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]]>Mio tem sentimentos por seu amigo de infância Arata, mas não consegue falar com ele sobre seus sentimentos. Um dia, enquanto eles continuam seu relacionamento delicado, os dois brigam por algo trivial. Depois de se acalmarem, Mio vai fazer as pazes com ele na chuva. No caminho, ela sofre um acidente de trânsito. Quando ela recupera a consciência, um mundo misterioso e desconhecido aparece diante de seus olhos. (Adoro Cinema)
“Memórias, não são só memórias”. Cantora, baiana, roqueira, Pitty já citou várias vezes essa frase em seus encontros musicais, o que se encaixa perfeitamente com o foco principal da animação. Desde criança, a família de Mio sempre a estimulou a participar de diversos exercícios diferentes, como cantar, dançar e foi um enorme fracasso, tanto que as recordações são de quando ela estava chorando, justamente porque não conseguiu ir bem nas atividades.
Com o passar dos anos, Mio assumiu uma postura bem mais relaxada, no sentido de ser preguiçosa. Admitindo ser mais fácil simplesmente desistir do que se esforçar, nem que seja o mínimo, até atingir o resultado de sucesso. Além do Céu deixa bem claro quando mostra Mio desistindo do treino de corrida, sem se dar mais uma chance de tentar novamente.
Compartilhar momentos, jogar conversa fora, fotografar instantes são apenas um dos ingredientes que compõe qualquer relacionamento saudável. Não foi diferente com Mio e Arata, desde infância os dois mantiveram a amizade, e na atual adolescência não poderia ser diferente, tanto que por alguns minutos o filme mostra uma sessão fotográfica dos garotos. Mas com a diferença que Arata hoje a vê mais do que uma simples colega de classe.
Seguro dos seus sentimentos, Arata não exita em se declarar, por outro lado, Mio preferiu fingir que não ouviu, ou seja, de alguma forma tentou esquecer o assunto e vida que segue.
Quem diria que essa atitude poderia ser fatal, a ponto de quase nunca mais ganhar uma nova oportunidade de reescrever essa lembrança. Sem grandes detalhes, afim de evitar spoilers, Mio sofreu um acidente que a deixou em coma e desde então iniciou-se sua jornada pela “Fronteiras da Memórias “. Vamos entender que é uma espécie de um mundo paralelo entre o real e o além.
Em resumo, nessa viagem Mio percebeu que estava a beira da morte e que tinha ganhado uma nova chance de retornar ao mundo real e, definitivamente, mudar sua postura. Além do Céu, nesse ponto de vista, é uma tentativa clichê de dizer ao público sobre o não se prender no medo. Aceite, encare e mude. Basicamente essa é a mensagem final. Além disso, reforça a importância de não esperar estar a beira do precipício para, enfim, tomar uma atitude drástica.
O filme é ok, nada de grandes impactos, sinceramente tinha tudo pra deixar o clichê com menos cara de clichê. Até agora me pergunto onde foi para a Madoka, uma das integrantes do trio, pois ela simplesmente desapareceu.Enfim.
Gostou? Então veja no HBO Max.
Sayonara !
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]]>The post Conheça The Legendary Witch e o pão que as detentas amassaram first appeared on Animes Online BR.
]]>Às vezes as sociedades transformam os presos em só isso, fazendo desaparecer os traços que também os formam como humanos. Nessa novela coreana é bem o oposto disso.
Com pontos em comum com Prison Playbook, outra novela bem conhecida e atualmente disponível na Netflix, The Legendary Witch mostra traz uma visão tanto sobre a rotina durante a prisão quanto de após.
Se você, assim como eu, já parou para pensar se a forma como as coisas estão sendo feitas no sistema prisional e de justiça é realmente eficaz, e como nós encaramos aqueles presos, talvez seja interessante tirar um tempinho para assistir séries como essas.
Título: The Legendary Witch; The Legendary Witches; 4 Legendary Witches (전설의 마녀) Gênero: Drama Familiar, Comédia, Romance Número de Episódios: 40 |
Qualquer um que pegue o título e o cartaz oficial desse drama pode se confundir. Como que é que uma história que mostra mulheres usando roupas de padeiras e cujo nome fala de bruxa tem a ver com prisão?
