desconhecido - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Thu, 01 Apr 2021 17:54:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg desconhecido - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 JANPERSON FIGHTS FOR JUSTICE https://animesonlinebr.org/curiosidades/janperson-fights-for-justice/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=janperson-fights-for-justice https://animesonlinebr.org/curiosidades/janperson-fights-for-justice/#respond Fri, 03 May 2019 13:51:59 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=3191 Estava eu acompanhando as notícias quando descobri que o magnífico Shouhei Kusaka, o eterno Jiban, voltará ao Brasil para a versão carioca do

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Estava eu acompanhando as notícias quando descobri que o magnífico Shouhei Kusaka, o eterno Jiban, voltará ao Brasil para a versão carioca do Anime Friends. Fiquei tão empolgado que queria falar um pouco desse Metal Hero que eu tanto gosto mas… Caramba, aqui é Porão do Tokusatsu! Todo mundo conhece o Jiban, não teria a menor graça! Mas aí me lembrei de um outro Policial de Aço, diretamente do anos 90, muito mais obscuro e… roxo. Então tirem suas jaquetas, entrem em seu carro com jatinho e bora esmurrar alguns robôs com Janperson!

Sinopse:

Este Metal Hero de 1993 conta a história de um detetive robótico que patrulha as ruas de Tóquio e acaba lutando contra três grandes organizações criminosas. Com um clima bem diferente de seus antecessores, Janperson traz tramas um pouco menos fantásticas e um andamento mais “episódico” que o padrão. Ao contrário das demais séries da franquia quase nunca aparece o tão tradicional “monstro da semana”, geralmente o protagonista combate criminosos que lembram personagens de romances policiais.

©Toei Co.

O Robô de Investigação Especial Janperson (Tokusou Robo Janperson, no original) é um dos Metal Heroes, a franquia mais popular de tokusatsu aqui no Brasil, onde todos conhecem Jaspion, Jiraiya, Jiban e tantos outros. Depois de três séries seguidas com temas de resgate (Winspector, Solbrain e a inédita por aqui Exceedraft) a dona Toei resolver voltar ao que tinham apresentado em Jiban e mostrar histórias policiais com uma pegada sci-fi. Mas dariam um passo a mais: dessa vez o herói não seria um ciborgue, mas sim um robô sem forma humana!

Pode parecer chocante para um fã brasileiro mas a franquia Metal Hero estava passando por maus lençóis. As séries gastavam tanto quanto os Super Sentai mas rendiam muito menos grana em venda de brinquedos. Pra piorar, o ano de lançamento de Janperson também marcou o início dos Power Rangers que ajudou os Sentai a ganharem ainda mais força. Qual foi a solução então? Simples: corte de custos!

©Toei Co.

Janperson é um verdadeiro festival de reciclagem.  A cada episódio você vai reparando cada vez mais… do nada aparecem versões novas de armas de Winspector (pintadas de roxo, claro!), os vários robôs que enfrentam nosso herói são geralmente feitos de tecos de armaduras antigas de Spielvan, Solbrain, Jaspion e até Jiraiya… E quando finalmente conhecemos a base secreta do protagonista vemos que é só a base antiga do Metalder com algumas plantas a mais! Ah e o meu favorito: tem uma moto com um nome super-fodão GG SLAYER que é literalmente uma moto normal. Nem pra colar uma arminha no lado, sei lá.

Mas na real a sacada mais genial pra não gastar muito dinheiro foi com a escolha de vilões. Como no mundo de Janperson os andróides são completamente integrados à sociedade (isso em 93 hein? Japão é mesmo muito avançado) quase todos os inimigos são só pessoas normais usando algum pedaço de armadura pra fingir que são secretamente robôs! Muito mais barato que criar uma roupa inteira do zero, fala aí?

©Toei Co.

E mesmo com toda essa picaretagem é impossível negar que Janperson não é apenas legal… é fascinante! Dá pra notar que a Toei não estava 100% confiante na série, então deram a oportunidade única da experimentação. Nos primeiros episódios Janperson é um mistério total até para quem assiste: os episódios começam focados na polícia e do nada um robô roxo aparece e salva todo mundo, desaparecendo em seguida! Nem os mocinhos nem os bandidos sabem quem ele é ou de onde veio, apenas  que sua apresentação é sempre a mesma… Janperson! For Justice!

Inicialmente temos como personagens fixos uma repórter bisbilhoteira e dois policias babacas (um deles se auto-proclama “O Batman da Polícia Metropolitana”), mas todos somem da trama em menos de 10 episódios. Muito depois conhecemos Kaoru, que acaba ficando até o final da série agindo como ajudante e equipe de manutenção de Janperson, e mais pra frente aparece o anti-herói/rival Gun Gibson. Sim, o nome é referência ao Mel Gibson!

©Toei Co.

Se você está acostumado com os Metal Heroes que fizeram sucesso por aqui recomendo fortemente que vá atrás de Janperson. Apesar do orçamento baixíssimo a série tem umas tiradas geniais, como usar quatro grupos de vilões ao invés de um só (o chefe de um deles é até interpretado pelo ator que fazia o Change Griphon em Changeman!) e um uso mínimo de stock footage – algo que já dava no saco nos Policias do Espaço e já causava até dor de cabeça em Solbrain, onde a cena de incêndio/resgate era sempre a mesma!

Janperson consegue tocar em temas bem legais sobre a mente humana (mente robótica no caso, mas você entendeu), ideias de justiça e tantas outras coisas tudo em meio à ciborgues, robôs, lasers e explosões. O quer mais tu quer da vida? Agora vou fechar o Porão por um tempinho enquanto tento imaginar quem foi o gênio que deu a ideia de pintar um robô policial de roxo. Até a próxima, see you again!

