Diana Wynne Jones - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Fri, 12 Mar 2021 22:59:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg Diana Wynne Jones - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Seres Mágicos & Histórias Sombrias: Uma reunião de contos para agradar a gregos e troianos https://animesonlinebr.org/livros/seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos https://animesonlinebr.org/livros/seres-magicos-historias-sombrias-uma-reuniao-de-contos-para-agradar-a-gregos-e-troianos/#respond Mon, 15 Mar 2021 13:00:31 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18619 Neil Gaiman, autor de Coraline e Sandman, se uniu a Al Sarrantonio, escritor de terror e ficção científica, para editar uma antologia especialmente

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Neil Gaiman, autor de Coraline e Sandman, se uniu a Al Sarrantonio, escritor de terror e ficção científica, para editar uma antologia especialmente sombria e mágica para leitores curiosos que gostam de sonhar.

Uma coletânea com 27 contos, Seres Mágicos & Histórias Sombrias conta com nomes como o de Peter Straub, Diana Wynne Jones, Chuck Palahniuk, Joe Hill, Joyce Carol Oates, Joe R. Lansdale, Jodi Picoult, Jeffery Deaver, e outros autores renomados que entraram no desafio de escrever um conto fantástico e sombrio, cada um do seu jeito.

Já na introdução do livros, temos a palavra de Neil Gaiman, famoso justamente por ser um mestre em conciliar os temas sombrios e fantásticos em suas histórias, como o vimos fazer em Sandman e principalmente em Coraline. A introdução do Gaiman tem um tom bastante intimista e reflexivo. Um ponto que de cara me chamou atenção foi quando um fã questionou o Gaiman sobre qual citação ele colocaria na parede de uma biblioteca e ele respondeu o seguinte:

“Não sei se escreveria uma citação se fosse eu que tivesse uma parede de biblioteca para desfigurar. Acho que eu só lembraria às pessoas do poder das histórias, de por que elas existem. Eu colocaria as quatro palavras que qualquer pessoa que conta uma história quer ouvir. As que mostram que está dando certo, e que páginas serão viradas: “O que aconteceu depois?”

Seres Mágicos & Histórias Sombrias/Darkside Books.

O livro tem um número considerável de contos que tem em média dez páginas cada, e dentro do espectro da fantasia e do terror, fomos agraciados com histórias que, como citamos no título: agrada a gregos e a troianos.

Apesar de gostar de alguns contos mais do que outros, sinto que Seres Mágicos & Histórias Sombrias é um daqueles livros que podemos ler bem devagarzinho, na companhia de um clima frio e um café bem quente. Cada conto tem um começo, meio e final, alguns deixando um gostinho doce de quero mais.

Dando aquele toque de opinião pessoal, eu tenho um grande apreço por livros de contos porque posso lê-los tranquilamente, enquanto alterno com outras leituras, e a editora Darkside tem boas opções de livros de contos, mas eu tenho uma opinião bem ambígua sobre Seres Mágicos & Histórias Sombrias, a grande maioria dos contos não me animou tanto quanto eu esperava, provavelmente caí no golpe da expectativa alta demais, mas sinto que é um livro interessante de se ler, principalmente por me fazer perceber as várias formas de escrita e a essência criativa de alguns autores.

Seres Mágicos & Histórias Sombrias/Darkside Books.

No conto Figuras Fósseis, da autora Joyce Carol Oates, a autora retrata a vida e história de dois irmãos gêmeos, dividindo-os entre o irmão saudável e o irmão que vive doente, trazendo à tona o ódio que um (o irmão saudável), sente pelo outro, despertando no leitor um sentimento de torcida e empatia pelo irmão doente que tanto sofre.

