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]]>O termo “antigas” não chega a ser o mais adequado para definir essas bibliotecas. São bibliotecas que ninguém pisa ou pisava há centenas de anos, pois foram erguidas por civilizações que já fazem parte dos livros de histórias. Tão esplendorosas em seus tempos de glórias, elas são alvo da curiosidade e estudo de arqueólogos e historiadores, no entanto aposto que essa biblioteca também lhe deixará com “um gostinho de ‘quero mais’”.
Tão estimada atualmente que, tamanha é a força de vontade, ela poderia ser reerguida de um nada se desejo fosse matéria prima. Representada constantemente na cultura pop, a grande e antiga Biblioteca de Alexandria é conhecida mundialmente. Seja em filmes ou livros, aparecendo em jogos e animações, a Biblioteca sempre será um grande sonho para amantes de livros, história, arquitetura, antropologia, astronomia e outras áreas da ciência.
Relatos indicam que além dos milhares de livros em seu acervo, a biblioteca foi o paraíso para a arte, filosofia e ciência, e se tem registros de vários estudiosos que agiam em colaboração com ela. Em seu interior haviam alas que se ligavam e nas quais diversas atividades eram realizadas, desde dissecação até aulas ministradas por especialistas para seus pupilos. A Biblioteca possivelmente teve um zoológico para animais exóticos, observatórios astronômicos, jardins botânicos, cascatas, salas de pesquisas, salas de leitura, salas de reuniões, locais destinados à cópia de documentos, fora que ela era uma grande produtora de papiro.
A Biblioteca de Alexandria foi proposta ao rei Ptolemeu I Sóter, sucessor do imperador Alexandre, o Grande. Mas provavelmente só foi de fato erguida durante o reinado do faraó Ptolemeu II Filadelfo, filho de Ptolemeu I Sóter.
Apesar de deduzirem que ela guardava grande parte do conhecimento do mundo antigo pouco se sabe sobre ela, sua aparência, sua história e sua destruição. Muito se especula sobre a estrutura externa e interna da Biblioteca, mas suas ruínas até hoje não foram achadas.
As ilustrações que representam a Biblioteca são inspirações baseadas na arquitetura da época e de outras bibliotecas escavadas atualmente. Mas vale lembrar que essas bibliotecas não foram construídas na mesma época que a da Biblioteca de Alexandria e que as bibliotecas de antigamente eram bem diferentes umas das outras, assim como se diferem as dos dias atuais.
Baseada em como ela foi representada no filme Ágora (2009), dirigido por Alejandro Amenábar, uma ilustração da Biblioteca foi feita :
Já aqui é a Biblioteca vista do exterior no jogo de videogame Assassin’s Creed: Origins:
E aqui é ela no interior:
Construída no século III a.C. a Biblioteca de Alexandria possivelmente possuía um acervo entre 30 mil a 1 milhão de volumes. Mesmo sendo acordado pela grande massa que a Biblioteca foi queimada acidentalmente por Júlio César, não se sabe o que de fato a extinguiu. Mas historiadores vêm buscando diversas informações que revelam que a Biblioteca sofreu inúmeros ataques e vandalismos em meio a guerras e desordem política durante muitos anos. Então não foi uma circunstância, mas várias, que levaram ao seu declínio.
E em alguns lugares de má informação até usam a imagem como se realmente fosse as ruínas da Biblioteca de Alexandria.
Quer conhecer outras bibliotecas e saber mais sobre essas que falamos? Esses livros podem te ajudar! Deixo o link para conseguirem comprar pela internet (Não nos responsabilizamos pelo preço, estoque ou quaisquer problemas com sua compra).
SINOPSE OFICIAL: Esta deliciosa obra conta a história das bibliotecas antigas desde suas origens, quando “livros” eram tábuas de cerâmica e a escrita, um fenômeno novo.
O renomado estudioso clássico Lionel Casson nos conduz em uma animada viagem, partindo das bibliotecas reais do Antigo Oriente, passando pelas bibliotecas públicas e privadas da Grécia e de Roma, até as primeiras bibliotecas monásticas cristãs.
Casson traça o desenvolvimento das construções, os sistemas, acervos e patronos das bibliotecas, considerando questões de uma ampla variedade de tópicos, como: quem contribuiu para o desenvolvimento das bibliotecas públicas, especialmente a grande Biblioteca de Alexandria? O que as bibliotecas antigas incluíam em seu acervo? Como bibliotecas antigas adquiriam livros? Qual era a natureza das publicações no mundo greco-romano? Como o cristianismo transformou a natureza dos acervos bibliotecários?
Assim como uma biblioteca recompensa quem a explora com tesouros inesperados, este interessante livro oferece a seus leitores a história surpreendente da ascensão e do desenvolvimento de bibliotecas antigas – uma história fascinante que nunca foi contada antes.
SINOPSE OFICIAL: Frédéric Barbier propõe uma história das bibliotecas a partir de uma estrutura cronológica ampla, adotando uma perspectiva comparativa: parte das bibliotecas da Antiguidade Clássica, passa pelas da Idade Média, acompanha as mudanças decorrentes da invenção de Gutenberg, testemunha tanto a difusão do modelo da “biblioteca mural” (até o final do século XVIII) como a problemática da coletividade e da leitura pública (no século XIX) até enfim chegar à pós-modernidade marcada pela desmaterialização das novas mídias e pela generalização de uma acessibilidade em tempo real. Para o autor, a biblioteca sempre foi uma instituição de transferência cultural, um lugar de encenação e um meio de legitimação do poder, sendo necessário considerar, assim, não só as transformações materiais, mas também a influência do mundo das bibliotecas sobre o mundo do pensamento, das ideias, da informação e da política.
SINOPSE OFICIAL: As bibliotecas são muito mais que estantes repletas de livros: são lugares vibrantes de histórias, de conhecimentos, de personagens, de vida − e de dramas. No passado, as bibliotecas foram cenário de grandes debates, discussões inflamadas, e litígios sobre os fundamentos do saber…
Roberto Cattani percorre a história geral das bibliotecas, abrindo volumes e volumes de memórias significativas, acontecimentos vibrantes, anedotas pouco conhecidas. Cada uma das bibliotecas evocadas tem sua própria personalidade, seu perfume exclusivo, seu fascínio histórico, uma atmosfera que nos encanta ou espanta. Atrás de cada grande biblioteca há um personagem único, e o livro apresenta algumas dessas vidas fascinantes…
São textos rápidos, enxutos, quase jornalísticos, que privilegiam a narrativa e mantêm viva a curiosidade do leitor, deixando para a rica bibliografia a possibilidade de aprofundamento da grande variedade de histórias e temas abordados.
A importância dessas bibliotecas vai além do diagnóstico de um período histórico. Nelas estão milhares de informações de épocas mais antigas ainda; possivelmente de outras civilizações. Mesmo que de algumas só restem ruínas e no casa da de Alexandria nem mesmo isso, documentos foram secretamente copiados e transportados para outros lugares no mundo com o objetivo de preservar algum conhecimento. Pois, na época, estavam surgindo de várias direções e por vários motivos ataques que resultaram no reconhecimento da fragilidade da Biblioteca.
É, de fato, um tesouro imensurável. Como perceberam, muito se perdeu com a destruição dessa biblioteca. Tendo acontecido em partes, o fato de que algumas das avarias terem sido causadas por guerras torna tudo mais trágico ainda. Se gostou da coluna de hoje, se não gostou, se tem alguma sugestão ou quer compartilhar algo, deixe um comentário! Ou, se preferir continuar no assunto, leia, clicando aqui, nossa coluna que tem como título: Algumas das bibliotecas mais surreais do mundo. E aqui você lê a segunda parte dela. Por enquanto, eu me despeço, então boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Para qualquer amante da cultura pop que gosta de ler, Raphael Draccon é leitura obrigatória! Ele é brasileiro e hoje mora em Los Angeles, com sua esposa e parceira nos negócios, Carolina Munhoz (uma inspiração para qualquer mulher que almeja grandes conquistas), e “recentemente” se tornaram pais da Avalon Draccon, a princesa do reino que eles constroem juntos. Para saber mais sobre o autor e todos os seus trabalhos, acesse o site dele clicando AQUI.
Agora, primeiramente, gostaria de explicar a dificuldade que me acomete. Em seguida, podemos entrar de fato no assunto. Saiba que falar sobre Raphael Draccon é como tentar explicar a essência pura e natural dos grandes artistas da história. Tentar colocar em palavras como é ler um livro dele, para mim, ainda é uma missão impossível. Do tipo que talvez nem o Tom Cruise consiga encarrar. Mas eu decidi tentar. Não porque eu sou melhor – ou mais capaz – que o senhor Cruise. Existe esse ser? Mas se eu não tentasse, que tipo de sonhadora eu seria?
Em Fios de Prata você vai ser apresentado a Mikael Santiago. O mundialmente conhecido jogador de futebol brasileiro. Antes de mais nada, gostaria de pontuar um fato que me chamou a atenção. Mikael recebeu esse nome como uma derivação do nome de Miguel, o arcanjo. Seria essa uma referência ao nome do próprio Raphael? Que também tem o nome de um arcanjo. Fora que Raphael Draccon é pseudônimo de Rafael Albuquerque Pereira. Mas desviando o assunto de minhas teorias, quero focar na construção desses personagens, principalmente dos principais. A outra personagem, que faz par com Mikael, é Ariana Rochembach. Também uma atleta. Uma grande atleta de ginástica rítmica. Ariana é uma sulista de personalidade forte e radiante. Sua originalidade chama a atenção de Allejo (a alcunha de Santiago).
