminino: o VCT Game Changers.

VCT Game Changers

A princípio, a missão do VCT Game Changers em 2021 foi promover dois campeonatos organizados pela própria Riot, além de incentivar campeonatos independentes ao longo do ano. Entre os organizados pela desenvolvedora tivemos o Protocolo Gênesis e o Protocolo Evolução, respectivamente no primeiro e segundo semestres. Cada um deles com quatro qualificatórias premiadas (R$ 20 mil cada), classificando as 8 melhores equipes para um evento principal com premiação de R$ 100 mil – ambos vencidos pela Gamelanders Purple.

Divulgação: Internet

O Game Changers também acontece em outras regiões. Entretanto, não leva a um campeonato internacional como o VCT Masters. Acredito que esse primeiro ano possa ser uma estratégia inicial, voltada aos cenários locais, para fomentar o surgimento de novas equipes. Aqui no Brasil vimos isso acontecer de diferentes origens: organizações nascidas pela modalidade, outras vindas do LoL, Free Fire, CS. Com o alto nível dos campeonatos e a popularidade de Valorant crescendo, pode ser que surjam novos desafios…

Iniciativa Game Changers

O programa Game Changers também apoiou 10 campeonatos independentes de projetos aprovados pela Riot,  premiação de R$ 10 mil cada. Entre os projetos apoiados esse ano alguns dos campeonatos foram: SBT Games All Stars, Copa Rakin, Girl on Fire (On e-Stadium), Esportsmaker Spike Ladies, Gaming Culture Girl Power.

Vale dizer: a Gamelanders Purple conquistou cinco dos campeonatos Game Changers. A entrosada equipe é a mesma desde janeiro, mês da fundação da line:

  • Ana “naxy” Beatriz
  • Paola “drn” Caroline
  • Paula “bstrdd” Naguil
  • Natália “daiki” Vilela
  • Natália “nat1” Meneses

Além das favoritas, outras equipes costumam alcançar o topo e subir aos pódios: B4 Angels, Havan Liberty, Vivo Keyd, Stars Horizon e Breakout. Com a saída da Gamelanders Purple do Gaming Culture – Girl Power #3 (para preservar a saúde da equipe), todos estão atentos na possibilidade de uma final inédita, fora do clássico Gamelanders vs. B4. Quem leva o último Game Changers do ano?

Os próximos passos

Por fim, fica a atenção sobre as novas organizações, projetos independentes e grandes nomes pedindo passagem – segundo rumores, nomes como Team Liquid demonstraram interesse em nosso cenário.

Da minha parte, sigo na esperança de um novo ano com um circuito atualizado, presencial, novas conquistas no VCT misto e a inclusão de experiências internacionais para nossas atletas. Já bate a ansiedade de ver nossas estrelas cada vez maiores e as próximas revelações! E vamos ficar de olhos bem abertos nos próximos movimentos da Riot Games. É uma empresa com histórico de bastante esforço sobre seus jogos, comunidades e eSports. Não é atoa que League of Legends se mantém no topo há mais de uma década.

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Last Chance Qualifier: brasileiros pelo mundial https://animesonlinebr.org/sem-categoria/last-chance-qualifier-brasileiros-pelo-mundial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=last-chance-qualifier-brasileiros-pelo-mundial https://animesonlinebr.org/sem-categoria/last-chance-qualifier-brasileiros-pelo-mundial/#respond Tue, 12 Oct 2021 19:00:05 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=25996 Valorant nasceu com grande expectativa competitiva. Não só por ser mais um gratuito, pelos gráficos interessantes, personagens diversificados juntamente com habilidades diferenciadas. A

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Valorant nasceu com grande expectativa competitiva. Não só por ser mais um gratuito, pelos gráficos interessantes, personagens diversificados juntamente com habilidades diferenciadas. A princípio, um grande apelo sobre o FPS era sua publisher: Riot Games. Especialmente por ser o primeiro da desenvolvedora fora do universo de League of Legends, mas também pelo sucesso e estabilidade dos campeonatos dessa equipe global.

Ainda em 2020, ano de lançamento do game, a Riot anunciou como seria o circuito competitivo de seu FPS. Enquanto nos aproximamos da reta final do primeiro ano competitivo, às vésperas do Last Chance Qualifier: vocês sabem qual é o caminho que brasileiros precisam trilhar para lutar pelo mundial de Valorant?