É, esse drama parece mesmo uma grande mistura. Talvez seja esse mais um motivo* para o título se referir a uma bruxa: o caldeirão de temas que a obra traz. Mas o fato é que essa história está virada no estilo makjang de novela coreana ao mesmo tempo que consegue trazer muito bem traços de drama familiar.
Makjang é como chamam novelas coreanas que possuem características exageradas como uma grande conspiração, situações fora da realidade, temas polêmicos ou reviravoltas estrondosas. |
*O nome do k-drama é explicado dentro da própria história, mas não vou trazer aqui para não tirar a graça de se descobrir assistindo.
The Legendary Witch conta a história de 4 moças que foram presas por motivos diferentes e se encontram no mesmo presídio. Com o passar da trama, é possível notar semelhanças e ligações entre as histórias delas. Assim, Soo In, Bok Nyeo, Pung Geum e Mi Oh estreitam laços para chegarem a objetivos em comum que tratam de apoio e vingança. No caminho, também conhecemos outros personagens importantes na trama, como pares românticos e famílias, que ajudam a elaborar ainda mais as histórias.
Esse dorama fantasioso e bem mais puxado para a positividade possui um fato muito interessante que é sobre ele não terminar no momento em que as moças saem da prisão. Ele acompanha a protagonista do momento anterior à sua perda de liberdade, pelo crescimento da personagem e envolvimento na prisão e depois com a hora de encarar a realidade de volta no mundo.
Como disse anteriormente, The Legendary Witch tem uma protagonista que é o ponto central na história. O grande foco é em Moon Soo In, uma jovem órfã e viúva que vê sua vida virando pelo avesso e desvirando ao longo da história. Ela é a peça que liga todas as histórias e que é imprescindível para a trama.
E, sim, nota-se claramente o exagero de Makjang até por terem feito a mocinha principal como órfã e viúva. Não basta ser um clichê, tem que ser dois logo de cara e mais alguns tantos por aí. |
Temos nessa história também, as várias faces das mulheres. Em vez de somente mostrarem a vilã e a mocinha, essa trama retrata a realidade de mulheres distintas: são mostrados traços de mãe, de sogra, de bad-girl, de trambiqueira, de trouxa, de pensamento forte, entre outros. Isso tudo de uma maneira bem exagerada, então é possível entender cada representação.
Ainda acerca do exagero de The Legendary Witch, vamos a mais um fato típico de novela: a prisão errada. Sabemos que esse elemento foi usado para mostrar como é sofrida a vida de algumas personagens, mas ele também é comum na realidade.
Volta e meia encontramos notícias de pessoas que foram presas sem provas corretas ou por falta de evidências, como no filme Memórias de Um Assassino (leia o artigo). Se já deve ser um momento duro para quem cometeu os crimes, imagina só para quem é inocente e não conseguiu provar.
Porém, uma coisa é certa, o drama busca retratar a tentativa de algumas detentas em tornar aquele ambiente com um ar tão ruim em respirável. Convém também dizer que essa história tenta mostrar a cadeia como um local também de aprendizado, o que deveria acontecer em todas esses centros, não é? É nesse contexto que trabalham a permanência das moças desta cela específica.
Se tem uma coisa que é ridícula em muitas séries, shows, novelas e etc, é essa necessidade de colocar mulheres para ficarem sempre umas contra as outras. Então quando uma história traz o mote de que eles vão mostrar a construção de amizades bonitas e fortes entre mulheres, ah, isso aí já vale por um milhão. (Mesmo que ainda tenha bastante puxão de cabelo e intrigas no meio)
A amizade dessas mulheres, embora elas sejam totalmente diferentes, com realidades muito separadas e ao mesmo tempo próximas, é confortante de se assistir. Nos faz pensar bastante que lá no fundo do poço tem outra pessoa que está passando por algo parecido e que quem está nessa situação quando dá as mãos cria um vínculo maravilhoso.