O casal inicia um relacionamento intenso, que explode a emoção dos fãs por todo o mundo em puro estase. Mas enquanto no mundo físico o casal é um foco da euforia coletiva e vive o tipo mais encantador de amor, com o qual todos sonham e buscam avidamente, mas poucos encontram. No mundo dos sonhos o casal está em uma mira nada desejável. Esses dois mundos irão colidir com o início de uma guerra entre seres poderosos, que reinam sobre uma fonte de puro poder espiritual, almas humanas.
Vocês já leram um livro onde os personagens parecem… originais e comuns ao mesmo tempo? Eu creio que essa é a minha parte favorita nos personagens de Fios de Prata. É estereótipo do empresário, o herói que fará tudo pela amada, a mocinha que quebra padrões e trata aquele cara desejado por todas de uma forma diferente com a qual ele costuma ser tratado. E “o não ter medo” que Raphael demostrou, ao criar uma história com personagens de características clássicas, foi um ponto extra. Personagens de personalidades já conhecidas, mas com a profundidade e/ou carisma que só Raphael consegue moldar, caracterizam as pessoas nas histórias dele. O livro de volume único é uma fantasia épica regada de emoções diversas e referências lindamente colocadas em uma dose embriagante, no sentido mais positivo da figura de linguagem.
É isso que você sente ao ler Fios de Prata, um pouco de tudo. Mas sempre com intensidade, constantes arrepios e descrições bem conduzidas. A narrativa vai te levando de forma acelerada por ser um volume único. Talvez você se sinta perdido no começo. Mas estar meio perdido em um livro novo é muito comum. Todo bom e frequente leitor sabe. Aqueles livros que explicam tudo logo no começo são, por vezes, chatos e cansativos. A vida não é explicadinha bonitinha com tudo fazendo sentido logo de cara. Por isso que bons livros te conduzem ao conhecimento daquele universo durante a história, o mais naturalmente possível, sem despejar toda a trama de uma vez. Então, paciência. Aproveite esse estilo de narrativa. Deixe-se ser apresentado a esse universo sem querer colocar a carroça na frente dos bois.
Draccon é o rei das referências e dos significados! Ele é uma pessoa que vê o mundo diverso e especial como ele realmente é. Nós não somos todos iguais, com vidas iguais, crenças iguais, qualidades iguais, perspectivas e opiniões iguais. Não, somos únicos, e cada pessoa nesses bilhões e bilhões que existem e já existiram pensam, sentem e vivem diferente. Isso é expresso em Fios de Prata. Nós somos uma diversidade de sete bilhões em um único todo. É uma mistura de pequeninas partes que são infinitamente grandiosas em um todo muito maior e significativo. Acontece que o Raphael Draccon é quem melhor expressa isso. De um jeito que eu nunca vi outra pessoa fazer.
Para quem tem consciência dessa realidade da vida, vai se encantar com todas as referências e todas as realidades diferentes que ele introduz na história. De música à religião, passando por todos os cantos da cultura pop, até folclores com os quais crescemos sem saber de fato a origem. A ideia da relação que existe entre o nosso mundo real e as pessoas, acontecimentos e citações em Fios de Prata é de explodir mentes.
Ele têm títulos para todos os nichos do nosso mundo de fantasia e aventura, heróis e magia, monstros e criaturas, então qualquer um pode se identificar com um de seus livros de um modo especial. Então não existe desculpa para não se aventurar em uma das criações do Draccon!
Apesar de não ter contraindicações quando o assunto é ele, eu acho que Fios de Prata é uma boa obra para conhecer o estilo único de sua narrativa. Mas se você quiser o melhor que ele entregou, escolha a saga Dragões de Éter. Caso queira morfar a emoção de faíscas e cores do universo tokusatsu para uma referência explosiva assim como foi o filme Círculo de Fogo, a trilogia O Legado Ranger é o ideal. Não são os únicos títulos do autor, mas são os que eu li até agora, portanto são os que eu posso indicar.
Uma coisa eu posso dizer. Se eu tivesse muita grana. Se a loto acumulada fosse minha. Eu iria me certificar de que um dos livros do Draccon virasse filme. E tenho dito, Hollywood iria a loucura! Cada livro um novo blockbuster (chuva de contratos, baby). Premiers (travando na beleza nos tapetes das estreias). “And the Oscar goes to” (Raphael, nesse momento, tá compartilhando esse sonho comigo, migo? Kkkk consegue visualizar?). Eu sei, eu sei. Quando bate o ânimo eu vou longe. Mas nada que não possa ser alcançado. Exceto a loto. Porque é uma conspiração dos reptilianos.
OBS.: se um dia pegarem um motorista de app em SP que começar a falar deles, abra a porta e pule do carro imediatamente. O senhor começa assuntos assim do nada! E essa nem foi a parte mais bizarra da experiência. Dica de amiga.
Siga no Instagram Raphael Draccon, Carolina Munhoz e Avalon Draccon. O casal sempre te deixa a parte nos projetos que estão envolvidos e mostram um pouco da sua rotina nos EUA. Eles têm um contato bem próximo com os fãs. A Carolina Munhoz também têm diversos títulos de fantasia que com certeza aparecerão em nossas colunas. Clique aqui e leia a entrevista que Draccon concedeu a mim aqui mesmo, no NSV – Mundo Geek. Já aqui o Luiz Gabriel fala sobre a última série deles lançada pela Netflix, Cidade Invisível. Vou ficando por aqui. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Os sebos existem há séculos. Por isso, passou por várias mudanças com o decorrer do tempo. Mas, mesmo assim, manteve uma essência que permeia por entre a história até hoje. E apesar de todos saberem que eles existem, apenas uma parcela dos consumidores são frequentadores e clientes.
Alguns historiadores dizem que os primeiros sebos surgiram na Europa em meados do século XVI. Ou pelo menos a ideia crua do sebo: vender livros usados. Mercadores vendiam a pesquisadores e estudiosos papiros e documentos. E esta prática de comércio foi evoluindo e se espalhando pelo mundo. Outros especialistas dizem que os sebos são bem mais recentes. Falam que eles surgiram da segmentação do mercado editorial e livreiro. O comércio foi se dividindo, se subdividindo e desvinculando-se uns dos outros. Foi então que surgiram livrarias especificamente para tratar de usados, definição essa vista de modo bem amplo.
Acontece que a história é confundida e modificada enquanto é passada pelas gerações. Então, como qualquer longa história, a história do comércio de uma das formas antigas de transmitir arte e conhecimento também varia.
Sebo? Um nome peculiar. Mas em qualquer lugar você pode encontrar explicações sobre o nome. Cada site, livro ou entusiasta te dará pelo menos duas possíveis histórias. E talvez elas sejam bem diferentes umas das outras. A primeira é uma história que fala de uma época anterior a energia elétrica. Os leitores se dispunham de velas feitas de gorduras. Aproximá-las das páginas ocasionavam em respingos dessa cera de banha. Os livros usados ficavam, portanto, sebosos. Outra história, a pior, em minha opinião, explica que antigamente os jovens eram ávidos pelo conhecimento e carregavam seus livros para todos os lugares… embaixo das axilas… o resto você pode imaginar. Existe uma simples que relaciona livros usados com livros que foram passados de mão em mão. Isso deixaria os livros gordurosos. Há mais uma que contarei daqui a pouco.
Atualmente existem até sebos virtuais. Muitos sebistas se consideram prejudicados pela internet. Não é segredo que a internet apresenta para o consumidor inúmeras opções. Basta a busca por um título para ver que os preços variam consideravelmente. Para outros, mesmo prejudicados, souberam se inserir nesse meio para usufruir das novas ferramentas. Mas sebos vão além de puro comércio. Lá os livros são as estrelas principais. Nas livrarias, que hoje oferecem celulares, cafés, comidas, material escolar, às vezes os livros chegam a ser coadjuvantes. Nos sebos o ambiente é cultural. Lá temos apresentações musicais e poesias sendo recitadas. Outros eventos são com autores que vão para sessões de autógrafos e conversar com seus leitores, entre outros.
Os sebos eram extremante populares no Brasil no século XIX e XX. Mas precisamos levar em conta que, antigamente, era normal adquirir livros usados. Não existia preconceito. Na verdade, pode imaginar que, possuir livros, independente do estado físico dele, era visto com grande admiração. Por vezes definia status social. Para os nobres, eram definidos como cultos, intelectuais. Para classes mais baixas, que geralmente não tinham dinheiro para adquiri-los e na maioria das vezes nem mesmo sabia ler, era sabedoria. Ainda que não em grande escala, os livros usados traziam a oportunidade de conseguir educação, transmitir educação e almejar coisas que, antes dos livros, estavam à portas fechadas (um tanto familiar, certo?). Portanto os livros usados, para todas as classes socais, eram bem vistos.
São muitas as qualidades dos sebos. Uma delas é permitir que títulos que já saíram de circulação das livrarias ou tiveram seus exemplares esgotados continuem disponíveis. Assim eles cumprem com uma necessidade inicialmente preenchida pelas bibliotecas. Aqui no Brasil sofremos com déficits no sistema de bibliotecas públicas. O que torna os sebos ainda mais importantes. É neles que podemos achar títulos que pararam de ser publicados, mas não deixaram de ser importantes.
Uma história dos sebos, uma bem aceita, é mais recente – há mais de 60 anos. Um livreiro colocou a palavra Sebo no nome de sua loja de livros usados, seguido pelo seu sobrenome. Os estrangeiros entravam e liam o nome na porta do estabelecimento. Eles concluíam que esse também era o nome do dono. Isso ajudou a popularizar o nome Sebo pelo nordeste, lugar em que ficava tal livraria. Mas o termo logo se espalhou pelo Brasil.