O Circuito Valorant

Primeiramente, sobre o conjunto da obra – Champions Tour, o circuito. Dentro do Champions Tour temos três níveis de competição: 

  • 3 Challengers – competições de acesso, aqui chamadas de VCTBR (Valorant Champions Tour Brasil);
  • 3 Regionais – os Masters, incluem as diversas regiões do mundo, classificados via Challengers;
  • Classificatória Final – última chance de garantir uma vaga para o Champions;
  • 1 Champions – o mundial em dezembro, com classificados via pontos de circuito, Masters e Last Chances.

Calendário do Champions Tour divulgado pela Riot Games, contendo datas de cada Challenger, Masters, Last Chance Qualifier e Champions

Cada Challenger acontece entre 8 equipes que devem conquistar sua vaga através de qualificatórias abertas. Portanto, as duas melhores equipes em cada Challenger se classificam para o Masters da temporada. Nesse sentido, os Masters são formados pelas 16 melhores equipes entre as 8 regiões do circuito Valorant. Quem vencer a 3° e última edição do Masters no ano garante a participação no Champions e abre mais uma vaga para sua região.

Logo depois do último Masters temos as Classificatórias Finais (Last Chance) –  por exemplo, é uma repescagem para o mundial. São 4 eventos ao redor do mundo, com mais 4 vagas, uma por continente. Aqui, apesar de termos circuitos Challengers separado para Brasil e América Latina, o Last Chance Qualifier é a classificatória final para a América Latina como um todo. São 4 equipes brasileiras contra 4 latinas e apenas uma chance. É onde estamos no momento.

Champions e os Pontos de Circuito

Bem como as premiações financeiras, as competições também garantem pontos de circuito para seus participantes. São esses pontos que definem os 2 representantes de cada região para o Champions. Lembrando, o time vencedor do último Masters do ano leva para casa a classificação e mais uma vaga. O 3° Masters de 2021 garantiu mais um lugar para a região EMEA (Europa, Turquia, CEI, Oriente Médio e norte da África) – que ficou com a Fnatic após a vitória dos russos da Gambit

Equipe da Gambit no palco do Masters Berlim segurando o troféu ao alto. Eles estão centralizados na imagem, levantando os braços em comemoração. Somente um está agachado na frente da composição, com as duas mãos apontando para cima, em direção ao troféu, além de também estar olhando para cima

Finalmente, o grande ato: O Champions. O primeiro torneio mundial de Valorant acontecerá em Berlim, a partir do dia 1° de dezembro, por duas semanas com as 16 melhores do mundo. Quem marcará a história como o primeiro campeão mundial de Valorant? As brasileiras Team Vikings e Vivo Keyd já garantiram seu lugar entre os campeões pelos pontos de circuito. Porém, podemos ter mais um representante nessa briga.

Last Chance Qualifier e o Brasil: quem vai pro mundial?

De acordo com o calendário Champions Tour da Riot Games, estamos em época de últimas chances. Nesse sentido, o Last Chance Qualifier pode levar mais um brasileiro para o mundial. O torneio presencial em São Paulo acontecerá entre os dias 11 a 17 de outubro, sempre a partir das 13h. Serão quatro equipes brasileiras contra quatro latinas (região LATAM) e apenas uma vaga para o Champions – além da premiação de R$90 mil. Confira a escalação das nossas equipes e vamos torcer!


Sharks Esports

Matheus “DeNaro” Hipólito

Matheus “fra” Fragozo

Wallacy “prozin” Sales

Gabriel “gaabxx” Carli

Winicius “light” Alves 


Havan Liberty

Rodrigo “Myssen”

Gabriel “shion” Vilela

Marcelo “pleets” Leite

Felipe “liazzi” Galiazzi

Gustavo “krain” Melara


FURIA Esports

Alexandre “xand” Zizi

Gabriel “qck” Lima

“Khalil” Schmidt

Agustin “Nozwerr” Ibarra

Matheus “mazin” Araújo


Gamelanders

Leonardo “mwzera” Serrati

Walney “John” Reis

Guilherme “Nyang” Coelho

Fernando “fznnn” Cerqueira

Lucas “BELKY” Belchior


Por fim, o Last Chance Qualifier funcionará em dupla eliminação (perdeu duas, tá fora) e todas as partidas serão em Melhor de 3 (Md3), exceto a final (Md5).  Além disso, todas as partidas serão transmitidas no Youtube e Twitch pela Riot Games Brasil e Riot Games LATAM. Confira as primeiras partidas do Last Chance Qualifier e torça pelo Brasil! 

