animação ocidental - Animes Online BR https://animesonlinebr.org viage com a gente no Animes Online BR Thu, 22 Oct 2020 14:33:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://mundodosanimes.com/wp-content/uploads/2022/08/cropped-14c6bcf3-be6c-4046-ae51-74e8880e70ba-scaled-1-32x32.jpeg animação ocidental - Animes Online BR https://animesonlinebr.org 32 32 Especial Mês da Infância III: As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy https://animesonlinebr.org/review/especial-mes-da-infancia-iii-as-terriveis-aventuras-de-billy-e-mandy/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=especial-mes-da-infancia-iii-as-terriveis-aventuras-de-billy-e-mandy https://animesonlinebr.org/review/especial-mes-da-infancia-iii-as-terriveis-aventuras-de-billy-e-mandy/#respond Thu, 22 Oct 2020 14:33:53 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=14864 Em minha opinião, humor é um componente essencial da infância. O riso é lúdico, ensina a lidar com adversidades, contornar as incongruências do

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Em minha opinião, humor é um componente essencial da infância. O riso é lúdico, ensina a lidar com adversidades, contornar as incongruências do cotidiano. Soltou pum na escola? Ria. Seu colega escorregou? Gargalhe. De mãos dadas com o elemento cômico, contudo, está o horror. O medo também é educativo, afinal ele nos deixa mais alertas, mais preparados para o desconhecido. A boa programação infantil consegue incluir essas duas unidades em diferentes momentos. A excelente consegue mesclar as duas organicamente.

Amigos, eu vos menciono As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy.

Saído diretamente da perturbada mente do Maxwell Atoms (nome artístico do Adam Maxwell Burton), o desenho animado é um ícone do início da década retrasada do canal Cartoon Network. Estreando oficialmente em 2001 (2002 em terras brasileiras), a animação oferece a premissa de duas crianças, o imbecil Billy (interpretado acá por Pedro Eugênio) e a cruel Mandy (Nair Amorim, minha dubladora favorita inclusive), que atormentam o Ceifador Sinistro/Puro Osso (na voz do excelente Orlando Drummond) graças a um acordo entre eles. Só isso. Não há uma fórmula exata, são só aventuras episódicas que criam situações de humor a partir de ideias assustadoras.

E eu as amo muito!

Não sei o que havia exatamente naquela curiosa amálgama de riso e pavor que me hipnotizava quando eu tinha a oportunidade de assistir ao programa. Simplesmente a violência, a paródia, e o tom malicioso funcionavam. Claro, nem sempre era perfeito. A série originalmente era conhecida com Diabólico & Sinistro, dividindo em duas partes os episódios: a primeira, a qual deu certo e foi continuada, com Billy e Mandy; e a segunda, logo esquecida e ignorada após trezes segmentos, com Mal Encarnado – um super-vilão cujo corpo foi destruído e o cérebro agora divide espaço com um urso. 

A criatividade da equipe às vezes parecia não encontrar limites. Era incrível quantas piadas ofensivas e referências obscuras apareciam na animação e o quanta liberdade o canal oferecia. Em entrevista ao portal SyFy, Maxwell Atoms comentou o seguinte: “Nós fizemos um monte de misturas [de referências] nessa pegada, em que você pega algo subversivo, mas que também funcione a um nível cômico. Tipo um episódio ao estilo Billy Elliot o qual também segue a narrativa de Suspiria. Eu acho que eu sempre tive a cautela de guiar o show mais na direção das crianças, enquanto muitos dos animadores colocariam quaisquer menções a coisas que eles particularmente achavam engraçadas, resultando em algo entre esses dois princípios. Um dos meus objetivos era assustar a nossa audiência imediatamente antes de fazê-la rir.”

Foi um tiro no escuro que rendeu bem. Ao final da sua carreira no canal, essa série somou 77 episódios (divididos em 160 segmentos), três filmes, e um episódio crossover com KND – A Turma do Bairro. À sua bizarra e mórbida maneira, o programa cativou inúmeras crianças ao redor do globo. A animação era razoável na maior parte do tempo, porém com potencial de alcançar momentos excelentes. Os cenários (em termos narrativos ou cenográficos) extremamente criativos, além de um elenco completamente afastado do tradicional e clichê grupo de pré-adolescentes no subúrbio.

Desde os meus primeiros momentos, eu sou atravessada pela arte do desenho animado. Cresci consumindo essa mídia, e certamente ainda o faço. Muito é ignorado, esquecido, ultrapassado conforme meus gostos mudam. As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy, entretanto, permanece uma das obras mais importantes na formação do meu humor, envelhecendo como um bom e exótico vinho.