Sendo assim, chegamos a minha parte preferida da trama: a padaria. Esse local é o fruto da amizade e dos perrengues que vemos acontecer por vários e vários episódios. É o resultado de uma amizade tão forte que agregou várias famílias e cria um ambiente tão gracinha de se estar.
Apesar do plano de fundo que instiga a pensar na vingança, essa história aflorou bem mais o outro lado. A fortaleza construída pela amizade e pelo apoio entre as detentas é algo inquestionavelmente bonito de se ver. Fortaleza não, um jardim de flores.
Apesar de ter muita coisa romantizada nessa história, ela é muito fofa de se ver. Parece uma baita novela das 18hrs, aquelas levinhas e cheias de momentos cômicos, acrescida de várias reflexões. Consigo claramente ver esse drama passando numa televisão brasileira! Será que você também consegue?
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]]>The post O que A Voz do Silêncio pode nos ensinar? – Parte 2 de 3 (Adolescência). first appeared on Animes Online BR.
]]>Na última vez, falei sobre o primeiro arco de “A Voz do Silêncio” (Koe no Katachi) destacando alguns pontos sobre o que a obra de Yoshitoki Oima poderia nos ensinar e tratando apenas da infância dos nossos protagonistas: Shōko Nishimiya e Shouya Ishida. Esses dois personagens sofreram bullying, exclusão social e traumas psicológicos quando ainda eram apenas crianças e estudantes do primário. Agora que já estão crescidos (entre seus 17 e 18 anos), terão que lidar com seus problemas e feridas do passado, além de aprender a superá-las.
Antes de prosseguir, se você não viu o filme, leu o mangá ou ainda não leu a 1ª parte deste artigo sobre “A Voz do Silêncio”, onde abordo sobre a infância de Shōko e Shoya, te recomendo que pelo menos leia o artigo, pois ele é fundamental para que você entenda melhor a profundidade de alguns momentos e as ações de alguns personagens. A primeira parte do artigo se encontra disponível clicando neste link aqui: http://bit.ly/nsv-oqueavozdosilenciopodenosensinar-parte1.
Por esta parte do artigo conter um trecho maior da obra e devido a profundidade dela, irei dividir a apresentação dela em capítulos para facilitar tanto o seu entendimento quanto a apresentação do conteúdo. Na nossa próxima leitura iremos fechar a análise da obra.
Aviso: Este artigo contém spoilers de “A Voz do Silêncio”.
Adolescência
Contando os dias e flashbacks.
A história do filme inicia com o protagonista Ishida em sua fase de adolescência e o acompanhamos entre momentos do presente e flashbacks de sua infância. O vemos rasgando um calendário até 15 de abril e contando os dias e compromissos desde o dia 09 de abril. Seguindo seus compromissos conforme o calendário, ele vai se demitindo de seu emprego, vendendo todos seus pertences, sacando as suas economias e juntando todo o dinheiro. Com isso, ele o deixa dentro de um envelope, ao lado de sua mãe enquanto ela dorme, com os dizeres “estou devolvendo seu dinheiro”.
Pensativo, vemos Ishida caminhando por uma ponte muito alta, parar, subir no guarda corpo da ponte e se atirar… ao menos era o que pensávamos ver, pois ele desperta de seus pensamentos, para o momento de uma distração e termina seguindo seu caminho, enquanto lembra de sua infância.
Podemos ser amigos? – O reencontro de Ishida e Nishimiya:
Depois de desistir de tirar sua própria vida, Ishida vai ao um centro comunitário de ensino e por coincidência acaba se encontrando com a Nishimiya. Com essa oportunidade, ele tenta se aproximar dela novamente. Após lhe reconhecer, Shōko acaba sentindo medo, fugindo do protagonista devido às lembranças, do sofrimento e da cicatriz que deixou pelas “brincadeiras” que sofreu no passado.
O protagonista consegue encontrar Nishimiya bastante assustada com a sua presença. Ele entrega o caderno que ela usava para se comunicar na época do primário e conversa utilizando a língua de sinais (JSL ou Nihon Shuwa), que a surpreende.