Em todos os seus anos como leitor, se nunca tiver entrado em um sebo, o aconselho a ir. Procure os mais próximos de você e convide um amigo. Como disse anteriormente, alguns vendem online, o que também é ótimo. Mas visitar sebos pode acabar se tornando um agradável hábito caso tente. Outra dica é visitar sebos de outras cidades. Pois não é como entrar em livrarias comuns, já que em todas elas você encontrará praticamente os mesmos títulos. Livrarias fazem do ambiente e não do livros o maior motivo da visita. Nos sebos você ficará imerso em títulos diversificados de edições antigas, exemplares que já saíram de circulação e ainda encontrará os que ainda estão no mercado por serem recentes.
Clicando aqui você encontra minha última coluna sobre O Que Faz Uma História Ser Boa. Aqui você poderá ler minha coluna sobre Um Diário do Ano da Peste. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Acho digno de nota informar que, para enfatizar a diversidade de leitores que existem, todas as pessoas entrevistadas fazem parte do mesmo clube de leitura que conta atualmente com seis membros. Eles reúnem-se semanalmente para terem esse momento incrível que é compartilhar ideias sobre uma mesma obra. O clube é de Minas Gerais e foi fundado pelo idealizador Raphael Chaves Ferreira. Confira alguns de seus perfis e tudo o que eles têm a dizer.
Para entender um pouco a dinâmica e história do grupo o casal de noivos, Ju e Raphael, falaram sobre como o grupo aconteceu:
Estávamos em 2014, e o Raphael, estava lendo Crime e Castigo do Dostoievski e queria muito discutir a obra comigo, mas como eu tinha interesse em ler. Ela me proibiu de falar do livro, porque ela também queria ler um dia. Disse: beleza! Vamos criar um Clube de Leitura, para lermos conjuntamente esses livros. Eu identificava que tinha um déficit de leitura de clássicos e queria compensar isso. Por isso, propus que lêssemos apenas autores clássicos no Clube. A Ju topou.
Comentamos com alguns amigos e demos início. Abrimos o convite no grupo de juventude espírita de que participávamos e, a princípio, bastante gente se animou. O grupo começou relativamente grande. A ideia era eleger um clássico por vez, organizar um cronograma de leitura com encontros semanais em uma padaria da cidade, onde comeríamos juntos e falaríamos dos capítulos programados.
Quando chegamos ao terceiro livro – Os Miseráveis (Victor Hugo) – fomos apenas três pessoas (Ju, Bruno e eu – todos os três ainda estamos no Clube). Na primeira reunião de um livro além dos capítulos também contextualizamos sobre o autor e sua obra e na última fazemos um balanço sobre nossa experiência com o livro. O clube ficou semidesativado, pois o Rapha mudou de cidade. Mesmo com ele morando fora, fizemos reuniões nas férias de janeiro. Voltei para a minha cidade natal no meio do ano passado e acabamos reativando o Clube e conseguimos formar um grupo mais coeso: seis pessoas.
Sou entusiasta dessas experiências de leituras compartilhadas. A leitura é um processo de construção de sentidos atravessado por intertextualidades e subjetividade. Em certo sentido, as pessoas nunca leem o mesmo livro, ainda que estejam lendo o mesmo livro. Acabamos por enriquecer a experiência de leitura uns dos outros, agregando sentidos, interpretações, dúvidas, perguntas, inquietações que a princípio não imaginávamos – e, o que também é importante, tomamos conhecimento com a dimensão afetiva da leitura para cada um dos participantes, aquilo que o livro provoca na pessoa e aquilo que ele passa a representar para ela. Recomendo sempre: reúnam pessoas e façam isso: compartilhem histórias!
O clube pra mim é uma experiência maravilhosa. Além de possibilitar o compartilhamento da leitura, ele me permite a leitura de livros que a princípio causam medo, por serem clássicos, alguns serem (muito) grandes, não serem o tipo de livro que procuraria logo de cara. Enfim, abriu muito meu leque e expandiu meu conhecimento de mundo e de culturas.
2014: Orgulho e Preconceito – Jane Austen, Crime e Castigo – Dostoievski, Os Miseráveis – Victor Hugo e As Aventuras de Róbson Crusoé – Daniel Defoe, finalizado em 2015.
2017: Travessuras da Menina Má – Mário Vargas Llosa.
2018: Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis.
2019: 1984 – Geroge Orwell, Grandes Esperanças – Charles Dickens, Guerra e Paz – Leon Tostói, Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa, Um Conto de Natal – Charles Dickens, para finalizar o ano.
Ocupação: Estudante de Engenharia Florestal.
O primeiro livro que leu: Um dos primeiros livros que eu li foi O pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), foi quando entrei no 5º ano.
O livro que trouxe a literatura de vez para a sua vida: Bom, no ensino fundamental II, dos livros que eu li e que eram “sensações do momento” foram: O Mistério da Casa Verde e o Alienista. Também tinham as recomendações dos professores da série vagalume, como: A Ilha Perdida, Um Rosto no Computador, O Escaravelho do Diabo.
Mania de leitor: Nossa adoro marcador de página tanto os confeccionados e improvisados em casa como o que eles dão nas livrarias.
Livros favoritos: O dia do Curinga, O pequeno Príncipe, O Menino do Dedo Verde, Violetas na Janela, Mundo de Sofia, Orgulho e Preconceito, Crime e Castigo, O Diário de Anne Frank.
Gêneros que gosta: Eu particularmente não tenho um gênero favorito. Porém gosto muito de Romances, Espíritas, Autoajuda, Clássicos da literatura Brasileira e Europeia.
Gêneros que não gosta: Não gosto de Animes e historias de terror.
Escritores prediletos: Jane Austen, Jostein Gaardner, Vitor Hugo, Charles Dickens, Antoine de Saint-Exupéry e Machado de Assis.
Ocupação: Servidor Público Federal (Assistente em Administração da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais). É Bacharel em Direito também pela UFLA, com aprovação no Exame de Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil, e é Pós-Graduado em Direito Administrativo pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI.
O primeiro livro que leu: Amor inteiro para meio-irmão (Cristina Agostinho).
O livro que trouxe a literatura de vez para a sua vida: Iracema (José de Alencar), justamente por trabalhar com maestria os elementos fundamentais da cultura brasileira, em um enredo romancista, algo que principiou a minha sensibilidade e gosto pela leitura.
Livros favoritos: Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto), O Cortiço (Aluísio Azevedo), Capitães da Areia (Jorge Amado).
Gêneros que gosta: Romance e Literatura de Cordel.
Escritores prediletos: Lima Barreto e José de Alencar.
Ocupação: Nutricionista home care (que faz atendimento à domicílio)
O primeiro livro que leu: Tem dois, mas não lembro os nomes. Um era a história de uma menina que descobre que vai se tornar irmã mais velha, mas não aceita, e começa a fingir que é bebê pra mostrar pros pais que ela é a criança da casa. E o outro, conta a história de uma comunidade de serzinhos que vivem em harmonia, pois todos fazem o seu trabalho na comunidade. Mas um dia um deles, que era preguiçoso, começa a mandar, e a vida na comunidade desanda.
O livro que trouxe a literatura de vez para a vida: Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling). Precisei de algumas tentativas pra leitura engrenar, mas depois que engrenou, não parou mais.
Mania de leitor: Tenho mania de organização com meus livros. Mantenho uma planilha com o nome de todos, organizado por ordem alfabética com o nome do autor, e se o autor tem mais de um livro, fica em ordem de publicação. Nessa planilha anoto se o livro foi lido (nunca consegui ler todos os livros que tenho, pois sempre compro mais e mais livros) e se o livro está emprestado e com quem.
Livros favoritos: Isso é muito difícil. Mas por muito tempo o livro que eu considerava o meu favorito é o Ella Enfeitiçada (Gail Carson Levine), também gosto muito de Orgulho e Preconceito (Jane Austen), Os Miseráveis (Victor Hugo), gosto de séries como Harry Potter (J. K. Rowling), Percy Jackson e os Olimpianos e os Heróis do Olimpo (Rick Riordan), Jogos Vorazes (Suzanne Collins), A Seleção (Kiera Cass), Perdida (Carina Rissi), inclusive da Carina Rissi acho o No Mundo da Luna, Procura-se um Marido e a Mentira Perfeita ótimos de ler.
Gêneros que gosta: Sou bem eclética na leitura. Leio romances, mistério, fantasia, distopia, biografia, clássicos, contos.
Gêneros que não gosta: Autoajuda (apesar de ler alguns), poesia e livros de terror.
Escritores prediletos: Jane Austen e Carina Rissi.
Ocupação: Servidor Público Federal de uma Universidade. Está cursando a segunda graduação, em Direito. A primeira formação de Raphael foi em História, área em que defendeu o seu mestrado pela Universidade Federal de São João del-Rei.
O primeiro livro que leu: Acho que o primeiro livro lido de que consigo me lembrar foi o Super Silva, do Ivan Jaf – uma história sobre um borracheiro do morro da Mangueira que, no trajeto para casa, acaba encontrando partes de fantasias de super heróis (capacete do Thor, uma malha do Super Homem, capa do Batman e botas – para ele apertadíssimas – do Homem Aranha) e, meio que guiado pelas contingências, acaba se tornando um Super Herói dos morros cariocas.