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Supaidaaman – Com Grandes Poderes, Vêm Grandes Robôs Gigantes https://animesonlinebr.org/curiosidades/supaidaaman-com-grandes-poderes-vem-grandes-robos-gigantes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=supaidaaman-com-grandes-poderes-vem-grandes-robos-gigantes https://animesonlinebr.org/curiosidades/supaidaaman-com-grandes-poderes-vem-grandes-robos-gigantes/#respond Mon, 19 Nov 2018 14:36:54 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2412 Eu não pretendia usar o Porão do Tokusatsu para falar da série de hoje. Apesar de nunca ter passado no Brasil (ou em

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Eu não pretendia usar o Porão do Tokusatsu para falar da série de hoje. Apesar de nunca ter passado no Brasil (ou em qualquer lugar fora do Japão), o “Homem-Aranha Japonês” já virou figurinha carimbada quando se fala das coisas mais aleatórias vindas da Terra do Sol Nascente. Então para quê perder meu tempo falando de algo que muitos já conhecem, não é mesmo? Bom, tudo mudou no dia 12 de novembro, quando Stan “The Man” Lee faleceu aos 95 anos. Um sujeito extremamente controverso, mas que foi diretamente responsável por vários elementos que persistem ainda hoje nos tokusatsu que tanto amo. E é por isso que hoje vamos falar um pouco do Homem-Aranha da Toei (que daqui em diante só chamarei de Supaidaaman) e sua grande influência. Minha pequena homenagem ao cara que consolidou o Universo Marvel. Excelsior!

Sinopse:

Takuya Yamashiro é um jovem motoqueiro que presencia a queda da nave espacial Marveller, vinda do planeta Spider. Quando o pai de Takuya é morto pelos monstros do Exército da Cruz de Ferro, Takuya recebe a ajuda de Garia para receber os poderes do planeta Spider e se tornar o Homem-Aranha. Marveller se transforma no robô de combate Leopardon e Takuya deve lutar para vencer as forças do mal.

©Toei Co./Marvel Comics Group

A essa altura do campeonato já é praticamente um meme o fato do nosso querido Supaidaaman ter um robô gigante em seu arsenal. Engraçado que quase ninguém nunca comenta de seu carro voador armado com metralhadoras, o Spider Machine GP7… Mas enfim, por qual motivo dar um mecha para o Homem-Aranha? E porque diabos ele se parece com uma esfinge egípcia ao invés de uma aranha? A segunda questão é um mistério sem fim, mas a primeira é até simples de responder.

Supaidaaman foi lançado em 1978, ainda durante o primeiro boom dos animes de mecha. Naves gigantes que se transformam em robôs eram praticamente garantia de boas vendas, e a Toei sabia muito bem disso. Como os animes já geravam muitos ienes para o pessoal da Popy (uma subsidiária da gigante Bandai) foi decidido que a versão japonesa do Amigão da Vizinhança serviria para testar esse tipo de merchardising nos tokusatsu. Claro que já tínhamos robôs gigantes em produções mais antigas (Red Baron, Daitetsujin-17, etc) mas o Leopardon seria o primeiro a ter dois diferenciais: além de ser pilotado pelo herói (ao invés de controlado de longe) ele também se transformaria! E boom, a versão Chogokin (com peças de metal e mais qualidade) vendeu mais que mupy em evento de anime.

©Toei Co./Marvel Comics Group

Mas você com certeza deve estar se perguntando quais são as diferenças entre o Supaidaaman e o Homem-Aranha normal, além do robôzão gigante. As diferenças entre Peter e Takuya não poderiam ser maiores: ao invés de um adolescente nerdão patético, Takuya é um motoqueiro de 22 anos que tem até namorada! Namorada essa que “herdou” a profissão do Peter, sendo uma fotógrafa. Ao invés de ser movido por um sentimento complexo de culpa, nosso Supaidaaman teve o pai morto pelos vilões e agora quer a boa e velha vingança mesmo! Os poderes dos dois Homens-Aranha (ou o plural seria “Homem-Aranhas”? Fica o questionamento) é bem semelhante, a única diferença é que o Sentido de Aranha de Takuya funciona mais como um radar e que a teia é… bom… é só uma corda mesmo.

Ao contrário de sua contraparte americana, no tokusatsu temos um elenco fixo e centralizado de vilões: o Exército da Cruz de Ferro. Esse grupo alienígena, como de praxe, já conquistou dezenas de planetas e fez da Terra seu próximo alvo. O líder é o terrível Dr. Monster (um sujeito que lembra vagamente o Dr. Destino do Quarteto Fantástico), sempre acompanhado de sua assistente Amazoness. Essa vilã tem duas peculiaridades interessantes: por mais da metade da série ela é secretamente a chefe da namorada de Takuya, sendo editora de uma revista. A segunda questão é que a personagem simplesmente troca de penteado (umas perucas bem vagabundas, pra ser sincero) umas três vezes durante a série, sem absolutamente nenhuma explicação. Os anos 70 eram incríveis mesmo.

©Toei Co./Marvel Comics Group

Ao invés de enfrentar cientistas loucos com roupas de duende ou caçadores malucos, o Supaidaaman segue a boa e velha fórmula de tokusatsu que já era padrão na época: monstros emborrachados enviados um por vez! Chamados de Machine BEM, as criaturas são sempre um misto de algum animal com partes robóticas. Uma estética bem interessante que a Toei reutilizaria várias vezes em suas séries seguintes.