A sua atitude e tentativa de aproximação a espanta de uma forma positiva e a conversa se encerra com ele pedindo a sua amizade. Finalmente entendendo, junto a visão de uma Shōko em lágrimas (seja por medo de ser ferida ou pela alegria de ele finalmente ter lhe entendido), que ela queria a sua amizade desde o princípio.
Os receios de uma mãe:
Na sua casa, percebemos como o encontro entre os dois protagonistas foi positivo para Ishida e como de certa forma o deu um novo propósito para seus planos iniciais e futuros. Um detalhe importante é que antes dele descer para tomar café da manhã com sua família, é mostrado o calendário que ele rasgou anteriormente estando remendado novamente.
Durante o café da manhã, a uma reunião em família. A mãe de Ishida (Miyako Ishida) aparentando estar feliz pelo esforço de seu filho, por ter juntado uma grande quantidade de dinheiro que conseguiu trabalhando, vendendo todos os seus pertences, como roupas, mangás, dentre outros objetos pessoais; pergunta de forma calma e sorridente, se ele pretendia tirar sua vida.
Sem jeito e tentando se explicar, Shouya assume a sua intenção fazendo com que a sua mãe entrasse em desespero e concluísse o que ela já desconfiava mas não queria acreditar no pior. Miyako ameaça por fogo em todo o dinheiro que ele juntou para pagar pelos problemas que lhe causou. Dentre eles, está a lembrança de ter que pagar os custos de uma mãe, por ter quebrado os aparelhos auditivos de Nishimiya. Diante deste momento tenso e preocupante, Ishida promete que não fará mais nenhum atentado contra a sua vida, deixando sua mãe bastante aliviada.
Mesmo sendo um assunto muito forte para ser tratado na frente de uma criança, o momento era muito preocupante e deve ser visto de modo compreensivo, já que se tratava de um desespero de uma mãe que sentiu medo de ter perdido o seu filho na tentativa deste de tirar a própria vida. Por acidente, dinheiro realmente foi queimado mas a mãe de Ishida fala em outra cena no futuro, que não conseguiria usar o dinheiro que ele arrecadou na intenção de cometer um suícidio logo em seguida.
Fazendo amigos inesperados
O que é um “amigo”? Carma e assumir a responsabilidades… Esses três isolados podem não se parecer em nada ou talvez não faça muito sentido, porém foram com essas três ideias em mente que Ishida foi refletindo enquanto ia para o colégio. Nosso protagonista reflete sobre o seu passado. Sobre o que é ser um “amigo” de verdade, justo quando os amigos que mais prezava durante a infância, o abandonaram quando ele mais precisava e o isolou do contato de outras pessoas. Sobre o carma em relação ao fato dele carregar por tudo que fez a Nishimiya durante a infância. E sobre seu dever em assumir a responsabilidade pelo que fez e que ele deveria se isolar como forma de lhe punir e ficando com seu próprio silêncio.
Ficar em silêncio e isolado do mundo, lhe deu uma visão do não merecimento das pessoas, tornando-o uma pessoa fechada para as outras e também com uma impressão fechada delas. Este sentimento o faz caminhar sem olhar diretamente nos olhos das pessoas, mantendo-se sempre de cabeça abaixada e com a visão de um “X” no rosto delas, como forma de bloqueá-las ou evitá-las.
Já na sala de aula, Ishida ouve comentários cruéis de alguns de seus colegas e lembra do olhar de desprezo que recebeu de Shimada (um de seus amigos de infância). A dura lembrança desse momento o faz lembrar que esta é a realidade e terá que aprender a lidar com ela.
Discretamente, vemos um outro aluno aparentando estar sempre sozinho. Numa cena, vemos Ishida almoçando sozinho no intervalo e esse seu colega fazendo o mesmo, próximo a ele mas sem interagir. Apesar de estudarem na mesma sala, esta é a primeira vez que Shouya vai percebendo e formando uma simpatia pelo seu colega, que é mostrada apenas por troca de olhares rápidos.