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Especial Mês da Infância II: Lilo e Stitch https://animesonlinebr.org/review/especial-mes-da-infancia-ii-lilo-e-stitch/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=especial-mes-da-infancia-ii-lilo-e-stitch https://animesonlinebr.org/review/especial-mes-da-infancia-ii-lilo-e-stitch/#respond Thu, 15 Oct 2020 15:00:46 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=14242 Nesse pouco mais de um ano que publico críticas semanais no glorioso Mundo Geek, percebo algumas temáticas mais presentes em meus textos do

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Nesse pouco mais de um ano que publico críticas semanais no glorioso Mundo Geek, percebo algumas temáticas mais presentes em meus textos do que outras: fantasia, amizade, engenhosidade, porém, acima desses todos, família. Independente de ser a família sanguínea ou a que escolhemos, esse vínculo se constitui como uma questão pessoalmente importante para mim, o que me faz revisitá-la de tempos em tempos.

Por que não refletir múltiplas vezes na multifacetada, imperfeita, complexa e significativa família? Conforme os membros ou morrem ou se afastam ou integram novos, o conceito pode ser expandido, alterado, melhorado. Assim sendo, introduzo o filme que primeiro chamou a minha atenção a essa temática, Lilo e Stitch.

Lançado mundialmente no ano de 2002, a animação de 85 minutos é fruto da dupla de diretores e roteiristas Chris Sanders e Dean DeBlois (ambos também responsáveis por Como Treinar Seu Dragão). Stitch, ou Experimento 626, é uma forma de vida avançada desenvolvida pelo criminoso intergaláctico Dr. Jumba. Extremamente perigosa, a criatura conturbada foge de sua prisão, acabando ilhado no Havaí, onde é então adotado pela órfã de seis anos, Lilo. O resto, como esse aforismo prevê, é história.

O filme imediatamente foi um sucesso. Desenvolvido com um razoavelmente modesto orçamento de US$ 80 milhões, Lilo e Stitch obteve um retorno de US$ 273 milhões nas bilheterias mundiais – o que eventualmente deslanchou a propriedade intelectual dos estúdios Disney como franquia. A relação entre uma menininha havaiana esquisita e seu alien agressivo conquistou os corações de inúmeros espectadores com seus quatro filmes, três séries (duas delas ocidentais, inclusive), e produtos licenciados. Foi uma empreitada com resultados surpreendentes.

Nas praias à margem do eterno azul do Pacífico, Lilo está prestes a ser levada pelos serviços sociais. Desorientada, isolada desde a morte dos seus pais, ela não sabe como se comunicar com as crianças da mesma idade. Sua irmã, Nani, tenta fazer o melhor para manter o lar unido, manter a salvo o resto da sua Ohana, e isso as leva diretamente ao Stitch, o próprio caos encarnado. Com uma surpreendente inteligência, Sanders e DeBlois criam um cenário verossímil e humano que casa efetivamente com os elementos da ficção científica extraterrestre.

Em uma entrevista ao portal online Animation World Network, os diretores comentaram mais a fundo a natureza heterogênea do filme. Nas palavras de Chris Sanders:

“Eu acho que é um microcosmo próprio do filme, o qual postula que você não pode ter uma cena sensível, uma reconciliação, a menos que atravesse outra cena que seja desconfortável e possivelmente passe dos limites. […] Em Lilo e Stitch, nós queríamos nos afastar [da estrutura familiar tradicional e rígida trabalhada em Mulan] e tentamos formular a coisa mais inapropriada para Lilo e Nani fazerem… Bem, ao invés de lidar racionalmente com as suas frustrações, elas vão gritar uma com a outra, assim como irmãos e irmãs agem de fato. Foi tão libertador fazer esse tipo de coisa.

“Após a briga, Lilo e Nani reconciliam no quarto… É um momento bem delicado em que elas conversam e confessam uma à outra de que elas passaram dos limites e brigaram, e que elas sentem muito. É legal porque nós operamos nesta filosofia de que muitas vezes as pessoas na vida real não simplesmente dizem o que querem. Elas tentam de uma forma diferente, afinal, apenas dizer diretamente é um pouco constrangedor. Então as irmãs tiveram essas cenas maravilhosas em que elas estão pedindo desculpas de verdade uma para a outra por discutirem sem falar simplesmente, ‘Cara, me desculpa. Vamos nos acertar’ ou algo parecido.”

A primeira vez que eu vi esse filme foi num cinema que não existe mais em minha cidade natal. Da mesma idade da Lilo, eu contemplei o espetáculo de emoções (bonitas ou feias) complexas passando na tela, absorvendo, atenta, as ideias de amor, família, e carinho. Animação, naquela tarde de sábado de 2002, tornou-se a minha forma de arte favorita.

Lilo e Stitch é uma obra extremamente especial para mim, cujas cenas estão gravadas nas paredes do meu coração. A animação é fenomenal, com designs imaginativos, trilha sonora estupenda, e uma energia única que poucas obras da Disney conseguem acompanhar. 