A foto mostra duas lines completas, no ensaio da Riot Games para o Masters Berlim. À esquerda, a equipe da Vivo Keyd, já classificada para o mundial, se concentra em seu uniforme especial, em amarelo com detalhes verdes. À direita está a equipe da Havan Liberty, que jogará o Last Chance Qualifier, em seu uniforme azul escuro. As equipes são unidas pela bandeira do Brasil centralizada, segurada pelos capitães das equipes.
À esquerda, Vivo Keyd, já classificada para o Champions. Na direita, Havan Liberty, uma das brasileiras no Last Chance Qualifier.

Grupo A 

11/10, 13h – Sharks x LAZER 

11/10, 16h – Australs x FURIA

Grupo B 

12/10, 13h – Six Karma x Gamelanders

12/10, 16h – Havan Liberty x Infinity 

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Sim, os esports estão nos Jogos Olímpicos https://animesonlinebr.org/post/sim-os-esports-estao-nos-jogos-olimpicos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sim-os-esports-estao-nos-jogos-olimpicos https://animesonlinebr.org/post/sim-os-esports-estao-nos-jogos-olimpicos/#respond Tue, 20 Jul 2021 19:00:51 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=23181 Os Jogos Olímpicos terão mais uma edição este ano, sob muita controvérsia. Não, não quero opinar sobre a duvidosa decisão em realizar os

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Os Jogos Olímpicos terão mais uma edição este ano, sob muita controvérsia. Não, não quero opinar sobre a duvidosa decisão em realizar os Jogos ou seus procedimentos de segurança. É hora de falar sobre esports.
Não sei se chegou a vocês, mas esse ano foi a primeira participação dos esportes eletrônicos nas Olimpíadas. Finalmente temos a primeira presença dos esports no maior evento esportivo do mundo, através da Série Olímpica Virtual (Virtual Olympics Séries). Mas por quê não estamos falando nisso, não é uma grande vitória? Vamos por etapas.

Os Jogos Olímpicos devem ser uma tradição imutável?

Tradição iniciada na era de ouro da Grécia Antiga, os franceses resgataram os Jogos Olímpicos no final da década de XIX. Antes de tudo, a primeira edição em 1896 não permitia a participação feminina, contava com um punhado de países (sem o Brasil) e apresentou apenas 9 modalidades: Atletismo, Ciclismo, Esgrima, Ginástica, Halterofilismo, Lutas (greco-romana), Natação, Tênis e Tiro. Além da arcaica postura quanto às mulheres, aposto que você notou que as favoritas do nosso presente ficavam de fora.
As Olimpíadas não podem ser uma instituição estática, pois unem o espírito esportivo e competitivo de um planeta inteiro. Deve acompanhar as sociedades, seu avanço e inovações. Claro, não quer dizer que devem incluir qualquer esporte, especialmente quando essa palavra pode trazer definições diferentes – até mesmo gerando preconceito sobre certas modalidades. Por exemplo, o Skating e o Surfe lutaram por anos até finalmente conquistar sua estreia como modalidade esportiva em 2020. Já o xadrez possui suas próprias Olimpíadas bienais.
O Comitê Olímpico segue uma regra para considerar um esporte como olímpico. Para o masculino, deve ser praticado por homens em 75 países e quatro continentes. Para as mulheres, deve estar em 40 países e três continentes. Porém, mesmo que atenda a esses requisitos, não é suficiente para colocar um desporto nos Jogos. O número de esportes não pode ser muito grande. Afinal, correria o risco da logística dificultar a organização da Olimpíada. Mas os esportes eletrônicos não precisam dar essa dor de cabeça.

Esportes eletrônicos nas Olimpíadas 2020?

A discussão sobre as competições digitais nas Olimpíadas começou quando o cenário de esports passou a encher estádios ao redor do mundo. Com a rápida evolução do cenário e a grande presença de marcas no nosso mercado, a “brincadeira” passou a ser levada a sério. Ao longo dessa discussão, responsáveis pelo Comitê Olímpico assumiram diferentes posturas. Em 2017, Thomas Bach (o presidente do Comitê Olímpico Internacional), afirmou nem mesmo saber se poderíamos considerar os games como esportes. Pontuou aspectos como falta de organização e valores olímpicos em algumas das modalidades digitais – especialmente as “violentas”.