Um diferencial um tanto engraçado do Supaidaaman é que apesar de ser o berço da fórmula “monstro pequeno enfrentando herói > monstro grande enfrentando robô” ele não tinha nenhum tipo de golpe final nem nada para derrotar o monstro! Ao invés disso o vilão meio que só ficava de saco cheio da luta e crescia porque sim. Mas depois disso entramos na zona de conforto e todo episódio termina com Takuya berrando (sério, o cara GRITA) o nome de sua nave, Marveller. E depois disso vem o incônico “Change, Leopardon!”, que inicia a transformação em robô… enquanto o vilão assiste quietinho, claro. Eles são monstros mas não quer dizer que sejam mal-educados.

©Toei Co./Marvel Comics Group

Eu tiro sarro mas a verdade é que o Supaidaaman é divertidíssimo. Ver o Homem-Aranha se apresentando como “O Emissário do Inferno” e repetindo a mesma cena três vezes em ângulos diferentes é uma experiência praticamente psicodélica. Além de tudo ainda é uma tremenda aula de história para ver onde nasceu o embrião dos Super Sentai da Toei, que até então seguiam uma linha bem diferente com Goranger e JAKQ.

Agora um segredinho: com o sucesso dessa parceria, os próximos três Sentai (Battle Fever, Denziman e Sun Vulcan) todos mantiveram o copyright da Marvel. E o próprio Stan Lee se interessou muito com a idéia de levar o último, Sun Vulcan, para a América. O plano do velhinho era reutilizar as cenas de ação e substituir as cenas dos atores japoneses por novas filmadas nos Estados Unidos por atores americanos… Ou seja, por muito, muito pouco Stan Lee não foi o criador dos Power Rangers – uma década antes!

Minha homenagem ao bigode mais famoso dos quadrinhos fica por aqui, mas semana que vem tem mais coisa desconhecida aqui no Porão do Tokusatsu. E não vai ser nada dos anos 70, eu juro! Digo, eu acho né…

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Akumaizer 3, os Demônios do Bem https://animesonlinebr.org/curiosidades/akumaizer-3-os-demonios-do-bem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=akumaizer-3-os-demonios-do-bem https://animesonlinebr.org/curiosidades/akumaizer-3-os-demonios-do-bem/#respond Fri, 09 Nov 2018 12:37:32 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2348 E aí pessoal, aproveitaram o feriado? Aqui no Porão do Tokusatsu, é claro, eu aproveitei pra assistir e reassistir mais algumas coisas pra

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E aí pessoal, aproveitaram o feriado? Aqui no Porão do Tokusatsu, é claro, eu aproveitei pra assistir e reassistir mais algumas coisas pra apresentar pra vocês. E já que passamos pelo Dia das Bruxas e o Dia dos Mortos porque não falar de algo bem macabro, assustador, diabólico? Sim, estou falando de… Mais um Tokusatsu dos anos 70! E o fato dele ser sobre demônios é só coincidência… Então peguem suas espadas, subam em seu navio pirata e bebam bastante líquido pra conhecer Akumaizer 3!

Sinopse:

Demônios refugiados de um império subterrâneo chamado Clã Akuma, os heróis da série lutam para proteger a Terra dos monstros enviados pelo terrível Mezalord. Zabitan, Ibiru e Gabura usam seus poderes demoníacos e suas habilidades como espadachins para lutar em prol da humanidade que os teme.

©Toei Co.

Alguns de vocês devem lembrar vagamente do nome dessa série e estão tentando recordar de onde, aposto. Pois eu respondo: Izumi Konata de Lucky Star cantou de forma gloriosa a abertura de Akumaizer 3 como um dos encerramentos de seu anime. Imagino o susto que os otakus da época tomaram quando foram procurar do que se tratava… Mas vamos aos detalhes.

Akumaizer 3 é mais um tokusatsu vindo da mente fértil de Shotaro Ishinomori – já vimos outra criação dele aqui no Porão. Dessa vez ele se inspirou no clássico Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, misturando elementos das histórias de Julio Verne, por isso ao invés das tradicionais espadas de cavaleiros ou katanas nossos protagonistas lutam com floretes. Uh-lá-lá, trés bien. A história começa com Zabitan, membro de um clã de demônios-ciborgues que vivem no subterrâneo, descobrindo que sua raça planeja atacar a superfície e conquistar o mundo humano. Acontece que Zabitan é na verdade um híbrido, filho de pai demônio e mãe humana (não me pergunte como diabos isso funcionou…) então decide se rebelar e ir para Terra salvar o povo de sua finada mãe.

©Toei Co.

Os planos de Zabitan não saem como o planejado e dois demônios são enviados para detê-lo: Ibiru (o cara de amarelo com orelhinhas de morcego) e Gabura (o que a cabeça parece um… um… um dantop). Surpreendentemente Zabitan consegue convencer os dois a se juntar a ele (depois de derrotar cada um em combate honrado, claro) e brandindo suas espadas em conjunto eles assumem o nome de Akumaizer 3, os demônios mosqueteiros. Logo no primeiro episódio eles já roubam o navio pirata que um dos vilões usava pra sequestrar humanos e transformam numa nave gigantesca com uma boca, chamada Zaidabeck. Não olhe pra mim, eu avisei que os 70 eram loucura total!

Uma coisa bem interessante da série é os heróis não tem forma humana, ficando o tempo todo como “monstros” mesmo. O núcleo humano da série é de um grupo de jornalistas que fazem amizade com os Akumaizer e preenchem as cotas pra séries da época: temo um homem adulto com algum capacidade de luta, uma garota espevitada usando shortinho curto e um moleque pentelho usando shorts AINDA MAIS curtos.  Bom, eu digo que não tem forma humana mas isso apenas no início… depois de episódio 17 Zabitan passa a se disfarçar como um cara chamado Nagumo.

©Toei Co.