O livro que trouxe a literatura de vez para a vida: Sem dúvida nenhuma, foi O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien). A minha estante deve ter, hoje, algo em torno de uns 330 a 340 livros. O Senhor dos Anéis foi o primeiro de todos, adquirido em 2003 – quando já tinha saído o terceiro filme da trilogia do Peter Jackson.
Mania de leitor: Eu tenho mania de fazer marcações a lápis – às vezes apenas uma seta ou um “!”, para indicar algo que me pareça importante ou que tenha me surpreendido de alguma maneira. Também uso aqueles adesivos próprios para marcar página, para marcar passagens de que gostei especialmente.
Livros favoritos: “Os Miseráveis”, do Victor Hugo, é o livro mais importante da minha vida. Está muito acima de tudo o mais que li. Foi uma leitura que teve tremendo impacto sobre mim. Foi a terceira obra lida no nosso Clube de Leitura. Maravilhoso! Acho que dificilmente conseguirei ler algo que tenha, para mim, o significado que essa leitura teve. No prefácio do livro, Victor Hugo escreve:
Acho que ele está coberto de razão.
Abaixo de Os Miseráveis – mas bem abaixo – eu citaria também o Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez). A partir daí, ando com dificuldade de ordenar as melhores leituras. Cito algumas: Grandes Esperanças e Um Conto de Natal (Charles Dickens), Crime e Castigo (Dostoiévski), Os Três Mosqueteiros (Alexandre Dumas), Um Estudo em Vermelho (Conan Doyle).
Citaria ainda, talvez um pouco fora desse escopo da literatura, Cartas Persas (Montesquieu), O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (Marx) e o Povo Brasileiro (Darcy Ribeiro).
Gêneros que gosta/ Gêneros que não gosta: Eu acho que não sou muito fiel a gêneros. Nesse quesito, acho que leio um pouco de tudo. Apenas tenho me tornado um pouco canonista, ultimamente, priorizando os clássicos. Mas esses mesmos clássicos atravessam os mais diversos gêneros.
Escritores prediletos: Victor Hugo, Conan Doyle, Tolkien, Monteiro Lobato. Essa pergunta é um pouco difícil, pelo seguinte: minha tentação é indicar Gabriel García Márquez, mas não sei se teria o “direito” de indicá-lo como escritor predileto, tendo lido apenas dois livros dele até o momento. Isso acontece com relação a muitos outros que me ocorreram. Ah, não posso deixar de citar uma escritora que estou descobrindo agora: nossa Lygia Fagundes Telles. Li 5 livros dela esse ano. Tem mais 6 na minha estante à espera. Quero percorrer toda a obra dela.
Todos eles descrevem suas infâncias lembrando-se de histórias que as marcaram. Passagens por escolas com grandes ou pequenos incentivos, ao ato de ler, ficaram gravadas em suas memórias. Todo leitor reconhece sua caminhada no mundo da literatura. Mesmo aquele leitor que tenha pegado o gosto apenas mais tarde, em idade já avançada comparado aos outros, lembra-se dos contatos com a leitura desde tenra idade. Muitos começaram a jornada com histórias em quadrinhos e contos juvenis. Há os que começam cedo e tiveram, se não o exemplo, ao menos, o apoio da família. O que leva a criança a uma gratificação por ter o respeito e a vista de que faz algo importante.
Ju expressa sua vontade, a mesma que tem muitos leitores, de conhecer os lugares que visitou pelas histórias. De estar fisicamente onde já se esteve antes, com palavras que construíram lugares em sua mente. No dia 15 de novembro o Clube foi a Cordisburgo, cidade de João Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas; o livro que estavam lendo na época.
Os membros do grupo dividiram comigo opiniões semelhantes a respeito do valor que os livros têm em suas vidas. Ju comenta que “livros pra mim são fundamentais. Eles me permitem conhecer mundos, viver diferentes histórias, diferentes culturas”. Bruno disse uma frase que exprime o sentimento de muitos leitores com os quais já tive contato: “os livros sem sombra de duvida são os maiores tesouros que tenho na minha vida”.
Livros são formadores de caráter. Eles também trazem descanso e, ao mesmo tempo, reflexões. Mas eles concordam que tudo isso depende de algo muito importante: o pensar. Não ler por ler, mas a analise da leitura é o que acresce no intelectual e no emocional. Raphael cita Ruy Barbosa para explicar a ideia do “ir além”:
Cristian aponta que “a literatura pode ser um instrumento em certa medida ‘terapêutico’, especialmente em uma sociedade cada vez mais marcada pelo ritmo frenético das informações e dos acontecimentos, que por vezes assolam a mente humana. Percebo que o contato com inspiradoras reflexões de autores da literatura são, metaforicamente, oxigênio que alimenta o intelecto e proporciona prazer”.
Enfim, vamos encerando a coluna de hoje, uma mais longa que o normal. Mas espero que, para aqueles que tiveram a paciência para ler ela por inteira, tenham se inspirado e ganhado um novo fôlego para continuar com esse hábito maravilhoso que é a leitura.
AQUI você pode conferir a coluna: 10 Motivos Para Fazer Parte de Um Clube do Livro. Já AQUI mostramos Passo a Passo Para Ajudar Você a Fundar Um Clube do Livro. E AQUI você poderá ler nossa última coluna de 2019; nela apresentamos As Bibliotecas Mais Surreais do Mundo – parte II (encontre AQUI a primeira parte dessa série de colunas). Além disso, este ano, no Instagram, vamos falar muito sobre Harry Potter em uma missão intitulada de M.A.B. (Missão Armada dos Bruxos); se gosta dos filmes e/ou dos livros acompanhe seguindo o @lanterna_de_tinta. É isso galera. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Embarque nessa empreitada tendo certeza. Ter um clube não é tão fácil como parece, ele toma seu tempo, muda seu ritmo de leitura e começa a pesar se, por desorganização causada por ter fundado algo sem uma decisão firme, não conseguir ler os livros a tempo para as reuniões. Mas tudo isso é adaptável também. Veja bem, vocês não precisam dar um prazo super curto para ler um livro todo. Pode-se, por exemplo, fazer mais de uma reunião para um livro, para que vocês não fiquem mais de um mês sem se encontrarem. A disposição muda tudo. Você precisa dar valor ao clube, à leitura, o objetivo é conversar com pessoas que leram o mesmo que você; é dividir ideias, sentimentos, compartilhar toda a experiência que se teve enquanto lia sozinho.
Escolha bem. Essa é uma parte importante! Isso fará toda a diferença quando chegar no dia da reunião. Se alguém não der o valor que os outros dão ao clube, conflitos surgirão inevitavelmente. Então se certifique disto quando for falar com quem você vai convidar. Ter um clube é ter um compromisso. Escolha alguém que goste tanto que, antes de te perguntar qualquer coisa sobre como isso vai funcionar, diga que quer participar!
Acho que isso se enquadra em todos os pontos da vida. Dedicação. É isso que faz a diferença entre um que dá certo e um que, depois de um tempo, é desfeito. Então se organize, o valorize, mas, é claro, não se prenda a ponto de tornar um sofrimento para você se não der certo. Não pode ir à reunião? Por que não participa pelo Skype? Não vai dar conta de ler? Pede mais uma semana aos membros. É lotado de compromissos? Bom, se não achar um espacinho para o clube, para dar atenção a ele, saia.
E apesar das responsabilidades consequentes, divertir-se é para, de fato, o que se deve dar o maior valor. Quer ter boas conversas e tardes alegres? Quer fazer mais coisas na vida? Quer estreitar laços? E que tal se descobrir como leitor ao gostar de um livro ou autor que nunca chegaria perto da sua lista? Quer ter alguém que concorde com você quando falar: o livro é melhor? Então funde um clube do livro e aproveite ao máximo todas as vantagens.
Acho que essa frase resume tudo que eu gostaria de falar agora. Respeitar as regras estipuladas e os prazos é respeitar os amigos que, mesmo com a correria da vida, se dedicam para acompanhar as reuniões. Não faça com que eles tenham que fazer uma intervenção só porque você está dificultando o andamento do clube. Basicamente, não seja “O” babaca. Estar em um grupo é entender o lado do outro e achar uma solução juntos, veja isso no próximo passo.
Já leu a definição de “clube” ou “grupo”? Pois então:
CLUBE – Subst. Masc.: associação* de pessoas que têm por objetivo a consecução de determinado propósito ou fim comum.
*ASSOCIAÇÃO – Subst. Fem.: combinação, junção, união. Aproximação, conexão, relação. Colaboração, participação.
GRUPO – Subst. Masc.: conjunto de pessoas ou coisas dispostas proximamente e formando um todo.
Ou seja, nenhuma decisão que afete o grupo deve ser tomada sozinha. Todos devem ter direito a uma opinião e, inclusive, criem o hábito de debater para chegar a um consenso. Quando for uma decisão importante, garanta que o resultado da votação seja unanime, ou, de preferência, não faça.
A primeira reunião é para, se for possível, definir todos os detalhes. Os livros que serão lidos, a ordem, o tempo dado para cada um, os horários disponíveis (os que não possuem aqueles compromissos que se repetem – aulas, cursos, compromissos fixos) a todos do grupo para auxiliar no momento de marcar a reunião, se vai ter comida durante as reuniões e como isso será divido, os locais onde podem se encontrar, e várias outras coisas que acharem necessário regrar antecipadamente.