Entretanto, nesse mesmo ano os Jogos Asiáticos anunciaram os esports como modalidades demonstrativas para 2018 e modalidades oficiais em 2022 (valendo medalha!). Isso foi o suficiente para ligar o alerta ocidental, mudando o discurso de Bach. Logo em 2018 o presidente do COI montou um fórum com membros da comunidade de eSports. Finalmente, em 2020 a Série Olímpica Virtual (Olympic Virtual Series) foi anunciada  para a edição dos Jogos Olímpicos 2020. Momento histórico, esse foi o primeiro passo dos esportes eletrônicos no maior evento poliesportivo do mundo – nossa primeira edição virtual começou antes do evento principal e ainda está em andamento, com finais agendadas para agosto.

Então, chegamos aos Jogos Olímpicos e estamos quietos?

O grande problema é que os sinais positivos do Comitê Olímpico Internacional trouxeram muitas ressalvas. Primeiramente, a Olympic Virtual Series conta com 5 modalidades, todas simuladoras de esportes tradicionais: beisebol, ciclismo, remo, vela e esportes motorizados (através do Gran Turismo, o mais popular por aqui). Os simuladores dos tradicionais são os mais agradáveis aos olhos do Comitê, especialmente os que envolvem esforço físico, com o Zwift. Além disso, a proposta era ter os atletas competindo de casa ou de instalações de treinamento.

Perceba que nenhuma dessas categorias possui grande apelo com o nosso cenário gamer de forma global, um dos motivos para a falta de envolvimento com a “grande conquista”. Por outro lado, já houve um spoiler de que a FIFA gostaria de introduzir o futebol na próxima edição virtual dos Jogos Olímpicos, assim como a Federação Internacional de Basquete, a Federação Internacional de Tênis e a de Taekwondo Mundial com suas modalidades.
Há ainda mais uma grande barreira para o público: a aversão a “jogos violentos, de matar e que não celebrem a diversidade”, por sua falta de “valores olímpicos”. Essas definições podem variar por ponto de vista e deixam brecha para barrar as principais modalidades competitivas da atualidade, como CS:GO, Valorant, R6, Fortnite, Free Fire. Dependendo da opinião de quem define, até mesmo League of Legends e jogos de luta poderiam ficar de fora no cenário atual.
Sobre Jogos Olímpicos e a inserção dos esportes eletrônicos, a imagem mostra um estádio oval visto de frente, atrás das arquibancadas superiores. Há aparentemente 5 níveis, além do camarote, e todo espaço parece ser ocupado por pessoas. No Centro, além de espaços para o público, há o palco do espetáculo. No meio, acima de tudo, penduradas às estruturas do estádio, há grandes bandeiras retangulares, na vertical, com logos dos times e do evento.

Experiência única ou vem mais pela frente?

Trabalhar com esports também pode ser delicado pois, diferentemente dos esportes tradicionais, os eletrônicos têm donos. Eles são fabricados e comandados por suas desenvolvedoras, empresas privadas, o que pode tornar a situação um tanto complicada. Comitês e federações dos esportes tradicionais estão intermediando a presença de suas versões eletrônicas. Mas e quando pensarmos em modalidades totalmente digitais? Deverão ser criados comitês neutros às desenvolvedoras ou estarão as empresas preparadas para esse cenário? A relação esporte/marca ainda é um oceano a desbravar.
Jovem jogador asiático à esqueda, sentado em um simulador de carro, segurando um volante com as mãos cobertas por luvas. Ele veste uma camisa vermelha com uma listra branca correndo pela manga e ombros. Usando fones de ouvido, encara a tela que mostra um carro de corrida fazendo uma curva, atrás de outros dois veículos. Ao fundo da cena há outros jogadores em posições semelhantes. Tudo na discussão dos Jogos Olímpicos eletrônicos.
No fim, não é um movimento tão fácil quanto parece. Ambos os lados precisam de mais preparação e muito diálogo. Também podemos fazer testes em cada edição. Veja essa representatividade em 2020 como um ensaio. Assim como não podemos negar a possibilidade do público se cansar de um game competitivo, levando a perda de espectadores. Mas não era isso que diziam do Skate?

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