“Onde devia haver um, havia dois: o irmão demônio, maior, esfomeado, e o outro, o irmão menor, e na escuridão líquida uma pulsação entre eles, um batimento que tremia e estremecia, agora forte, agora regredindo, agora forte de novo, enquanto o irmão demônio ia ficando cada vez maior.” Pág.23

Já o conto O diabo na escada, escrito por Joe Hill, vemos um conto escrito em prosa, trazendo uma quebra interessante e diferenciada dos demais, e quando nos acostumamos com a forma única do texto, ele volta aos moldes imediatamente após o personagem principal se encontrar com um ser estranho no meio da escada.

Aqui, nesta trama, o personagem em um acesso de fúria, mata uma pessoa, e para fugir, desce as escadas de forma que, a cada folhear de página, ele parece ter ido mais e mais fundo nos degraus.

“Aquela luz no pote cresceu e cresceu até nossas sombras se projetarem na pedra como gigantes deformados, depois o brilho se apagou e nos mergulhou na nossa escuridão compartilhada.” Pág. 438

Seres Mágicos & Histórias Sombrias é uma boa pedida para você que gosta de tramas fora do convencional, de histórias curtas e criativas.

A edição é simples, sem muitas ilustrações ou conteúdo extra, mas ainda assim, a Darkside deixou o livro com um charme simplista que chama bastante atenção.

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Aya to Majo: A nova proposta do filme do Studio Ghibli https://animesonlinebr.org/anime/aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli https://animesonlinebr.org/anime/aya-to-majo-a-nova-proposta-do-filme-do-studio-ghibli/#respond Tue, 09 Mar 2021 15:00:18 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=18396 Com uma proposta totalmente diferente do que estamos acostumados dos filmes do Studio Ghibli, Aya to Majo, novo filme de Goro Miyazaki, apresenta

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Com uma proposta totalmente diferente do que estamos acostumados dos filmes do Studio Ghibli, Aya to Majo, novo filme de Goro Miyazaki, apresenta a primeira animação feita totalmente em computação gráfica do estúdio, acompanhado de um roteiro mais ligeiro e seguro, apresentando talvez uma nova era para o Studio Ghibli.

Aya to Majo, ou seu nome em inglês, Earwig and the Witch, foi lançado no final de 2020.  Além da direção de Goro, também contamos com o planejamento do filme por Hayao Miyazaki, pai de Goro, e a produção de Toshio Suzuki, grandes nomes do estúdio. O roteiro é adaptado do romance “Earwig and the Witch”, da autora Diana Wynne Jones

Acompanhamos então a história de Aya, uma menina órfã de 10 anos, que cresceu na época dos anos 90 na Inglaterra. Ela não sabe que é filha de uma bruxa. Aya acaba então sendo adotada por um casal de estranhos e começa a viver aventuras com eles. 

Para os fãs do Studio Ghibli, que estão acostumados com uma animação mais clássica, agora acompanham uma aposta de Goro ao dirigir um filme com computação gráfica. No entanto, mesmo com essa nova proposta, ainda conseguimos sentir alguns pontos do filme que remete a outras fórmulas de outros filmes do estúdio.  

Analisando o enredo e os personagens de “Aya to Majo”

Aya to Majo
@Studio Ghibli

Quando falamos que o roteiro do filme é de certa forma mais seguro, vemos que não temos grandes novidades. Acompanhamos uma personagem se descobrindo em um novo ambiente, que não parece ter uma construção de personagem, como vemos em outros filmes do estúdio. 

Aya to Majo também é trabalhado em formato de 3 atos, ou seja, temos a apresentação dos personagens, uma certa confrontação da protagonista diante aos problemas que ela enfrenta na casa e, por fim, as resoluções e aprendizados, tanto de Aya, quanto de Bella Yaga e Mandrake. E pensando bem, o terceiro ato do filme poderia ser trabalhado melhor, já que o mesmo se encerra muito rápido, com uma resolução até que simples.

@Studio Ghibli

No entanto, o que chama mais atenção, com certeza, é a personagem de Aya. A protagonista é bastante astuta, tentando sempre tirar proveito da situação que se encontra, ainda mais em relação ao orfanato, e principalmente depois com Bella Yaga. Assim, com essa personalidade, a personagem consegue se destacar em relação às outras protagonistas do Studio Ghibli.