Aproveitando que falei do disfarce é uma boa hora para comentar outro diferencial da série: cada Akumaizer tem seus poderes e fraquezas próprios. Zabitan usa uma espada chamada Zarado e também mini-canhões em seus ombros chamados Zabitan Nova. Além disso consegue ficar invisível, mover objetos com o poder da mente e, como falei ali em cima, pode mudar sua aparência para fingir que é humano. No entanto ele tem instalado em seu corpo o “Circuito-Demônio“, que o vilão Mezalord pode usar para lhe causar dor intensa com o apertar de um botão.

Ibiru pode transformar sua espada Erado em uma arma de fogo e a si mesmo em objetos inanimados no melhor estilo Super-Gêmeos. E pra usar outra referência de desenho dos anos 80, tal qual o Mum-Ha de Thundercats ele não pode ver o próprio reflexo, ou ficará paralisado. O grandão Gabura pode transformar sua espada Garado numa morgenstern (sabe aquelas bolas com espinhos presas numa corrente?) e tem a bizarra habilidade de se transformar num… avestruz. Porque sim. Ah e sua franqueza é a desidratação, ele tem que beber água constantemente se não perde as forças.

©Toei Co.

Como dá pra perceber Akumaizer 3 é repleto das loucuras típicas das séries dos anos 70, mas o diferencial de praticamente todos os personagens usarem roupas que cobrem o corpo todo facilitava muito o uso de dublês. Ou seja, a ação era acima da média até pra época! E mesmo em meio a tanta porrada e momentos bizarros conseguiram contar uma história bem complexa para o gênero, envolvendo redenção. Muitos dos inimigos dos Akumaizer acabam ficando do lado dos humanos com o decorrer da série, e vão ganhando cada vez mais “humanidade” em suas ações.

Os primeiros 24 episódios da curta série de 38 eram bem sérios na medida do possível, passando a ficar mais cômicos do 25 em diante (justamente quando Gabura aprende a virar avestruz). Pra compensa, a série tem um final extremamente controverso.  Se você não quer spoilers, pule o próximo parágrafo, ok?

Para derrotar o verdadeiro líder dos demônios, é necessária a técnica Akumaizer Attack, que pode custar a vida de seus usuários. Os aliados dos Akumaizer tentam primeiro e acabam todos mortos. Vendo seus amigos derrotados, Zabitan, Ibiru e Gabura executam o Akumaizer Attack e conseguem derrotar o vilão – mas morrem junto dele.

Akumaizer é uma daquelas séries que só poderia vir do período que veio. Ação, emoção, comédia, tudo na medida certa. Se você curtia a Konata gritando “AKUMAIZAAA ZAN ZAN ZAN-ZAN!” e sempre quis saber de onde saiu aquilo eu recomendo fortemente que vá atrás. Hoje ficamos por aqui, mas semana que vem retorno com mais uma peça aqui do Porão!

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Giant Saver – o “sentai” da China! https://animesonlinebr.org/curiosidades/giant-saver-o-sentai-da-china/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=giant-saver-o-sentai-da-china https://animesonlinebr.org/curiosidades/giant-saver-o-sentai-da-china/#respond Fri, 26 Oct 2018 13:30:57 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2221 Mais uma semana para o Porão do Tokusatsu explorar aquela misteriosa e exótica terra do oriente… Não, não o Japão! Dessa vez vamos

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Mais uma semana para o Porão do Tokusatsu explorar aquela misteriosa e exótica terra do oriente… Não, não o Japão! Dessa vez vamos falar de um toku da boa e velha China! Sim, afinal os chineses adoram os tokusatsu japoneses e vez por outra se aventuram no gênero (as vezes misturando com seu próprio estilo de filmes de artes marciais, como o famoso Inframan). E dessa vez vou falar da primeira vez em que os chineses tentaram copiar não apenas o conceito mas sim a fórmula de marketing dos Kamen Riders modernos. Se preparem pra conhecer o híbrido de Sentai, Rider e até um pouco de Metal Hero: Giant Saver, a primeira da franquia ZhanJiDui.

Sinopse:

“Um esquadrão de elite é formado para recuperar os ‘Super-Elementos’, artefatos que são a fonte de poder de um misterioso império submarino. Em sua luta para preservar a paz, os jovens usam os poderes mágicos de alta tecnologia para superar muitos obstáculos e dificuldades os quais vão testar seu trabalho em equipe.”

©Alpha Animation

Logo de cara quem é familiarizado com as produções da Toei perceberá vários elementos, digamos, “emprestados” das produções da casa: temos uma equipe militar composta por jovens bonitos que se transformam em heróis cada um de uma cor, um império do mal que envia monstros e soldadinhos uma vez por semana, robôs gigantes que se combinam para ficar ainda mais gigantes… Isso que eu nem mencionei que a equipe vai aumentando pouco a pouco e um dos “heróis” começa como rival misterioso e depois se junta aos demais!

O que mais separa Giant Saver de uma série japonesa é justamente uma das partes mais importantes: a ação. Os chineses tem uma forma bem diferente de filmar porradaria quando comparados com os japoneses. Dá pra sentir uma vibe mais próxima de um filme clássico de kung-fu – só que com monstros emborrachados ao invés do Bruce Lee ou Jackie Chan.

©Alpha Animation

Giant Saver começa sem explicar absolutamente nada: somos jogados direto numa luta entre um monstro gigante contra o robozão da equipe (tudo filmado à noite, o que é raro nas séries da Toei) e logo de cara vem um bombardeio de informações. Não sabemos as origens da equipe ou de seus equipamentos, mas já temos uma boa sensação da personalidade cada membro. Quinn Wang (Fire Saver) é o líder de vermelho com o poder do macaco. É esquentadinho e se acha melhor que todo mundo. Nell Ye(Steel Saver), com o poder do Javali, é desligado e inocente apesar de ser o mais forte fisicamente. A última do trio inicial é Jane Anping(Ocean Saver), a única mulher da equipe e com o poder do tubarão. Extremamente inteligente é ela quem mais bate cabeça com o Quinn, com Nell no meio tentando mediar.