Na manhã seguinte, Ishida presencia um acontecimento familiar, semelhante ao que ele fez no passado; acontecendo com este seu colega que até o momento, era apenas um “desconhecido” para ele. Chamado de Tomohiro Nagatsuka, já em estava entrando em pânico por ter a sua bicicleta sendo tomada a força por outra pessoa, a qual se dizia querer apenas “emprestada”. O protagonista decide ajudar e oferece a sua bicicleta em troca para que o rapaz não o incomodasse mais.
Feliz com seu gesto, Nagatsuka consegue encontrar a bicicleta de Ishida e lhe entregar perto de seu endereço como forma de lhe agradecer pela ajuda. Diante de sua atitude, Shouya fica feliz com seu ato e os dois vão se aproximam, tornando-se amigos. A amizade deles se aprofunda mais para a frente da obra.
Começando a entender o real significado de amizade, há um momento que Ishida pergunta sobre a definição de “amigos” e a resposta de Nagatsuka é bem breve e esclarecedor, pois os gestos de seu amigo são simples mas diz muito sobre companheirismo e amizade. Assim, não foi preciso utilizar de muitas palavras, ter qualificações ou qualquer outra coisa para ser amigo de alguém.
Outra amizade inesperada é com Yuzuru Nishimiya. Eles se conhecem quando Shouya tenta se aproximar de Shōko para lhe entregar o pão que comprou especialmente para alimentar as carpas, junto a ela e também pedir desculpas. Porém, Yuzuru termina não deixando a fim de proteger a sua irmã mais velha. Também fez com que Ishida acreditasse que ela, que até o momento se porta como um garoto, era namorado de Nishimiya. Após uma confusão que Nagatsuka fez para ajudar seu amigo, os dois protagonistas conseguem finalmente se encontrar numa ponte próxima ao centro comunitário de estudos. Este local terá muitos encontros importantes para os nossos dois protagonistas durante o filme.
A amizade de Yuzuru com Ishida começa após ele falar de uma briga que teve com a Nishimiya e de ter saído de casa. O protagonista o leva para jantar em sua casa, assim eles vão se conhecendo e descobrindo que Shouya mudou com o tempo. Essa mudança não apenas se percebe pela forma como ele se fecha para o mundo, mas como ele vê a relação dele com a Shōko e pelo seu desejo de não vê-la chorar novamente. Após a caminhada até a casa das Nishimiya, que os dois fazem juntos sobre a chuva, o suposto namorado de Shōko revela que na verdade é a sua irmã caçula.
A aproximação entre Ishida e Nishimiya e a busca pelos velhos amigos:
Voltando ao encontro entre Ishida e Nishimiya na ponte, Shouya confessa que vem pensando sobre o significado de “amigos” e também numa razão para vê-la. Nisso, Shōko diz que estava pensando na mesma coisa e os dois combinam de se encontrarem novamente.
No encontro seguinte, como forma de se aproximar mais de Shōko, Ishida compra um celular e diz que gostaria de manter contato com ela através de e-mail e se tem alguém o qual ela gostaria de adicionar. Então, a nossa protagonista sugere procurar pela sua amiga de infância Miyoko Sahara. Para atender ao pedido de Nishimiya, acontece uma reaproximação com a antiga colega Kawai Miki, que continua estudando na mesma classe que Shouya já que ela sabe onde pode encontrá-la.
Com a ajuda de seus amigos, Shouya e Shōko conseguem pegar um metrô e ir a procura de Sahara. Este momento é um dos mais importantes de “A Voz do Silêncio”, por nos mostrar através de uma conversa por mensagens de celular, o quanto a nossa querida protagonista está feliz e agradecida por Ishida estar lhe ajudando a encontrar a sua amiga, por estar mudando de comportamento e pelos comentários positivos que sua irmã fez sobre ele.
O reencontro das duas amigas às deixam bastantes felizes. Sahara mostra que continuou aprendendo a língua dos sinais e se desculpa por ter sumido. Durante a conversa delas, Ishida sai para fazer uma caminhada e acaba se encontrando com a Naoko Ueno, que estava entregando panfletos de um Clube de Gatos no qual ela trabalha. Ueno acaba evitando de ser vista pelo protagonista ao lhe ver dentro da loja com o Nagatsuka.