Um clássico para todas as idades, Lilo e Stitch me levam de volta para a infância, para o colo de minha mãe no velho cinema que não existe mais.

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The Owl House: um lar para chamar de seu https://animesonlinebr.org/anime/the-owl-house-um-lar-para-chamar-de-seu/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=the-owl-house-um-lar-para-chamar-de-seu https://animesonlinebr.org/anime/the-owl-house-um-lar-para-chamar-de-seu/#respond Thu, 03 Sep 2020 14:55:12 +0000 https://www.nsvmundogeek.com.br/?p=12508 Adolescência às vezes é um momento solitário, escapista da existência humana. É um período de descobertas, um limbo identitário entre a lúdica infância

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Adolescência às vezes é um momento solitário, escapista da existência humana. É um período de descobertas, um limbo identitário entre a lúdica infância e a sóbria adultez. Tão clichê como esse meu prelúdio soe, é vero que durante essa passagem da vida nós buscamos nos aproximar de culturas, modas que reflitam melhor a nossa personalidade. Daí que vem as ditas tribos urbanas: surfistas, atletas, nerds, góticos, patricinhas, e por aí vai. Às vezes, infelizmente, não conseguimos nos encontrar em nenhuma delas.

Luz Noceda é uma latina de 14 anos que, por alguma infelicidade do destino, não consegue se encaixar em lugar algum. Altruísta, sonhadora, e criativa, a jovem não tem algum amigo sequer, isolada em suas próprias fantasias. Sua mãe, preocupada com o comportamento da menina, a envia para um acampamento de férias sob a premissa de enquadrá-la na sociedade. No meio do caminho, Luz desvia desse reformatório e acaba nas Ilhas Escaldadas, dimensão das bruxas e demônios. Um desafio inesperado.

The Owl House (TOH) é uma das mais novas animações seriadas dos canais da Disney. Lançada em janeiro de 2020, completou a sua primeira temporada no sábado 29 de agosto. Idealizado pela Dana Terrace – animadora também de Gravity Falls, o desenho acompanha as aventuras de Luz enquanto ela conquista seu sonho de se tornar uma bruxa. Outrora perdida em meio os humanos, a nossa protagonista se encontra entre a magia. Mais do que feitiços, ela aprende com Eda, a Mulher-Coruja e King, o Rei dos Demônios a abraçar suas qualidades únicas.

Essa ideia central de auto-aceitação foi muito fortuita e bem explorada em seus 19 episódios. Tão notável foi que, em entrevista ao portal Collider, Terrace foi perguntada a importância da abordagem desse tipo de mensagem como criadora. Eis a sua resposta:

Dana Terrace. Crédito: Arquivo da School of Visual Arts

“Bem, eu acho que esse é o tipo coisa que muitas pessoas podem se identificar. Quando eu era menina, eu não sabia me comunicar com outrem. Achavam que eu fosse um tipo de aberração porque uma das minhas coisas favoritas de fazer era encontrar bichos mortos na estrada e aprender a desenhar observando aquilo. Aí ficavam assim, ‘que diabos há de errado com você?’, e eu apenas reagia com ‘eu só estou tentando aprender a desenhar’. E é daí que parte da personalidade de Luz vem, parte do seu cenário. Porém eu acho que é apenas uma mensagem muito importante a ensinar para a garotada: tudo bem com você se expressar. Você deveria ser permitido se expressar de qualquer maneira produtiva que você quiser.

“Esse não é o único tema que lidamos no programa. É como introduzimos os personagens, mas nós tratamos com um monte de emoções e situações com o elenco, e nós sempre tentamos representá-las de maneira centrada e realista. O mundo mágico e a magia usada na série são sempre artifícios de enquadramento para as narrativas emocionais que tentamos contar.”

Desde o primeiro instante que eu vi o primeiro poster de TOH, eu desenvolvi altas expectativas, as quais só se intensificaram exponencialmente após o primeiro trailer. Cada revelação só me deixava mais empolgada. Fantasia? Animação com fluidez? Designs estranhos inspirados pela arte medieval de Hieronymus Bosch? Episódio de 22 minutos? Protagonismo feminino? Mal conseguia esperar pelo primeiro capítulo. Após finalmente vê-lo, foi paixão imediata.

A série promete muito com a sua premissa, todavia cumpre cada comprometimento. Animação impressionante. Personagens com arcos de desenvolvimento riquíssimos. Diálogos bem escritos. Excelente equilíbrio entre terror, sensibilidade, e – acima de tudo – comédia. Mas que série bem-humorada!

Assim como a protagonista de TOH, fantasias medievais foram meu escapismo da minha solidão durante a adolescência. Eventualmente, eu descobri o meu lugar entre as pessoas que amo. Luz Noceda, por sua vez, se encontrou nas lições de magia da Casa Coruja e não mais precisou ficar sozinha.

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