Apesar de tudo o que eu disse, façam o clube ter a cara de vocês, se forem mais sistemáticos, anotem essas regras; se preferirem deixar o clube algo mais informal, podem, simplesmente, combinar tudo rapidamente e iniciar o clube mais como amigos em uma conversa, sem rotinas e tradições e imposições. Ou seja, são vocês quem definem o que vai ou não ter no clube. Vocês, integrantes, precisam sentir prazer em fazer parte do clube, por isso forme um que represente a identidade de vocês como grupo. Perguntem-se o que têm em comum? Todos acham uma organização necessária? O que estão dispostos a fazer? Ler livros que não gostam? Ou eles não podem entrar na lista? Até onde vão com esse clube? Querem que ele cresça e se torne mais? Se a resposta para esta última pergunta for sim, pode ser que este bônus ajude:
Aqui vão algumas ideias que podem ajudar o seu clube a sair do comum, alcançar mais pessoas, tornar-se mais organizado. Essa parte é para pessoas que sonham alto, ou são metódicas, que não se contentam com a simplicidade quando se trata de algo que te preenche de bons sentimentos, e almejam mais. O que você pode fazer para deixar seu clube diferente?
Essas são apenas alguns poucos exemplos do que se pode fazer além das reuniões rotineiras, mas saiba, o limite é a imaginação.
A primeira coisa que fizemos para fundar um clube do livro foi um grupo no WhatsApp. Decidimos por um nome, um especial, que transbordasse significado. Tropa dos Lanternas de Tinta, esse nome recebeu o voto de todas.
Lanternas antigas fazem parte da literatura. Aquela que ilumina um bosque dentro de um guarda-roupa, ou as que estão nas ruas pelas quais se anda com passo de fantasma na Roma da Renascença, escondendo-se por entre a multidão, lanternas que ajudam a enxergar no escuro quando se usa um mapa especial para vagar pelo castelo à noite, ou lanternas que carregam uma pequena porcentagem do poder vindo do centro do universo. Lanternas iluminam, protegem, dão força e materialidade à imaginação. A tinta é a responsável por transbordar da mente para o papel, a tinta é obra-prima para criação, ela é o combustível que a nossa lanterna precisa. Uma Lanterna de Tinta tem a responsabilidade de zelar por todo o universo literário.
O passo seguinte foi criar uma lista de livros, e assim, cada uma escolheu os livros que gostaria de ler. No passo seguinte eu dividi os livros em cinco grupos: Amarelo, Azul, Roxo, Rosa e Verde (a ordem foi definida por sorteio). Cada uma foi a responsável por um grupo escolhendo sua cor. O grupo amarelo era feito quase todo por trilogias. O azul e o roxo ficaram com os livros clássicos, e de aventura e fantasia sem continuação. O grupo rosa era, em sua maioria, composto por romances e dramas. Por fim, o verde era composto apenas por sagas. Isso para que não tivéssemos o mesmo tipo de leitura por muito tempo, e, no caso, a mistura funcionou muito bem.
Como as leituras devem ser feitas, de preferência, mensalmente, as continuações dos livros só seriam lidas quatro meses depois da anterior, e assim por diante. Uma tortura para mentes curiosas.
E então chegou o dia da nossa primeira reunião, onde juntas decidimos cada detalhe que daria personalidade para o nosso clube.
Confira alguns deles: temos o(a) responsável do mês (ditada pelas cores), que chamamos de Catedrático(a), responsável por: iniciar a reunião, preparar perguntas antecipadamente, conduzir assuntos, e certificar-se de que todos possam se expressar. Tem também a ocupação de Vice, o responsável do próximo mês, ajudará o Catedrático(a) com a “ata rascunho”, feita durante a reunião, porém somente o Catedrático(a) deve preencher a ata oficial depois do término da reunião. A última função é de Leitor(a) aquele que fará a leitura do primeiro capítulo do livro do mês seguinte no fim da reunião, a responsabilidade caberá ao último Catedrático(a) (do mês anterior).
Queridas companheiras de aventuras
Em um discurso, em um livro, em séries e séries de colunas eu não poderia conseguir explicar de maneira adequada e que me fosse satisfatória o quanto aquele “sim” há um ano significou. Se as coisas acontecem por algum motivo, o clube do livro aconteceu para me salvar. Nem tudo é como idealizamos, inclusive o nosso clube, que veio a se tornar muito mais na minha vida. Graças a vocês.
As minhas conquistas desses doze meses são indiretas e inegavelmente ligadas ao clube. O clube representa ter vocês mais perto, ter responsabilidades e objetivos; ele tem funcionalidade vital e, por consequência, transformadora, que amadurece a mente para a positividade e clareia o caminho da força de vontade e do valor interior. Uma Lanterna de Tinta é capaz de criar qualquer coisa com essa força de vontade e imaginação, por isso fica aqui, caras amigas, minha mensagem para vocês de que nada é impossível àqueles que colocam a coragem acima do medo e o sonho acima dos problemas. A vocês minha eterna gratidão.
Enceramos nossa coluna, dessa vez um pouco mais longa que o habitual. Para saber os motivos para fundar um clube do livro, clique AQUI. Ademais, veja nossa última coluna, onde falamos sobre escritores e suas obras perfeitas para o dia das bruxas AQUI. Acompanhe os posts sobre literatura no Instagram: @lanterna_de_tinta. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>AVISOS E RECOMENDAÇÕES: Não nos responsabilizamos por problemas em sua compra, com o seu exemplar, no valor, se ele foi do seu agrado ou não, ou outros infortúnios. Antes de comprar quaisquer dos exemplares aqui citados, faça sua própria pesquisa, leia as descrições e os comentários a respeito do produto.
Começamos grandiosamente bem. As obras de William Shakespeare são conhecidas e aclamadas mundialmente por leitores, escritores, diretores, atores, e a lista continua, englobando vários grupos de profissionais e apreciadores de arte. O escritor, certamente por suas obras especialmente talentosas, está eternizado na literatura por todos os séculos que durar a humanidade.
Escritor: O dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare, foi o autor de histórias como “Hamlet”, “Othelo”, “Macbeth” e “Romeu e Julieta”. Ele nasceu em Stratford-upon-Avon, no condado de Warwick, Inglaterra. Suas peças, personagens e linguagem permeiam o modo de pensar o mundo e, sobretudo, de compreender o próprio indivíduo, impactando pensadores desde o século XVII.
Editora: Nova Aguilar
Aos 400 anos da morte do autor, a editora Nova Aguilar traz para o mercado editorial William Shakespeare – Teatro Completo. Foi distribuída em 3 volumes, porque a obra reúne 38 peças traduzidas por Barbara Heliodora, que é uma das maiores especialistas no autor.
O primeiro volume: Tragédias e Comédias sombrias
O segundo: Comédias e Romances
O terceiro: Tragédias históricas
A tradutora, que é reconhecida e respeitada internacionalmente, teve parte na inclusão da inédita peça Eduardo III enriquece enormemente esta edição. Esta é a última tradução feita por Barbara Heliodora, devido ao seu falecimento logo em seguida. As páginas são impressas em papel bíblia, além disso os três volumes estão embalados em uma caixa requintada e exclusiva.
Capa: Dura
Idioma: Português
Você pode achar este livro: AQUI
Última checagem de valor: entre 215 reais e 400
Toda essa obra é imperdível para os fãs do grande sonhador que foi J.R.R. Tolkien. Mas diferente dos outros livros, que são obras dos próprios escritores, esse conjunto fala sobre tudo relacionado ao tempo que Tolkien passou na Terra e o tempo que passou em sua preciosa Terra-média.
Escritor: os estudiosos Wayne G. Hammond e Christina Scull, são conhecidos por suas pesquisas e escritos sobre os trabalhos de J. R. R. Tolkien. Casados desde 1994, apesar de que eles já publicavam vários livros em parceria antes mesmo disso. Como resultado, foram agraciados com o prêmio Mythopoeic Scholarship Award in Inklings Studies. Os dois dedicaram suas vidas à literatura, arte e história medieval.
Editora: Harper Collins
O box é um conjunto de três volumes com o conteúdo biográfico mais abrangente que já foi escrito pelos dois dos principais especialistas em J.R.R. Tolkien. Portanto compõe o manual definitivo de um dos autores mais populares do século XX, do seu nascimento até sua morte.
O primeiro volume: uma cronologia da vida e das obras de Tolkien. Milhares de detalhes foram extraídos de cartas, documentos contemporâneos em bibliotecas e arquivos e uma grande variedade de outras fontes publicadas e não publicadas. Reunidos, eles formam um retrato de Tolkien em todos os seus aspectos: o ilustre estudioso do inglês antigo, o professor e administrador capaz, o dedicado marido e pai, o brilhante criador da Terra-média.
O segundo e o terceiro volumes: e, por fim, o Reader’s Guide é uma introdução indispensável à vida, aos escritos e à arte de Tolkien. Inclui histórias e discussões de seus trabalhos; análises dos componentes de sua vasta mitologia “Silmarillion”; breves biografias de pessoas importantes em sua vida; relatos de lugares que ele conhecia; ensaios sobre temas como os interesses e atitudes de Tolkien em relação às questões contemporâneas, ideias encontradas em seus trabalhos, adaptações e linguagens inventadas.
Capa: Dura
Idioma: Inglês
Você pode achar este livro: AQUI
Última checagem de valor: 851,90
Como todas as outras obras, essa é conhecida mundialmente, porém, talvez, poucos sabem que o perigoso e talentoso espião foi primeiramente apresentado em séries de livros sobre suas sempre aventureiras missões.
Escritor: o militar e escritor Ian Fleming, nasceu e morreu no Reino Unido, onde serviu na Marinha Britânica de Sua Majestade, designado para o Serviço Secreto de Inteligência, tanto no MI5 quanto, posteriormente, no MI6.