Esse estilo de personagens com personalidades bem distintas e complementares já é comum nos Super Sentai da Toei, e Giant Saver consegue seguir bem a fórmula. Pouco a pouco os heróis vão aprendendo a respeitar seus colegas e se tornam amiguinhos e blá-blá-blá. Quem já assistiu algum sentai na vida sabe exatamente como vai acontecer. Mas se você não curte essa parte mais humana pode ficar tranquilo porque o maior diferencial de Giant Saver são os mechas!

©Alpha Animation

Cortesia de uma das maiores fabricantes de brinquedos da China, a Auldey (que é subsidiária da produtora Alpha Animation), os designs dos mechas de Giant Saver são muito acima da média – rivalizando e até superando muita coisa que a Toei fazia na época. Claro que gosta é subjetivo e tudo mais mas comparem o mecha final Ultimate Giant Saver com o Gigant Kyoryuzin (mecha final de Kyoryuger, série do mesmo ano no Japão) e fica difícil falar que os japoneses vencem essa!

Giant Saver agradou muito os chineses, sendo que a primeira de uma trilogia. Depois vieram Space Deleter e por fim Rescue Engine – todas com suas próprias linhas de brinquedos extremamente populares, é claro. Apesar de não termos notícias de uma quarta série, a franquia “irmã” da Alpha, Armor Hero continua firme forte, com sua quinta série Armor Hero Hunter fazendo sucesso em 2018.

©Alpha Animation

Se Giant Saver te interessou tenho uma ótima notícia: a série se encontra disponível completinha com opção de legendas em inglês na página de Youtube da Alpha! Cliquem aqui pra conferir. Taí outra coisa que os chineses fazem melhor que os japoneses hein?

E esse foi mais um Porão do Tokusatsu, dessa vez diretamente da terra do kung fu. Se vocês assistirem Giant Saver depois comentem aqui o que acharam, tô bem curioso! Ah, e não se esqueçam de deixar suas sugestões para futuros textos, inspiração é sempre importante. Ainda estou pensando no que fazer para semana que vem… Veremos! Até a próxima!

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De vilão à herói: Hakaider https://animesonlinebr.org/curiosidades/de-vilao-a-heroi-hakaider/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=de-vilao-a-heroi-hakaider https://animesonlinebr.org/curiosidades/de-vilao-a-heroi-hakaider/#respond Fri, 19 Oct 2018 13:17:22 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2172 E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu! Enquanto escrevo esse texto o filme do Venom estrelado por Tom Hardy está nos cinemas.

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E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu! Enquanto escrevo esse texto o filme do Venom estrelado por Tom Hardy está nos cinemas. Como muita gente por aí eu também achei completamente bizarro escolherem um vilão que é basicamente a versão maligna de um herói (no caso o Homem-Aranha) para ser o protagonista de seu próprio filme… E ainda fazerem isso separado do super-herói original! Mas aí que me toquei: um dos meus filmes favoritos de tokusatsu fez exatamente a mesma coisa! Hoje apresento pra vocês Mechanical Violator Hakaider!

Sinopse:

Na distópica cidade futurista de Jesus Town, o tirano Gurjev e seu anjo mecânico Mikhael controlam a população. Contra eles, um grupo de renegados luta para levar liberdade ao povo – e seu mais poderoso aliado é Hakaider, o misterioso androide esquecido pelo tempo.

©Bandai/Toei

Antes de falar do filme em si, um pouco de contexto: Hakaider surgiu em 1972, não como um herói mas sim o grande vilão do mangá/tokusatsu Jinzou Ningen Kikaider (Androide Kikaider), mais uma das criações do mestre Shotaro Ishinomori. Enquanto o Kikaider era uma máquina em forma humana que lutava contra suas emoções nunca sabendo se seguiria o caminho do bem ou do mal… Hakaider era mau. E eu não tô falando de “oh, ele era um rival que as vezes sacaneava o mocinho da história” não, Hakaider era 100% maligno, atacando inocentes e só se importando com seu único objetivo: destruir. Daí seu nome, que é um trocadilho com “Hakai“, “destruição” em japonês.

A popularidade de Hakaider era imensa, talvez até maior do que sua contraparte boazinha. Não é a toa que ele foi o primeiro escolhido para ganhar um filme solo quando a Toei Company (em parceria com a Bandai) decidiu dar nova vida à alguns de seus personagens mais antigos. O projeto ficou à cargo de Keita Amemiya, um diretor e designer que nunca escondeu sua paixão pelo gênero  e trabalhou em inúmeras produções, como Zeiram, Kamen Rider ZO, Garo e tantas outras. Com o carta-branca da Toei para fazer o filme do jeito que ele quisesse, Amemiya agora tinha duas opções: contar uma história de redenção onde as crianças aprenderiam uma valorosa lição sobre amizade e superação… Ou uma filme da mais pura e maravilhosa violência sem limites. Adivinhem qual ele escolheu!

©Bandai/Toei

Ignorando completamente qualquer ligação com sua série de origem, Hakaider nos coloca num futuro pós-apocalíptico em Jesus Town, uma cidade controlada por Gurjev, um déspota vestido como um cantor de Visual Kei e seu robô em forma de anjo, Mikhael. Em meio a essa ditadura terrível e opressora, um grupo de jovens forma uma rebelião para tentar libertar o povo – o que vai ser meio difícil já que eles estão armados com estilingues enquanto os guardas Gurjev tem metralhadoras.