Falando mais sobre os personagens do filme, é interessante analisar como eles são postos em situações que remetem a outros personagens das longas anteriores da Ghibli. Primeiramente, então, temos Aya, a protagonista, forte e independente, posta em um novo desafio em sua vida. Thomas, o companheiro familiar, que depois vira companheiro fiel de Aya. Isso nos lembra um pouco do filme O Serviço de Entregas de Kiki (1989), filme dirigido por Miyazaki. Nos dois, ambas protagonistas possuem um gato preto, onde afirmam que “o gato preto é a melhor companhia que uma bruxa pode ter”. 

@Studio Ghibli

Falando agora um pouco sobre Bella Yaga; ela é uma personagem que acaba tendo vários conflitos com Aya. No entanto, no fim do filme, vemos ela e Aya se entenderem. Isso remete a muitas personagens da Ghibli que, primeiramente, eram inimigas, mas se tornam aliadas para um bem maior. Neste caso, de Mandrake. As duas começam a se entender em como precisam acalmar Mandrake, um personagem que parece inalcançável para Aya, e nós, espectadores. Não conseguimos entender muito bem o que Mandrake almeja, muito menos Aya. Só no fim do filme que conseguimos entender um pouco sobre ele e seu passado. 

Um novo marco do Studio Ghibli: Análise técnica do filme

@Studio Ghibli

Assim, falando um pouco da animação do filme, Goro apresenta uma nova proposta aos fãs do Studio, um filme totalmente feito em computação gráfica. A animação é muito bem produzida, mesmo com poucos erros, é uma proposta que consegue agradar quem assiste. Temos então cenas comuns, ou até a representação de grandes fantasias, que conseguem nos entregar uma boa proposta. 

O interessante da animação também são as feições dos personagens. Muitas vezes, eles possuem expressões bastante caricatas, com caretas bem forçadas, sendo um marco para a animação do filme, que consegue transmitir um pouco dos conflitos estranhos que esses personagens sofrem por conta da magia. Assim, se em um futuro, outros filmes desse estilo surgirem do estúdio, seria interessante trabalhar mais nessa marca. 

@Studio Ghibli

Goro também não deixa “o marco” da Ghibli de lado. O estúdio Ghibli ficou muito conhecido por criar cenas em que temos ações muito detalhistas. Em Aya to Majo, também temos alguns momentos assim, mesmo que até que poucos, como um longo momento do semáforo saindo do vermelho e indo para o verde, ou até os três personagens principais, mostrando todo percurso deles saindo do orfanato e indo até a nova casa deles… Isso acaba chamando a atenção, cada ação e mudança é importante para a história, nos fazendo absorver cada detalhe da animação.

@Studio Ghibli

Outra questão técnica que chama bastante atenção é a trilha sonora. As músicas conseguem ajudar na composição de cena, trazendo a tensão necessária, ainda mais com as cenas do Mandrake em que, muitas vezes, o personagem começa ter uma crescente irritação, assim, a trilha vai aumentando seu ritmo, até o mesmo parar, ao ponto da trilha se encerrar ou, em outros casos, acabar “explodindo”, trazendo uma trilha mais emocionante. Ainda, por se tratar de um filme que possui a história de uma banda, as músicas são bem interessantes de acompanhar, mostrando a cativação necessária de Aya com a banda. 

@Studio Ghibli

Portanto, até para o Studio Ghibli, arriscar muitas vezes é necessário. Saindo de uma animação tradicional que, para muitos, era um dos pontos altos dos filmes do estúdio, para uma animação totalmente de computação gráfica. Assim, para um estúdio que não lançava algo novo, sendo o último filme em 2014 (Memórias de Marnie), produzir um filme, até que bem feito, foi uma boa ideia para uma possível volta do estúdio. Assim, mesmo que o enredo pudesse ser um pouco mais elaborado, ainda somos cativados pela história da bruxa Aya

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