Editora: Vintage Classic
Para celebrar o aniversário do primeiro livro do espião com mais classe e charme da história, Bond, James Bond, a editora Vintage Classics e a Bentley, montadora de carros de luxo inglesa, se uniram e criaram uma edição extremamente exclusiva dos 60 anos que “Casino Royale” completou. A associação se deu porque o primeiro carro do agente secreto foi um modelo da montadora. Mesmo que o um Bentley não acompanhe o livro, junto com a caixa, escondida em um compartimento secreto, você encontra um jogo de cartas feitas sob medida para a ocasião.
O livro, feito exclusivamente para colecionadores, ganhou ilustrações do artista Damian Gascoigne e vem em um case de couro e foi costurada à mão. Portanto apenas 500 cópias foram publicadas. Elas são vendidas através da Random House.
Capa: Dura
Idioma: Inglês
Sem link para a compra
Última checagem de valor: 1200 dólares
Escritores: Estão presentes na antologia os patronos da Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães e Fagundes Varela. Entre os fundadores, além de Machado de Assis e de Júlia Lopes de Almeida, comparecem Coelho Neto, Aluísio Azevedo, Afonso Celso, Inglês de Souza e Medeiros e Albuquerque. E, por fim, completando a lista, três autores eleitos ainda nos primeiros anos de existência da Academia, Afonso Arinos, João do Rio e Humberto de Campos. Uma pequena amostra da Academia (Sobrenatural) Brasileira de Letras.
Editora: DarkSide Books
No ano de 1897, quarenta intelectuais se reuniram para fundar a Academia Brasileira de Letras. Assim, cada um daqueles fundadores escolhe um patrono para nomear a cadeira que vai ocupar, e eles passam a chamar a si mesmos de imortais. A antologia Medo Imortal vem com obras brasileiras escritas por intelectuais liderados por nosso maior escritor, Machado de Assis. Como resultado, estão reunidos nas páginas de Medo Imortal, além de poesias, 32 exemplares em prosa. Da mesma forma que o livro apresenta contos que evocam o sobrenatural e monstros, também descrevem atos de psicopatas, e dão o testemunho de todo tipo imaginável de atrocidades concebidas pela mente humana.
Organizado pelo jornalista Romeu Martins, com ilustrações de Lula Palomanes, são ao todo treze autores, escolhidos entre os patronos, os fundadores e os primeiros eleitos para ocupar os salões da Academia Brasileira de Letras.
Capa: Dura
Idioma: Português
Você pode achar este livro: AQUI
Última checagem de valor: 59,90
Terminamos nossa lista dando espaço ao escritor francês Júlio Verne. Dando asas, pernas e espírito aventureiro à imaginação, Verne nos leva para as mais loucas viagens. Somos transportados para lugares fantásticos, descobertas inéditas e realizações que mudam o conceito de impossível.
Escritor: Júlio Verne nasceu em Nantes, na França, em 8 de fevereiro de 1828. Para a sorte de seus milhões de leitores, depois de fugir de casa aos 11 anos e trabalhar como grumete e marinheiro, jurou não voltar a viajar senão através de sua imaginação. Promessa que manteve em mais de oitenta livros.
Editora: Lisboa
Com a tradução de Manuel Pinheiro Chagas, a coleção raríssima contém 4 volumes e têm ao todo 1318 páginas. O livro, apesar de usado, está sendo vendido em muito bom estado, considerando-se que ele possui mais de 130 anos. Reúne, em seu conteúdo, os quarenta anos de trabalho de Júlio Verne. As obras conhecidas, por terem sido escritas nesse período do escritor, ficaram conhecidas como Viagens Extraordinárias. Verne, que foi influenciado pelas conquistas científicas e técnicas da época, decidiu criar uma literatura adaptada. Ele verteu todos estes conhecimentos em relatos épicos, enaltecendo o gênio e a fortaleza do homem em sua luta por desvendar a natureza.
Capa: Dura
Idioma: Português
Você pode achar este livro: AQUI
Ultima checagem de valor: 2598,00
E assim encerramos as colunas sobre obras lindas e colecionáveis. Para ler a primeira coluna da série, que apresenta edições especiais dos Irmãos Grimm, Alexandre Duma, Lewis Carroll, Bram Stoker e J.K. Rowling, basta clicar AQUI, além disso, se gosta de aventura, leia nossas duas colunas sobre a trilogia Fronteiras do Universo clicando AQUI para A Bússola de Ouro e AQUI para A Faca Sutil. Nós somos um clube do livro que se reúne mensalmente e posta novas colunas todos os sábados, para nos acompanhar mais de perto é só nos seguir no Instagram: @tropa_dos_lanternas_de_tinta. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>Quando lemos o livro 1, algo aponta em nossa mente, algo leve, um parasita despercebido entra nela bem silencioso, um parasita conhecido como Philip Pullman. Inicialmente você o ignora. Pois o livro é bom. Lyra é uma personagem de fibra, e isso se prova quando ela deixa tudo, seu lar e tudo que conhece para salvar seu amigo Roger das mãos dos Papões e do Magisterium. Sendo que um é o outro e vice-versa. O menino é capturado pela mãe de Lyra, a senhora Coulter, a loba em pele de carneiro que, depois de se envolver com Lorde Asriel, deu a luz à menina. Que, em seguida, foi posta aos cuidados de braços alheios.
E é assim que o manipulador começa a mostrar suas garras. Lyra é uma verdadeira heroína, os encantos da mãe, a astúcia do pai. Portanto nós acreditamos na bondade do seu coração e que, com a força que carrega, poderá vencer tanto sua mãe, quanto seu pai. Mas, no decorrer da história, nuances começam a deixar dúvidas nascerem. O que de fato quer Lorde Asriel? Quem é Lyra para as feiticeiras? Por que sua mãe está capturando crianças para a Igreja? Por que o autor nomeou os deamons (que representam a alma humana, mas fora do corpo, e se materializa em forma animal) com uma palavra que remete à palavra demônio? Porque a Igreja teme o Pó? Qual é a relação do medo do Pó com a captura das crianças?
Mas, no livro 1, poucas dessas perguntas são respondidas. Lorde Asriel quer lutar contra a Autoridade. Assim conhecida no mundo de Lyra, mas em outros lugares é chamado de Deus. Para isso, captura das mãos da senhora Coulter o menino Roger. Necessário para gerar força o suficiente para abrir uma fenda para outros mundos. Ou seja, Roger morre por causa dos caprichos do asqueroso Asriel, que por fora pode ser Lorde, mas por dentro carrega podridão e enxofre de algo que vai além do desumano. A Igreja está, com uma máquina, literalmente cortando a ligação entre a pessoa e seu deamon, deixando-os em um estado entre vida e morte, criando, como resultado, mortos-vivos livres da influência do Pó, causador do Pecado Original.
No livro 2, já instalado, o parasita começa a ficar mais desinibido, e aparece mais vezes, por outro lado ainda tem medo de ser descoberto. Pullman nos apresenta às novas criaturas: os espectros, os anjos e humanos em estado de inércia.
A Autoridade começa a ser retratada como algo que deve ser combatido. Os anjos que aparecem são anjos caídos, ou seja, foram expulsos do Céu depois de guerrearem com seu Criador. E Pullman, mesmo assim, estranhamente começa a nos querer puxar para o lado deles. Justificando sorrateiramente que os atos de Asriel contra a vida foram necessários, e que os prejudicados já tinham cumprido seu papel. Ou seja, suas vidas já não valem, ou pior, foram manipulados pelos anjos apenas para servirem aos seus caprichos e poderem entrar em guerra novamente.
Vingança. Morte. Guerra. Tudo isso começa a ser apresentado como algo bom, algo que certamente precisa acontecer. E Lyra e, o novo personagem que divide os holofotes com ela, Will, estão, de alguma forma, no centro de tudo isso. Eles são essenciais para o que quer que Pullman reservou para o futuro das raças e dos mundos.
Will Parry também é um personagem heroico, do tipo mini príncipe encantado. É difícil não admirá-lo, sendo que o drama de sua vida é quase shakespeariano e suas decisões podem firmar isso cada vez mais. Mas ainda não sabemos se realmente temos um herói dono do seu próprio destino ou se, como os outros, é apenas mais um que só nasceu para servir aos propósitos dos anjos caídos. Ao que tudo indica, Will e Lyra decidirão o desfecho da guerra que se aproxima. Segundo o que Philip nos dá entender, são eles que livrarão o mundo das cruéis e malvadas garras da Autoridade.
Cuidado. Philip Pullman é um dos revoltados. Um filho que não teve colo. Militante e extremista, ele descarrega todo o ódio em sua obra, Fronteira do Universo. Um autor, quando escreve sua obra, coloca um pouco de si nela. Não quero dizer que livros sobre atrocidades originem-se de escritores psicopatas, mas que as intensões da obra, seja entreter ou metaforizar, estarão visíveis em intensidades diferentes de acordo com o sentimento do escritor. E têm muito ódio no coração de Pullman.
Ele fez direitinho, como um estrategista, frio e calculista, aprontando sua armadilha. Vai colocando no coração da vítima uma semente recheada com seus piores sentimentos e revoltas. E deixando, com sua narrativa incrivelmente parcial, a plantinha afundar suas raízes. Os que começam a duvidar de sua intensões desde o início, desenvolvem uma proteção contra suas influências. Mas não sei o que será do pobre coitado que aceitar as justificativas do autor para os atos de seus personagens contra a vida, relembrando: vingança, morte e guerra.