No meio de toda essa treta, Hakaider desperta em sua prisão – ainda em sua forma humana, ele está acorrentado numa tumba subterrânea e sua memória está avariada. Sem saber exatamente qual é a sua missão, nosso “herói” faz o que qualquer “pessoa” normal faria: sobe em sua moto, pega sua shotgun e sai dirigindo pacificamente. Isso até encontrar os soldados de Gurjev atacando os rebeldes, aí sim ele parte pra porradaria! E meus amigos, que porradaria! Hakaider se transforma faz jus ao nome e destrói completamente os inimigos, esmagando cabeças, explodindo carros e botando fogo nos caras até que só sobram cinzas e poças de sangue.

Eu mencionei que os heróis desse filme se vestem de preto como demônios e os vilões de branco como anjos? SIMBOLISMO!

©Bandai/Toei

Os rebeldes são um bando de adolescentes genéricos completamente sem graça, tirando uma menina chamada Kaoru. Ela tem uma série de sonhos onde é salva por um misterioso cavaleiro negro, e é muito sutil a forma como o filme deixa implícito qu-OK, OK, é extremamente pretensioso e óbvio que ela tá sonhando com o Hakaider. Acho que o diretor estava sem graça de fazer um filme tão violento e quis colocar algum conteúdo mais artístico na trama. Irônico ele achar que alguém ligaria pra isso num filme onde até os prédios sangram. Não, eu não estou brincando.

A história de Hakaider pode não ser super complexa (a parte mais interessante é um chip de controle da mente que Gurjev quer colocar na população) mas tem seus momentos e não atrapalha. Afinal, é tudo apenas uma desculpa para vermos a ação rolando solta. Os designs de Amemiya são um show à parte, todos os personagens que usam armaduras (incluindo o próprio Hakaider, Mikhael e os soldados do vilão) tem um visual que lembra bastante os outros trabalhos dele em obras como Kamen Rider Black, Spielvan e Winspector. Os veículos, armas e cenários também são de cair o queixo – saudades dessa época mágica quando a Toei ainda se importava com essas coisas. Hoje em dia parece que o estúdio só reciclar os mesmos quatro cenários pra tudo…

©Bandai/Toei

Hakaider foi muito bem recebido pelos fãs japoneses e chegou até a receber um tenebroso jogo para o Sega Saturn com cenas do filme em FMV. O filme também chegou eventualmente nos Estados Unidos com o título simplificado de Roboman Hakaider, com direito a dublagem em inglês e um trailer com uma das melhores taglines de todos os tempos: Ruthless Justice? Or Satanic Evil? 

Com míseros 51 minutos, Hakaider é um daqueles filmes que te dá exatamente o que você quer sem perder nenhum tempo. A ação é frenética e os visuais dão água na boca, uma combinação difícil de ignorar! Se você quiser conferir a aventura solo do personagem que inspirou o MacGaren do Jaspion e até mesmo o Darth Vader (é sério mesmo, pode procurar) recomendo fortemente ir atrás dessa pérola.

O Porão do Tokusatsu fica por aqui, mas não deixe de comentar o que achou e deixar sua sugestão para o próximo texto! Estou pensando em explorar algo fora do Japão… Esperem pra ver!

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Pé na Estrada com Strada 5! https://animesonlinebr.org/curiosidades/pe-na-estrada-com-strada-5/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pe-na-estrada-com-strada-5 https://animesonlinebr.org/curiosidades/pe-na-estrada-com-strada-5/#respond Fri, 05 Oct 2018 13:30:27 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=2104 Meu pai sempre foi e ainda é um apaixonado por carros antigos. O seu maior sonho era que eu pegasse o Opala dele

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Meu pai sempre foi e ainda é um apaixonado por carros antigos. O seu maior sonho era que eu pegasse o Opala dele escondido e saísse dirigindo por aí… Então é claro que o universo teve que dar uma de engraçadinho e fez com esse babaca aqui não visse a mínima graça em carros. Mas hey, pelo menos eu gosto de tokusatsu, e sabe o que tem muito em tokusatsu? CARROS! E para tentar dar alguma alegria para o meu pai que o Porão do Tokusatsu de hoje vai apresentar STRADA 5!

Sinopse:

“A Polícia Internacional está em guerra contra a organização criminosa Big Nova. Com o grito de “Strada Up!”, cinco membros especialmente selecionados se tornam pilotos dos super-veículos de combate Try-Shark, Lady Bird, Red Fox e Flying Pesasus para derrotarem esse mal. Eles são a equipe Relâmpago Strada 5.”

©Nikkatsu/Net Televi

Antes de falar da história em si acho que vale a pena um pouco de contexto. Strada 5 é um tokusatsu NÃO produzido pela Toei Company, a maior casa do gênero, sendo feito pela Nikkatsu. Se vocês acham as coisas da Toei bizarras é porque não conhecem essa outra produtora… O toku de hoje é basicamente um Velozes & Furiosos misturado com Super Sentai e mesmo assim é a coisa mais “normal” que eles já fizeram. Quando eu falar de Diamond Eye aqui vocês vão entender, esperem só!

Mas voltando aos nossos pilotos. Eu falei que a série lembra um Super Sentai e não estou exagerando: a premissa básica do primeiro episódio é coincidentemente parecida com Himitsu Sentai Goranger. O primeiro episódio é praticamente idêntico: membros de uma organização (a EAGLE em Goranger e a Polícia Internacional em Strada) estão sendo mortos por vilões misteriosos e cinco sobreviventes (quatro homens e uma mulher em ambos os casos) são escolhidos por um figurão do exército para vestirem trajes e pilotarem super-veículos usando codinomes. Só que toda minha analogia vai por água abaixo quando percebo que Strada 5 foi ao ar um ano antes de Goranger. ISHINOMORI COPIÃO!