Más notícias e encontros desagradáveis:
Podemos ver que o problema auditivo de Shōko Nishimiya vai piorando, fazendo com que ela perca totalmente a audição em um de seus ouvidos. Com isso, ela passa a utilizar apenas um aparelho auditivo. Enquanto sua avó está triste com a situação da neta, a jovem dar um sorriso como forma de tranquilizá-la. Yuzuru, que foi entregar um presente que Ishida comprou, consegue ver o sofrimento de sua irmã, ficando bastante triste e preocupada.
No dia seguinte, Ishida acaba sendo surpreendido por Naoko Ueno ter lhe encontrado. Ela se desculpa pelo que fez no fundamental, o chama para saírem juntos e relembrar coisas do passado. Ao ver a Nishimiya numa floricultura, Ueno volta a tirar sarro dela, achando que continua sozinha. Para a sua surpresa, Shouya diz que está a acompanhando, pedindo em seguida para sair de cima de sua bicicleta. Não gostando da situação, ela acaba correndo em sua frente ao encontro de Shōko, tomando assim o seu aparelho auditivo e pedindo que ele jogue para longe como fazia em sua infância.
Shouya toma o aparelho e entrega de volta para a Shōko. Revoltada e não acreditando no que estava presenciando, Ueno começar a achar patético e engraçado a amizade dos dois, não acreditando na mudança de seu amigo, indo embora logo em seguida. Ishida se esquiva um tanto da conversa quando Shōko pergunta sobre o que eles estavam conversando, se despedindo com a visível expressão de desconforto após o encontro com a sua antiga amiga. Naoko Ueno terá um foco importante na parte 3 de nossa leitura sobre “A Voz do Silêncio”, além de falar sobre as consequências que algumas palavras ou atitudes podem fazer contra alguém.
O que podemos aprender nesta parte de “A Voz do Silêncio”:
A “Voz do Silêncio” nos ensina que amigos de verdade são aqueles acontecem de forma inesperada em nossas vidas e que nos aceitam do jeito que somos. Que ficam do nosso lado e nos dão conselhos para ajudar a nos tornarmos pessoas melhores, crescer a cada dia, aprendendo e superando os nossos erros.
Ishida foi descobrindo o real significado de amizade depois que conheceu Nagatsuka, que também não tinha amigos; e com a Yuzuru Nishimiya, que além de amiga, se tornou parte de sua família; ao vermos uma cena em que Yuzu visita a família de Ishida para brincar com a sobrinha dele, Maria. Também aprendeu que a garota que a chamava de “anormal”, queria ser sua amiga desde o início e ele só descobriu depois que aprendeu a língua dos sinais para se comunicar com ela, já que só a intimidava quando eram crianças. A amizade dos nossos protagonistas e a família deles foram fundamentais nos seus aprendizados e nas superações de seus medos, que irei aprofundar mais na parte 3 de nossa leitura.
Se estiver precisando conversar, ter apoio emocional ou suporte psicológico, recomendo entrar em contato com a CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo número 188 ou acessando no link que disponibilizamos, para mais informações ou para saber outros meios de contato: https://www.cvv.org.br/.
Por estarmos no mês de Setembro Amarelo trarei conteúdos voltados a depressão e ansiedade, abordando sobre como podemos lhe dar com estas situações sendo sempre de forma atenciosa e com bastante cuidado.
Espero que tenham gostado da matéria. Se cuidem e até mais.
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]]>The post Yowamushi Pedal: pelo bem da equipe first appeared on Animes Online BR.