Raiva cega, sem maturidade ou coerência ou tolerância é o que movem as intensões desse mero homem. Que busca, desesperadamente, se fazer acreditar. A obsessão da vida de Pullman ao atacar constantemente àqueles a quem vê como inimigo é, acima de tudo, preocupante. Mas onde houver clareza, amor, respeito e perseverança, ali Philip Pullman não terá poder. É isso que ele quer, a destruição ao que odeia. Assim, pelo fato de como Asriel buscou o poder a altos custos, vemos nesse personagem a vontade obsessiva que existe em Pullman.
O autor colocou toda a vontade de ter a chance de aniquilar seu maior carrasco acima de qualquer coisa. E parece que está querendo realizar esse desejo através da literatura. Dando essa chance a um personagem fictício.
Para mim, livros e histórias, deveriam carregar bons sentimentos, levar as pessoas a se tornarem cada vez melhor. Não é apenas entretenimento, as histórias têm poder. Se você as vê apenas como algo para matar o tempo, a obra pode até ser ideal para você. Mas se para você livros são instrumentos de alimento para a alma, se você os recebe em seu coração de forma especial, e busca a pureza na fantasia de trazer os bons sentimentos e sonhos inacreditavelmente maravilhosos, risque-o imediatamente da sua lista.
Mas se ficou curioso com o desfecho da história, é só esperar. Nós traremos, em breve, uma coluna sobre o terceiro e último livro: Fronteira do Universo, A Luneta Âmbar. Veja nossa crítica sobre o livro I clicando AQUI e, se gosta de literatura fantástica, leia nossa última coluna acessando AQUI.
Enceramos essa coluna, e convidamos você a deixar um comentário caso tenha ficado com alguma dúvida ou queira compartilhar algum pensamento. Além disso segue a gente no Instagram: @tropa_dos_lanternas_de_tinta. Boa semana, boa leitura e até a próxima.
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]]>The post Direto dos EUA! Raphael Draccon, autor da trilogia Dragões de Eter, falou com a gente! first appeared on Animes Online BR.
]]>“Raphael Draccon é romancista best-seller e roteirista premiado pela American Screenwriter Association. Foi considerado pela Revista ‘Isto É’ como um dos dez escritores mais influentes do mercado brasileiro. Com sua principal trilogia de fantasia ‘Dragões de Éter’ chegou ao primeiro lugar no Brasil, quarto lugar no México e também foi publicado em Portugal. Com a marca de 500 mil exemplares vendidos, teve seu trabalho citado por Walcyr Carrasco na novela Amor à Vida e seu nome por Paulo Coelho em Frankfurt como um dos autores que move o mercado nacional.
Também foi script doctor para a O2 Filmes no projeto de Fernando Meirelles com a Universal Pictures e Focus Features. Em 2015 entrou para o time de roteiristas da Rede Globo de Televisão, participando de Supermax e projetos da Globo Filmes. Em 2019 estreou como roteirista e produtor executivo na Netflix. Atualmente vive em Los Angeles após receber um Einstein Visa do governo americano como ‘Aliens of Extraordinary Abilities’, onde trabalha para cinema e TV.”
Quando eu comecei não havia o mercado de literatura fantástica nacional estabelecido nas grandes editoras. A fantasia nacional estava mais concentrada em nichos, antologias e editoras menores dispostas a arriscar no gênero. Desde então houve uma abertura de mercado, e o público passou a abraçar esses autores, mudando inclusive a dinâmica de eventos literários como feiras e Bienais, não apenas no gênero fantástico, mas também no de jovem adulto.
Pra consolidar o mercado que temos hoje foi preciso muita luta. Foi preciso enfrentar o preconceito dos editores, que não achavam comercialmente viável, foi preciso enfrentar a desconfiança do público, que estava acostumado a ler apenas os autores estrangeiros no gênero, e apenas o ato de ser escritor em si já é uma decisão que exige muita certeza, pois não há receita, nem garantias. Então poder viver disso e ainda inspirar jovens escritores é um sonho realizado.
Pronto o cinema nacional está, mas a dificuldade está no orçamento. Existem poucos diretores ainda que sabem lidar com isso, não por falta de talento, apenas experiência, já que há a falta de prática pelo histórico da nossa cinematografia se concentrar mais em outros temas mais viáveis em termos de produção, como as comédias. Filmes de fantasia e aventura exigem muitos efeitos, tanto no set quanto na pós-produção, e o público brasileiro, por estar acostumado com as séries americanas, exige que os dos produtos nacionais estejam no mesmo nível. Esse é o maior desafio.
Dragões de Éter é a série me trouxe até aqui, e a que os leitores mais gostariam de ver. Já me fizeram diversas propostas no Brasil por adaptações, de jogos de celular à série animada. Mas mesmo as que eu dei uma chance não conseguiram entregar pelo motivo citado anteriormente: orçamento. Isso é tão verdade, que hoje em dia nós vemos diversos projetos criativos utilizando o financiamento coletivo para saírem do papel e não dependerem de editais e patrocínio de empresas.
A fantasia pode ser puro entretenimento de acordo com o leitor/espectador. Mas na verdade ela funciona não apenas como escape, mas como metáfora dos maiores dilemas da vida. É isso que conecta esse gênero com uma audiência tão grande e de qualquer idade. Não é sobre o cavaleiro enfrentando o dragão, é sobre a honra do cavaleiro, a coragem do desafio altruísta, a saudade dos que ele deixa pra trás na jornada…
Stephen King é meu autor favorito, Caverna do Dragão é meu desenho favorito, e Final Fantasy VI e Chrono Trigger são meus jogos favoritos. Todos eles mudaram a minha vida, e eu não seria a mesma pessoa sem a existência deles.
Quase todos eles envolvem jornadas espirituais, personagens solitários buscando formas de atingir o enlevo. Meus livros são sobre personagens buscando sonhos impossíveis, já que foi nisso que foquei a minha vida.
Eu comecei fazendo cinema, na verdade. Meus primeiros trabalhos foram no audiovisual. Eu escrevia de comerciais de shampoo até videoclipe da Claudia Leitte! Então eu sempre caminhei paralelo nas duas vertentes, mas em uma delas eu consegui um espaço maior inicialmente. E agora que a outra porta se abriu, tenho agarrado a chance com bastante carinho.
Para ela sim foi uma transição, já que Carol (Carolina Munhoz) vem do jornalismo. Mas ela se descobriu fascinada, e a nossa dinâmica é bem tranquila. Nós pensamos parecido, e assumimos tarefas diferentes no processo de escrita. Ela é ótima em arrumar soluções para conflitos de personagens, e ninguém deixa uma sala de executivos mais impressionada em uma apresentação do que ela, seja em português ou em inglês.
É incrível! O mais bacana é que foi mais uma porta aberta para o gênero, dessa vez na Netflix, o que se torna mais um sonho realizado na jornada. Eu e Carolina temos recebido bastante feedback positivo do pessoal brasileiro, e até mesmo dos americanos, o que nos deixa felizes demais. Nós teremos uma segunda temporada já em novembro desse ano, o que é bem raro, e esperamos demais que o pessoal curta igualmente.
Acho que um único ponto que consigo pensar seria no fato de que existem pessoas que se dedicam a inventar muita coisa, distorcem o que se fala, fazem tudo em prol de atenção e polêmica. Mas isso ainda é muito pequeno perto do carinho que a gente recebe, e das portas que se abrem para conhecer pessoas interessantes no meio.
Nunca. Quando meu pai faleceu, porém, eu achei que teria de interromper meu sonho de vez e voltar a focar em empregos em outras áreas, como já fazia quando dava aulas de artes marciais. Eu e minha mãe vendemos a casa, fomos morar em um local bem menor, mas organizamos o dinheiro contado pra ver quanto tempo ainda teríamos de sobrevida. Era o tempo que eu tinha pra fazer dar certo.
A jornada é a grande diferença entre viver e apenas sobreviver. A pior dúvida é de se chegar no final da vida e se perguntar: “o que teria acontecido se eu tivesse tentado?”. Tentar e falhar é menos angustiante do que jamais saber a resposta, pois ao menos na busca você terá se tornado a sua melhor versão de si mesmo.
Numb – Linkin Park
Breaking Bad
Cavaleiros do Zodíaco
Operação Dragão
O Rei do Inverno
Continuar vivendo de inventar histórias, conhecendo as pessoas que eu sempre admirei de longe, e continuar a inspirar futuros contadores de histórias, independente da mídia.
Encerramos nossa entrevista com um carinhoso agradecimento ao Raphael Draccon, que dispôs de seu tempo para responder nossas perguntas. Sempre muito atencioso pessoalmente e nas redes sociais. Raphael vem, cada vez mais, conquistando espaço em todas as mídias quando o assunto é criatividade e talento. Seus livros estão na nossa lista de leitura que vocês conhecerão mais para frente em uma coluna sobre a Tropa dos Lanternas de Tinta (nos siga no Instagram @tropa_dos_lanternas_de_tinta, e siga o Raphael Draccon clicando AQUI).
“… Um som semidivino capaz de fazer o homem acreditar que, vez ou outra, na história da humanidade, algumas falhas podem, sim, ser analisadas e compreendidas. E enquanto houver esperança, até mesmo corrigidas.” – Raphael Draccon (Dragões de Éter).
Nós, por enquanto, vamos ficando por aqui. Quer mais posts assim? Admira alguém que gostaria que entrevistássemos? Então deixe um comentário. Boa semana, boa leitura, e até a próxima.
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]]>“Diga-me o que lê e te direi quem tu és”
Sua estante ficará com uma diversidade incrivelmente maior de livros. Terá nela livros que você não leria caso a participação no clube não exigisse naquele mês. Muita das vezes, de acordo com o que pudemos observar até agora, é que você acaba se apaixonando por histórias que passariam longe da sua lista pessoal, o que vai fazer você vivenciar experiências incríveis relacionadas à leitura.