©Nikkatsu/Net Televi

Os membros da Strada 5 são: Pegasus (Okazaki Toru, que ficou famoso por fazer o Kamen Rider Amazon na série de mesmo nome), Apollon (Go Tatsuhito), Luna (apesar do nome é um dos caras!, Ono Shinya), Orion (Chii Takeo) e Andromeda (Yamashina Yuri, que na série tem o poder de ver o futuro). Os dois últimos nomes não querem dizer muito por aqui, mas são bem famosos no Japão. Chii Takeo era um dos protagonistas de um dos doramas policiais mais populares por lá, Taiyou ni Hoero!, e Yamashina ficou famosa por sua carreira nos Pink Eiga… O bom e velho pornôzão softcore! Manja Emmanuelle?

O vilãozão da trama toda é o bizarro Asmodeus, que ninguém nunca deixa claro se é um cara que usa máscara ou simplesmente um sujeito mais feio que bater na mãe. Apesar de usar soldadinhos com uniformes combinando, a organização Big Nova não ataca com monstros gigantes ou coisas do tipo, preferindo ações mais na vibe do terrorismo mesmo: sequestrar um embaixador aqui, roubar plutônio aqui, essas coisas caóticas.

©Nikkatsu/Net Televi

O grande diferencial de Strada 5 é justamente sua ação frenéticas com veículos. Apesar de terem nomes estilosos como Try-Shark, Flying Pegasus e tal eles são basicamente super-carros. Ou seja, tem cenas de perseguição com muitos tiros e explosões em todo santo episódio! E lembrem-se que eram os anos 70, então não tinha nada de computação gráfica nem efeitos muito mirabolantes, todas as explosões eram reais e provavelmente jamais poderiam ser filmadas hoje em dia sem o ator processar a produtora. Ah, bons tempos…

Infelizmente Dengeki! Strada 5 é bem curtinho, apenas míseros 13 episódios – enquanto sua “cópia” Goranger passou dos 80 e ainda começou uma franquia que dura até hoje. Quem sabe com essa onda de remakes e reboots não vemos uma nova versão por aí? Se bem que os carros provavelmente seriam todos em CG e perderia toda graça…

©Nikkatsu/Net Televi

E aí, curtiram? Se teu pai curtia ver Esquadrão Classe-A ou os filmes mais antigos do 007 esse toku é uma ótimo pra apresentar pra ele, quem sabe né? Deixem aí nos comentários outros tokusatsu que vocês queriam que mais pessoas conhecessem, sempre tem coisa pra se achar aqui no Porão. E lembrem-se: se beber, não dirija. Mas assista tokusatsu.

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O Ioiô da Justiça de Sukeban Deka https://animesonlinebr.org/curiosidades/o-ioio-da-justica-de-sukeban-deka/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-ioio-da-justica-de-sukeban-deka https://animesonlinebr.org/curiosidades/o-ioio-da-justica-de-sukeban-deka/#respond Fri, 21 Sep 2018 13:00:23 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=1983 E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu e sejam bem vindos a história da “delinquente policial”, Sukeban Deka, direto para a década

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E voltamos com mais um Porão do Tokusatsu e sejam bem vindos a história da “delinquente policial”, Sukeban Deka, direto para a década perdida: os deliciosos anos 80, mais precisamente no meio de toda aquela loucura de 1985, junto de Changeman e Jaspion, que surgiu este tokusatsu com jeitão de dorama, trazendo uma protagonista feminina que botava medo nos mais corajosos usando uma das “armas” mais icônicas e bizarras do gênero.

Sinopse:

Asamiya Saki é uma delinquente juvenil conhecida por ser casca-grossa e não levar desaforo para casa. Como parte de sua detenção, ela é escolhida para se tornar uma agente disfarçada, entrando numa nova escola para desvendar crimes que a polícia jamais conseguiria, usando seu conhecimento de artes marciais e seu fiel iô-iô!

©Shinji Wada/Fuji TV

Sukeban Deka não é uma série de super-heróis, mas sim um drama policial com bastante investigação. Aqui não tem grupo alienígena planejando dominar o ̶m̶u̶n̶d̶o̶ Japão, mas sim diretores que vendem vagas em faculdades e outras traquitanas do tipo. “P*rra, Caio! Mas como você chama isso de tokusatsu então?”, pergunta a voz misteriosa na minha cabeça. Simples: a agente Saki investiga mas também SENTA A PORRADA NA GALERA!

Com seus contatos na polícia, Saki recebe como arma um iô-iô especial (afinal se no Japão nem os policiais tem arma direito imagina então uma colegial?) e sempre segue as ordens do misterioso “Diretor Sombrio” que passa missões para a jovem através de um gravador. Saki tem um forte senso de justiça mas também luta como forma de salvar sua mãe, que está condenada à morte(!) e pode receber uma pena menor se sua filha cooperar com a polícia…

©Shinji Wada/Fuji TV

Originalmente, Sukeban Deka era uma serie em mangá iniciado em 1976, mas atingiu uma popularidade absurda com essa série de tv, estrelada pela então idol Yuki Saito – que também aproveitou pra usar seu single Shiroi Honoo como música tema. A combinação de drama adolescente, ação, romance e investigação policial agradou tanto os japoneses que além dos 25 episódios, Sukeban Deka ganhou mais duas sequências (cada uma seguindo uma nova Sukeban Deka), filmes para cinema e até mesmo um OVA curtinho que chegou até a sair aqui no Brasil, via Locomotion.

A persona de Asamiya Saki se tornou extremamente icônica no Japão, com várias referências em todo tipo de animes, jogos e etc. Quem assistiu Kill la Kill deve ter reparado várias semelhanças entre a protagonista Matoi Ryuko e Saki, por exemplo. E eu não poderia deixar de agradecer Sukeban Deka por ter gerado essa cópia descarada chamada Shoujo Commando Izumi, que tem uma colegial usando uma bazuca chamada FIRE AND FORGET“. Oh, vocês acham que estou brincando é? Contemplem!