]]>Amizade não é apenas se ver, você se importa, você se interessa, você luta com o amigo. A favor dele para defendê-lo e contra ele quando necessário. Cada personagem a seu estilo, cada pessoa do seu jeito, cuidam umas das outras. Sano luta ao lado de Kenshin, em Rurouni Kenshin; Winry sempre se preocupada com os irmãos Elric, em Fullmetal Alchemist. Em Yowamushi…
Yowamushi Pedal é um anime em que os personagens disputam corridas de ciclismo. Como as amizades normalmente ocorrem por gostos e afinidades em comum, as amizades vão acontecer dentro do grupo de ciclismo do colégio nas horas de treino, descobrindo suas habilidades de equipe para que ganhem as competições. O personagem principal é o Onoda, fã de animes que não pensa em nada disso e pedala todos os dias até Akihabara devido seu hobby, o que é algo incrível e chama a atenção de Imaizumi, medalhista na categoria.
Aparentemente, nada confere para que o personagem principal consiga se envolver com os outros devido o seu interesse, ele só queria outros amigos para falar de animes. Onoda acaba entrando no clube de ciclismo e assim, ele e Imaizumi (que só pensa em competir) começam a fazer amizades, cada um do seu jeito.
A amizade fortalece a equipe, quando todos trabalham em conjunto é possível ver a diferença para que se ganhe o primeiro lugar. O trabalho de uma pessoa sozinha faz a diferença para que todos cheguem no pódium e este é conquistado com o esforço de todos. Mais do que trabalho em equipe apenas, é por um lutar pelo outro que eles alcançam suas conquistas.
Até aqui, quase todos os animes parecem iguais, não é? Em comparação com a ideia de trabalho em equipe, é essa irmandade que surge que faz a diferença! Todos querem o primeiro lugar, todos estão dispostos e o pódium vem quando todos lutam pelo bem do time. Trabalho em equipe só funciona de verdade quando todos enxergam valor uns nos outros e depositam confiança em cada um. Isso dá resultado.
E qual a peculiaridade de Yowamushi se até agora tudo foi igual? O Onoda ama animes e ele não deixa isso de lado, ele é grato pelo Imaizumi que ajudou a fazer ele entrar nesse mundo de ciclismo e ter amigos, ele tem isso claro na cabeça. Por retribuição, ele presenteia o Imaizumi no aniversário com o que ele (Onoda) mais ama, um dvd do anime preferido. E ainda saiu conversando com ele a respeito do que achou.
Quando Tadokoro, da equipe de ciclismo, estava em dificuldades no meio da corrida, ambos cantam a música do anime preferido de Onoda, que faz com que ambos consigam pedalar na mesma cadência e se recuperarem na corrida. Diferente de ficar focado apenas no que pode fazer em conjunto com o time, o anime mostra como a singularidade do Onoda também ajuda a fazer diferente pelo bem dos amigos e do time.
Como usar as suas próprias características e gostos para fazer a diferença e ajudar o trabalho em equipe? Sendo sempre você mesmo, como o Onoda. Use aquilo que ama e verá a diferença que pode fazer em todos ao seu redor. <3
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]]>The post Trabalhando as relações de amizade nos animes first appeared on Animes Online BR.
]]>Antes de mais nada, quero deixar bem claro que não trabalharemos o tema “poder da amizade“, e sim sobre a própria palavra amizade em si. Desta forma, podemos chegar ao nosso primeiro tópico.
Trabalhar na compreensão de um termo específico pode ser uma faca de dois gumes para as histórias que tentam dar foco ou criar uma dependência em cima dela, afim de movimentar o seu enredo. Quando a gente diz que é uma faca de dois gumes, estamos expondo dois pontos: um lado positivo e outro negativo.
Se utilizado de uma forma primorosa… Tudo bem, na maioria das vezes passa apenas como um “OK“. Agora tente imaginar quando algo foge do esperado e traz uma repercussão negativa. Pois é, ele acaba caindo na boca do povo e tomando uma proporção maior do que a positiva. Por isso a maioria das vezes consideramos o conceito de amizade como algo mais pro negativo do que pra positivo.
Um gênero muito comum a usar este artifício são os animes/mangás de battle shounen. É muito recorrente as pessoas associarem primeiro os animes mais populares, muitas das vezes, animes como: Naruto, One Piece, Fairy Tail, Dragon Ball, Black Clover e outros do gênero. Todos esses citados tem o tema amizade como parte de sua receita para o desenvolvimento de suas tramas.