“Você deve compreender que nem tudo vai ser só diversão”. – Rei Leão 2
Mesmo que esse autor faça parte daquele gênero que você ama, talvez nunca tivesse tido contato com ele, que simplesmente vai se tornar o seu favorito. Também faz você conhecer autores que a partir daquele primeiro livro, você nunca mais vai querer ouvir falar dele. Mesmo assim isso gera conhecimento e experiência literária. O que para um bibliófilo aficionado isso é extremamente válido.
“Às vezes um dia bom é uma pessoa”. – Saulo Pessato
Poder discutir sobre os pontos mais interessantes da história, ter a possibilidade de se abrir a respeito daquela leitura incrível com mais pessoas que leram e vão adorar discutir (saudavelmente) com você, cria um sentimento prazeroso; quando você sabe a quem recorrer para compartilhar os sentimentos causados pela história tanto durante quanto após a leitura de um livro. Como é difícil sentir-se aflita ou feliz demais e não ter com quem compartilhar. Assim não nos sentimos sozinhos. Afinal todo leitor já passou pela situação de estar em algum lugar e ver alguém com um livro que você já leu ou está lendo, e não ter a abertura para falar com a pessoa sobre a história, e fica aquela sensação de angústia no peito, por ter que se segurar.
“Nós vivemos numa geração de pessoas emocionalmente fracas. Tudo tem que ser abafado porque é ofensivo, inclusive a verdade”. – Keanu Reeves
Quando o assunto é opinião, o buraco é mais embaixo. E para ouvir a dos outros com respeito e consideração é preciso ter uma mente mais aberta. Estar em um clube do livro nos faz perceber que a mesma história pode levar a pontos de vista diferentes de acordo com quem está lendo.
Talvez o outro nos aponte detalhes que não tínhamos notado ou imagine os personagens completamente diferentes do que nós imaginamos. Talvez ele pense a favor quando você é contra, talvez ele acredite quando você não, talvez ele critique enquanto você elogia, ou talvez as opiniões de vocês sejam semelhantes em tudo. As pessoas são tão diferentes e, se está em um clube do livro, acredite, você vai se surpreender com o que vai ouvir, e pode vir de alguém que você conhece há anos; permita-se mergulhar nessas semelhanças e diferenças com o coração pronto para acolher e aceitar o outro.
“Let it go”. – Frozen
Em qualquer momento do dia, sem se preocupar em estar sendo inconveniente, pois sabemos que todos ali gostam muito desse assunto, ou até se a pessoa quer ou não saber da sua opinião a respeito. Afinal, o clube é, na sua forma mais básica, uma conversa de expressões de opiniões.
“Alô, estou ligando pra saber como você está”. – Chitãozinho e Xororó
Faça parte de um clube do livro por causa do vínculo de amizade criado. É incrível a capacidade que a leitura, apesar de ser inicialmente uma atividade individual, tem de unir pessoas completamente diferentes, com opiniões e gostos distintos, num único sentido: o amor pelos livros! Depois se torna quase que uma necessidade querer saber o que aquelas pessoas pensam sobre tal ponto da história, ou querer contar a elas sobre suas teorias e especulações. E o que era apenas um grupo falando sobre livros, começa a evoluir para outros pontos da vida onde você também vai querer ter essas pessoas por perto.
“Foco, Força e Fé”.
Com todas as pressas que a vida traz, é comum em algum momento você deixar a leitura para trás, e mesmo querendo retomá-la, pegar com a mesma disposição de antes não será possível sem a fase de se acostumar novamente com o ritmo antigo. Estar em um clube muda e acelera o processo, porque vai lidar com: metas, regras, calendário. É de grande ajuda também naquela leitura mais difícil e cansativa, ter um objetivo estipulado, e tê-lo que cumprir junto a outras pessoas, por um lado suaviza e facilita o caminho para alcançá-lo e, portanto, por outro acelera a preguiça que uma escrita ou trama que não lhe agradou vai causar.
“Aqueles que não obedecem às regras são como lixo” – Masashi Kishimoto
Como nós dissemos no motivo 7, um clube funciona com objetivos estipulados, para que todos estejam avançando na leitura de modo similar. Faz você controlar melhor seu tempo, distribuí-lo de uma forma mais produtiva durante a semana, tudo para alcançar aquele resultado final combinado anteriormente. Isso chega a ter uma influência em outros campos da sua vida, por mexer na sua rotina.
“Dinheiro não traz felicidade, dei-me o seu e seja feliz”.
Você passa a frequentar feiras, sessões de bate-papo e autógrafos com objetivos maiores. Descontos e títulos diferentes chamam mais a sua atenção. Você começa a comparar as edições, ter preferências por editoras. Capas duras e edições especiais ou primeiras edições começam a tomar um lugar em seu coração. Viagens literárias com o clube? “Sonho meu, sonho meu”. E tudo isso custa dinheiro. Suas redes sociais também vão mudar um pouco. Querendo ou não participar de um clube do livro nos faz ter um interesse maior AINDA pelo mundo da leitura. Ou seja, é só de ouvir a palavra “livro” já queremos participar da conversa.
“Santa lição, Batman!” – Robin
Qualquer leitor vai concordar que os livros trazem consigo valiosas mensagens e importantes aprendizados para a vida. Estando em um clube, você consegue extrair mais desses tesouros que estão incrustados nas palavras, e em cada linha. Preciosidades originadas e desenvolvidas na mente de pessoas que fizeram do objetivo de suas vidas transmitirem sentimentos e ideias através das palavras e, muitas vezes, de mundos fictícios. Onde os autores, como deuses de seus próprios mundos, criam na mente de cada leitor uma realidade única, como universos paralelos que nasceram a partir daquele primário.
Enceramos mais uma coluna! Esperamos que vocês tenham entendido sobre como é fazer parte de um clube do livro. Ficou com vontade de fundar o seu? Mais para frente vamos te ajudar com passo a passo do que fazer e do que não fazer. Enquanto não tem o seu, pode acompanhar nosso clube no Instagram: @tropa_dos_lanternas_de_tinta. Quer conversar? Ficou alguma dúvida? Quer dar uma opinião sobre nossas colunas? Deixe um comentário! Boa semana, boa leitura, e até a próxima.
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]]>The post Crítica: Fronteiras do Universo, A Bússola de Ouro first appeared on Animes Online BR.
]]>A Bússola de Ouro é uma história bem planejada, onde as pessoas coexistem com suas almas fora de seus corpos, tomando uma forma animal. Foi divertido encontrar e analisar características, trejeitos e interações entre os homens e seus daemons. O autor teve coesão ao determinar que daemons pequenos não signifiquem fraqueza, mas pode, por exemplo, representar os tímidos ou sorrateiros. Além disso, os daemons representam nossa parte instintiva, emocional. Enquanto vemos uma pessoa calma e que esteja se portando com compostura, o daemon dela pode estar inquieto e até tomado por uma cólera selvagem.
Eles não são bichinhos de estimação. Existem regras que ditam que não se deve falar com o daemon de outra pessoa. São mais tabus grandiosos, que determinam também que não se deve tocar no daemon do outro; eles conversam entre si, mas nunca com alguém que não seja seu humano. São imposições, explícitas e unanimemente aceitas, de uma sociedade, se comparada a nossa, perturbadoramente exposta.
Lyra Belacqua, nossa inquieta protagonista, é uma menina que, assim como todas as outras crianças, ainda não tem seu daemon com uma forma definida, significando que o Pantalaimon, ou Pan, pode passar de um hamster para um lince em um segundo. Lyra é uma menina durona, portanto não aceita que qualquer um lhe dê ordens ou controle sua vida. Ela valoriza pessoas fortes e imponentes, que nasceram para serem líderes e ser uma está em seu sangue… Os mistérios que envolvem a história são corrosivos para mentes curiosas, mas a boa notícia para os leitores ávidos e impacientes é que toda a trilogia já foi publicada.
A menina audaciosa começa sua jornada com uma missão, encontrar seu amigo que desapareceu. Seu problema está em ter poucas pistas, basicamente envoltas em uma nova lenda urbana que corre pelas ruas de Oxford.
Os personagens de Pullman são muito intensos, o que deixa a história particularmente interessante. Ele envolveu muito mais do que apenas um mundo com peculiaridades diferentes do nosso. A cada novo personagem apresentado, é inevitável pensar o que significa ele ter aquele daemon e, da mesma forma, o porquê dele ter tomado aquela forma final. Com o desenrolar da trama, quanto mais perguntas são respondidas, mais vão tomando seus lugares. Duas acabam se destacando, qual será a forma final de Pan, e, depois de ler tanto, você passa a se perguntar não somente qual seria seu próprio daemon, mas o das outras pessoas também.
Parta nessa aventura com Lyra e Pan e conheça os outros personagens do primeiro livro da trilogia Fronteiras do Universo, A Bússola de Ouro. Acabe por se apaixonar por esse mundo diferente e semelhante. Viva cada linha e não espere por um final típico, mas sim um que te faz implorar pela continuação. E por vingança…
Recomendamos que leia antes que a HBO lance a série!
Por enquanto é isso, se acabou de nos conhecer, busque nossas colunas antigas AQUI e AQUI, e nos siga no Instagram: @tropa_dos_lanternas_de_tinta. Gostou da coluna? Sentiu vontade de ler ou já leu esse livro? Vai acompanhar a série? Conte-nos tudo deixando um comentário. Vemos vocês no sábado que vem.
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