Sukeban Deka é uma daquelas séries que mesmo sendo mais “pé no chão” ainda te dá uma experiência bastante única, além de ser extremamente divertida. Com uma protagonista que se sentiria em casa ao lado de um Yusuke Urameshi de Yu Yu Hakusho e tramas bem rápidas e uma ótima pedida pra quem quer algo diferente do usual. E se não tiver saco pra ver uma série inteira pode ficar sossegado e ir atrás do filme de 2006, que saiu no ocidente com o bizarro nome Yo-Yo Girl Cop!

E você, será que já viu uma referência à Sukeban Deka por aí? Comenta aí que eu quero saber! E se tiver alguma sugestão pra próxima coluna pode mandar, que o porão aqui tá cheio de material…

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Resolvendo as maiores loucuras em um ZUBAT https://animesonlinebr.org/curiosidades/resolvendo-as-maiores-loucuras-em-um-zubat/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=resolvendo-as-maiores-loucuras-em-um-zubat https://animesonlinebr.org/curiosidades/resolvendo-as-maiores-loucuras-em-um-zubat/#respond Fri, 14 Sep 2018 13:00:33 +0000 http://www.nsvmundogeek.com.br/?p=1942 Fala galera do NSV – Mundo Geek!  Sejam bem vindos a coluna Porão do Tokusatsu! Aqui é o Caio finalmente colocando em bom uso

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Fala galera do NSV – Mundo Geek!  Sejam bem vindos a coluna Porão do Tokusatsu! Aqui é o Caio finalmente colocando em bom uso meu conhecimento inútil sobre tokusatsus obscuros. Se você acha que só existem Kamen Rider, Metal Hero, Sentai e Ultras, está redondamente enganado! Os “heróis sem franquia” (que muita gente gosta de chamar de Other Hero) são muitos e oferecem histórias bem… inusitadas, no mínimo. E quem melhor pra estrear esta coluna do que o Magnífico ZUBAT?

Sinopse:

“Hayakawa Ken é um investigador particular que vaga pelo Japão sempre no encalço da Sociedade do Mal Dakkar – responsáveis pela morte de seu melhor amigo, Asuka Goro. Buscando vingança e o verdadeiro assassino de Goro, Ken termina o projeto secreto de seu amigo e se torna Herói Errante Zubat!”

©Shotaro Ishinomori/TV Tokyo

Estrelado pelo lendário Hiroshi Miyauchi (que já participou de uma porrada de tokusatsu, incluindo Ao Ranger em Goranger, Kamen Rider V3 e também o Chefe Masaki em Winspector e Solbrain), a série de 1977 é mais uma criação de Shotaro Ishinomori, um dos grandes nomes do gênero. Zubat se destaca das demais por ter uma estrutura bem diferente e cenários completamente malucos mesmo no contexto desse tipo de programa.

Um episódio típico da série abre com nosso herói Ken chegando numa nova cidade, geralmente tocando seu violão. Aliás, eu mencionei que o Ken se veste como caubói por absolutamente nenhum motivo? Enfim: chegando na nova cidade, Ken sempre descobre que o local está sofrendo sobre a influência maligna de Dakkar, um grupo de mafiosos estilo yakuza. Aí que entra a primeira grande sacada de Zubat: não temos monstros, robôs ou demônios, os vilões são todos criminosos “normais”, chefões do crime que dominam as cidades com seu dinheiro e influência.

©Shotaro Ishinomori/TV Tokyo

Cada um desses chefes possui um guarda-costas, sempre algum tipo de especialista numa arte de matar incomum: temos desde coisas banais como facas e revólveres até jogadores de futebol americano e um cara que usa um taco de sinuca(!). E a mesma cena sempre se repete, mais ou menos assim:

“Ken: claro, eu conheço a sua fama! Mas fique sabendo que suas habilidades de ping-pong assassino são a segunda melhor no Japão.

Vilão: segunda!? E quem é o primeiro!?”

Ken aponta pra ele mesmo e a multidão vai à loucura! Os dois fazem algum desafio pra lá de ridículo e, mesmo com o guarda-costas sendo incrível, Ken dá um jeito de desafiar as leis da física e vencer. Se duvidam do nível de doidera que a série chega, procurem “Kaiketsu Zubat Versus” no youtube e assistam literalmente qualquer vídeo!

No fim Ken coloca sua roupa especial (guardada dentro de seu violão por motivos de “oras, e por que não?”) e se transforma em Zubat! Pra quem achava que o nome era referência ao pokémon saiba que “zubatto” é a onomatopéia japonesa pra algo acertando no alvo, ok? E ao invés de usar uma pistola ou uma espada laser como nosso querido Jaspion, a arma de Zubat é um um bom e velho chicote – muito antes do Indiana Jones, aliás!

©Shotaro Ishinomori/TV Tokyo

Os episódio também sempre terminam doa mesma forma: Zubat dá uma surra no vilão e pergunta “Você matou um homem chamado Asuka Goro?!”, e o inimigo da semana sempre tem algum alibi. E lá vai o Zubat com seu fiel violão para a próxima cidade…

Zubat é extremamente episódico e previsíve, porém, jamais desinteressante ou chato! É um tokusatsu como nenhum outro e extremamente recomendado para quem quiser sair do eixo mais “clássico” do gênero. E lembre-se: sua série favorita pode ser boa, mas é apenas a segunda melhor do Japão.

Curte tokusatsus? Quer mais dicas de obras desconhecidas? Ou conhece Zubat? Deixe seu comentário pois é muito importante para nós, e até semana que vem.

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