Agora, a forma que ela impactará e de que maneira trabalharão para algo realmente bem construído, tudo vai depender do próprio autor/diretor. Afinal, muitas dessas obras são movido pelas emoções dos personagens. Personagens esses que tratam a amizade como a força matriz para sua motivação durante uma determinada situação. Até aqui parece muito vago em tentar explicar sobre o impacto e a influência, desta forma, vamos aprofundar mais no tema.
Antes que me taquem pedras, não estarei insultando ou dizendo que o anime é ou se tornou ruim por conta deste fator mal explorado dentro de sua trama, apenas que não foi trabalhado e lapidado de maneira vantajosa para a trama.
As vezes, alguns battle shounens caem na cilada do conhecido clichê do poder da amizade, e Fairy Tail foi um deles. Seu desenvolvimento acaba sendo mal explorado até por preguiça do roteiro ou por simplesmente ser mais fácil, optam por atingir o emocional do público, fazendo com que o protagonista da cena acabe lembrando de seus momentos de superação, de seus princípios e/ou laços de amizade que construiu e que ainda quer preservar; fazendo assim, todo o momento de tensão ser tomado por esta força e trazendo motivação para que ele supere os seus desafios.
É sim um abusando do artifício e seguem em frente. Repetindo e repetindo esta formula e batendo sempre na mesma tecla para solucionar todas as brechas que o roteiro não consegue achar um outro tipo de solução para este problema muito recorrente.
Um dos animes e mangás mais populares das últimas duas décadas trabalha toda a sua história envolto da palavra amizade. O próprio autor já disse em entrevistas de SBS (seção onde o autor aceita perguntas de fãs) que tanto ele quanto os personagens sempre serão movidos pela amizade, tanto que esta é a palavra que melhor definiria o One Piece.
A obra popular usa dos mesmos métodos que havia citado anteriormente, como qualquer battle shounen de sucesso atualmente, porém, o que lhe diferencia dos demais é o desenvolvimento e a forma que ele é explorada dentro do contexto e em quais consequências estas ações irão tomar.
Em One Piece, a palavra foi tão marcante que existe um próprio arco onde eles definem um símbolo para marcar e materializar a amizade como algo muito mais do que um sentimento. Além disso, a palavra em japonês “Nakama” pode ser traduzido como companheirismo, parceiro, amigo e vários outros sinônimos. ela é tão repetida na história e na mente das pessoas que se tornou universal entre os fãs do bando do Chapéu de Palha.
Chega de falar sobre anime de porrada, pois acredito que a maioria aqui já saiba de quase tudo isso. A respeito dos que retratam bem o conceito de amizade fora dos animes de batalha, você conseguiria citar um? Pois eu gostaria de lhe recomendar uma animação que faz isso muito bem.
Em primeiro em minha mente, tenho Sket Dance, uma história que se foca em 3 personagens de um clube extracurricular de uma escola do ensino médio. O clube é formado com a finalidade de ajudar as pessoas com problemas na vida, seja dos mais simples aos mais pessoais. Este é um daqueles animes que concentram muitas crônicas de arcos de episódio único para abrir uma questão e soluciona-los no mesmo capítulo.
Acontece que todos estes problemas são solucionados pela própria boa vontade dos integrantes desse clube, sem nenhum fim lucrativo ou uma recompensa. A maior proposta de Sket Dance é mostrar como a amizade pode ser bela e essencial que esteja presente na vida de todos. As pessoas podem ser salvas por uma amizade, sejam elas da forma mais simplória. Além de trazer a tona todo o simbolismo por traz de uma amizade, ele também te propõe a ensinar sobre a vida. Como ela as vezes pode ser dura, e o mais importante, de se levantar e continuar seguindo em frente pois se algo deu errado, você pode apenas ter escolhido um dia de ventos fortes para começar a correr.
Pois bem, terminamos mais um texto aqui no NSV – Mundo Geek! Gostou? Quer debater algum assunto relacionado a amizade nos animes? Comente aqui em baixo!
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